Mulheres com endometriose podem ter maior dificuldade para engravidar
Uma pessoa pode ser considerada infértil se não consegue engravidar após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de uma situação que afeta uma em cada seis pessoas no mundo. Entre as mulheres, uma das causas comuns de infertilidade é a Endometriose.
Como doença inflamatória, a Endometriose pode afetar a fertilidade da mulher em vários níveis, desde a qualidade dos óvulos, alteração da anatomia pélvica, em decorrência da aderência, até a receptividade do útero. Isto dificulta a implantação embrionária ou a chegada do espermatozoide até o óvulo.
Mas, afinal, endometriose significa não conseguir engravidar? Em 50% dos casos, é possível engravidar espontaneamente. Entretanto, a chance de necessitar de ajuda médica para esse fim aumenta principalmente nos quadros de doença avançada. Nessas situações, a paciente pode tentar engravidar por meio das técnicas de reprodução assistida, como a Inseminação Intrauterina, Fertilização In Vitro (FIV) e o congelamento de óvulos.
O diagnóstico precoce de endometriose é fundamental para preservar a fertilidade das mulheres. Quanto mais cedo for seu diagnóstico, menor será o número de órgãos acometidos. O que permite que a paciente tenha um maior controle sobre a doença, evitando a piora dos sintomas e suas complicações.
*Emilly Serapião é cirurgiã ginecológica do Itaigara Memorial Academia Multidisciplinar de Endometriose (AME)
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