Viver Bem: Dia Mundial da Prematuridade é bandeira da campanha Novembro Roxo
Celebrado em mais de 50 países, o Dia Mundial da Prematuridade acontece nesta quarta-feira, dia 17 de novembro, e compõe uma das bandeiras levantadas na campanha Novembro Roxo. No Brasil, o nascimento prematuro é a principal causa de morte infantil, atingindo cerca de 12% dos bebês nascidos. Para a médica obstetra do Sistema Hapvida, Dra. Viviane Santiago, é importante falar sobre a campanha Novembro Roxo porque a prematuridade pode ter consequências para o resto da vida de uma criança. "É preciso chamar a atenção para o tema e buscar meios de evitar que o bebê nasça prematuro", afirma, explicando ainda que a principal medida é fazer o pré-natal, para que a paciente tenha um bom acompanhamento e tratamento, quando necessário.
Parto prematuro é todo aquele que acontece antes das 37 semanas. Existem três formas de considerar a prematuridade: o tardio, a partir de 34 semanas; o moderado, entre 28 e 34 semanas; e o prematuro extremo, que ocorre abaixo de 28 semanas. O nascimento, em cada uma dessas idades gestacionais, pode fazer muita diferença no futuro desses bebês, pois quanto mais novos, maiores são os riscos de complicações futuras. A especialista explica que o risco é maior para quem já tem histórico de parto prematuro anterior e em casos de gravidez gemelar, trigemelar, quadrigemelar, nas quais os bebês podem nascer antes do tempo previsto. "Há risco também para pacientes com alteração no colo do útero, infecção - principalmente a urinária -, hipertensão, diabetes, tabagismo ou utilização de álcool e drogas", ressalta.
Para a mãe de um bebê prematuro, sobretudo em tempos de pandemia, os desafios são muitos e exigem muita força e dedicação, pois as consequências podem se apresentar na forma de déficit intelectual, paralisia cerebral, problemas respiratórios, na visão e na audição. A criança pode precisar de acompanhamento, de fisioterapia e, neste momento de pandemia, com restrição de acesso, sair com um bebê com baixa imunidade, às vezes até para internação em UTI, é assustador. "Há também os casos em que a mãe tem alta e o bebê fica internado. "Nessas situações, é preciso que mãe e bebê recebam toda a assistência e acompanhamento do hospital, a fim de avaliar como será o desenvolvimento neuropsicomotor do pequeno", observa a médica.
Além disso, as futuras mamães devem dar uma atenção especial à nutrição, alimentando-se o mais adequadamente possível, fazer atividade física, ir às consultas regularmente, fazer os exames e procurar dar uma boa assistência ao crescimento e desenvolvimento do bebê. "O meu conselho para todas as gestantes é que façam o pré-natal corretamente e que procurem planejar a gravidez, fazendo exames antes, buscando informações e que, a partir do momento em que descobrirem a gravidez, já iniciem o pré-natal, principalmente aquelas com doença pré-existente ou histórico de parto prematuro, finaliza a Dra. Viviane.
