Maior acesso a cirurgias plásticas podem esconder profissionais incapacitados, alerta especialista
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O Brasil já é o terceiro país no mundo em procedimentos de cirurgia plástica. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, entre 2008 e 2011, a procura pelos procedimentos aumentou 43,9%. O alerta do médico é que, mesmo com facilidades de crédito, nem todos os profissionais do mercado estão habilitados a fazer uma cirurgia estética. “A cirurgia mais procurada pelo público continua sendo a lipoaspiração, e essa, quando feita por um profissional sem a capacitação adequada, pode gerar grandes problemas para os pacientes. Por isso, quando o preço for muito abaixo do normal, pesquise e procure pelo nome do médico na SBCP”, adverte Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba – PR. Apesar do risco, o médico vê com bons olhos o aumento da quantidade de cirurgias pela “nova classe média”, denominação dada à classe C, que possui papel significativo nesse aumento de cirurgias plásticas, já que mais de 90 milhões de brasileiros fazem compõem este estrato social que, nos últimos dez anos, contou com um aumento de 40 milhões de pessoas. “Isso também serve para mostrar o perfil do povo brasileiro, que é uma cultura que enxerga os procedimentos estéticos com menos tabu e está mais aberto a discuti-los e realizá-los”, comenta Pacheco.
