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Programa de inclusão social diminui em até 90% internações de pacientes com doenças crônicas

Pesquisa da universidade norte-americana de Georgetown revelou que um programa brasileiro voltado para famílias carentes com filhos com doenças crônicas contribuiu para diminuir em mais de 90% o tempo de internação dessas crianças em hospitais públicos no Rio de Janeiro. Durante três anos, os pesquisadores acompanharam 299 famílias carentes do estado com meninos e meninas nessa situação. No programa, desenvolvido pela ONG Associação Saúde Criança, foi constatado que o tempo de internação caiu de 62 para nove dias, para quem fez parte do programa. Além disso, as crianças ficaram 11% menos propensas a cirurgias ou a tratamentos clínicos. Entre os casos crônicos registrados, havia doenças infecciosas, câncer, cardiopatia e anemia falciforme. A metodologia do programa inclui um plano de ação familiar de corresponsabilidade que atende às áreas de saúde, geração de renda, moradia, educação e cidadania. A equipe do programa inclui advogados, psicólogos, assistentes sociais, arquitetos, nutricionistas, pedagogos, médicos, entre outros. O estudo mostrou ainda que os adultos das famílias que sofreram impacto da metodologia tinham 12% mais chance de estar empregados do que outras pessoas na mesma área geográfica, após três anos no programa. Os recursos da ONG vêm da iniciativa privada e patrocinam atendimentos em 11 unidades nos estados do Rio, Rio Grande do Sul, de Pernambuco, Goiás, São Paulo e Santa Catarina. A metodologia também é replicada por franquias sociais em mais seis estados e foi adotada como política pública em Belo Horizonte. Informações da Agência Brasil.