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Sexta, 23 de Julho de 2021 - 19:00

Butantan entrega mais 1 milhão de doses da CoronaVac

Butantan entrega mais 1 milhão de doses da CoronaVac
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Instituto Butantan entregou mais 1 milhão de doses da CoronaVac nesta sexta-feira (23), ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até agora, já foram disponibilizadas 58,6 milhões de doses da vacina, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

 

Segundo a Agência Brasil, o Butantan recebeu mais 12 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) no dia 13 de julho. A quantidade deve permitir a produção de mais 20 milhões de doses da CoronaVac.

 

A previsão é que o instituto entregue 100 milhões de doses da vacina, referentes aos dois contratos assinados com o Ministério da Saúde, até o final de agosto. Se a estimativa for cumprida, será antecipado em um mês o prazo estipulado pelos termos para conclusão das entregas.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 18:05

Bahia registra queda em número de mortes por Covid-19

Bahia registra queda em número de mortes por Covid-19
Foto: divulgação / Sesab

A Bahia registrou 1.941 casos da Covid-19 e 47 mortes pela doença nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (23) pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).  O número de óbitos é o menor registrado desde o último domingo (18), com 31 vítimas fatais.

 

Além disso, são 436 casos e 12 mortes a menos que o registrado na última quinta-feira (22),  com 2.377 testes positivos e 53 óbitos (lembre aqui)

 

Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e o registro foram realizados hoje. O boletim também aponta 2.001 pacientes recuperados, 9.301 casos ativos, 1.420.780 casos descartados e 232.378 em investigação.

 

Desde o início da pandemia, foram confirmados 1.182.673 casos, 25.457 mortes, 1.147.915 pacientes recuperados e 51.287 profissionais de saúde infectados no estado.

Salvador realiza mutirão da 2ª dose contra Covid-19 neste sábado
Foto: Bruno Concha/Secom

A prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza o mutirão de aplicação da 2ª dose da vacina contra a Covid-19 neste sábado (24), das 8h às 16h. Todos os pontos de imunização, entre drives e postos fixos, funcionarão exclusivamente para o fechamento do esquema vacinal das pessoas que já tomaram a primeira aplicação.

 

As pessoas que estão com a data de reforço da vacina da Oxford marcada até o dia 5 de agosto já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina. O mesmo deve ser feito por aqueles que devem tomar a segunda dose da CoronaVac, com data de retorno marcada no cartão de vacinação até o dia 25 de julho.

 

A aplicação da 1ª dose para o público habilitado será suspensa. A SMS aguarda o envio de um novo lote de imunizantes pelo governo federal para continuar ampliando o público vacinado na cidade.

 

2ª DOSE OXFORD – 8h às 16h

Drive-thrus: Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Shopping da Bahia, FBDC Brotas, Faculdade Universo, Shopping Bela Vista, Universidade Católica (Pituaçu), Vila Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela) e Arena Fonte Nova (Nazaré).

Pontos fixos: USF Vale do Matatu, FBDC Brotas, USF Santa Luzia, USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), USF Resgate, USF Teotônio Vilela II (Fazenda Coutos II), USF Vista Alegre, USF Plataforma, USF Colinas de Periperi, USF Cajazeiras X, Universidade Católica (Pituaçu), USF Pirajá, Clube dos Oficiais da Polícia Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela), UBS Ramiro de Azevedo (Campo de Pólvora) e USF Vila Nova de Pituaçu. 

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 17:00

Procuradoria abre inquérito civil para investigar propina em vacinas na gestão Bolsonaro

por Marcelo Rocha | Folhapress

Procuradoria abre inquérito civil para investigar propina em vacinas na gestão Bolsonaro
Foto: Pedro Ladeira / Folhapress

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito civil sobre o suposto pedido de propina por parte de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.
 

O inquérito tem como objetivo "apurar possíveis atos de improbidade administrativa praticados pelo então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e outros agentes públicos e privados", segundo portaria publicada nesta sexta-feira (23).
 

A defesa do ex-diretor disse à Folha de S.Paulo que o procedimento será uma oportunidade para seu cliente e demais pessoas mencionadas na situação esclarecerem os fatos.
 

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, disse que Dias cobrou a propina em um jantar em um restaurante de Brasília no dia 25 de fevereiro.
 

Dominghetti afirmou que recebeu de Dias pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Dias foi demitido do ministério horas após a publicação da entrevista de Dominghetti.
 

Após a publicação da reportagem, o líder da minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSB-RJ), o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), e demais líderes de partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro enviaram uma representação ao Ministério Público Federal.
 

O caso foi enviado inicialmente à procuradora Melina Montoya Flores, que instaurou o procedimento, mas está a cargo do 28º Ofício da Procuradoria, cujo titular é Cláudio Drewes. A apuração tramita sob sigilo.
 

Foi aberta uma apuração inicial, conhecida como notícia de fato, que consiste no levantamento de informações iniciais sobre o ocorrido.
 

"As questões versadas nos autos ainda demandam diligências para a formação do convencimento deste órgão acerca das medidas a serem eventualmente adotadas", afirmou a Procuradoria.
 

Na CPI da Covid no Senado, Dominghetti repetiu a acusação e disse que esteve no ministério três vezes para tratar da proposta da venda. A Davati buscou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,50 por cada (depois disso passou a US$ 15,50).
 

Ele ressaltou aos senadores que se surpreendeu ao saber que o então secretário-executivo Elcio Franco, braço direito do ex-ministro Eduardo Pazuello, não sabia de uma oferta grande como aquela, envolvendo 400 milhões de doses.
 

Também na CPI, Dias confirmou à CPI o jantar no dia 25 de fevereiro com Dominghetti, mas negou ter cobrado propina de US$ 1 por dose para negociar vacinas ao governo federal.
 

O diretor exonerado logo após a denúncia de propina disse aos senadores que não tratava da compra dos imunizantes, apesar de reconhecer que conversou por mensagens de celular e por email com representantes da Davati Medical Supply.
 

O ex-diretor afirmou à CPI que se encontrou por acaso com o policial no restaurante Vasto, em um shopping na região central de Brasília (DF). "Não era um jantar com fornecedor, era um jantar com um amigo", disse.
 

Dias ainda jogou sobre a Secretaria-Executiva da Saúde, área dominada por militares durante a gestão de Eduardo Pazuello, responsabilidades por definir preços, volumes e as empresas contratadas nas negociações por vacinas.
 

Em mensagem por áudio veiculada durante a sessão da CPI, obtida do celular de Dominghetti, que foi apreendido, o PM afirmou a um interlocutor que teria uma reunião com Dias no dia 25 de fevereiro, o dia do jantar no restaurante de Brasília.
 

