Dia Mundial do Ceratocone: oftalmologista aponta os perigos da doença
Na última sexta-feira (10/11) é o Dia Mundial do Ceratocone. A data visa aumentar a conscientização sobre esta doença oftalmológica rara e fornecer esperança e apoio aos pacientes em todo o mundo. De acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Ceratocone, entidade que reúne especialistas na área, a situação da doença no Brasil é preocupante. A maior parte dos aproximadamente 13 mil transplantes de córnea realizados anualmente no país destina-se a indivíduos que sofrem com essa condição oftalmológica.
Isso porque o ceratocone causa o afinamento progressivo e a protuberância da córnea, levando a distorções visuais, como visão embaçada e astigmatismo irregular. Em estágios avançados, a condição pode ser debilitante, tornando as atividades diárias, como a leitura e a condução, extremamente difíceis.
Os principais sinais e sintomas do ceratocone são:
- Aumento do grau dos óculos:
A pessoa com ceratocone geralmente percebe que sua visão está piorando rapidamente e que o grau dos óculos ou lentes de contato precisa ser ajustado com mais frequência do que o normal. Isso ocorre devido às alterações na forma da córnea, que leva a mudanças na refração do olho.
- Aumento do astigmatismo e miopia:
O ceratocone também contribui para o aumento do astigmatismo e da miopia. Isso resulta em uma visão embaçada e distorcida. Além disso, a coceira nos olhos é um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Muitas pessoas que têm ceratocone relatam sentir coceira nos olhos. No entanto, a condição em si não causa a coceira, mas sim o ato de coçar os olhos que pode levar ao desenvolvimento dessa doença.
É fundamental ressaltar que o ceratocone é mais comum em crianças e adolescentes e, geralmente, não manifesta sintomas em seus estágios iniciais. O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular são fundamentais para uma intervenção inicial, caso seja indicado.
*Fernanda Fernandes é graduada em medicina pela Universidade Federal da Bahia, com Residência em Oftalmologia no Hospital das Clínicas (BA), onde foi Fellowship em Córnea e Doenças externas. Atua na oftalmologia geral e também no tratamento de miopia, lentes de contato, córnea e doenças externas.
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