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Viver Bem: Como fica a saúde mental da mulher que descobre o câncer de mama?
Foto: Divulgação

No Outubro Rosa as atenções são voltadas para a conscientização do cuidado e prevenção do câncer de mama. Mas, para além disso, também é preciso ter uma dedicação especial à saúde mental da mulher diagnosticada com a doença. De acordo com os dados do INCA - Instituto Nacional do Câncer, a estimativa é que, este ano, 3.460 novos casos sejam descobertos na Bahia, e, 1.180, em Salvador.  

 

Receber a notícia de uma enfermidade oncológica costuma ser impactante, principalmente, quando é nos seios, que, para muitas mulheres são um dos fortes símbolos da sua feminilidade e sensualidade. Por isso,  a psicóloga do Sistema Hapvida, Geane Santos, afirma que o diagnóstico positivo pode causar uma fragilidade emocional e prejudicar a saúde mental da paciente. “ Um ponto importante e primordial nessas situações, é como esse resultado é comunicado. A relação médico-paciente interfere na forma que a mulher vai lidar com a doença, e, consequentemente, na qualidade do tratamento”, relata a especialista.

 

Para a maioria das mulheres, manter o equilíbrio psicológico após uma notícia devastadora é muito difícil, mas não impossível. Aceitar o resultado de câncer de mama não está relacionado apenas ao preconceito estabelecido sobre a doença. Outros fatores como o medo, com a dependência do tratamento e a incerteza da cura; a preocupação com as mudanças físicas, sobretudo, quando acontece a queda do cabelo e retirada dos seios; a transformação no modo de viver; além da tristeza e até a depressão que vêm à tona, e são nessas horas de vulnerabilidade que o apoio da família e amigos se torna fundamental para que a doença não alcance dimensões inimagináveis. 

 

Segundo Geane, a rede de apoio é considerada uma parte importante durante o processo de tratamento. Demonstrar afeto e atenção; ensinar a paciente a ser resiliente e confiante, e, acima de tudo, a enfrentar o diagnóstico, são pequenas formas que as pessoas mais próximas podem ajudar na reabilitação e proporcionar uma maior qualidade de vida da vítima do câncer. “Aceitar sua nova condição e adaptar-se à uma nova imagem e significado de corpo, exige um esforço muito grande que, muitas vezes, essa paciente não está preparada. Por isso, esse amparo é fundamental e determinante para que o quadro clínico não piore ainda mais, afirma. “Mostrar as possibilidades de cura e como isso pode ser vivido e superado são maneiras simples, mas eficazes na luta contra a doença”, finaliza a psicóloga.

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