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Concentração e estigma da Aids em grupo de risco impedem esforços contra a doença, diz especialista

Concentração e estigma da Aids em grupo de risco impedem esforços contra a doença, diz especialista
Foto: Reprodução
A concentração da epidemia do vírus HIV (Aids) em grupos marginalizados, como profissionais do sexo, usuários de drogas e homens homossexuais pode complicar esforços globais contra a Aids, afirmou um especialista da ONU. De acordo com Michel Kazatchkine, enviado especial da ONU para HIV/Aids no Leste Europeu, o avanço das infecções entre populações difíceis de abordar impede o progresso dos esforços contra a doença. Para Kazatchkine, o perigo é que a Aids volte a ser uma doença associada a "grupos de risco", como já aconteceu nas décadas de 1980 e 1990, e que não haja vontade política suficiente para reverter isso. "Se não tratarmos das raízes do problema, se não tratarmos do estigma, da discriminação e da legislação inadequada, se não olharmos para essa gente do ponto de vista da saúde pública, e não de um ponto de vista criminal, delinquente, como fazemos agora, então essa tendência permanecerá", afirmou Michel em entrevista. De acordo com o especialista, 35,3 milhões de pessoas no mundo são portadoras do vírus da imunodeficiência humana. São considerados grupos de risco usuários de drogas injetáveis, que espalham o vírus por agulhas e seringas contaminadas; prostitutas e profissionais do sexo, que costumam ser criminalizados e têm pouco acesso aos serviços de saúde; e homens homo e bissexuais, grupo ao qual a epidemia da aids foi atribuída há cerca de 30 anos. Informações da Reuters.