Cirurgia no joelho pode ser desnecessária em muitos casos, aponta estudo
As comuns e recorrentes cirurgias no joelho podem ser desnecessárias em muitos casos. Segundo estudo filandês divulgado no periódico The New England Journal of Medicine, cirurgias verdadeiras e de mentira tiveram efeitos semelhantes no tratamento de pacientes com lesão de menisco, o que sugere que a operação pode der desnecessária em muitos casos.
No estudo, cientistas recrutaram 146 pacientes entre 35 e 65 anos. Todos receberam anestesia e incisões, mas apenas 70 foram operados de verdade. Um ano depois, os dois grupos relataram melhora na dor e nos movimentos de maneira quase idêntica. Segundo o estudo, 77% dos voluntários operados se disseram satisfeitos com o resultado, ante 70% dos que não passaram por cirurgia. Além disso, 89% dos operados relataram melhora na dor, comparados a 83% do grupo de placebo. Quase todos disseram que repetiriam o procedimento (93% dos que passaram por cirurgia, ante 96% dos que foram operados de mentira).
Cartilagem responsável pelo amortecimento do impacto no joelho, o menisco tem suas lesões raparadas por meio de artroscopia, um procedimento minimamente invasivo que realiza dois cortes de 0,5 centímetro cada um. Nos Estados Unidos, essa é a operação ortopédica mais comum, responsável por 700 mil intervenções anuais, segundo o estudo. "De fato, muitas cirurgias no menisco poderiam ser evitadas", afirma o ortopedista Arnaldo Hernandez, especialista em cirurgia de joelho, professor da USP e médico do Hospital Sírio-Libanês. "Para pessoas que começaram a perder os movimentos, não tiveram trauma e não têm limitações mecânicas, a primeira indicação é a fisioterapia. De 80 a 90% dos pacientes vão melhorar com esse tratamento, sem necessidade de passar por uma operação". Uma cirurgia desnecessária é ruim não apenas para o sistema de saúde – público ou privado –, mas para o paciente. "Parte da cartilagem é removida. Ao longo de dois ou três anos, essa perda pode aumentar o desgaste da cartilagem e precipitar um processo de artrose", alerta Hernandez.
No estudo, cientistas recrutaram 146 pacientes entre 35 e 65 anos. Todos receberam anestesia e incisões, mas apenas 70 foram operados de verdade. Um ano depois, os dois grupos relataram melhora na dor e nos movimentos de maneira quase idêntica. Segundo o estudo, 77% dos voluntários operados se disseram satisfeitos com o resultado, ante 70% dos que não passaram por cirurgia. Além disso, 89% dos operados relataram melhora na dor, comparados a 83% do grupo de placebo. Quase todos disseram que repetiriam o procedimento (93% dos que passaram por cirurgia, ante 96% dos que foram operados de mentira).
