Embrapa cria técnica para produzir mais guaraná com menos desmatamento
Foto: Reprodução Amazônia Rural
Cientistas brasileiros desenvolvem duas variedades de guaraná com técnicas de melhoramento genético que permitirão ao país aumentar em 40% a produção da planta amazônica. O guaraná e conhecido por propriedades estimulantes e é rico em cafeína, cuja atual produção é hoje 12 vezes inferior à demanda nacional. As espécies são a BRS Sateré e a BRS Marabitana, e são cultivadas por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sem manipulação genética. Segundo a Embrapa, as novidades, lançadas nesta semana ao mercado, tem produtividade seis vezes superior a das sementes atualmente usadas na Amazônia. "A expectativa é que o uso dos novos materiais permita elevar em até 40% a produção de guaraná nos estados da Amazônia sem necessidade de desmatar mais a floresta", informou à Agência EFE André Atroch, pesquisador da Embrapa e um dos responsáveis pelas recém-desenvolvidas tecnologias agrícolas. O guaraná é utilizado na maioria das vezes como componente de bebidas gasosas e estimulantes, mas também faz parte da indústria cosmética e farmacêutica. A substância do guaraná é rica em vitaminas e substâncias estimulantes, como cafeína, teofilina e guaranina. Informações do G1.
