Segunda, 30 de Novembro de 2020 - 19:21

Leitos devem ser reabertos em Salvador caso cidade atinja meta de ocupação, diz Neto

por Matheus Caldas / Mauricio Leiro

Leitos devem ser reabertos em Salvador caso cidade atinja meta de ocupação, diz Neto
Foto: Matheus Caldas / Bahia Notícias

O prefeito ACM Neto (DEM) revelou leitos para tratamento da Covid-19 devem ser reabertos em Salvador caso a cidade atinja 60% de ocupação. Segundo Neto, o objetivo é "ir abrindo novos leitos para que esta margem de segurança possa ser respeitada".

 

"Na sexta-feira (27), quando comunicamos a suspensão do Carnaval 2021, anunciamos algumas medidas. Sobretudo, na presença dos bairros. Com a higienização das ruas, distribuição de máscaras, realização de testes e estamos implementando um plano de reabertura de leitos. Este final de semana bateu ali 70%, mas queremos trabalhar com o parâmetro de 60%", pontuou durante inauguração da iluminação natalina da Praça do Campo Grande.

 

O democrata comentou que tem feito "de tudo para evitar medidas mais duras". "Como o fechamento do comércio e bares. Espero que não tenhamos que viver essa realidade. Não depende só da prefeitura e sim do comportamento de cada pessoa. Espero que lá na frente não tenha que se dizer que o prefeito avisou. Agora, se o quadro se agravar e se tornar mais difícil, a gente não descarta. Ainda não há necessidade de fechamento", acrescentou. 

Covid-19: Rússia libera primeiro lote da vacina Sputnik V para vacinação em hospital
Foto: Divulgação / Sputinik V

O governo russo anunciou a liberação do primeiro lote da vacina Sputnik V contra a Covid-19, nesta segunda-feira (30), para a aplicação no Domodedovo Central City Hospital, na zona sul de Moscou, capital da Rússia. As informações são do portal G1.

 

O hospital informou que os médicos residentes interessados em receber a vacina precisaram se registrar em um site do governo russo com antecedência e trazer um teste de Covid-19 com resultado negativo. As primeiras pessoas, de acordo com o comunicado, receberam a imunização ainda na semana passada.

 

Na terça-feira (24), o governo do país anunciou que a Sputnik V tem 95% de eficácia após a segunda dose. Os resultados, no entanto, não foram publicados em revistas científicas e analisados por outros pesquisadores.

 

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto deste ano. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea.

 

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. No mês passado, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.

Segunda, 30 de Novembro de 2020 - 19:15

'Cuidados foram tomados', diz ACM Neto sobre possíveis aglomerações em 'vila de Natal'

por Matheus Caldas / Lula Bonfim

'Cuidados foram tomados', diz ACM Neto sobre possíveis aglomerações em 'vila de Natal'
Foto: Matheus Caldas / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), inaugurou, na noite desta segunda-feira (30), a decoração de Natal na praça do Campo Grande, que virou tradição na capital baiana nos últimos anos. Segundo o gestor soteropolitano, todas as medidas de segurança foram tomadas para garantir os cuidados contra a contaminação pelo novo coronavírus.

 

“Nos últimos anos, acabou se tornando a nossa vila de Natal. Ano após ano, a gente foi organizando e chamando gente. Neste ano, vai ser diferente. A gente discutiu muito se seria possível prepararmos a vila de Natal aqui no Campo Grande em um ambiente de total segurança”, disse ACM Neto.

 

“Tenham certeza que todos os cuidados foram tomados e cada detalhe foi pensado exatamente para assegurar o cumprimento dos protocolos e das medidas sanitárias necessárias, para que nós pudéssemos ter essa praça com a iluminação que vocês estão vendo a partir de agora”, complementou o prefeito.

 

Com iluminação especial e uma grande árvore natalina cobrindo o monumento ao Dois de Julho no centro da praça, a vila de Natal atraiu cerca de 1,3 milhão de pessoas em 2019, segundo estimativa da prefeitura de Salvador.

Teste rápido para HIV pode ser realizados em 120 postos de saúde de Salvador
Foto: Reprodução

O teste rápido para detecção de infecção por HIV/Aids pode ser feito em 120 postos de saúde da capital baiana, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Levantamento da pasta contabiliza 1.530 novos casos da doença no último ano. O perfil de pacientes diagnosticados positivos para Aids em Salvador observado é de adultos com idade de 20 a 29 anos, majoritariamente do sexo masculino e cor parda. 

 

Nesta terça-feira (01), é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Em Salvador, a rede municipal da saúde oferta assistência através tratamento especializado e gratuito para os soropositivos. Por conta da pandemia, diferente dos anos anteriores, a Secretaria Municipal da Saúde não fará ações extramuros no ‘Dezembro Vermelho’ para evitar aglomerações. Segundo a pasta, ao longo do mês palestras voltadas para profissional acontecerão no intuito de capacitar os trabalhadores para lidar com a doença nas unidades de saúde. 

 

Os pacientes soropositivos da capital têm acesso ao tratamento integral em três Serviços de Assistência Especializada: Liberdade, São Francisco (Nazaré) e Marymar Novaes (Dendezeiros). 

 

A detecção precoce é a forma mais bem-sucedida para tratar a doença e levar uma vida normal. “Conseguimos praticamente quadriplicar nossa rede de postos estruturados para testagem do HIV de 33, em 2012, para quase 120 postos de saúde espalhados por toda cidade com a oferta do exame atualmente. O fácil acesso ao diagnóstico garante um melhor resultado do tratamento e, consequentemente, aumenta a qualidade de sobrevida do portador”, explicou Daniela Cardoso, coordenadora do Programa de Controle de DST/Aids do município. 

Segunda, 30 de Novembro de 2020 - 17:40

Casos ativos da Covid têm pequena queda na BA, mas mantêm nível equivalente a agosto

por Lula Bonfim

Casos ativos da Covid têm pequena queda na BA, mas mantêm nível equivalente a agosto
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

Os casos ativos da Covid-19 na Bahia tiveram uma pequena queda, de 11.255 para 11.029 nas últimas 24 horas, segundo dados publicados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) no fim da tarde desta segunda-feira (30). Apesar da leve diminuição, o número segue na faixa dos 11 mil, que o estado não registrava desde o dia 30 de agosto.

 

Com 1.652 novos casos e 21 mortes, todas ocorridas no mês de novembro, o boletim da Sesab registrou um acúmulo de 403.071 contaminações pelo novo coronavírus e 8.268 óbitos em decorrência da doença, dados contabilizados a partir do dia 6 de março de 2020.

 

No período de pandemia, todos os 417 municípios baianos registraram pelo menos um caso confirmado da Covid-19. Salvador foi a cidade que concentrou mais ocorrências, 24,59% do total do estado. Os locais com os maiores coeficientes de incidência por 100 mil habitantes foram Ibirataia (9.319,49), Itabuna (6.916,70), Aiquara (6.905,08), Madre de Deus (6.826,91), Almadina (6.808,20).

 

Em Salvador, os casos ativos tiveram um aumento considerável nos últimos dias. Durante a semana passada, o número se mantinha na faixa dos 1.400 contaminados. Nesta segunda (30), o boletim aponta 1.732 na capital baiana, que lidera o ranking de casos ativos no estado.

 

Salvador é seguida por Feira de Santana (557 casos), Vitória da Conquista (284), Santo Antônio de Jesus (209), Irecê (192), Ilhéus (185), Itabuna (181), Lauro de Freitas (164) e Santa Rita de Cássia (159). A lista dos 10 municípios com mais casos ativos no estado é fechada por Teixeira de Freitas, com 150 contaminados no momento.

