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Defensoria aciona governo contra fila de esperas por cirurgias no RJ

A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com uma ação civil pública para obrigar o Ministério da Saúde a apresentar um cronograma para atender os cerca de 10 mil pacientes aguardam por cirurgias em hospitais federais do Rio de Janeiro. Alguns aguardam até sete anos para efetuar cirurgias em diversas especialidades, dentre as quais vasculares, cardíacas, neurológicas, ortopédicas, urológicas, oftalmológicas e torácicas.  De acordo com o órgão, 730 crianças estão entre os que precisam de atendimento. A ação também pede a realização de concurso público para resolver a carência de profissionais de saúde na rede. A DPU quer uma multa de R$ 1,2 bilhão para o Ministério da Saúde por dano moral coletivo. Por meio da nota, o defensor público federal, Daniel Macedo disse que “os dados refletem as consequências de diversos fatores que contribuem para esta situação de calamidade, dentre os quais a falta generalizada de insumos e medicamentos, os baixos salários, a alta rotatividade dos profissionais de saúde, o sucateamento dos hospitais, a má administração de recursos públicos e a ausência de concursos públicos periódicos”. A DPU analisa ainda documentos que apontam para a prática de atos de improbidade administrativa por parte de agentes públicos responsáveis pela gestão das unidades hospitalares. Dados da Controladoria-Geral da União indicam que, de 2008 a 2011, os hospitais federais Cardoso Fontes, da Lagoa, de Bonsucesso, de Ipanema, dos Servidores e do Andaraí receberam verba superior a R$ 2 bilhões e, na aplicação desses recursos, teria sido identificado um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 96 milhões.