Neurocientista examina próprio cérebro e descobre tendência psicopata
O neurocientista da Universidade da Califórnia James Fallon, que investiga o cérebro de potenciais assassinos, se surpreendeu ao analisar os próprios exames. Ao invés de esconder o fato, o professor veio a público para falar sobre o assunto. O médico descobriu que o seu cérebro tem inativa uma região ligada ao comportamento ético e à tomada de decisão. Também que possuía genes ligados à violência e um padrão semelhante ao de serial killer. O neurocientista escreveu um novo livro chamado O psicopata no interior, em que procura explicar como ele, um pai feliz no casamento, também pode ser um psicopata com as mesmas características genéticas que assassinatos em massa. "Eu nunca matei ninguém, ou estuprei alguém", disse ele. "Então, a primeira coisa que pensei foi que talvez a minha hipótese estivesse errada, e que essas áreas do cérebro não são reflexo de psicopatia ou comportamento assassino”, completa. Fallon foi submetido a uma bateria de testes genéticos, que mostraram que ele tinha uma predisposição para agressão, violência e a baixa empatia. O que o distingue de um Charles Manson, no entanto, é que ele não age sobre suas tendências agressivas. O neurocientista acredita que, graças em grande parte à sua educação e apoio de sua família, ele é capaz de canalizar suas tendências psicopatas.