 

LEITOS DE UTI

A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva reservados para Covid-19 também estão em movimento de alta. O estado alcançou a marca de 68% de vagas ocupadas, com destaque para três regiões, que estão na faixa dos 80%: extremo-sul (84%), centro-leste (83%) e centro-norte (80%).

Segunda, 30 de Novembro de 2020 - 16:40

Planserv promove eventos virtuais para beneficiários

Planserv promove eventos virtuais para beneficiários
Foto: Divulgação

O Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais, ampliou as ações virtuais durante os dois últimos meses. A medida foi adotada a partir das recomendações de distanciamento social.  Foram realizadas palestras sobre o Outubro Rosa, o Dia do Servidor Público e, este mês, o Novembro Azul.

 

A ideia é manter beneficiários e servidores da assistência conectados e informados sobre assuntos importantes, como cuidados para prevenção do câncer de mama e de próstata.

 

Entre os beneficiados estão servidores da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), policiais militares, professores, Prodeb e Secretaria de Segurança Pública.

 

Em novembro, o foco das palestras foi a saúde masculina, estimulando o autocuidado entre os homens, incluindo a prevenção do câncer de próstata. “Homens que se cuidam”, título das conferências, teve como objetivo promover o engajamento dos homens em ações de saúde que valorizem o autocuidado, promoção de uma melhor qualidade de vida é uma preocupação e proposta da Atenção Primária à Saúde.

 

Os objetivos priorizam os cuidados preventivos para enfrentamento dos fatores de riscos e redução da incidência de doenças, sobretudo as crônicas. Na população masculina promover uma vida saudável requer atenção aos cuidados com à saúde física, mental e social.

 

A prevenção ao câncer de próstata também foi tema das palestras. Diariamente, 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata e, aproximadamente, três milhões vivem com a doença. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes/ano em decorrência da doença no Brasil, para cada ano do biênio 2018/2019.

Agência europeia emite alerta sobre relação da cloroquina com distúrbio mental
Bolsonaro defende uso do medicamento para Covid | Foto: Sérgio Lima/Poder360

O uso de cloroquina ou hidroxicloroquina foi relacionado a distúrbios psiquiátricos e comportamentos suicidas em um comunicado da agência reguladora de medicamentos da União Europeia (EMA, na sigla em inglês). 

 

As atribuições do órgão europeu são semelhantes às da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

 

O alerta da EMA foi divulgado na Sexta-feira (27) pelo comitê de segurança da entidae, após uma revisão de todos os dados disponíveis sobre os remédios. As informações são de reportagem do portal Viva Bem, da Uol.

 

Logo nos primeiros meses da pandemia os medicamentos começaram a ser defendidos por alguns médicos e principalmente políticos, a exemplo do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). O Ministério da Saúde chegou a defender um "kit Covid" com os medicamentos e outras drogas. Até o momento, nenhum remédio se mostrou totalmente eficaz no combate à infecção.

 

A cloroquina e hidroxicloroquina são substâncias utilizadas no tratamento de malária e lúpus. 

 

"A revisão havia sido iniciada em maio de 2020, após a EMA ter sido informada pela Agência de Medicamentos da Espanha sobre seis casos de desordens psiquiátricas em pacientes com covid-19 que haviam recebido doses de hidroxicloroquina acima do autorizado", diz o comunicado. 

 

A reportagem ressalta ainda que a agência não permite o uso dos dois remédios para tratar a Covid-19 e ainda lembra que estudos clínicos de larga escala não mostraram "nenhum efeito benéfico" em sua utilização contra a doença.

Mãe tem Covid na gravidez e bebê nasce com anticorpos contra doença em Singapura
Foto: Reprodução/Pixabay

Um bebê nasceu em Singapura com anticorpos contra a Covid-19, após a mãe ser infectada pelo novo coronavírus na gestação. O nascimento aconteceu esse mês, e a mãe, Celine Ng-Chan, de 31 anos, testou positivo no mês de março, no início da gestação.

 

A informação foi publicada no jornal "Straits Times" neste domingo (29).

 

Na época em que testou positivo Celine apresentou sintomas leves e recebeu alta do hospital após duas semanas e meia, traz reportagem do G1.

 

Sobre a possibilidade de uma grávida passar anticorpos para o filho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez uma declaração em que afirma que ainda não se sabe.

 

Até o momento, o vírus ativo não foi encontrado em amostras do fluido que fica ao redor dos bebês durante a gestação, bem como no leite durante a gestação.

Vilas-Boas admite possibilidade de novo crescimento do nº de mortes por Covid na BA
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

A Bahia deve começar a sentir os reflexos e consequências do período eleitoral no próximos dias. O secretário da Saúde da Bahia (Sesab), Fábio Vilas-Boas, afirmou nesta segunda-feira (30), que a pasta já identifica elevação do número de casos e ainda de pessoas internadas em todas as regiões da Bahia, com um agravante: "internadas de forma mais grave do que aconteceu no começo", acrescentou o titular da Saúde.

 

"Estamos com números que remontam ao início da pandemia. Essa elevação era previsível, nós estávamos enxergando uma flexibilização totalmente fora de controle em todo país, com carreatas, festas", citou Vilas-Boas em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia. 

 

O secretário em seguida acrecentou que o que chama de "fenômenos pré-eleitorais" podem alavancar os números da panemia em todo o país. 

 

"É possível que ao longo das próximas semanas possa começar a ver aumento da taxa de mortalidade", admitiu.


 
Outra análise do secretário é de que esse momento da pandemia se aproxima do início em números, mas a situação é diferente. Segundo ele há agora a coexistência entre doenças tradicionais e a Covid-19, o que deixa o sistema de Saúde "duplamente pressionado". Vilas-Boas exemplifica citando acidentes de carro, moto, AVC, e o retorno de cirugias eletivas. 

Singapura: Bebê nasce com anticorpos do coronavírus após mãe contrair doença
Foto: Reprodução / Facebook / Ryanlizana Celine Ng-Chan

Após ser infectada pelo novo coronavírus durante a gestação, uma mãe em Singapura deu luz a um bebê com anticorpos da doença. De acordo com o portal Bem Estar, do G1, ficou duas semanas e meia no hospital com sintomas leves da doença. 

 

O caso corrobora com um estudo chinês, que indicou a detecção e diminuição de anticorpos em bebês que nasceram quando a mãe estava com Covid-19. 

 

Até o momento, a Organização Mundial da Saúde não deu um parecer sobre a possibilidade da mãe transmitir o víros ao feto durante a gravidez. 

 

Médicos do Irving Medical Center, da Universidade de Nova York, detalharam no periódico "JAMA Pediatrics" que a transmissão do coronavírus nessas circunstâncias é rara.

 

Nenhum estudo encontrou até agora, porém, o vírus ativo em amostras do fluido que fica ao redor dos bebês, o líquido aminiótico. O leite materno também não apresentou o vírus. 

 

 

Segunda, 30 de Novembro de 2020 - 13:40

GACC-BA conquista prêmio 'Melhores ONGs do Brasil'

GACC-BA conquista prêmio 'Melhores ONGs do Brasil'
Foto: Divulgação

O Grupo de Apoio à Criança com Câncer da Bahia (GACC-BA) foi um dos vencedores do prêmio "Melhores ONGs". A premiação é considerada o maior reconhecimento do terceiro setor no Brasil e está em sua quarta edição. 

 

A cada ano, são eleitas as 100 melhores ONGs do país.

 

Entre os critérios observados estão  captação de recursos, metas e avaliação de resultados.

 

“É muito gratificante receber esse reconhecimento e estar ao lado de tantas outras instituições sérias, que, assim como nós, trabalham com muita dedicação e transparência para construir um país melhor”, afirmou o presidente do GACC-BA, Roberto Sá Menezes.

 

O prêmio é promovido pelo Instituto Doar, com o objetivo de reconhecer e divulgar as ONGs do Brasil que mais se destacam anualmente pela sua excelência em gestão, governança, sustentabilidade financeira e transparência para a sociedade. 

 

GACC-BA
O GACC-BA é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1988 por um grupo formado por médicos e pais de crianças acometidas pelo câncer.

 

A missão é prestar assistência psicossocial, médica e financeira às crianças e adolescentes com câncer, oriundas de famílias carentes. Atualmente, são atendidas, mensalmente, cerca de 240 crianças/adolescentes de 0 a 19 anos, além de seus acompanhantes.

 

Durante o período de tratamento - que dura, em média, dois anos – o GACC-BA oferece aos pacientes e acompanhantes o apoio financeiro para o custeio de serviços e itens que não são oferecidos pelo SUS (ou que necessitam de agilidade para não prejudicar o diagnóstico ou o tratamento) como: hospedagem, alimentação, transporte, medicamentos complementares, próteses e órteses, exames, além de assistências social, odontológica, fisioterapêutica, nutricional e psicológica.

Com aumento na pandemia, Japão registrou mais mortes por suicídio do que por Covid-19
Foto: Divulgação

O Japão registrou, só no mês de outubro, 2.153 mortes por suicídio. O número é maior do que o total de óbitos por Covid-19 no país (2.057). A informação é do boletim atualizado sobre mortalidade no país, divulgado pelo jornal Japan Times. 

 

O suicídio é uma das principais causas de morte no país asiático. Em 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade por suicídio no país era de 18,5 a cada 100 mil habitantes. A média global é de 10,6 a cada 100 mil habitantes. Especialistas acreditam que a pandemia do novo coronavírus tem impacto forte nos números de 2020.

 

"Nem tivemos um lockdown, e o impacto da covid aqui é mínimo em comparação a outros países. Mas ainda vemos um grande aumento no número de suicídios. Isso indica que outros países podem ver um aumento similar ou ainda maior nos números no futuro", afirma o professor da Universidade Waseda, em Tókio, Michiko Ueda. 

 

A taxa de mortalidade por suicídio no Brasil era de 6,5 a cada 100 mil habitantes, em 2016. Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.

Moderna fará pedido para uso de vacina da Covid-19 nos EUA e Europa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre as farmacêuticas que desenvolveram uma candidata a vacina da Covid-19, a Moderna anunciou que vai solicitar ainda nesta segunda-feira (30) aos reguladores de saúde dos Estados Unidos (EUA) e da Europa a autorização para uso do imunizante.

 

O pedido ocorrerá após resultados de testes com a vacina mostrarem eficácia de 94,1% em uma análise completa de um estudo fundamental, como traz a reportagem do BP Money, parceiro do Bahia Notícias.

 

A expectativa é de que a vacina seja, possivelmente,  a segunda a entrar em uso nos Estados Unidos até o final do ano, assim como uma já sob revisão regulatória da Pfizer e BioNTech, com inoculação disponível para o público em geral provavelmente na primavera ou verão.

Paulo Afonso: Secretário de saúde é transferido em estado grave devido à Covid-19
Foto: Reprodução / Ivone Lima / Arquivo Pessoal

O secretário de saúde de Paulo Afonso, na divisa com Sergipe e Alagoas, Luiz Humberto, foi transferido no final da noite deste domingo (29) para Salvador. Humberto teve piora no estado de saúde devido à Covid-19 e precisou ser encaminhado em UTI aérea para a capital baiana. O avião decolou por volta das 23h. Segundo o Blog do Ozildo Alves, o secretário passou por um exame de tomografia na sexta-feira (27) que apresentou alto grau de comprometimento do pulmão.

 

Ele estava internado desde a quarta-feira (25) na UTI do Hospital Municipal do Bairro Tancredo Neves. Ainda na noite deste domingo, Luiz Humberto foi levado para o aeroporto, mas quando se preparava para entrar na UTI aérea passou mal e teve que retornar para o hospital para ser estabilizado. Não há informações sobre o local onde o secretário está internado em Salvador. Até este domingo, Paulo Afonso acumulava 1.372 casos confirmados de novo coronavírus [63 casos ativos] com 55 óbitos provocados pela doença.

Bahia registra 20 mortes por Covid-19 e mais 2915 casos da doença nas últimas 24 horas
Foto: Divulgação

Mais 2915 casos de Covid-19 foram registrados na Bahia nas últimas 24h e 1952 foram declarados recuperados. O número de casos ativos divulgado no boletim deste domingo (29) é de 11.255. Também foram registrados 20 óbitos, que ocorreram em datas diversas. A taxa de ocupação de UTIs para adultos no estado é de 65% e pediátrica de 67%. 

 

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (24,66%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100 mil habitantes foram Ibirataia (9.319,49), Itabuna (6.900,29), Aiquara (6.882,59), Madre de Deus (6.826,91), Almadina (6.789,90). 

 

Mais de 800 mil casos foram descartados na Bahia desde o início da pandemia e 107,2 mil estão em investigação. Os dados foram coletados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo (29). 

 

Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus. 

Secretários de saúde dizem que Pazuello sumiu após briga da Coronavac
Foto: Carolina Antunes/ PR

Secretários de Saúde de estados brasileiros têm afirmado que o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, sumiu desde que foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A autoridade do ministro foi posta em cheque no episódio em que o presidente da República negou qualquer plano de compra da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. 

 

Após o ministério anunciar a intenção de comprar 46 milhões de doses do imunizante, Bolsonaro negou a possibilidade, com questionamentos à eficácia da vacina por conta de sua origem (veja aqui). Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, nesse contexto, o sumiço de Pazuello tem preocupado os secretários, já que a pandemia tem se agravado.

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 19:00

Ministério da Saúde descumpre metas de testagem e atrasa controle da Covid-19

por Folhapress

Ministério da Saúde descumpre metas de testagem e atrasa controle da Covid-19
Foto: Divulgação

Sete meses após anunciar a distribuição de 46 milhões de testes para diagnosticar o novo coronavírus, o Ministério da Saúde só entregou até agora 38% dos kits para exames a estados e municípios. São 17,6 milhões do total prometido.

O montante vai na contramão de cronogramas anunciados pela pasta no programa Diagnosticar para Cuidar. Era prevista a entrega e o uso de quase a totalidade dos testes até outubro, com volume menor até o fim de dezembro.

O objetivo era aumentar o rastreamento de possíveis casos da Covid-19. Desse modo, o poder público obteria maior controle da epidemia.

Análise de indicadores mostra que boa parte das metas antigas de testagem ainda está longe de ser atingida. Isso hoje ocorre, porém, não por falta de testes.

Em junho, o Ministério da Saúde pediu à Fiocruz que suspendesse temporariamente a produção de 7,6 milhões de testes. A previsão era de entrega ainda neste ano.

O pedido ocorreu por causa do alto número de testes que a pasta já mantinha em estoque, segundo o próprio ministério, que pouco avançou na distribuição nos meses seguintes.

Para especialistas, a situação revela falta de planejamento e organização da pasta para o controle da doença.

"O Brasil tinha condições de fazer enfrentamento adequado da epidemia, mas não tem um plano completo para isso", diz o epidemiologista Guilherme Werneck, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). "É um problema logístico."

A análise de outros indicadores de testagem no país evidencia o tamanho dos gargalos.

Até agora, o Brasil aplicou 5,7 milhões de testes do tipo RT-PCR na rede pública. O número representa só 23,6% do previsto para este ano nas metas do governo lançadas em maio. Era prevista, nesse modelo, a realização de 24 milhões de exames.

Também estava no plano a distribuição de 22 milhões de testes rápidos, considerados menos precisos. A pasta não informou quantos desses exames já foram feitos no SUS.

