Oftalmologista orienta cuidados com problemas da saúde ocular em crianças
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Cerca de 30% das crianças em idade pré-escolar e escolar costumam apresentar miopia. Já a hipermetropia, ou dificuldade para enxergar de perto, costuma acometer entre 5% e 10% delas. O oftalmologista Renato Neves aponta que a participação dos pais e professores para facilitar o diagnóstico, na opinião do médico, é fundamental. “Aos pais, cabe a função de levar a criança ao oftalmologista nas fases mais importantes da infância: logo após o nascimento, por volta dos seis meses de vida, na fase pré-escolar (entre quatro e cinco anos) e na idade escolar (por volta dos 10-12 anos). Depois disso, as consultas passam a ser regulares, de dois em dois anos”, indica o especialista. Os professores também podem ajudar nesse processo, já que é possível perceber, durante as aulas, se o aluno força os olhos para enxergar ou não consegue se concentrar na leitura de livros, principalmente se o seu comportamento não justifica as notas baixas. O médico afirma que uma boa avaliação oftalmológica também deve levar em consideração três eixos: aparência (olhos desalinhados, vermelhos, pálpebras inflamadas), comportamento (coceira excessiva, se aproximar muito dos objetos para tentar enxergar) e queixas (tontura, dor de cabeça, náusea com a leitura, visão embaçada). “Em face da reclamação do filho, que levou os pais a procurar ajuda especializada, prosseguimos com os testes de acuidade visual, motilidade ocular, visão binocular, refração e fundo de olho”, informa o oftamoloogista. Além de miopia, hipermetropia e astigmatismo, a ambliopia – síndrome do olho preguiçoso – é muito comum em crianças. Com baixa visão em um dos olhos, o cérebro ‘opta’ pelo uso do olho que está em melhores condições em detrimento do outro. Sendo assim, o tratamento consiste em forçar o cérebro a usar o olho deixado de lado, o que conseguimos com a oclusão do olho bom.
