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Medicamentos para tratar doenças reumáticas podem atrapalhar a amamentação?

Por Ana Teresa Amoedo

Medicamentos para tratar doenças reumáticas podem atrapalhar a amamentação?
Foto: Robson Faria / Divulgação

Você sabia que mais de 15 milhões de brasileiros sofrem com doenças reumáticas? Os dados são da Sociedade Brasileira de Reumatologia, que informa a existência de mais de 120 enfermidades que podem levar à incapacidade física do paciente. A boa notícia é que existem diversos tratamentos, inclusive medicamentosos, que podem proporcionar maior qualidade de vida em qualquer idade, inclusive durante a amamentação.

 

O aleitamento materno é um dos momentos mais importantes e especiais na vida da maioria das mulheres porque é através do leite que é possível nutrir os bebês. Mas vale o alerta: em caso de mulheres que já fazem tratamento medicamentoso contra doenças reumáticas e desejam engravidar, são necessários orientação e planejamento prévios junto ao reumatologista. Isso porque alguns remédios podem afetar os bebês e, para isso, existem alternativas, de modo que mãe e recém-nascido fiquem bem e, principalmente, seguros.

 

No caso da amamentação em específico, a maioria dos medicamentos podem ser transferidos ao bebê pelo leite, ainda que em pequenas quantidades. Portanto, é importante haver a conscientização, já que, por falta de informação, muitas mães acabam não amamentando ou abandonando o tratamento medicamentoso durante a lactação por medo.

 

De modo geral, as doenças reumáticas podem provocar dor e inchaço nas articulações. Para esses sintomas existem remédios que podem ser usados durante a amamentação, como os anti-inflamatórios ibuprofeno, diclofenaco e cetorolaco; e os corticoides prednisolona e prednisona. Por outro lado, existem drogas que são contraindicadas, como ciclofosfamida, metotrexato, micofenolato e ciclosporina.

 

Porém, vale a ressalva. Cada paciente tem sua particularidade e, da mesma forma que essas drogas podem não ter efeitos nocivos para uma pessoa, pode ter para outra. Por isso é de extrema importância haver o diálogo entre reumatologista e paciente. Somente este profissional poderá informar qual a medicação adequada, sua indicação e dosagem.

 

*Ana Teresa Amoedo [CRM-BA 11237 | RQE 5054] é médica reumatologista e sócia e diretora da Novaclin - unidade que integra o Grupo Cita em Salvador

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias