Vida em Equilíbrio: Filósofo Kau Mascarenhas explica por que metas de ano novo fracassam
Por que o ano muda e suas metas fracassam? Todo início de ano traz consigo a sensação de recomeço. É quando metas são traçadas, promessas são feitas e expectativas ganham força. No entanto, à medida que os meses avançam, muitas pessoas se percebem repetindo os mesmos padrões, enfrentando frustrações semelhantes e constatando que, apesar do calendário ter mudado, a vida segue exatamente igual.
Isso acontece porque a mudança verdadeira não nasce de datas, mas de consciência. Sem autoconhecimento, continuamos fazendo escolhas parecidas e esperando resultados diferentes. Transformar a própria realidade exige mais do que vontade momentânea: pede responsabilidade, clareza sobre os fatos — tanto positivos quanto negativos — e movimento consistente ao longo do tempo.
Neste episódio do Podcast Vida em Equilíbrio, Andrea Cunha recebe Kau Mascarenhas, filósofo, acadêmico em Psicologia, palestrante, mentor e consultor em desenvolvimento humano, para uma conversa profunda sobre comportamento humano, padrões repetitivos e o real significado da mudança. Conhecido como “arquiteto de gente”, Kau compartilha reflexões que convidam o ouvinte a olhar para dentro e assumir o protagonismo da própria história. O episódio vai ao nesta segunda-feira (12), às 20h30, e fica disponível no YouTube do Bahia Notícias.
Ao longo do episódio, temas como consciência, identidade, escolhas e ação são abordados de forma clara e acessível, conectando vida pessoal e profissional. A conversa propõe um olhar mais honesto sobre por que tantas metas fracassam e o que precisa ser reorganizado internamente para que novos resultados possam surgir.
Um dos pontos centrais do bate-papo é a reflexão sobre a importância da aceitação da realidade. Kau chama atenção para os riscos do excesso de “pensar positivo” — a chamada hiperpositividade — que, segundo ele, pode silenciar limites, ignorar processos e gerar frustração ao longo do caminho. Cumprir metas não é negar dificuldades, mas desenvolver consciência, constância e fazer escolhas possíveis dentro da realidade de cada um.
Outro aspecto abordado é o distanciamento de si mesmo. Muitas vezes, ao tentar corresponder às expectativas externas, as pessoas deixam de ser quem realmente são. Nesse processo, metas acabam sendo construídas a partir do que foi aprendido com o meio ou com os outros, e não de desejos profundos e alinhados com a própria identidade. O episódio também destaca a importância de aprender com os erros, aceitar críticas e utilizar essas experiências como parte do processo de amadurecimento.
Kau apresenta ainda a perspectiva Humanistê, inspirada no princípio: “o humano em mim saúda o humano que existe em você”. Um convite à humanização, reconhecendo tanto as potencialidades quanto as vulnerabilidades. Para ele, é justamente nessa busca por mais humanidade — com luzes e sombras — que a transformação verdadeira acontece.
Mais do que um episódio de início de ano, este é um convite à reflexão e ao reposicionamento. Uma oportunidade para compreender que o ano só se torna novo quando existe disposição para mudar por dentro e transformar a maneira de pensar, sentir e agir. Afinal, metas sustentáveis nascem de valores, identidade e da pessoa que se escolhe ser.