Em meio a contradições e lacunas no depoimento, Dias foi levado preso pela Polícia do Senado após ordem do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele foi liberado no mesmo dia, após o pagamento de fiança no valor de R$ 1,1 mil.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 16:20

'Fica parecendo jogo combinado para não permitir', diz Rui sobre chegada da Sputnik

por por Francis Juliano, de Itaberaba / Mauricio Leiro

'Fica parecendo jogo combinado para não permitir', diz Rui sobre chegada da Sputnik
Foto: Bahia Notícias

O governador Rui Costa (PT) afirmou que a Anvisa e o ministério da saúde estariam fazendo um jogo combinado para dificultar a chegada da vacina russa, Sputnik V. Rui entregou nesta sexta-feira (23), a 20º policlínica, em Itaberaba. 

 

"Acompanhamos a entrevista do ministro [Queiroga], que de forma surpreendente disse que não tinha interesse em novas vacinas. O povo ansioso por se vacinar, oficializamos um documento ao ministério da saúde, perguntando qual a posição oficial. Nos parece, a Anvisa negou durante meses, depois cedeu e colocou 28 obstáculos. Agora se soma à declaração. Fica parecendo jogo combinado para não permitir que a vacina chegue no Brasil", disse. 

 

Segundo Rui, nenhuma resposta foi dada sobre as vacinas ainda. "O fundo russo questionou, pois eles estão com mais de 60 países para atender, mas se o governo não quer, digam logo. Tem produção nacional da Sputnik. Pela União Química. Que certificou a produção e autorizou exportar. Estão exportando o segundo lote. É inacreditável", finalizou. 

 

VOLTA ÀS AULAS

O governador também ressaltou que está "aberto ao diálogo" com a classe, apesar de não ter recebido nenhum contato dos professores. Rui comentou ter convicção de que "quase a totalidade dos professores vão dar aula", na próxima segunda-feira (26).

 

"Os jornalistas não pararam. Nós estamos com policiais, eles pararam? Os profissionais da saúde? Tem os do supermercados? Como teríamos comido esse período todo? É estranho ouvir de alguém escolher dizer a data que quer trabalhar. É o único segmento que teve a condição de ser vacinado antes de trabalhar. O cara está dizendo que vai escolher o mês ainda", disse. 

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 15:40

Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid

por Natália Cancian e Mateus Vargas | Folhapress

Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid
Foto: Reprodução / Bharat Biotech

A fabricante da vacina indiana Covaxin, Bharat Biotech, anunciou nesta sexta-feira (23) que rescindiu um acordo que mantinha com a brasileira Precisa Medicamentos para trazer doses do imunizante ao país.
 

Em comunicado, a empresa indiana diz que a rescisão tem "efeito imediato". Na prática, a medida deve acelerar o cancelamento do contrato que o Ministério da Saúde mantém com a Precisa Medicamentos para obter 20 milhões de doses da vacina. O contrato já havia sido suspenso em junho.
 

Atualmente, a negociação para compra de doses da Covaxin é um dos principais alvos de investigação da CPI da Covid. Questionado, o Ministério da Saúde diz que ainda não foi notificado sobre o rompimento do acordo.
 

A parceria da Bharat com a Precisa e a empresa Envixia Pharmaceuticals foi firmada em 24 de novembro de 2020, por meio de um memorando de entendimento, informa a Bharat. O objetivo era trazer a vacina ao país. O motivo do fim do acordo não foi divulgado.
 

No documento em que anuncia a rescisão, a Bharat diz que, apesar da decisão, continuará a trabalhar com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) "para concluir processo de aprovação regulatória para a Covaxin".
 

A empresa nega ainda ter assinado duas cartas que foram enviadas ao Ministério da Saúde e fazem parte do processo de negociação do imunizante. Os documentos estavam entre os materiais enviados pela pasta à CPI.
 

Em nota, a Precisa diz lamentar o cancelamento do acordo com o laboratório indiano, e atribui a medida ao "caos político que se tornou o de até sobre a pandemia". "Que deveria ter como foco a saúde pública, e não interesses políticos", disse a empresa.
 

A Precisa ainda afirma que jamais praticou qualquer ilegalidade e que conduziu as tratativas para entrada da vacina no Brasil.
 

"Infelizmente, o resultado prático desta confusão causada pelo momento político do país é o cancelamento de uma parceria com o laboratório indiano que iria trazer 20 milhões de doses de uma vacina com comprovada eficácia (65,2%) contra a variante delta."
 

A existência de denúncias de irregularidades em torno da compra da vacina indiana Covaxin foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo em 18 de junho, com a divulgação do depoimento sigiloso do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda ao Ministério Público Federal, que relatou pressão "atípica" para liberar a importação da Covaxin.
 

Desde então, o caso virou prioridade da CPI no Senado. A comissão suspeita do contrato para a aquisição da imunização, por ter sido fechado em tempo recorde, em um momento em que o imunizante ainda não tinha tido todos os dados divulgados. A vacina, ao custo de US$ 15, também tinha preço superior a outros imunizantes cujas propostas foram recusadas inicialmente pela Saúde, como a vacina da Pfizer (ofertada a US$ 10).
 

A crise também chegou ao Palácio do Planalto após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor da Saúde, relatar que o presidente havia sido alertado por eles em março sobre as irregularidades. Bolsonaro teria respondido, segundo o parlamentar, que iria acionar a Polícia Federal para que abrisse uma investigação, o que não ocorreu na ocasião.
 

Ao se manifestar sobre o tema após a revelação das denúncias, Bolsonaro primeiro disse que a Polícia Federal iria abrir inquérito para apurar as suspeitas. Em seguida, afirmou que não tem “como saber o que acontece nos ministérios”.
 

No dia 30 de junho, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar a compra da vacina Covaxin pelo governo. No mesmo dia, também o MPF (Ministério Público Federal) instaurou um procedimento investigatório criminal, conhecido internamente pela sigla PIC, para apurar as suspeitas de crime no contrato de compra.
 

Em junho, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão do contrato com a Precisa.
 

"Por orientação da Controladoria-Geral da União, por uma questão de conveniência e oportunidade, decidimos suspender o contrato para que análises mais aprofundadas sejam feitas", afirmou na ocasião o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 

Em declarações recentes, Queiroga tem dito que o Programa Nacional de Imunizações "não precisa" mais das doses da Covaxin. Dentro da pasta, a equipe técnica também já se mobilizava para o cancelamento definitivo do contrato, firmado em fevereiro no valor de R$ 1,6 bilhão.
 

EMPRESA NEGA AUTENTICIDADE DE DOCUMENTOS
 

Ainda no comunicado distribuído nesta sexta, a Bharat diz que o preço de US$ 15 a dose definido para a Covaxin no Brasil se baseia em um valor global definido para venda da vacina fora da Índia. Diz ainda que a empresa não recebeu pagamentos adiantados nem chegou a fornecer vacinas ao Ministério da Saúde.
 

A Bharat também contesta cartas que, segundo a empresa, têm sido distribuídas como se fossem de sua autoria. Um dos documentos, o qual foi enviado à CPI da Covid como parte do processo administrativo da negociação da vacina, diz que a Bharat autorizaria a Precisa a negociar com o Ministério da Saúde —a quem a carta é endereçada— "preços e condições de pagamento, assim como datas de entrega, e todos os detalhes pertinentes à operação".
 

O outro é uma "declaração de inexistência de fatos impeditivos", o qual traz o símbolo da Bharat Biotech. Reportagem da CBN já havia apontado problemas nos documentos, como erros de inglês e no endereço do laboratório.
 

"Gostaríamos de ressaltar que esses documentos não foram expedidos pela companhia ou por seus executivos e, portanto, negamos veementemente os mesmos", aponta a Bharat no comunicado.
 

A empresa diz ainda que todas suas ações, incluindo negociações em outros países, seguem "os mais altos padrões de ética e integridade".
 

 

Itaberaba: 20ª Policlínica é inaugurada e vai atender 400 mil habitantes de 23 municípios
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

A 20ª Policlínica Regional de Saúde da Bahia foi inaugurada em Itaberaba, no território de identidade do Piemonte do Paraguaçu, nesta sexta-feira (23). Foram cerca de R$ 29,2 milhões, entre obras, equipamentos e veículos para transporte dos pacientes na unidade, que vai oferecer serviços ambulatoriais especializados e exames de alta complexidade a uma população estimada em 402.872 habitantes de 23 municípios.

 

Fazem parte do Consórcio da Policlínica Regional os municípios: Abaíra, Andaraí, Boa Vista do Tupim, Boninal, Iaçu, Ibiquera, Ibitiara, Iraquara, Itaberaba, Itaeté, Lajedinho, Lençóis, Macajuba, Marcionílio Souza, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Ruy Barbosa, Seabra, Utinga e Wagner.

 

O estado também arca com a construção e 40% dos custos para o funcionamento da policlínica. Os outros 60% são divididos entre os municípios consorciados, proporcionalmente à população de cada um.

 

A Policlínica vai oferecer consultas especializadas em Angiologia, Cardiologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Neurologia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Urologia, Pequenos Procedimentos Cirúrgicos, Ginecologia, Pneumologia, Dermatologia, Reumatologia, Anestesia e Ortopedia. Haverá também atendimento na área de Farmácia Clínica, Enfermagem, Psicologia e Nutrição. Na parte de exames, os pacientes poderão fazer MAPA, holter, ecocardiograma, ergometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, endoscopia digestiva, ultrassonografia Doppler, RX, tomografia e ressonância magnética. Os atendimentos na unidade serão realizados por agendamento, o que garante um serviço rápido e sem filas.

 

Com a abertura da unidade em Itaberaba, 375 dos 417 municípios baianos passam a ter a cobertura das policlínicas. Outras cinco unidades estão programadas para serem entregues, sendo duas em Salvador (nos bairros de Escada e Narandiba), uma em Serrinha, uma em Santa Maria da Vitória e outra em São Francisco do Conde.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 14:20

Abaíra: Prefeito acha 'injusta' divisão de custos da Policlínica entre municípios e governo

por Francis Juliano, de Itaberaba / Gabriel Lopes

Abaíra: Prefeito acha 'injusta' divisão de custos da Policlínica entre municípios e governo
Prefeito de Abaíra | Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O prefeito de Abaíra, Edval Luz e Silva (DEM), o Diga, participou da inauguração da Policlínica de Itaberaba, na manhã desta sexta-feira (23). Apesar de afirmar não ter problemas de relacionamento com o governo Rui Costa, do PT, ele vê como "injusta" a parceria entre municípios e governo na manutenção da clínica de saúde.

 

"A gente faz uma administração focada no bem estar da população. Infelizmente a política acaba favorecendo e também desfavorecendo nesse ponto. Mas o meu relacionamento é tranquilo, sem nenhum problema. E hoje eu vejo uma parceria entre o governo do estados e os municípios. Eu acho até um pouco injusto, a gente não deveria arcar com nada, a situação dos municípios é muito cruel. A gente já arca com tudo e agora arcar com mais uma parcela de contribuição para manter a policlínica", disse o gestor.

 

Abaíra é um dos municípios que faz parte do Consórcio de Saúde Chapada Unida. De acordo com o governo, o estado arcará com 40% dos custos para o funcionamento da clínica, que atenderá 23 municípios da região e tem o objetivo de desafogar o orçamento que as prefeituras tem com exames de alta complexidade, antes realizados em clínicas particulares. Os outros 60% são divididos entre os municípios consorciados, proporcionalmente à população de cada um.

 

Para o prefeito, no entanto, o governo da Bahia deveria ajudar mais. "Principalmente na época de pandemia, onde o governo do estado praticamente não fez nada para os municípios, se não fosse o governo federal a gente estaria ferrado. O governo federal fez demais, mandou dinheiro demais. O governo do estado perdeu uma grande oportunidade de colocar as policlínicas para funcionar por conta do estado, os municípios não vão suportar o peso disso aí", finalizou Edval.

Anticorpos de quem teve Covid-19 não protegem contra variante, aponta estudo
Imagem ilustrativa | Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador

Um estudo internacional com participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revela um mecanismo que explica o motivo sobre reinfecções de Covid-19.

 

Testes em laboratório mostraram que a variante Gamma, anteriormente conhecida como P.1, originada no Brasil, é capaz de escapar dos anticorpos neutralizantes que são gerados pelo sistema imunológico a partir de uma infecção anterior com outras variantes do coronavírus. A informação é da Agência Brasil.

 

Os pesquisadores destacam, no entanto, que os resultados foram obtidos in vitro, ou seja, em laboratório. Além disso, o estudo não inclui outros tipos de resposta imune do organismo, como imunidade celular. “É fundamental entender que pessoas infectadas podem ser infectadas novamente”, aponta William Marciel de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, primeiro autor do artigo. O trabalho foi publicado como artigo na revista científica The Lancet em 8 de julho.

 

Foram analisadas amostras do plasma de pacientes que tiveram a doença, e também de pessoas imunizadas pela vacina CoronaVac. “A pesquisa mostra que pessoas que foram vacinadas ainda estão suscetíveis à infecção, se você tomou a vacina continue usando máscara, continue com distanciamento social, continue usando as medidas de higiene para evitar a transmissão para outras pessoas”, aconselha o pesquisador.

 

Souza lembra que os estudos clínicos mostram a eficiência da CoronaVac contra formas graves da doença, reduzindo internações e mortes. “A vacina não é contra infecção, infecção pode acontecer a qualquer momento, com qualquer vacina, o objetivo da vacina é contra a doença, a forma grave, da pessoa morrer, ter sequelas graves".

 

Sobre a variante Delta, Souza aponta que os estudos também vêm demonstrando a proteção contra formas mais graves da doença. “Mesmo locais com alta taxa de vacinação, por exemplo os Estados Unidos, em que hoje a Delta é a linhagem mais dominante, o número de mortes e hospitalizados não aumentou mesmo com a introdução dela.”

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 12:20

Após tromba d'água, Lajedinho está segura e perto de reconstrução, diz prefeito

por Francis Juliano, de Itaberaba / Gabriel Lopes

Após tromba d'água, Lajedinho está segura e perto de reconstrução, diz prefeito
Antônio Mário, prefeito de Lajedinho | Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Cidade atingida por uma tromba d'água em 2013, que deixou 17 mortos e 600 desabrigados, Lajedinho, na região do Piemonte do Paraguaçu (leia mais aqui), está perto de concluir o trabalho de reconstrução do município. É o que afirma o prefeito Antônio Mário (PSD).

 

"Grande passo foi resolvido. Fizemos alguns serviços. Primeiro, a reconstrução das casas, segundo a reconstrução de prédios públicos, e terceiro o projeto para alargar o canal. As casas nós conseguimos com o governo federal, na época da presidente Dilma. Os prédios nós fizemos um convênio com o ministério da integração e eu não quis as obras pelo município. Optei que fosse feito com o governo do estado e a Conder que executa as obras. Ainda faltam duas obras, um mercado e o clube. As outras já estão concluídas", disse o gestor que participou da inauguração da 20ª Policlínica Regional de Saúde da Bahia, em Itaberaba, na manhã desta sexta-feira (23).

 

Questionado se atualmente a cidade está preparada em caso de novo fenômeno como a tromba d'água, Antônio Mário disse que  Lajedinho não corre risco de vítimas.

 

"As pessoas que moravam na parte mais baixa hoje já moram na parte alta, e a tendência é alargar o canal. O risco de vítima fatal eu acho difícil", afirmou o gestor, que já está em seu sexto mandato.

 

Lajedinho é um dos 23 municípios que serão beneficiados com a nova policlínica de Itaberaba, na Chapada Diamantina. A obra foi entregue pelo governador Rui Costa.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 10:40

Para prefeito de Boa Vista do Tupim, não existe disputa política entre PT e PSDB na região

por Francis Juliano, de Itaberaba / Gabriel Lopes

Para prefeito de Boa Vista do Tupim, não existe disputa política entre PT e PSDB na região
Dinho, prefeito de Boa Vista do Tupim | Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Presente na inauguração da 20ª Policlínica Regional de Saúde da Bahia, em Itaberaba, nesta sexta-feira (23), o prefeito de Boa Vista do Tupim, Helder Lopes Campos, o Dinho, filiado ao PSDB, disse que não existe disputa política entre seu partido e o Partido dos Trabalhadores (PT), do governador Rui Costa, na região.

 

"Não existe isso aqui. Estamos unidos para desenvolver nossa Chapada Diamantina. Nós temos interlocução muito boa, somos parceiros e estamos unidos na defesa dos nossos interesses e o governador percebeu isso e abriu a policlínica aqui", disse Lopes Campos.

 

Ele também é vice-presidente do Consórcio de saúde que será responsável pela gestão da Policlínica e destaca a importância da obra para a região. "Nós temos o consórcio de saúde, fomos nós que criamos. Organizamos para poder viabilizar a Policlínica em Itaberaba, que já vinha se arrastando há muito tempo e a Chapada ganha com esse investimento de grande importância", afirma.

 

A Policlínica de Itaberaba oferecerá serviços ambulatoriais especializados e exames para mais de 400 mil habitantes de 23 municípios da região.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 10:20

Vacinas contra a Covid-19 têm prazo de validade menor do que as outras

por Phillipp Watanabe | Folhapress

Vacinas contra a Covid-19 têm prazo de validade menor do que as outras
Foto: Carol Garcia / GovBA

Por que poucos meses após a criação das vacinas contra a Covid já há lotes vencidos (e até casos de pessoas indevidamente vacinadas com doses expiradas)?
 

É que, em comparação às vacinas mais tradicionais, os imunizantes contra a Covid têm, de fato, validades menores. Isso se explica pela urgência necessária com que foram feitos, pela novas tecnologias usadas e por datas de expiração conservadoras.
 

Enquanto as vacinas contra a Covid aprovadas no Brasil têm prazos de validade que variam de 4,5 meses a 12 meses, imunizantes tradicionais chegam a durar três anos. É o caso da vacina contra a poliomielite fabricada pela Fiocruz, que pode ter prazos de validade de 24 a 36 meses. A vacina BCG dura 24 meses.
 

"O prazo de validade de uma vacina tradicionalmente é muito maior do que o que foi dado para vacinas contra Covid", afirma Denise Garrett, epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin.
 

A validade de uma vacina é determinada por estudos de estabilidade, ou seja, a velocidade de degradação dos componentes, como estabilizantes e plataforma vacinal (um vírus atenuado, RNA viral etc.), com o tempo.
 

Para que a expiração seja determinada, são necessários testes fisicoquímicos e biológicos, como ensaios de potência.
 

Segundo recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), os parâmetros que apontam a estabilidade do produto variam de vacina para vacina, considerando características de cada uma --é só pensar na variedade de tecnologias dos imunizantes contra a Covid, o que acabou dando origem, inclusive, aos "sommeliers de vacina". Em todas, a temperatura tem papel fundamental.
 

O pouco tempo para desenvolvimento das vacinas contra Covid também pesou para validades curtas.
 

"Os estudos foram rápidos. Temos pouco tempo de observação e houve cautela de não gerar uma validade maior sem que haja dados para isso", afirma Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
 

A OMS aponta a importância dos dados coletados em tempo real, observando condições de armazenamento indicadas. É possível, porém, acelerar os testes expondo as vacinas a temperaturas superiores às ideais, por exemplo. Testes de estresse, com temperaturas altas e luz, também ajudam a compreender mecanismos de degradação e, assim, a validar dados.
 

Por isso, tecnologias vacinais mais tradicionais e, portanto, com mais tempo de estudo também podem pesar nas validades atuais das vacinas contra Covid, diz Ballalai. É o caso da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Ela deve ser mantida em refrigeração (2°C a 8°C) e tem a maior validade: 12 meses, a partir da fabricação.
 

A Coronavac é feita com vírus inativados, mesma tecnologia usada nas vacinas contra a gripe. No processo, os vírus deixam de ser infectantes após tratamento químico ou com calor, mas ainda geram resposta imune nas pessoas.
 

Já as tecnologias das outras vacinas aprovadas no Brasil são relativamente novas. A da AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, e a da Janssen usam um vetor viral para produzir proteínas S (responsáveis pela invasão às células humanas) do Sars-CoV-2 que acabarão desencadeando a resposta imune. A tecnologia havia sido testada em 2019 contra o ebola.
 

A vacina da AstraZeneca tem validade atual no Brasil de seis meses. Em nota, a Fiocruz diz que "por se tratar de uma vacina 'nova', para o registro ou para obtenção do uso emergencial, foram utilizados dados de estudos de estabilidade conduzidos até seis meses de validade".
 

Nesse período, diz a Fiocruz, foram feitos testes mês a mês para verificar se as especificações das amostras permaneciam. "Dos 13 ensaios de controle de qualidade que são realizados a cada lote, os mesmos são repetidos para verificação da manutenção da qualidade do produto. Ao final, é possível verificar se a vacina se mantém estável."
 

