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Cirurgia plástica no verão, pode? Especialista diz que cuidado deve ser redobrado

Cirurgia plástica no verão, pode? Especialista diz que cuidado deve ser redobrado
Foto: Reprodução
Mesmo que alguns acreditem que realizar cirurgia plástica no verão pode não ser bom, o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco diz que o procedimento pode ser feito nessa época do ano desde que sejam tomadas algumas precauções. Segundo o especialista, há um costume dos pacientes de só operarem no inverno, pelo fato de nessa época eles não correrem riscos de tomar sol nas cicatrizes, além do frio reduzir os edemas. “Porém, com o clima adverso que se tem hoje no Brasil, não é possível prever qual é a melhor época para realizar um procedimento cirúrgico, com exceção dos peelings faciais e as demais técnicas que utilizam lasers”, comenta o cirurgião plástico. O médico diz que independente da falta de certezas que envolvem o clima, com o aumento médio das temperaturas, é normal que haja um pouco mais de edemas, que resultam em uma recuperação mais longa. Entretanto, segundo Pacheco, isso não prejudica em nada o resultado desejado. “Hoje a tecnologia ajuda no pós-operatório. Os novos modeladores estão sendo fabricados com tecidos com melhor ventilação, diminuindo o incômodo do calor em pacientes que fizeram lipo, por exemplo,”, explica. Pacheco diz que é possível passar por uma cirurgia ou uma lipoaspiração em qualquer período do ano. “O paciente não deve se expor diretamente ao sol durante 30 dias em nenhuma circunstância, isso porque as cicatrizes podem escurecer e as equimoses – manchas roxas da lipoaspiração ou da própria cirurgia – podem adquirir um aspecto de tatuagem com a ação do sol. O ideal é se proteger por, pelo menos, 90 dias – seja com protetor solar ou roupas”, alerta. Pacheco comenta que as cirurgias mais procuradas nesta época do ano são as de mama, as lipoaspirações e as de plásticas de abdômen. Ele ressalta que tudo é uma questão de escolha: é necessário optar pelo que deseja realizar e saber o tempo mínimo que levará para isso acontecer. “Se o problema fosse o calor, nos locais mais quentes do mundo ninguém faria cirurgia plástica”, brinca.