Dia Nacional de Combate ao Colesterol: Entenda a relação com a gordura no fígado e a importância dos hábitos saudáveis
Nesta quinta-feira, 8 de agosto, foi celebrado o Dia Nacional do Combate ao Colesterol, uma data dedicada à conscientização sobre os riscos do colesterol elevado e a importância de mantê-lo sob controle para prevenir diversas condições de saúde, incluindo a Esteato-Hepatite, uma inflamação do fígado associada ao acúmulo excessivo de gordura nesse órgão. Um dos métodos mais eficazes para prevenir e tratar essas condições é a adoção de uma dieta equilibrada. Uma alimentação saudável é fundamental para controlar os níveis de colesterol e reduzir o acúmulo de gordura no fígado.
O colesterol alto e a gordura no fígado estão frequentemente interligados, especialmente no contexto da esteatose hepática não alcoólica. O fígado, que é responsável pela produção e metabolização do colesterol, pode ter sua função comprometida quando sobrecarregado pela presença de gordura, levando a sérias complicações de saúde, se não houver tratamento adequado. A esteato-hepatite está fortemente associada a condições como obesidade, gordura abdominal, hipertensão arterial, pré-diabetes ou diabetes, e elevação dos níveis de triglicerídeos ou colesterol.
Adotar uma dieta balanceada e um estilo de vida saudável é essencial para a manutenção da saúde do fígado e do organismo como um todo. A dieta mediterrânea, que privilegia a redução do consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, açúcar adicionado e carboidratos de alto índice glicêmico, e incentiva o aumento da ingestão de frutas, verduras e grãos integrais, é amplamente estudada e recomendada nesses casos. Uma perda de peso modesta, de 3 a 5%, já pode ter um impacto significativo no controle do acúmulo de gordura no fígado. No entanto, é preciso estar alerta para o consumo de bebidas alcoólicas, que podem aumentar ainda mais o risco de inflamação hepática.
Além de uma alimentação saudável, outras mudanças no estilo de vida são cruciais para prevenir a esteato-hepatite. A prática regular de exercícios físicos, por exemplo, não só ajuda a controlar o peso, mas também melhora a sensibilidade à insulina e reduz os níveis de gordura no fígado. Estimulo meus pacientes a refletirem sobre o estilo de vida que adotam e a se engajarem em modificar esses fatores de risco de forma concreta, reforçando a importância do controle do peso, da eliminação do sedentarismo e da busca por uma alimentação saudável.
Substituir alimentos ricos em gorduras saturadas e trans por opções com gorduras insaturadas tem um impacto positivo tanto no controle da esteatose hepática quanto no colesterol. Reduzir o consumo de carboidratos simples e aumentar a ingestão de proteínas na dieta também contribui para a melhora da condição hepática e deve ser encorajado. Além disso, indivíduos que consomem mais fibras, como farelo de aveia, grãos integrais, frutas e vegetais, apresentam menor risco de desenvolver doença hepática esteatótica e melhor controle do colesterol. Devemos desencorajar o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, bem como de bebidas adoçadas com frutose.
Buscar orientação de profissionais de saúde, como hepatologistas, endocrinologistas e nutricionistas, é fundamental para receber recomendações personalizadas e garantir uma vida mais saudável.
*Marina Cabral é endocrinologista da CliaGEN - Clínica de Atenção em Gastroenterologia, Especialidades e Nutrição -, pertencente ao Grupo Cita.
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