Questionado sobre o que levou à baixa distribuição dos testes, o ministério diz que o fornecimento ocorre com base nas solicitações dos laboratórios vinculados aos estados. "O quantitativo solicitado foi enviado em sua totalidade."

Secretários estaduais e municipais de Saúde apontam outros problemas. Eles citam falta de instrumentos para coleta e outros insumos necessários para a realização dos testes --como kits de extração de material genético.

O grupo diz que emitiu alertas em diferentes momentos à pasta, mas a situação só começou a ser regularizada em agosto.

Ainda de acordo com o Conass (conselho dos secretários estaduais), embora as secretarias de Saúde tenham um estoque estratégico que permite realizar 1,5 milhão de exames, há o risco de que o fornecimento do material volte a apresentar problemas nos próximos meses.

A preocupação ocorre porque um contrato para a aquisição de insumos foi cancelado após problemas detectados por órgãos de controle. Representantes da pasta têm dito que pretendem fazer novo pregão nos próximos dias.

Em meio a críticas por gargalos na testagem, o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, disse nesta sexta-feira (28) que testes não são "requisito" para diagnóstico e tratamento.

Alberto Chebabo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), afirma que, embora o diagnóstico clínico seja importante, não há como abrir mão dos testes. "A melhor estratégia que temos nesse momento não é ivermectina, cloroquina nem vacina. É testar, diagnosticar e isolar os casos positivos", diz.

Recentemente, dados do Ministério da Saúde apontam uma queda no volume de testes aplicados em setembro e outubro. Não há dados atualizados para novembro.

Especialistas dizem que a situação pode estar ligada à diminuição de internações naquele período. Para Chebabo, no entanto, a situação também mostra falta de planejamento de coleta.

"Em setembro e outubro começamos a ter queda de casos internados. Seria uma excelente oportunidade de usar esse excedente para oferecer mais testes à população com quadros menos intensos", afirma.

Para ele, faltou estimular uma estruturação maior da rede com os municípios. O assessor técnico do Conasems (conselho dos secretários municipais) Alessandro Chagas afirma que a falta de swabs --espécie de hastes com algodão nas pontas-- e tubos nos últimos meses prejudicou a coleta.

Na tentativa de acelerar o diagnóstico, a pasta começou a instalar máquinas automatizadas em laboratórios e chegou a criar um centro emergencial em parceria com o grupo Dasa.

A previsão era chegar a 30 mil testes por dia. Atualmente, no entanto, são feitos cerca de 8.500.

Segundo Gustavo Campana, diretor-médico da Dasa, análise com a pasta apontou que esse total seria suficiente para a demanda. "Mas, dependendo de o ministério aportar mais máquinas, fazemos ampliação."

Questionado sobre a ampliação da capacidade, o ministério afirmou que a execução "depende do recebimento de amostras para processamento".

À frente da área que cuida dos exames, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, admitiu nesta semana que a testagem "ainda não é o melhor dos mundos". Porém, ele afirmou ter havido avanços.

"Testamos o que em meses anteriores não tinha sido testado. Quando chegamos [ao ministério na gestão Eduardo Pazuello], não tinha tubo e swab e regularizamos."

Questionado por parlamentares, Medeiros disse ainda não ter dados do cálculo para compra dos testes de PCR pelo ministério nas gestões anteriores. "Não sei exatamente como foi feito. Certamente deve ter havido, mas desconheço."

Ele disse ainda ter assumido a secretaria com 14 milhões de testes em estoque, o que chamou de "herança". Isso levou, de acordo com Medeiros, ao pedido da suspensão da produção pela Fiocruz.

Erno Harzheim, ex-secretário na gestão Luiz Henrique Mandetta, contesta a fala sobre herança.

"A melhor forma de controle é testar-rastrear, e o gestor federal 'reclama' que tem muitos testes? Isso não é racional, é teatro do absurdo", diz.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que os kits que deixaram de ser produzidos pela Fiocruz são planejados para 2021, quando também deve haver demanda.

Há ainda 7,1 milhões de testes estocados em Guarulhos (SP) --6,8 milhões com validade até janeiro. A pasta afirma ter recebido parecer que permite estender o uso por mais quatro meses.



Gargalos na testagem Ministério da Saúde não cumpre metas de testagem e perde ferramenta de controle da epidemia

Total de testes previstos

46 milhões era o total previsto em testes de Covid-19 a serem adquiridos e distribuídos a estados e municípios

17,6 milhões é o total distribuído até agora

Testes RT-PCR* Padrão-ouro de diagnóstico, verificam a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias

24 milhões dos 46 milhões era o total previsto desses testes para uso até dezembro

8,7 milhões é o total distribuído até agora

7,1 milhão é o total de testes parados em estoque, sendo a maioria com validade até janeiro

5,7 milhões é o total dos testes entregues e já realizados

Testes sorológicos** Menos precisos e conhecidos como testes rápidos, verificam a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue

22 milhões eram, dos 46 milhões, o total previsto desses testes

8,9 milhões é o total distribuído até agora

Insumos Estados dizem ter recebido kits de RT-PCR incompletos e que dificuldade em obter insumos prejudicou aumento da testagem

5,5 milhões é o total distribuído de swabs, instrumento usado para coleta em testes RT-PCR

4,7 milhões é o total distribuído de tubos de laboratório

5,5 milhões é o total distribuído de kits de extração

*Dados até 28/11

**Governo não informa o total de testes já adquiridos e realizados na rede pública

Bahia duplica número de novos casos da Covid-19 em 24 horas, aponta boletim da Sesab
Foto: Divulgação

A Bahia registrou neste sábado (28), 4.204 novos casos da Covid-19 nas últimas 24 horas, mais que o dobro do registrado na última sexta-feira (27). O estado possui 10.312 casos ativos da doença, de acordo com a secretaria de saúde. 

 

O estado registrou 20 óbitos nas últimas 24 horas. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 8.227.

 

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (24,85%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.214,99), Aiquara (6.882,59), Itabuna (6.868,40), Madre de Deus (6.826,91), Almadina (6.789,90).

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 14:40

Anvisa recebe pedido para análise da vacina da Janssen-Cilag

Anvisa recebe pedido para análise da vacina da Janssen-Cilag
Foto: Reprodução/Pfarma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu pedido de Submissão Contínua da vacina para covid-19 do laboratório Janssen-Cilag. A Anvisa tem até 20 dias para analisar os documentos, contados a partir da data do protocolo.

 

Com a abertura do processo na última sexta-feira (27), o laboratório enviou também o primeiro pacote referente aos dados de qualidade do produto, o AD26.COV2.S. Na submissão contínua, os laboratórios devem apresentar os pacotes de dados de qualidade e de eficácia/segurança, de acordo com a Agência Brasil. 

 

Este é quarto laboratório a enviar dados por submissão contínua para vacina covid-19. Com isso, todos os laboratórios com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram o envio de dados para a Anvisa.

 

Segundo a agência reguladora, a submissão contínua ainda não é o pedido de registro da vacina. A Submissão é um envio antecipado de dados já prontos e consolidados que serão necessários para o futuro pedido de registro.

 

Vacinação

A ordem de vacinação contra a covid-19 dependerá da disponibilidade de doses a partir do tratamento que será adquirido e disponibilizado pelo governo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A afirmação foi feita ontem (27) por representantes do Ministério da Saúde em entrevista coletiva na sede do órgão.

 

“A sequência de vacinação vai depender da disponibilização em escala da vacina para o país”, declarou o secretário executivo da pasta, Élcio Franco. A “escala” envolve a quantidade de doses e o cronograma de aquisição e consequente disponibilização.

 

Franco acrescentou que a definição dos públicos prioritários será feita pelo governo a partir de dois tipos de informações. O primeiro envolve aqueles segmentos com maiores riscos de evoluir para um quadro grave, os chamados grupos de risco. Neste universo estão pessoas idosas e com comorbidades.

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 09:20

Vacina contra Covid não deve ser oferecida para toda a população, diz Ministério da Saúde

por Natália Cancian | Folhapress

Vacina contra Covid não deve ser oferecida para toda a população, diz Ministério da Saúde
Foto: GOVESP

Assim que for aprovada, uma vacina contra Covid-19 não deve ser oferecida para toda a população no próximo ano, mas apenas para grupos de maior risco de exposição e complicações pela doença, informou nesta sexta-feira (27) o Ministério da Saúde.

A pasta está trabalhando na construção de um plano nacional de imunização. Um documento preliminar deve ser compartilhado com especialistas e secretários de saúde na próxima terça-feira (1).

Nas últimas semanas, o ministério já vinha falando em iniciar a vacinação por grupos prioritários, como idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde, mas não estava claro se pensava em estender a oferta.

"Definimos objetivos para a vacinação, porque não temos uma vacina para vacinar toda a população brasileira. Além disso, os estudos não preveem trabalhar com todas as faixas etárias inicialmente, então não teremos mesmo como vacinar toda a população brasileira", disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato. Ela afirma que entre os grupos que hoje não fazem parte de estudos clínicos estão crianças e gestantes.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que a oferta para públicos específicos não significa que as outras pessoas não estarão protegidas.

"O fato de determinados grupos da população não serem imunizados não significa que não estarão seguros, porque outros grupos que convivem com aqueles estarão imunizados e dessa forma não vão ter a possibilidade de se contaminar", afirmou.

Ele comparou a estratégia da vacina contra a Covid-19 com a das campanhas de vacinação contra a gripe, também voltadas a grupos de maior risco de exposição e complicações pelo vírus.

"Nossa meta é vacinar 80 milhões de brasileiros por ano, não falamos em toda a população", afirma. Segundo ele, a mesma discussão ocorre em outros países.

"Quando falamos de vacinação, o mundo não entende que terá que ter vacina para todos. A Covax [iniciativa da Organização Mundial de Saúde que acompanha nove estudos de vacinas para oferta aos países] almeja 2 bilhões. É uma meta ambiciosa, e não se imagina que haverá vacina para todas as pessoas do planeta", diz.

Segundo Fantinatto, a definição dos grupos deve levar em conta o cenário epidemiológico do país e as indicações das eventuais vacinas que estiverem disponíveis.

As informações foram dadas em coletiva de imprensa na sede da pasta. No mesmo encontro, representantes do Ministério da Saúde fizeram ataques à defesa do isolamento social, na contramão do recomendado por outras entidades na área da saúde.

Também atribuíram uma redução na mortalidade pela Covid-19 ao que chamam de "tratamento precoce" -não há até o momento nenhum tratamento comprovado contra a Covid que possa ser usado de forma precoce.

O grupo chegou a mostrar um gráfico em que cita duas datas: a entrada do general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde e a data de divulgação de um protocolo que amplia o uso da cloroquina, medicamento também sem comprovação de eficácia contra a doença.

Especialistas, porém, têm apontado outros fatores para uma redução na mortalidade que não esses dois pontos. Entre eles está o aprendizado no manejo clínico de pacientes.

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 00:00

Compreensão sobre felicidade e prioridades fez artistas assumirem cabelos brancos

por Júnior Moreira Bordalo

Compreensão sobre felicidade e prioridades fez artistas assumirem cabelos brancos
Montagem: Bahia Notícias

Para além de toda a tragédia causada pela Covid-19 - só aqui no Brasil já são mais de 170 mil vítimas -, a pandemia tem servido para implantar pequenas mudanças que podem ajudar a combater a tão falada “pressão estética”, que vem acompanhada da padronização da beleza, potencializada nos últimos anos pelas redes sociais. Por muito tempo, bastava abrir o Instagram para se deparar com as simetrias “perfeitas” das artistas, blogueiras, influencers em cenários deslumbrantes, o que fazia algumas pessoas acreditarem que, como “simples mortais”, estavam erradas. O resultado desta narrativa pode ser mensurado com dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Só em 2018, por exemplo, mais de 800 mil mulheres no no país fizeram alguma intervenção em seu corpo.

 

Porém, como dito no início do texto, o cenário - pelo menos nas redes - sofreu um baque no momento em que todos precisaram ficar trancados em suas casas para evitar a propagação do vírus. As festas, viagens e fotos perfeitas deram lugar para pessoas mais “próximas do normal”, com rugas, peles sem maquiagem e cabelos grisalhos assumidos, como foi o caso de personalidades como Glória Pires, Tatá Werneck, Alcione e Fafá de Belém. “É a semente de um processo de aceitação de si. O padrão de beleza condiciona muitas pessoas a um modelo único de beleza e isso gera adoecimento, pois grande parte da população não se adequa a esse modelo”, iniciou a psicóloga Laura Augusta ao Bahia Notícias.

Montagem: Bahia Notícias

“Em alguma medida, essas artistas - especialmente mulheres - estão ajudando outras pessoas a aceitarem o processo de envelhecimento. Há muito o que caminhar, esse mundo midiático é atravessado por fatores estéticos que vão além do envelhecer. Sabemos de diversos artistas que fizeram procedimentos cirúrgicos, entendidos como corretivos, apenas no sentido de se alinhar a um padrão de beleza, para ser aceito como belo pelo mundo - já que a representação de beleza é uma construção social. Porém, é um passo importante sair desse lugar de única referência de beleza”, continuou.

 

Uma das primeiras celebridades brasileiras a ter o novo coronavírus (relembre aqui), a cantora Preta Gil se viu duplamente isolada logo no início da quarentena. Aos mesmo tempo que buscava lidar com sintomas e consequências de uma doença até então cercada de mistérios, ela parou para refletir sobre a condução da sua vida. “Em meio ao medo, saudade da minha família, cumprindo um isolamento fora da minha casa, eu percebi o verdadeiro valor das coisas. Não havia meios de pintar o cabelo, essa sem dúvidas não era uma prioridade. Assumi minhas verdades, ouvi meu coração e os cabelos brancos simplesmente não me incomodavam. Só queria ter saúde e estar perto de quem amava. Passei a dar importância para o que é essencial e verdadeiro e os cabelos brancos eram parte de mim, passei a ver beleza em assumi-los”, confessou.

 

A nova postura com seus brancos representou, de certa forma, mais “verdade”. “A liberdade de não precisar ter que parecer ‘perfeita’ para agradar ninguém. Assim como minhas celulites, assumir meus fios brancos foi libertador. Estar viva e com saúde é o que realmente me importa”, reforçou. Para a cantora, a “juventude eterna” na vida real não existe. “É ilusão. Sempre revelei a idade que tenho e de ser como sou. É claro que para estar nos palcos, quem vive da própria imagem acaba usando de produtos e tratamentos para se manter bem, mas isso não pode virar algo mais importante que a própria felicidade. Tudo deve ser feito sem exageros”, ponderou.

 

A postura segue a linha defendida pela dermatologista Marília Acioli. “Acho extremamente positivo quando a gente tem esse tipo de quebra de paradigmas. Temos que ensinar que a busca da melhora estética está intimamente relacionada a um resgate da autoestima. Então, na hora que a pessoa busca a melhora, mas nunca fica satisfeita e não se vê bonita no espelho, tem alguma coisa errada”, alertou. Para a médica, a pandemia reforçou vários aspectos da saúde mental, da autoaceitação, das relações sociais que poderiam não estar indo bem. “Na hora que os artistas começam a entrar nesse processo isso serve como modelo para a pessoa ‘comum’ se inspirar a ver que também é bonita, legal e socialmente aceitável. Acho muito interessante porque tem muitas pessoas (homens e mulheres) que se submetem à tinta por imposição social, desconsiderando as reações...”, lembrou.

