Quinta, 04 de Abril de 2019 - 14:30

Viver Bem: Os resfriados do outono

Viver Bem: Os resfriados do outono
Foto: Pixabay

O outono traz consigo um período difícil para quem sofre com problemas alérgicos. A temperatura mais amena nesta época do ano tende a propiciar o surgimento de doenças relacionadas ao sistema respiratório.

 

Independente da idade, gripes e resfriados são palavras certas de escutarmos neste período do ano por quem não esteja muito bem. A explicação, de acordo com o alergologista do Hapvida Saúde, Vitório Marchesini, é muito simples: a densidade do ar cai e gera uma maior proliferação de vírus, ácaros e bactérias. Neste cenário, um dos maiores vilões são os lugares fechados e as aglomerações. “Os vírus são transmitidos pelo contato direto ou indireto. Às vezes no cumprimento, por exemplo, a transmissão pode acontecer”, explica o especialista.

 

É GRIPE OU RESFRIADO?

Espirro e coriza são alguns dos sintomas que costumam aparecer tanto em gripe quanto em resfriado, gerando dúvida entre as pessoas sobre qual o seu diagnóstico preciso. Dr Vitório explica que a diferença é grande e um dos pontos de principal divergência entre as duas é a duração. “Quem tem gripe não tem condição de fazer as atividades diárias, apresenta febre e os sintomas duram mais que 5 dias. Já o resfriado é resultante de um vírus mais fraco que não atrapalha a rotina do indivíduo”.
Independente de ser gripe ou resfriado existe uma parcela da população que é mais acometida por essas doenças. Crianças e idosos estão nesse recorte. “Por não ter um sistema imunológico maduro, o que só acontece após os quatro anos, as crianças têm mais facilidade em adquirir viroses. Já os idosos, como costumam ter outros problemas de saúde, acabam adquirindo gripes e resfriados com mais facilidade”, relata o especialista.

 

VACINAÇÃO
Entre 10 de abril e 31 de maio o Ministério da Saúde inicia a campanha de vacinação contra a gripe. Na primeira etapa, que vai até o dia 21 de abril, a prioridade são crianças de um a seis anos de idade, gestantes e puérpera (mulheres que deram à luz recentemente), por serem considerados mais vulneráveis ao vírus. A partir do dia 22 todo o público-alvo poderá se vacinar. De acordo com Drº Vitório, esse tipo de vacina é classificada como anti-viral, a qual garante uma imunização a longo prazo. Já quem possui rinite, asma, conjuntivite ou otite alérgica pode contar com outro tipo de vacina. “Os alérgicos não têm cura, mas a doença pode ser controlada com o uso das vacinas de alergia, que podem ser aplicadas, desde que seja feito um diagnóstico preciso feito por um profissional”, finaliza.

Histórico de Conteúdo