Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Saúde
Você está em:
/
/

Artigo

Conheça os benefícios de abandonar filtros de beleza aumentada

Por George Barbosa

Conheça os benefícios de abandonar filtros de beleza aumentada
Foto: Rosie de Jesus

Em uma era dominada pela perfeição digital, um movimento está ganhando força nas redes sociais: a remoção dos filtros de beleza criados por terceiros, prevista para acontecer nesta terça, 14 de janeiro. De acordo com a Meta, nos últimos anos, mais de 600 mil pessoas, de mais de 190 países, criaram filtros na plataforma. A decisão promete transformar a maneira como nos apresentamos online e como nos percebemos e nos aceitamos no mundo real. 

 

Essa alteração pode trazer benefícios significativos para a saúde mental e a autoestima dos usuários. A mudança tende a promover a autoaceitação, diminuir a invalidação do eu natural e despadronizar a beleza. Quanto mais as pessoas fingem ser algo que não são, mais infelizes se tornam. A ausência desses filtros, portanto, incentiva um exercício diário contra a frustração da padronização da beleza. 

 

Embora, muitas pessoas possam, inicialmente, resistir à mudança, acredito que aqueles que abraçarem a ideia de se verem como realmente são desfrutarão da liberdade plena. Além do autoencorajamento e do trabalho constante da sua imagem e autoestima, haverá uma maior empatia à noção de imperfeição.

 

Um dos problemas mais sérios associados ao uso excessivo de filtros é a dismorfia corporal. Barbosa esclarece. Diferente dos transtornos de imagem como bulimia e anorexia, a dismorfia corporal é uma noção distorcida de sua imagem devido ao que você tende a projetar de si por alguma imposição estética pessoal ou social. Isso pode levar à desvalorização da identidade real.

 

A restrição do uso de alguns efeitos de aparência podem trazer vantagens duradouras na saúde mental dos usuários. Acabam desenvolvendo uma empatia melhor e um maior entendimento sobre traços físicos e identitários de si e dos outros usuários das redes sociais. Isso pode levar à autovalidação e à diminuição da busca incessante por padronizar rostos e corpos. Para aqueles que desejam começar a compartilhar imagens mais autênticas, recomendo: iniciar com fotos em que se sintam mais confortáveis, escolher locais considerados bonitos para as postagens, focar no autocuidado em vez de intervenções cirúrgicas, cuidar mais do sorriso, da pele e outros aspectos naturais.

 

Para pessoas que já desenvolveram problemas de autoestima devido ao uso excessivo de filtros, sugiro um trabalho constante e progressivo de autoexposição. É importante compreender que a opinião das pessoas não te define e que há traços que são marcas dos povos aos quais sua herança genética faz parte. Esse movimento é um convite à autenticidade, à aceitação e à valorização da diversidade humana. Se observar é um exercício diário de sabedoria, afeto consigo mesmo e resistência. À medida que navegamos por essa nova era de autenticidade digital, podemos esperar uma sociedade mais empática, autoconsciente e, acima de tudo, real.

 

*George Barbosa é psicólogo da Hapvida Notredame Intermédica

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias