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Elogios constantes nem sempre são saudáveis, diz pesquisa

Elogios constantes nem sempre são saudáveis, diz pesquisa
Foto: Reprodução
Você já deve conhecer (quem sabe até pratica) aquela fórmula de que filho feliz é filho elogiado, e sempre. “Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”, enfatizam. Ao contrário do que se pode esperar, essa consciência imbatível sobre a autoestima dos pequenos nem sempre é saudável. No fundo, eles sabem que não são tão perfeitos assim. Para ilustrar o caso, um teste realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeça, relativamente fácil. Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”). Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente. O resultado se deu da seguinte maneira: a maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante; e a maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente. Segundo Carol S. Dweck, do Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), os alunos foram Influenciados por apenas uma frase. Um livro também discute as desvantagens de elogios constantes. Fora de Série (“Outliers”), de Malcom Gladwell, tematiza os prejuízos futuros sobre a superestimação do talento.