Chileno é a 7ª pessoa no mundo a sobreviver à raiva; doença é mortal em 97% dos casos
O chileno César Barriga é a sétima pessoa no mundo a sobreviver à raiva. O homem contraiu a doença após ter sido contaminado pela mordida de um cachorro doente, informou o vice-secretário de redes Assistenciais do Ministério da Saúde chileno, Luis Castillo, depois que Barriga recebeu alta indicou nesta segunda-feira (25). César Barriga, 25 anos, se contaminou com o vírus após ser mordido por um cão, em julho passado, quando dirigia uma caminhonete na cidade de Quilpué, 133 km a noroeste de Santiago. Depois de 12 dias do ataque do animal, Barriga foi internado em estado grave no hospital Gustavo Fricke de Viña del Mar com sintomas de raiva, como alterações neurológicas, paralisia do sistema nervoso, dificuldades para respirar e falar. O jovem foi tratado por uma equipe de médicos locais e também pelo especialista americano em raiva, Rodney Willoughby, em meio à expectativa da população chilena por se tratar do primeiro caso registrado em 17 anos no país. A alta de Barriga ocorreu após 16 semanas, depois de recuperar as funções neurológicas e a fala. Ele ainda terá um período de reabilitação de seis meses para recuperar a mobilidade dos pés. "Penso que foi uma experiência difícil porque de uma hora para outra estar em casa e depois acordar sem poder me mexer em um hospital, sem saber o que está acontecendo foi terrível", informou Barriga após deixar o hospital. O último caso de raiva no Chile aconteceu em 1996, quando um menino foi contaminado por um morcego na cidade de Rancagua (centro). O país é considerado livre de raiva canina, uma doença que é letal em 95% dos casos. Informações do Terra.