 

 

Apesar das ponderações, em tempos de haters, qualquer mudança também pode e gera ataques. A filha de Gilberto Gil foi “cobrada” a retocar a raiz e sua reação foi “ceder”, mas de sua forma. “Pintei de rosa porque quis e adorei o resultado, mas poderia pintar de qualquer outra cor e inclusive branco. Acho que devemos nos importar com valores e coisas mais importantes que uma aparência ou opinião alheia. Não adianta estar bela por fora e destruída por dentro. Tudo é equilíbrio e a cor dos fios não é mais importante que nossa felicidade. A plenitude não está em nada externo, nada”, enfatizou.

 

Laura reforçou ainda que tentar atender a “pressão estética” gera diversos sofrimentos, especialmente por fazer as pessoas acreditarem “que a morte nunca chegará ou que morrerão belas”. “Dentro desse ideal de beleza, que é colonial, gordofóbico, machista, racista, e que, muitas vezes, não permite que ela seja ela mesma, pode gerar diversos danos de não querer por exemplo viver a velhice, a maturidade. Traz limites na construção do que é cada um, sua subjetividade. Quanto mais se combater esse pensamento, mais criamos possibilidades de ser e estar no mundo. Acredito que precisamos nos afastar desse ideal para que possamos viver bem”, opinou a psicóloga.

 

TUDO BRANCO NA TV

Para além das redes sociais, se a intenção é levar o debate dessa “desconstrução” para diversos espaços, seria fundamental então aparecer na televisão. Afinal, de acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016, a plataforma é o meio de comunicação preferido de 63% dos brasileiros para adquirir informação. E assim tem sido feito com a simples presença da jornalista Astrid Fontenelle. Semanalmente no comando do programa “Saia Justa”, do GNT, a comunicadora vem surgindo com as fios cada dia mais brancos. “Faz um tempo que tinha esse desejo. Há uns quatro anos fiz uma pasta no Pinterest chamada ‘vou ser quando envelhecer’. Daí quando chegou a pandemia entendi que não seria prioridade retocar os grisalhos, fui deixando crescer e gostando do que estava vendo no espelho, que é o principal”, destacou ao BN.

 

Para ela aparecer assim para uma audiência vista como “intelectualizada” e “que prioriza questões estéticas”, como é o caso do canal a cabo da Globo, representa maturidade, libertação de imposições e quebras de preconceitos. Ou simplesmente: “tudo junto e misturado”. “A juventude eterna, no sentido do aspecto físico, não existe. Não adianta correr atrás dela. A medicina pode ajudar, mas uma hora a conta chegará. Juventude, para mim, também tem que estar ligada à vontade de conhecer coisas novas, de manter a curiosidade, à disposição. Cabelo branco, rugas, dois quilos a mais... Nada disso abalou o prazer de ser quem eu sou diante do espelho”, confessou.

 

Aciola lembrou ainda que como na pandemia muitos se viram obrigados a diminuir as idas a salão de beleza, passaram a valorizar o que realmente é importante enquanto indivíduos. “Tem pessoas que não consideram pintar o cabelo uma dessas coisas, que pintam mais por uma imposição social. É interessante que a gente questione isso para não acabarmos nos cobrando um modelo de beleza excessivamente perfeito. A pandemia ajudou as pessoas a aceitarem os cabelos como realmente são... é interessante que cada um resgate a sua própria autoestima. Com certeza tem servido como uma reeducação em relação a autoimagem”, opinou a dermatologista.

 

Apesar de se enxergar como uma pessoa que não se vê presa a essa “pressão pela beleza” desde que foi diagnóstica com Lúpus há nove anos, já que foi informada que não poderia fazer procedimentos invasivos, Astrid confessou ter recebido alguns comentários positivos e negativos sobre seus cabelos. “Recebi elogios no trabalho, apoio nas redes e até uma campanha publicitária eu fiz. Porém uma ou outra incomodada com seus próprios cabelos brancos vem dar pitaco. Mas eu não pedi a opinião de ninguém. Fico impressionada como ainda existem mulheres que não conseguem chegar junto e exercer a tal sororidade. Se eu estou feliz, que assim seja. Se eu não estivesse já teria colorido os brancos”, finalizou.

Casos ativos da Covid-19 sobem na Bahia e atingem o maior número desde 5 de setembro
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

Os casos ativos da Covid-19 na Bahia registraram um novo aumento nesta sexta-feira (27) e chegaram a 8.986, conforme boletim publicado no fim da tarde pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). É o maior número desde 5 de setembro, quando os dados oficiais apontavam para 9.153 casos ativos.

 

Nas últimas 24 horas, o estado teve 1.919 novos casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, além de 22 óbitos em decorrência da doença. Desde o primeiro registro da Covid-19 no estado, no dia 6 de março, são 394.300 contaminados e 8.207 mortes.

 

Os 10 municípios baianos com mais casos ativos da Covid-19 são Salvador (1.438), Feira de Santana (384), Vitória da Conquista (235), Santo Antônio de Jesus (208), Lauro de Freitas (159), Irecê (158), Ilhéus (156), Teixeira de Freitas (150), Santa Rita de Cássia (149) e Itabuna (122).

 

LEITOS DE UTI

A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva reservados para o tratamento da Covid-19 registrou uma leve alta, de 64% para 65%. As regiões do estado com o maior número de vagas ocupadas são o extremo-sul (80%), onde se encontram Porto Seguro, Eunápolis e Teixeira de Freitas; e o centro-leste (78%), onde se encontra Feira de Santana.

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 17:40

Nova alta de casos nos EUA e na Europa reflete efeito da reação à Covid

por Diana Yukari, Leonardo Diegues e Lucas Alonso | Folhapress

Nova alta de casos nos EUA e na Europa reflete efeito da reação à Covid
Foto: Reprodução / G1

Enquanto o mundo ultrapassa a marca de 60,5 milhões de infecções pelo coronavírus, os comportamentos das curvas de novos casos nos EUA e na Europa refletem as diferenças na coordenação das respostas à pandemia que matou mais de 1,4 milhão em todo o planeta.

Desde meados de setembro, europeus e americanos vivem um crescimento no número de novos casos. A partir de outubro, o aumento nas infecções tornou-se mais agudo e as duas curvas começaram a subir em posição quase vertical. Em novembro, porém, os efeitos da imposição de novas restrições na Europa puxaram a curva para baixo, enquanto o índice dos EUA segue em crescimento acelerado.

"Na Europa, após um início catastrófico nos primeiros meses do ano, houve em muitos países um 'lockdown' rigoroso, e a transmissão da doença caiu abruptamente", analisa o médico infectologista Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, professor da Unesp. "Assim, quando voltou a subir, também abruptamente, isso foi caracterizado como uma 'segunda onda'."

No fim de outubro, a chanceler alemã, Angela Merkel, que vinha sendo elogiada internacionalmente por ter encarado a pandemia com seriedade e rigor científico, reconheceu que a evolução da Covid-19 em seu país se tornou "dramática" e implantou novas regras de isolamento.

Nesta semana, as medidas foram prorrogadas até pelo menos 20 de dezembro, e Merkel admitiu que as restrições podem permanecer até janeiro. Nesta quinta, a Alemanha bateu o recorde de casos diários (32 mil) desde o início da pandemia, e o número de mortes (378) só fica atrás dos 510 óbitos registrados em 15 de abril. No total, o país tem 996 mil casos e 15 mil mortes por coronavírus.

Com dinâmica parecida, a França implantou 'lockdown' entre março e maio. Em 30 de outubro, voltou a restringir as atividades até que, nesta semana, o presidente Emmanuel Macron adotou um tom otimista ao anunciar um plano de reabertura gradual que permitirá aos franceses viajarem nas festas de fim de ano.

