A hérnia de disco foi a principal causa de afastamento do trabalho em 2023: veja quais são os sintomas e tratamentos
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 7 a cada dez pessoas terão dor lombar ao longo da vida. Problema corriqueiro, a lombociatalgia é uma queixa comum em todas as faixas etárias e possui diversas causas, sendo a hérnia de disco uma delas. Principal motivo do afastamento do trabalho no Brasil em 2023, quando mais de 2,5 milhões de brasileiros tiveram que se ausentar das atividades laborais, de acordo com o Ministério da Previdência Social, ocasiona diversos incômodos no dia a dia do paciente.
A hérnia de disco é uma enfermidade caracterizada pelo deslocamento do disco intervertebral, estrutura que tem a função de evitar o atrito entre uma vértebra e outra. Esse processo leva à formação da hérnia, que se desloca até as raízes nervosas da coluna e as comprimem, gerando dores que podem ser leves, moderadas ou incapacitantes.
Causas
À medida que as pessoas envelhecem, é comum os discos invertebrais se desgastarem e a função de amortecimento, então, diminuir. Contudo, para além desse fator, há outros motivos que ocasionam o surgimento da hérnia de disco. Má postura, sedentarismo, hereditariedade, sobrepeso, além de carregar ou levantar muito peso e realizar exercícios físicos de maneira inadequada são algumas das causas do problema”.
Entre os principais sintomas da enfermidade estão a dor ciática, que é um incômodo que se inicia na região lombar e se irradia para as nádegas e coxas; dor na parte superior das costas; dor na parte inferior das costas; dor ao movimentar o pescoço; e formigamento na região das costelas. Esses sintomas variam de acordo com o tipo de hérnia de disco, que pode ser torácica, lombar ou cervical. Geralmente, o problema acomete mais as regiões lombar e cervical porque são áreas mais expostas ao movimento e suportam maior carga.
Tratamentos
O tratamento da hérnia de disco é multidisciplinar, ou seja, envolve diversos profissionais. O tratamento inclui medicamentos, reabilitação com fisioterapeutas e educadores físicos, além de métodos analgésicos, como a acupuntura, e também intervenção cirúrgica.
*Djalma Amorim Jr. é ortopedista e especialista em coluna.
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