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Otoesclerose: entenda a doença que afeta a audição

Por Gabriel Bijos

Otoesclerose: entenda a doença que afeta a audição

A otoesclerose é uma condição que afeta a audição e pode levar a uma perda auditiva gradual, além de causar zumbido no ouvido.  A doença é caracterizada pelo enrijecimento do tecido ósseo no ouvido, especificamente a ossificação do estribo, um dos ossículos do ouvido. Esse processo reduz a movimentação do estribo e compromete a transmissão do som na cóclea, resultando em diminuição da audição.


A principal suspeita é que a otoesclerose seja uma doença hereditária. Observa-se que acomete mais mulheres do que homens, possivelmente devido a fatores hormonais. A condição é geralmente transmitida por herança autossômica dominante com penetrância incompleta, o que significa que os membros da mesma família podem herdar o gene associado à condição, mas nem todos necessariamente desenvolverão a patologia. Dessa forma, é comum que diversas pessoas em uma mesma família apresentem otoesclerose.


Além dos fatores genéticos, a otoesclerose pode se agravar durante a gestação, embora também possa piorar em outros momentos. Os principais sintomas incluem perda auditiva progressiva e zumbido, com sintomas menos comuns como tontura e vertigem. O diagnóstico é feito através de exame físico e confirmado por audiometria e impedanciometria.


Embora não exista uma cura definitiva para a otoesclerose, opções de tratamento estão disponíveis para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Entre as alternativas, estão a cirurgia para substituir o estribo por uma prótese, o uso de aparelhos auditivos para minimizar o desconforto e, em casos iniciais, a utilização de medicações para retardar o progresso da doença.


Para preservar a saúde auditiva, é fundamental realizar check-ups anuais com um otorrinolaringologista. Além disso, é importante evitar exposição a sons altos, não usar cotonetes no ouvido, evitar a automedicação e manter uma alimentação rica em vitaminas A, C, E, magnésio e zinco. Fatores como o tabagismo também podem interferir na saúde auditiva.


*Gabriel Bijos é otorrinolaringologista e cirurgião da face, membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF), membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e da International Federetion of Face Plastic Surgery Societies.

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias