Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Saúde
Você está em:
/
/

Artigo

Mês do vitiligo: entenda as causas, sintomas e tratamentos da doença

Por Camila Sampaio e Fernanda Ventin

Mês do vitiligo: entenda as causas, sintomas e tratamentos da doença
Foto: Divulgação

No dia 25 de junho é comemorado o Dia Mundial do Vitiligo - um calendário criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar e combater estigmas relacionados a esta doença. Contudo, apesar disso, ainda há muitas dúvidas em relação ao vitiligo, como quais são os motivos que fazem com que a condição surja, os sintomas e tratamentos. 

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa doença atinge mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. Além disso, é caracterizada por manchas de despigmentação na pele que surgem devido à ausência ou diminuição da melanina. É uma condição não contagiosa e inflamatória que pode ser influenciada por vários fatores.

 

Entre as principais causas, estão a predisposição genética e alterações autoimunes, nas quais o próprio sistema imunológico agride os melanócitos (células que produzem melanina), o que gera a perda de coloração natural da pele.

 

Hoje, a teoria mais aceita é que se trata de uma doença autoimune, inflamatória, mas outros fatores genéticos e também do meio podem contribuir com a manifestação da doença, como o estresse emocional, que pode funcionar como um gatilho ou fator de piora em pacientes já geneticamente predispostos.

 

Sintomas e tratamentos

Na maioria das vezes, os pacientes com vitiligo apresentam como sintoma apenas as manchas brancas na pele. Essas lesões de despigmentação podem estar isoladas ou espalhadas no rosto e por diversas partes do corpo, como cotovelos, genitais, joelho e extremidades como mãos e pés; também são comumente encontradas em áreas de traumas. 

 

O vitiligo, embora não tenha cura, não desencadeia limitações físicas ou cognitivas e pode ser controlado por meio de tratamentos dermatológicos. As possíveis terapias para a doença são: medicações em creme, como corticoides, medicações de uso oral para casos mais extensos, tratamentos com fototerapia, que estimulam a pigmentação nas manchas, e até mesmo técnicas cirúrgicas com micro enxertos de pele para quadro estáveis. O objetivo desses tratamentos é controlar a natureza inflamatória da doença e estimular a pigmentação das manchas despigmentadas.

 

*Camila Sampaio é médica dermatologista, mestre em dermatologia, diplomada em dermatopatologia pela International Society of Dermatopathology e membro da American Society of Dermatopathology

 

*Fernanda Ventin é doutora em dermatologia, membro da sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da American Academy of Dermatology

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias