Para além da mágica: Hipnose é recomendada para tratamento de dor e problemas psicológicos
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A hipnose, fenômeno neurológico que torna a consciência do hipnotizado vulnerável à do hipnotizador, muitas vezes é vista como uma espécie de mágica ou mesmo truque. Com o nome associado a Hypnos, a deusa grega do sono, a técnica é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e ajuda a superar fobias. Durante a sessão, o indivíduo em transe hipnótico fica acordado e consciente. Mas, como seu grau de inibição é reduzido, o indivíduo não se dá conta se a situação pela qual passa é constrangedora. Desde a Segunda Guerra Mundial, quando era empregada para procedimentos cirúrgicos sem anestésicos, a hipnose tem sido utilizada por diversos profissionais da saúde. “O temor mais comuns é a perda de controle durante o transe. O indivíduo pode achar que fará coisas contrárias à sua vontade ou que ficará na mão do hipnólogo. Esses mitos estão fundamentados no uso circense da hipnose e assustam”, explica o médico e psicoterapeuta especializado em hipnose João Augusto Figueró, em matéria do IG. Os especialistas afirmam que a técnica, além de ser mais indicada para dores físicas, tem efeitos terapêuticos em problemas psicológicos como fobias, traumas, ansiedade, depressão e disfunções sexuais. “Na obstetrícia da Escola Paulista de Medicina, nós atendemos pacientes que sofreram violência sexual e o tratamento psicológico é feito com a hipnose”, informa o obstetra Osmar Ribeiro Colás, coordenador do Grupo de Estudos de Hipnose da Unifesp. O tratamento através da prática depende de três necessidades básicas: para ser hipnotizada, a pessoa precisa ter capacidade imaginativa, disposição mental para focalizar a atenção e desejo de ser hipnotizado.
