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A importância da nutrição no tratamento de doenças inflamatórias intestinais

Por Carolina Dias

A importância da nutrição no tratamento de doenças inflamatórias intestinais
Foto: Divulgação

Recentemente, o jornalista Evaristo Costa, de 48 anos, revelou em um podcast que perdeu 22 kg em pouco mais de três semanas por causa da doença de Crohn, uma síndrome gastrointestinal grave que ele enfrenta desde 2021. A revelação trouxe à tona o impacto dessa doença na vida dos pacientes e chamou atenção para a importância de uma alimentação balanceada no tratamento e prevenção de doenças inflamatórias intestinais (DII).


Manter hábitos alimentares adequados é essencial para diminuir a ocorrência de sintomas de DII. Com uma nutrição adequada, o corpo pode ter uma melhor resposta dos medicamentos. Além disso, muitos alimentos podem agravar os sintomas da condição, gerando diarreia e dores abdominais.


É fundamental avaliar o estado nutricional de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal (DII) de forma personalizada. As restrições alimentares de cada doença ativa podem levar a complicações específicas, como a desnutrição. Assim, as estratégias de tratamento nutricional devem ser personalizadas, considerando a gravidade da condição e a presença de complicações associadas.


Além disso, os pacientes devem evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, assim como aqueles que têm açúcar adicionado e sódio. Uma dieta mais inclusiva e equilibrada, aquela que inclui variedade de frutas, cereais e vegetais, carboidratos complexos, carnes magras (peixes e frango) e gorduras monoinsaturadas, é a indicada. Nesse tipo de cardápio, o paciente consegue os nutrientes necessários para o corpo funcionar bem, diferente do que acontece quando o consumo maior é de ultraprocessados, que levam a inflamação, sobrepeso e desnutrição.


Estratégias nutricionais para amenizar os sintomas de DII
Em casos de náuseas e vômitos, o paciente deve fracionar as refeições em pequenas porções, priorizar líquidos frios e alimentos secos, além de evitar alimentos gordurosos, frituras ou aqueles com o cheiro forte. Já quando o paciente sofre de diarreia, o recomendado é evitar o consumo de alimentos gordurosos, condimentados e ricos em fibras. Bebidas que contenham cafeína, laticínios, adoçantes e álcool também devem ser evitadas. 


Caso um dos sintomas do paciente seja a desidratação, o recomendado é aumentar a quantidade de líquidos e de sódio. Se o incômodo for constipação, o paciente pode ingerir 1,5L a 2L de água por dia. Se o paciente não apresentar estenose, ele pode aumentar a quantidade de fibras gradativamente. Contudo, sempre é necessária a avaliação e a supervisão de médicos e nutricionistas. Tem que ser um tratamento multidisciplinar.


*Carolina Dias é nutricionista funcional, fisioterapeuta, referência em emagrecimento saudável e fundadora da CD Clinique.

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias