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Fotofobia: Como lidar com o desconforto com a luminosidade?

Por Cristine Libório

Fotofobia: Como lidar com o desconforto com a luminosidade?
Foto: Divulgação

Sabe aquela hipersensibilidade à luz ou dificuldade de enxergar em dias ensolarados, típicos de verão? Pode ser sinal de fotofobia, que se caracteriza por um desconforto ou aversão a fontes luminosas, inclusive as artificiais. Ela não é uma doença, mas sim um sintoma de um problema ocular já existente, que indica que algo não vai bem na visão.

 

Podem se queixar pessoas que têm síndrome do olho seco, erros de refração não-corrigidos como astigmatismo e miopia, inflamações, infecções, traumas e até mesmo pós-operatórios precoces de cirurgias dos olhos. Pacientes com conjuntivite, úlceras de córnea (ceratites), inflamações ou infecções intraoculares (uveítes), ou que apresentem lesões na córnea e uso excessivo de lentes de contato, também costumam apresentar o problema. Embora o desconforto possa atingir indivíduos de todas as idades, a fotofobia é mais comum entre mulheres com mais de 50 anos. Pessoas que possuem olhos claros, incluindo os albinos, também tendem a ser mais sensíveis à luz.
 
Para quem gosta de tecnologia, um alerta: indivíduos que passam muito tempo em frente aos equipamentos eletrônicos podem criar uma hipersensibilidade à luz, já que, ao piscar menos, estão propensas a desenvolver olho seco e, consequentemente, fotofobia. Então, é importante procurar limitar as horas em frente aos tablet, computador, televisão e celular. É fundamental ainda fazer intervalos de alguns minutos a cada duas horas, para normalizar as piscadas e lubrificar novamente os olhos. Além disso, existem lentes antirreflexo, específicas para as plataformas digitais, que auxiliam na redução da fotofobia.
 
Outros cuidados
Uma vez resolvido o fator desencadeante, após consulta e acompanhamento oftalmológico, em muitos casos, a fotofobia desaparece. Mas, para quem tem aversão natural à claridade, o ideal é evitar a luz solar intensa e outras fontes de iluminação forte. É recomendável o uso de chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção ultravioleta (UV), quando estiver ao ar livre durante o dia. Além disso, considere usar óculos com lentes fotossensíveis, que escurecem automaticamente ao ar livre e bloqueiam 100% dos raios UV. Outra boa opção são as lentes polarizadas, que oferecem proteção extra contra reflexos de luz que causam brilho na água, areia, estradas de concreto e outras superfícies refletivas.

 

*Cristine Libório é oftalmologista do Instituto de Olhos Freitas e Instituto de Olhos Villas, especialista em Córnea, Cirurgia Refrativa e Lentes de Contato

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias