Pesquisa informa que pessoas de baixa escolaridade fumam mais
Foto: Alexo/Creative Commons
Mesmo que o percentual de fumantes tenha caído no Brasil à quase metade em relação ao fim da década de 1980, a diminuição foi considerada significativamente menor entre pessoas com baixa escolaridade. Segundo análise da Fiocruz, lançada nesta terça-feira (26), o dado sugere que políticas antitabagismo realizadas nas últimas décadas tiveram maior impacto entre pessoas com maior escolaridade. A pesquisa, feita em parceria com a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e Universidade Federal Fluminense, compara as prevalências de tabagismo na população de 15 anos ou mais encontradas em duas pesquisas nacionais – uma feita em 1989 e a outra, em 2008. No período, a pesquisa informou que o percentual de fumantes passou de 32% para 17,2% e a presença do fumo caiu 57,2% entre pessoas com pelo menos um ano de ensino universitário (12 anos de estudo no total). Em 2008, o tabagismo alcançava 10,9% dessa faixa. Segundo o levantamento, entre brasileiros com oito a 11 anos de escolaridade, a queda do tabagismo foi de 49%, o que se fixou em 13,6%. Já entre pessoas com até sete anos de estudo (até o fundamental incompleto), a redução registrada foi de 36,7%, ficando em 22,1% em 2008. De acordo com a Fiocruz, o estudo sugere que, apesar de as políticas adotadas por governos e pelo Congresso terem sido bem-sucedidas como um todo, falta foco nas desigualdades. "[Essa] pode ter sido uma das razões para a atual concentração da epidemia de tabaco na população mais desfavorecida", diz a pesquisa. Informações da Folha.