Entre as vacinas contra Covid aprovadas no país, a que possui menor validade, de só 4,5 meses (2°C a 8°C), é a da Janssen.
 

Na urgência, como ainda não tínhamos os dados necessários para determinação mais precisa, os produtores resolveram colocar um prazo mais curto", diz Garrett. "Eles foram conversadores."
 

A tendência, porém, é que as validades se ampliem com o passar dos meses. E isso já começou.
 

Até junho, a validade da dose única da Janssen era de três meses. O prazo foi ampliado nos EUA e no Brasi, após análises da FDA (agência americana de regulação de drogas) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), respectivamente.
 

A vacina da AstraZeneca deve seguir o mesmo caminho em breve no Brasil. A fundação diz que a validade aprovada por OMS e Agência Regulatória da Índia (CDSCO) já foi ampliada para nove meses e que já solicitou à Anvisa a ampliação da validade de lotes importados da sua vacina.
 

Já a Janssen diz que não há, no momento, pedidos ou dados novos que possibilitem ampliação da vida útil de sua vacina, mas que continua fazendo testes de estabilidade para possível expansão de datas. "Não é seguro afirmar que existe margem de erro para aplicação de vacinas -e outros medicamentos- após o prazo de validade", diz, em nota.
 

"Portanto, caso [a vacina] ultrapasse a data indicada, ela deve ser descartada de acordo com as orientações das autoridades de saúde", afirma a Janssen.
 

O Butantan, responsável pela produção da Coronavac no Brasil, diz que "para extensão do prazo de validade é necessário que sejam feitos estudos e não há nada previsto nesse sentido". O instituto diz que o prazo de 12 meses do seu imunizante deve ser respeitado.
 

Procurada, a Anvisa diz que os estudos e o pedido de novas condições de validade são responsabilidade das fabricantes. "Cabe à Anvisa avaliar os estudos e decidir se são suficientes para garantia das condições da vacina."
 

Vacina vencida então é sinônimo de perigo? O problema, segundo especialistas, é a possibilidade de não ter a proteção prometida.
 

Ballalai diz que as vacinas contra Covid provavelmente têm validade maior do que as praticadas no momento. "Nenhuma validade está no limite", diz. "Mas temos que seguir o que está ali. Não temos dados depois da validade. A população tem que ter segurança."
 

Garrett afirma que viu comentários sobre não haver problema em tomar a vacina vencida por causa de uma possível "margem de erro". Sobre isso, ela diz que isso pode até existir no caso da vacina contra Covid, mas que essa linha de pensamento não se aplica para imunizantes em geral.
 

"É importante enfatizar a necessidade de um controle muito rigoroso das validades", diz Garrett. "Mesmo sabendo que colocaram um prazo conservador, até termos dados para prazos estendidos temos que cumprir a validade determinada."
 

Nos últimos meses, vacinas vencidas foram questão também fora do Brasil. Matshidiso Moeti, diretora do braço africano da OMS, pediu para que os países do continente armazenassem doses vencidas da vacina da AstraZeneca até que mais dados estivessem disponíveis. "No meu entendimento, o prazo de validade pode ser vários meses a mais. Mas vamos buscar as informações definitivas."
 

As afirmações foram feitas após Malawi e Sudão do Sul afirmarem que iriam descartar milhares de doses vencidas. No mês seguinte à afirmação de Moeti, a OMS se posiciou pela não administração e descarte de doses vencidas.
 

Segundo Ballalai, vacinas contra a Covid não deveriam estar chegando ao fim da validade. "Não era para estar sobrando. Como estão perdendo a validade com tanta gente sem vacina?", questiona.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 09:40

Doria rebate suspeitas de Bolsonaro sobre Butantan: 'Desinformado' e 'alienado'

por Jade Coelho

Doria rebate suspeitas de Bolsonaro sobre Butantan: 'Desinformado' e 'alienado'
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu as suspeitas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro em relação ao contrato de venda da vacina CoronaVac pelo Instituto Butantan. Segundo o presidente, ele teria um documento enviado pela farmacêutica Sinovac, que desenvolveu a vacina, oferecendo a dose da CoronaVac por US$ 5, enquanto a dose foi vendida por US$ 10 pelo Butantan.

 

Segundo Doria, as declarações de Bolsonaro são de uma pessoa “desinformada” e “alienada”.

 

“O governo Bolsonaro, liderado por um genocida que é o presidente da República, que compra cloroquina e não compra vacina, e quando decidiu comprar vacina foi com propina, acusa o Butantan de fazer sobre preço. É um desinformado total, alienado da realidade, não tem a menor procedência uma colocação dessa natureza”, disse Doria em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A Tarde FM 103,9, nesta sexta-feira (23).

 

O tucano também levantou dúvidas sobre a existência do documento citado por Bolsonaro. “Se existisse documento por que o presidente não apresenta? Evidente que não [existe]”, afirmou. Na visão do governador de São Paulo, as acusações fazem parte de uma “narrativa bolsonarista querendo impor uma tese diferente da realidade”.

 

“Ele que explique na CPI porque que o Ministério da Saúde tava negociando a compra de vacina cinco, seis, sete, oito e 10 vezes mais que o valor praticado no mercado”, completou João Doria.

Professores de Salvador estarão totalmente imunizados até dia 28, diz prefeitura
Foto: Bruno Concha/ Secom PMS

A Prefeitura de Salvador e a APLB Sindicato se reuniram para discutir o retorno dos professores à sala de aula. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (22), no Palácio Thomé de Souza, com as presenças do prefeito Bruno Reis, do secretário municipal da Educação (Smed), Marcelo Oliveira, e de representantes da entidade.

 

Na ocasião, o prefeito apresentou o cronograma de aplicação da 2ª dose da vacina em todos os profissionais da educação que atuam nas escolas, informando que todos estarão vacinados com a segunda dose até o dia 28 de julho. Por solicitação da APLB, esse cronograma de vacinação será encaminhado formalmente para que seja divulgado entre os trabalhadores.

 

Com isso, passou-se à discussão de uma data para a volta efetiva às aulas presenciais na rede municipal de ensino, que pode ocorrer no dia 9 ou dia 16 de agosto. A APLB concorda que todos os profissionais de ensino devem voltar às atividades em agosto, uma vez que a principal condição para esse retorno é a categoria estar imunizada com as duas doses. A proposta será levada para avaliação do conjunto de trabalhadores da Educação que atuam nas escolas.

 

No início do mês de julho, o sindicato já havia sinalizado que 97% da categoria só retornaria após concluírem o calendário vacinal com a aplicação da segunda dose. (leia mais aqui).

 

No estado da Bahia, aulas na modalidade de ensino híbrido vão começar a partir da próxima segunda-feira (26) para o ensino médio. As demais séries escolares, como o fundamental, vão retornar em 9 de agosto. A portaria que estabelece orientações gerais para a Educação estadual foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da última terça-feira (20) (veja mais aqui).

Cai média de idade de mortes e de casos de Covid-19, diz Fiocruz
Foto: Paula Fróes / GOVBA

A idade média dos casos e das mortes de Covid-19 apresentou uma queda quando se compara a semana epidemiológica (SE) 1 (3 a 9 de janeiro) e a 27 (3 a 10 de julho) de 2021, segundo o Boletim Observatório Covid-19, publicado nesta quinta-feira (22) pela  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos dados mais recentes, a média de idade das internações está em 53 anos, contra 62,5 na SE 1; as médias de óbitos foram 73 e 65 nas semanas epidemiológicas 1 e 27, respectivamente. A informação é da Agência Brasil.

 

Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe)  e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país. “Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

 

Nas últimas duas semanas epidemiológicas, a trajetória descendente no número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) desacelerou. Segundo os cientistas do Observatório Covid 19, nas últimas duas semanas epidemiológicas, o aumento recente ou o registro de estabilidade em alguns estados sugere um quadro a ser monitorado. Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Recadastramento do cartão SUS segue disponível em Salvador
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Os beneficiários que não fizeram a atualização cadastral do Sistema Único de Saúde (SUS) em Salvador ainda podem efetuar o recadastramento. Até o momento, mais de 2,5 milhões de moradores da capital já realizaram a ação obrigatória do Cartão SUS.

 

Segundo a prefeitura, desse total, cerca de 1,7 milhão de atualizações foram efetuadas através do site www.recadastramento.saude.salvador.ba.gov.br.

 

Ainda de acordo com a prefeitura, Salvador ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de realizar a atualização cadastral de pelo menos 70% da população que vive na cidade. Cerca de 84% dos moradores do município já fizeram o recadastramento.

 

ACESSO À VACINAÇÃO COVID-19
A atualização da situação cadastral é obrigatória para ter acesso à primeira dose da vacina contra Covid-19 em Salvador. Antes de se dirigir aos pontos de imunização, é necessário conferir se o nome consta na lista do site da SMS, na Relação de Adultos Elegíveis para Vacinação.

 

Caso o nome não esteja na lista, o procedimento pode ser feito pelo site ou presencialmente nas Prefeituras-Bairro, mediante agendamento prévio.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 00:00

Entidades criticam reforma do HEOM por quebra de 'valores arquitetônicos e históricos'

por Jade Coelho / Mauricio Leiro

Entidades criticam reforma do HEOM por quebra de 'valores arquitetônicos e históricos'
Foto: Divulgação

O projeto de modernização do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), em Salvador, foi modificado atendendo ao pedido de 15 entidades representativas de arquitetos. A reforma promovida pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) está sendo acompanhada pelo Ministério Público, que promoverá uma audiência para solucionar a questão.

 

A unidade hospitalar foi construída e inaugurada na década de 1940 e no início do mês foi anunciado que seria reformado e modernizado para atender aos novos padrões e exigências estruturais para unidades de saúde. A Sesab divulgou o acordo de cooperação firmado entre a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e representantes do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA) permitirá o aperfeiçoamento do projeto (reveja aqui).  Mas a questão ainda gera polêmica e questionamento, segundo o diretor da pós-graduação do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ufba, Nivaldo Andrade.

 

"Estávamos em uma reunião com o secretário [Fábio Vilas-Boas]. Ele está disposto a dialogar até a página três. Ele vai analisar o material produzido pela Ufba, mas já começou a fazer obras hoje. Mesmo com um acerto com o Ministério Público, teremos uma audiência, junto com a Sesab, Ipac - que disse que iria tombar, mas ainda não tombou-, o secretário começou as obras. Embora o Ministério tenha combinado, e o estado se comprometido a não começar as obras, ele disse que são obras internas. Como se isso não fosse importante. Se a gente quer discutir o valor arquitetônico, não se pode derrubar nada", disse Nivaldo.

 

Foto: Divulgação

 

Apesar das alterações no projeto, entidades de arquitetos seguem fazendo ponderações para novas modificações, sob argumento de que as solicitações foram apenas parcialmente atendidas e que o projeto “compromete os valores arquitetônicos e históricos do edifício” e “descaracteriza o hospital”.

 

Entretanto, o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, ressaltou que a pasta estadual se reuniu com o Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural da Bahia (Ipac) e as condutas foram alinhadas.

 

Os arquitetos argumentam que os vidros usados para o fechamento das varandas das enfermarias previsto do projeto “interferem na percepção dos traços modernos do edifício, modificam a leitura da sua horizontalidade e dos balanços desses solários, que representam o avanço tecnológico da época e construção do HEOM, possibilitado pelo uso de concreto armado”.

 

Foto: Divulgação

 

"A principal questão são as varandas. Esse edifício, no tratamento da turbeculose na época, os doentes tomavam banho de sol nas varandas, os solários. Era uma característica da época. Existe um edifício que vai ser inscrito no patrimônio mundial da Unesco, na Finlândia, que é muito parecido, lá foi restaurado. Aqui querem ampliar a área interna, isso modifica totalmente", comentou ao BN. 

 

Após o pedido das entidades, foi modificada no projeto a previsão de vidros nas extremidades curvas do hospital. Ainda assim, os arquitetos reclamam que, apesar isso, “o edifício segue envelopado por panos de vidro”. “Esta ação projetual é contrária às tendências e cenários dos espaços de saúde do futuro, que defendem a iluminação e ventilação naturais e a comunicação com ambientes externos nos hospitais”, justificam. 

 

Outro ponto em que os arquitetos pleiteiam mudanças no projeto é em relação à preservação total do hall de entrada. Atualmente o prédio do HEOM tem um portão de ferro “em serralheria artística com motivos geométricos”. As entidades não concordam que na modernização esse portão seja substituído por duas portas automáticas de vidro, padrão atualmente utilizado em inúmeras unidades de saúde públicas e privadas.

 

A instalação de uma de plataforma elevatória, equipamento de acessibilidade que permite acesso e mobilidade para cadeirantes, também é alvo de reclamação dos arquitetos. Os profissionais não concordam que no projeto a escada do HEOM seja parcialmente destruída para instalação da plataforma elevatória, e sugerem que o equipamento é “uma solução mais onerosa que uma rampa”.

 

Por fim, os arquitetos reclamam ainda da paralisação das atividades da unidade de Saúde durante a reforma e sugerem que esse tipo de intervenção deve ser feita em etapas. 

 

A Sesab ressaltou que durante as obras no Hospital Octávio Mangabeira, o ambulatório de pneumologia, que contempla serviços assistenciais nas áreas de fibrose cística; asma grave; tuberculose; controle de tabagismo; doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e pós-Covid-19, seguem funcionando e atendendo cerca de quatro mil pessoas por mês. Também permanece aberto o serviço de bioimagem e o laboratório especializado, que faz análises diferenciadas, como o teste do suor.