O ministro da Saúde francês, Olivier Veran, foi um pouco mais cauteloso e fez questão de lembrar que a Covid-19 "ainda não ficou para trás".

Atrás de EUA, Índia e Brasil, a França ocupa a quarta posição no ranking de nações com maior número de casos. E depois de quase zerar o número de óbitos diários em agosto, voltou a registrar mais de mil mortos por dia em pelo menos quatro ocasiões neste mês, relembrando o fantasma das mortes aos milhares no mês de abril. No acumulado, o país tem 2,2 milhões de casos e 50,7 mil mortes por Covid-19.

Fortaleza, da Unesp, chama atenção para o fato de que, quando as infecções voltaram a crescer na Europa, dizia-se que havia aumento de casos, mas não de óbitos. "Dois meses depois, há recordes diários de mortes, mostrando que estas sobem semanas após o aumento de casos", diz o infectologista, acrescentando que isso acontece porque as pessoas costumam passar por longos períodos de internação.

Analisar os dados para definir erros e acertos ainda é um desafio, explica Piotr Kramarz, cientista do Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).

"A maioria dos países implementou várias medidas ao mesmo tempo, tornando extremamente difícil determinar o efeito individual de qualquer abordagem", explica. "Tentar atribuir as diferenças observadas na epidemiologia da Covid-19 às medidas de saúde pública executadas em um país é, portanto, extremamente difícil e não é algo que o ECDC tentou até agora."

Apesar dos sinais amarelos para a Europa, Deisy Ventura, coordenadora do doutorado em saúde global da USP, considera positiva a percepção da maioria dos governos sobre o momento e a forma de novas restrições.

"Um bom exemplo das respostas europeias foi o anúncio simultâneo de medidas quarentenárias e de proteção social que permitiram o cumprimento das primeiras", analisa.

Esse tipo de coordenação é diferente das medidas adotadas nos EUA, em que cada estado tem autonomia constitucional para definir suas próprias regras. Segundo os dados analisados pela reportagem, estados americanos que hoje apresentam alta de casos tiveram fases mais brandas nos meses iniciais da pandemia.

Essa constatação se verifica na Dakota do Norte, em Wyoming, no Novo México, na Dakota do Sul e em Minnesota, os cinco estados com as maiores proporções de novos casos.

Um levantamento do jornal The New York Times, a partir de dados da Universidade de Oxford, aponta ainda que estados que impuseram menos restrições nos últimos meses vivem agora os piores surtos. Também entram nessa lista estados como Iowa, Nebraska e Wisconsin. O NYT aponta Iowa como o único estado cuja taxa de infecção considerada alta apresenta uma tendência de queda. Até a tarde desta quinta-feira, todos os outros 49 estados somam os altos índices de novos casos às tendências de agravamento.

Para os especialistas ouvidos pela reportagem, a gravidade da pandemia nos EUA é resultado da soma de fatores sanitários, mas também políticos. Se a pandemia de Covid-19 teve peso significativo para a derrota de Donald Trump, o contrário também é verdadeiro: a postura do líder republicano teve efeito agravante no cenário da saúde pública.

Para Ventura, as eleições americanas foram "decisivas para o desastre da resposta [ao coronavírus]". Ela classifica como "crimes contra a saúde pública" ações como os ataques do presidente a instituições como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças e a sugestão, nociva e sem fundamentos, de que os americanos poderiam ingerir desinfetante contra a Covid-19.

"Medidas de contenção de epidemias são sempre antipáticas e possuem elevado custo político, econômico e social", afirma. "Como candidato à reeleição, Trump não quis pagar esse preço." Em vez disso, segundo a especialista, recorreu à mesma estratégia de propaganda que o levou à Casa Branca em 2016: um misto de desinformação, extremismos e negacionismo científico.

Fortaleza traça ainda um paralelo com o Brasil. "O negacionismo do [presidente Jair] Bolsonaro e a apatia do Ministério da Saúde têm exigido que cada estado tome suas próprias medidas. Isso é claramente um enfraquecimento do pacto federativo, fazendo com que funcionemos como 'Estados Unidos do Brasil'."

Sobreviventes da Covid-19 relatam perda de dentes depois da infecção
Foto: Reprodução / Metrópoles

Quase um ano após o começo da pandemia de coronavírus, médicos e pesquisadores ainda estão descobrindo como o vírus age. A observação do grupo de pacientes com Covid-19 persistente, que sentem os sintomas da doença por muitos meses, ainda oferece novas informações sobre o Sars-CoV-2 todos os dias — a última notícia é que alguns experimentam queda nos dentes.

 

De acordo com o Metrópoles, nos Estados Unidos, há vários relatos de pessoas que perderam dentes sem nenhum sangramento.Uma das mulheres estava tomando sorvete quando o dente caiu e um garoto de 12 anos perdeu um dos dentes permanentes. Outros pacientes contam ainda que a gengiva ficou sensível, que alguns dentes ficaram cinza ou frágeis o suficiente para perder lascas. A maioria dessas pessoas tem sintomas como dedos dos pés inchados e queda de cabelo.

 

Não é comum que dentes caiam sem sangramento, diz William Li, diretor médico de uma ONG americana que estuda doenças dos vasos sanguíneos, ao New York Times. Segundo ele, este sintoma pode ser sinal de algo errado nos vasos sanguíneos das gengivas — nesse caso, o dente pode acabar morrendo e cair sem dor.

 

No restante do corpo, pacientes com quadros graves da infecção produzem muitos coágulos e trombos, o que pode estar acontecendo também na boca.

 

“A gengiva é muito sensível a reações hiper inflamatórias, e pacientes com Covid-19 persistente certamente se encaixam nesta categoria”, explica o dentista Michael Scherer. Os especialistas chamam atenção ainda para a saúde bucal: pessoas que já tinham problemas odontológicos podem ter pré-disposição à queda dos dentes.

Candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos testa positivo para Covid-19
Foto: Reprodução / Twitter de Guilherme Boulos

O candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, teve diagnóstico positivo para contaminação pelo novo coronavírus, confirmado pelo resultado de um exame RT-PCR na tarde desta sexta-feira (27). Conforme informações de sua assessoria de imprensa, ele não apresenta sintomas.

 

Na última segunda-feira (23), a campanha de Boulos teve a informação de que a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) testou positivo para a Covid-19, após participar de um ato de campanha com o candidato na sexta-feira passada (20).

 

Ainda conforme a assessoria, até que o resultado do exame saísse, Boulos suspendeu as atividades de rua e dedicou-se apenas a agendas em locais reservados, com público restrito e seguindo as orientações das autoridades sanitárias.

 

Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos afirma que cumprirá o protocolo de quarentena pelo período necessário. Além disso, toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testada.

 

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz a nota.

 

Devido à contaminação de Boulos, a TV Globo decidiu pelo cancelamento do debate que faria, na noite desta sexta-feira, entre o psolista e o atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), adversários no segundo turno pela prefeitura paulistana. A decisão foi comunicada pelo mediador César Tralli nas redes sociais.

Ônibus do castramóvel volta a receber atendimentos em Itapuã
Foto: Divulgação / SMS

A segunda unidade do Castramóvel da prefeitura de Salvador está funcionando novamente na sede da Prefeitura-Bairro de Itapuã, localizada na Avenida Dorival Caymmi, nº 17. O ônibus de serviço móvel estava desativado desde 2018.

 

As castrações podem ser solicitadas no e-mail agendamento.dipa@gmail.com. É preciso enviar RG e CPF do tutor do animal, comprovante de residência, cartão do SUS e cartão de vacina antirrábica do animal atualizado. No dia agendado é feita a triagem do animal e, caso esteja tudo em ordem com a saúde, a castração é feita em seguida. Por conta da pandemia, a recomendação é que compareça apenas o tutor e o animal para não gerar aglomeração.

