OMS considera alta da tuberculose resistente como crise de saúde pública
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que a tuberculose resistente a medicamentos se tornou crise de saúde pública. A declaração foi veiculada nesta quinta-feira (24) e, segundo a entidade, o número de pessoas diagnosticadas com a doença tem subido tão rapidamente que alguns países não têm medicamentos e pessoal médico suficientes para tratar os doentes. Em reportagem publicada também nesta quinta no The Wall Street Journal, a OMS diz que a maioria (80%) dos casos de tuberculose resistente a medicamentos ainda não foi diagnosticada. No relatório anual mais recente sobre a doença, a organização afirma que as metas para diagnosticar e tratar a tuberculose são ainda “muito tímidas”. No geral, cerca de um terço dos casos de todas as formas da enfermidade (2,9 milhões de casos) não foi diagnosticado nem declarado em 2012. A entidade ainda informa que novos testes moleculares rápidos têm ajudado médicos e autoridades de saúde pública a diagnosticar a tuberculose resistente a medicamentos de forma mais ampla e eficaz. Entretanto, o relatório recomenda que os países que utilizam testes se certifiquem que têm medicamentos suficientes e profissionais treinados para gerenciar o tratamento. "Esta é uma crise de saúde pública", aponta Mario Raviglione, diretor do programa global de tuberculose da OMS. "Você não pode se dar ao luxo de fazer um diagnóstico e não ser capaz de tratar os pacientes. Consideramos isso uma questão de ética," alertou. A organização estima que cerca de 450 mil pessoas contraíram a MDR -TB, um dos tipos de tuberculose resistente a drogas, em 2012. Estudos regionais, no entanto, consideram que a epidemia da doença é ainda mais ampla e está acima do que as autoridades inicialmente acreditavam.