 

Já os serviços de infectologia clínica, vascular e cirurgia torácica serão incorporados por outras unidades da rede estadual na capital baiana, garantindo o acesso e assistência aos pacientes. A previsão é de que as obras durem 10 meses, e adequarão a unidade às normas vigentes do ambiente hospitalar (leia mais aqui).

Ministério da Saúde decide rescindir contrato da Sputnik V
Foto: Andrej Isakovic/AFP

O Ministério da Saúde decidiu rescindir o contrato de compra de 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik V. Segundo o Valor Econômico, o governo pretende argumentar que a Sputnik não conseguiu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma das exigências do contrato. Agora, o anúncio depende apenas da conclusão das análises jurídicas.

 

No dia 4 de junho, a Anvisa autorizou a importação excepcional de um volume reduzido de doses da Sputnik, que teve a União Química como empresa intermediária. A medida aconteceu por falta de informações que garantissem a segurança e a eficácia da vacina. Além da quantidade correspondente a no máximo 1% da população, a vacina só poderia ser aplicada após a aprovação de cada lote pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

 

Além disso, as primeiras aplicações teriam que passar por uma ação de vigilância para observar efeitos adversos. E somente pessoas jovens e sem comorbidades poderiam se vacinar com a Sputnik. Outro agravante é o cenário de ofertas de vacina: o Ministério da Saúde estima que 80 milhões de doses de vacinas contra o vírus cheguem ao Brasil em agosto e tem como meta a concluir a imunização dos maiores de 18 anos até novembro.

 

O governo também vai rescindir contrato da vacina indiana Covaxin, da Bharat Biotech, envolvida em denúncias de corrupção. No caso da Sputnik, ainda há um contrato de 37 milhões de doses com o consórcio de governadores do Nordeste.

 

Na última segunda-feira (19), o consórcio cobrou do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a inclusão da Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações. Mas Queiroga afirmou que não pretende atender o pedido.

Duas doses da vacina de Oxford protegem 93,6% conta morte, aponta estudo de SP
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Um estudo feito com moradores de São Paulo acima dos 60 anos que tomaram a vacina de Oxford/Astrazeneca contra a Covid aponta uma alta proteção contra a doença após as duas doses. O monitoramento foi feito pelo grupo Vebra Covid-19, com pesquisadores de instituições nacionais e internacionais.

 

A taxa de efetividade, ou seja, fora de estudos clínicos, 14 dias após a segunda dose é de 77,9% para casos sintomáticos, 87,6% para hospitalizações e 93,6% para mortes. Segundo o jornal O Globo, os números foram analisados em um momento de alta circulação da variante Gama (P.1), descoberta em Manaus (AM).

 

As taxas são superiores ao observado no período de 28 dias após a primeira dose, em que a eficiência para casos sintomáticos é de 33,4%, 55,1% para hospitalizações e 61,8% para mortes. Esses índices mostram que a aplicação da duas etapas eleva a potência de proteção do imunizante em mais de 30 pontos percentuais, quando considera-se os óbitos.

 

A análise, ainda sem revisão por pares independentes, analisou os dados de 61.164 paulistas e a performance da vacina entre 17 de janeiro e 2 de julho. "O estudo mostra que é necessário o esquema vacinal completo para chegarmos a quase 94% de proteção para mortes na população idosa. É uma proteção maravilhosa", diz o pesquisador Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

 

O estudo de efetividade é feito pelo cruzamento de diversos bancos de dados. Há, entre eles, os que guardam resultados de testes RT-PCR — moleculares mais confiáveis para a Covid-19 — e o cadastro de vacinados no território paulista. O modelo é baseado em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estudos do tipo, que buscam compreender o impacto da vacina no mundo real.

 

O grupo Vebra também apresentou novos dados para uma pesquisa que avaliou o uso da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, diante da alta prevalência da variante de Manaus. O estudo levou em conta pessoas acima dos 70 anos em São Paulo. A efetividade encontrada 14 dias após a aplicação das duas doses é de 41,6% em casos sintomáticos, 59% para hospitalizações e 71,4% para mortes.

 

Entre 70 a 74 anos os resultados são ainda mais positivos. A proteção de casos sintomáticos é de 61,8%, em hospitalizações 80,1% e 86% para óbitos. Já no grupo a partir dos 80 anos, há queda da proteção: a efetividade em casos sintomáticos é de 28%, 43,4% em hospitalizações e 49,9% em mortes.

Parceria entre Sesab e UFBA aperfeiçoa projeto de reforma do Hospital Octávio Mangabeira
Foto: Divulgação/Twitter @fabiovboas

Um acordo de cooperação firmado entre a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e representantes do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA) permitirá o aperfeiçoamento do projeto de reforma e modernização do Hospital Octávio Mangabeira, em Salvador. A informação foi divulgada pelo secretário Fábio Vilas-Boas, nesta quinta-feira (22). 

 

As intervenção foram iniciadas há cerca de 10 dias e , de acordo com o secretário, ainda em fase inicial, limitadas a retirada de portas, janelas, pequenas demolições internas e retirada de estruturas elétricas e hidráulicas, possibilitando ajustes. A ideia é garantir o atendimento da legislação sanitária vigente, assim como a preservação do patrimônio arquitetônico moderno. O projeto original do imóvel data da década de 40.

 

O chefe da pasta defende que, ao final da reforma, a unidade será a mais moderna dedicada ao tratamento de doenças do aparelho respiratório na América Latina. 

 

O investimento previsto pelo Estado é da ordem de R$ 30 milhões. O hospital será equipado com 168 leitos, sendo 39 de UTI adulto e pediátrica, além de enfermarias dedicadas a pacientes de cirurgia torácica, cirurgia de cabeça e pescoço e oncologia.

Pessoas com 34 anos ou mais são vacinadas contra a Covid-19 nesta sexta em Salvador
Foto: Bruno Concha/Secom

A prefeitura de Salvador realiza nesta sexta-feira (23), das 08h às 14h, mais uma edição do Mutirão das Idades. A estratégia contemplará as pessoas com 34 anos ou mais NASCIDOS ATÉ 23 DE OUTUBRO DE 1986. 

 

A segunda dose será aplicada entre 08h e 14h para Oxford e Coronavac nesta sexta (23). 

 

Confira os postos de vacinação desta sexta-feira (23)

 

1ª DOSE - 08H ÀS 14H

Drivers: Centro de Convenções, 5º Centro de Saúde, Unijorge (Paralela), Arena Fonte Nova, Vila Militar (Dendezeiros). 

Pontos Fixos: 5º Centro de Saúde, USF Federação, Unijorge (Paralela), USF Plataforma, USF Pirajá, USF Cajazeiras V, Clube dos Oficiais da Polícia da Polícia Militar (Dendezeiros). 

 

2ª DOSE CORONAVAC – 08H ÀS 14H

Amanhã todas as pessoas que estão com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 da CORONAVAC programada para até o dia 23 DE JULHO já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina. 

Drivers: Barradão, FBDC Cabula e FBDC Brotas. 

