Falta mais eficiência do que verba ao SUS, afirma estudo
Os valores financeiros aplicados na saúde pública no país não são o principal obstáculo para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A desorganização e ineficiência são os entraves do serviço, de acordo com relatório do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira (9). O documento analisa os 20 anos de existência do SUS. "Diversas experiências têm demonstrado que o aumento de recursos investidos na saúde, sem que se observe a racionalização de seu uso, pode não gerar impacto significativo na saúde da população", diz Magnus Lindelow, líder de desenvolvimento humano da instituição financeira no Brasil. O relatório indica que é possível fazer mais com o mesmo orçamento. Um exemplo citado no relatório é a baixa eficiência da rede hospitalar. Mais da metade dos hospitais brasileiros (65%) é constituída de unidades de pequeno porte, com menos de 50 leitos, o que limita a eficiência. O documento aponta que leitos e salas cirúrgicas são subutilizados. A taxa média de ocupação nestas unidades é de 45%; enquanto a internacional é de 70% a 75%. Ao mesmo tempo, grandes hospitais de referência estão superlotados. Dois estudos citados pelo Banco Mundial estimam que, em 30% das internações, os pacientes poderiam ter sido atendidos em ambulatórios. "O Brasil tem alto índice de internações por causas sensíveis à atenção primária, que poderia ser minimizado com melhor organização do fluxo assistencial, gerando, assim, uma menor pressão na rede hospitalar", diz Lindelow. Informações da Folha.