 

A titular da Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal (DIPA) diz que é necessário que o tutor leve o colar protetor (elizabetano) e roupa cirúrgica para colocar no animal antes de ele voltar a ficar agitado. 

 

O ônibus Castramóvel vai permanecer na Prefeitura-Bairro de Itapuã até o dia 29 de janeiro de 2021. “Essa se tornou uma secretaria de proteção à vida e a gente vai cuidar muito bem dos nossos animais. Temos intensificado o trabalho em defesa dos animais”, afirmou o secretário municipal de saúde, Leo Prates.

 

CASTRAMÓVEL

 

A unidade 1 do serviço já atendeu durante este ano na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), no Cabula, USF Pernambués e na Guarda Civil Municipal (GCM), localizada na Avenida General San Martin. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até o momento foram feitos 2.481 procedimentos cirúrgicos.

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 14:40

Mesmo sem vacina, Salvador já planeja estratégia de imunização contra Covid-19

por Jade Coelho / Ailma Teixeira

Mesmo sem vacina, Salvador já planeja estratégia de imunização contra Covid-19
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não ter autorizado nenhuma vacina que proteja contra a Covid-19, Salvador já planeja uma estratégia de vacinação. A informação foi divulgada pelo prefeito da cidade, ACM Neto (DEM), durante coletiva nesta sexta-feira (27).

 

"Nós ainda não temos uma vacina no Brasil, nem uma ideia de quando ela virá, porém a prefeitura já está organizando o seu plano próprio de aplicação da vacina, para que quando ela esteja viva e presente, e seja uma realidade, nós já estejamos com toda a logística preparada", afirmou o prefeito. 

 

O gestor reuniu a imprensa no Elevador Lacerda para anunciar medidas de combate a disseminação do novo coronavírus (veja aqui), o cancelamento do Carnaval em fevereiro (leia aqui), renovação de contratos via Reda de servidores da Saúde (saiba mais aqui) e o envio de projetos para a Câmara Municipal (leia aqui e aqui).

 

O prefeito de Salvador ainda lembrou o fato de que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o governo federal apresente um plano de vacinação contra a Covid-19. Segundo ACM Neto, na capital baiana não houve necessidade de determinação para que a estratégia fosse traçada.

Agência reguladora avaliará vacina de Oxford a pedido do Reino Unido
Foto: Divulgação

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou, nesta sexta-feira (27), que formalizou o pedido de aprovação da vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. "Pedimos oficialmente ao regulador sanitário para avaliar a vacina Oxford/AstraZeneca e determinar se atende a normas de segurança rigorosas", informou o integrante do governo, em comunicado. 

 

Hancock ainda ressaltou que, caso o imunizante seja aprovado, essa será uma "etapa "etapa importante rumo à produção de uma vacina o mais rapidamente possível", de acordo com informações do G1. 

 

Estudos clínicos de fase 3 apontaram que, quando aplicada em apenas uma dose e meia, a vacina ChAdOx1, como foi nomeada, possui eficácia de 90%. Entretanto, quando houve injeção de duas doses, o rendimento caiu para 62% - o que está acima do que determina o órgão regulador dos EUA (50%). 

 

Vale lembrar que, nesta quinta-feira (26), o vice presidente da AstraZeneca, Manelas Pangolos, admitiu que ocorreu um erro de dosagem (veja aqui). A farmacêutica recebeu críticas severas da comunidade científica, por falta de transparência nos dados. 

 

Ainda assim, o governo do Reino Unido afirma que não há razão para se preocupar com os resultados dos estudos, já que a agência reguladora avaliará de forma independente a segurança e a eficácia do imunizante. 

 

Também nesta quinta, Pangalos, revelou que que a vacina deve passar por um combinada com uma dose inteira da imunização, como parte de um estudo adicional (lembre aqui). 

 

No Brasil, a expectativa é que a ChAdOx1 seja distribuida entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Ao todo, o governo federal fará o investimento de R$1,9 bilhão para produzir 100 milhões de doses, por meio da Fiocruz. 

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 13:20

Servidores da Saúde contratados via Reda terão contrato renovado, anuncia ACM Neto

por Jade Coelho / Ailma Teixeira

Servidores da Saúde contratados via Reda terão contrato renovado, anuncia ACM Neto
Foto: Jade Coelho/ Bahia Notícias

Para garantir que a estrutura da Saúde se mantenha completa durante a pandemia, o prefeito ACM Neto (DEM) autorizou a renovação dos contratos de servidores do setor. "Nós contratamos colaboradores para consistir as equipes da saúde (...) e esses contratos seriam encerrados no dia 31 de dezembro", disse Neto.

 

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (27), em meio à coletiva para anunciar a suspensão do Carnaval em fevereiro de 2021 (saiba mais aqui).

 

De acordo com Neto, o vice-prefeito Bruno Reis (DEM), eleito para gerir Salvador a partir do próximo ano, concordou com a medida. "Portanto, se amanhã ou depois, a coisa piorar, nós já teremos toda a equipe mobilizada e preparada para tomar as providências", ressaltou o prefeito.

Ministério vai ao Hospital Ernesto Simões para conhecer prontuário eletrônico
Foto: Rafael Menezes/GOVBA

Um grupo de representantes do Ministério da Saúde visitou o Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF) nesta quinta-feira (26) para conhecer e analisar o processo de implantação do sistema de gestão hospitalar, que inclui prontuário eletrônico e módulos administrativos, na rede estadual de saúde. 

 

De acordo com a Secretaria da Saúde (Sesab), nove hospitais da rede própria já utilizam o software AGHUse, que permite registrar os processos administrativos, assistenciais e de apoio à assistência de forma integrada.

 

“Somos o estado mais avançado na implantação de um prontuário único efetivamente funcional no Brasil. Para chegar aqui, tivemos que investir R$ 52 milhões em infraestrutura de cabeamento de rede e aquisição de computadores, impressoras e conectividade”, explica o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

 

O diretor de monitoramento e avaliação do SUS, Angelo Martins Denicoli, e o diretor do Departamento de Gestão do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Alessandro Anjos, visitaram o HGESF para acompanhar de perto o fluxo de pacientes no sistema. Em seguida, conheceram a Central Integrada de Comando e Controle da Saúde, unidade que abriga a Central Estadual de Regulação (CER), o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), a Central de Inteligência da Saúde, além da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

 

“Nós viemos aqui em busca de um referencial para implantação de um sistema, o AGHUse, que a Bahia já vem utilizando. O resultado foi muito gratificante, porque entendemos que a Bahia está em um grau de maturidade muito avançado. Isso nos traz bastante satisfação porque muitas coisas que vimos aqui, certamente, podemos replicar em outros estados”, avalia Denicoli. “O secretário também nos mostrou bastante maturidade com relação às direções estratégicas, com painéis de monitoramento, pessoas engajadas nesse trabalho e um Centro de Comando e Controle que dispensa comentários”, acrescenta o diretor.

 

Atualmente, o AGHUse está implantado em nove hospitais da rede Estadual: Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), Hospital Geral de Camaçari (HGC), Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), Maternidade Albert Sabin, Cican, Hospital Geral do Estado (HGE), Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) e Hospital Geral Menandro de Faria. A expectativa do Estado é que, até 2022, o software esteja funcional em 24 unidades da rede própria.

 

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação da Sesab, Diego Daltro, a validação e predisposição de apoio do Ministério da Saúde fornecem à Bahia a possibilidade de dar novos passos no avanço da informatização da rede de saúde. Dessa forma, o acesso a informações em tempo real será ampliado, tendo como consequência maior acurácia na tomada de decisões.

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