Pontos Fixos: Nelson Pihaui Dourado (Águas Claras), Barradão, USF Curralinho e FBDC Brotas. 

 

2ª DOSE OXFORD – 08H ÀS 14H

Amanhã todas as pessoas que estão com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 da OXFORD programada para até o dia 01 DE AGOSTO já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina. 

Drivers: PAF Ondina, Universidade Católica de Salvador (Campus Pituaçu), Faculdade Universo (Avenida ACM) e Shopping da Bahia. 

Pontos Fixos: Universidade Católica de Salvador (Campus Pituaçu), USF Vista Alegre, USF Vale do Matatu, USF Teotônio Vilela II (Fazenda Coutos II), USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), USF Tubarão, Cajazeiras X.

Decisão judicial de MG determina que idoso receba 3ª dose da vacina contra Covid-19
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Uma decisão da Justiça de Minas Gerais deu a um homem de 75 anos o direito de tomar uma terceira dose da vacina contra a Covid-19. De acordo com a CNN, o idoso tomou as duas doses da vacina Coronavac e fez um exame que detectou poucos anticorpos. Com isso, conseguiu uma indicação médica para tomar a terceira dose e entrou na Justiça. O caso aconteceu no município de Guaxupé.

 

O teste a que o homem se submeteu geram discussões entre médicos. Especialistas ouvidos pelo veículo destacam que apenas os testes clínicos feitos com o imunizante indicam a eficácia e proteção dele. "São eles que dizem se aquela vacina consegue nos proteger. Não vai ter nenhum teste individual para ver no meu sangue se estou protegido ou não", disse. "A gente sabe que as vacinas funcionam porque elas foram testadas e aprovadas pela nossa agência regulatória.", analisou a microbiologista Natalia Pasternak.

 

 

O caso foi discutido durante o programa Correspondente Médico. O neurocirurgião Fernando Gomes reforçou a explicação de Natalia, e ressaltou que os testes rápidos detectam alguns tipos de anticorpos: os IgM (infecção ativa) e IgG (infecção recente). "Mas tem também a imunidade celular. [Após a vacinação], as células recebem o benefício de ter memória de modo que, quando se tem contato com agente infeccioso propriamente dito, as células já protegidas e trabalhadas sabendo como combatê-lo", explicou o médico.

 

"Essa segunda forma [de imunidade], que tem papel importante no combate à qualquer infecção, não pode ser dosada através de um exame de laboratório", acrescentou Gomes.

Covid: Ministério da Saúde prevê 63,3 milhões de doses de vacinas em agosto
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (22), que deve receber 63,3 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 em agosto. Segundo o jornal O Globo, a pasta espera fechar o mês de julho com 40 milhões de doses. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estabeleceu a meta de vacinar todos os brasileiros adultos com duas doses até o final do ano.

 

Ainda nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde recebeu a entrega de 1,036 milhão de doses da vacina Oxford/Astrazeneca pelo consórcio Covax Facility e 1,05 milhão de doses da Pfizer. Outras 1,5 milhão de doses também foram entregues para o Butantan. Foram registrados 54.748 novos casos e 1.388 mortes por Covid no país nas últimas 24 horas e 545.690 óbitos desde o início da pandemia.

 

Ainda segundo o Globo, a vacinação é a aposta de gestores para reduzir os índices de mortes por Covid-19 e combater a variante Delta, que tem maior transmissibilidade. Especialistas apontam que é preciso evitar que uma terceira onda atinja o Brasil.

Mais de 200 municípios baianos não registraram morte por Covid em julho
Foto: divulgação / Sesab

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) anunciou, nesta quinta-feira (22), que 202 municípios do estado não registraram mortes causadas por Covid-19 no mês de julho. O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, atribui o saldo ao reflexo da vacinação.

 

Segundo Vilas-Boas, a Bahia ultrapassou a marca de seis milhões de vacinados com a primeira dose ou dose única de imunizante contra a Covid-19. O número representa mais de 53% da população baiana a partir dos 18 anos. Além disso, houve queda de até 77% nas internações de pessoas acima de 60 anos, quando comparado os meses de março e junho desse ano.

 

“Os dados comprovam a eficácia da vacinação, mas isso só está sendo possível graças ao planejamento estadual na aquisição de insumos para a aplicação das vacinas e a logística de distribuição em até 24 horas para os 417 municípios. Os gestores municipais também estão de parabéns ao criarem estratégias para vacinar rapidamente”, analisa o secretário.

 

Veja a lista completa dos municípios que não registraram óbitos causados por Covid-19:

 

Abaíra, Abaré, Adustina, Aiquara, Alcobaça, Almadina, Amélia Rodrigues, América Dourada, Andaraí, Andorinha, Angical, Anguera, Antônio Cardoso, Antônio Gonçalves, Aporá, Apuarema, Araças, Araci, Aramari, Arataca, Baixa Grande, Banzaê, Barra, Barra Do Choça, Barra Do Rocha, Barro Alto, Barro Preto, Barrocas, Belmonte, Biritinga, Boa Vista Do Tupim, Bom Jesus Da Serra, Boninal Bonito, Brejões, Brejolândia, Buritirama,Caém, Caetanos, Cafarnaum, Cairu Caldeirão Grande, Camacan, Canápolis, Candiba, Canudos, Capela Do Alto Alegre, Caraíbas, Caravelas, Cardeal Da Silva, Castroalves, Catolândia, Caturama, Chorrochó, Coaraci, Conde, Contendas Do Sincorá, Cordeiros, Coribe, Cotegipe, Cravolândia, Crisópolis, Cristópolis, Dário Meira, Dom Basílio, Dom Macedo Costa, Érico Cardoso, Esplanada, Fátima, Feira Da Mata, Firmino Alves, Floresta Azul, Gavião, Gentio Do Ouro, Governador Mangabeira, Guajeru, Guaratinga, Ibipeba, Ibiquera, Ibirapitanga, Ibirapuã, Ibirataia, Ibitiara, Ibititá, Ichu, Igaporã, Igrapiúna, Iguaí, Iraquara, Itacaré, Itagi, Itagibá, Itagimirim, Itaju Do Colônia, Itambé, Itanagra, Itapé, Itapebi, Itapitanga, Itaquara, Itarantim, Itatim, Itororó, Ituaçu, Ituberá, Jacarac, Ijaguaripe, Jandaíra, Jiquiriçá, João Dourado, Jucuruçu, Jussara, Lagoa Real, Lajedinho, Lajedo Do Tabocal, Lamarão, Lençóis, Licínio De Almeida, Macajuba, Macarani, Maetinga, Maiquinique, Malhada, Malhada De Pedras, Mansidão, Mascote, Matina, Milagres, Mirangaba, Mirante, Morpará, Mortugaba, Mulungu Do Morro, Mundo Novo, Muniz Ferreira, Muquém De São Francisco, Nordestina, Nova Fátima, Nova Itarana, Nova Redenção, Nova Soure, Ouriçangas, Ourolândia, Palmeiras, Paramirim, Paratinga, Pedrão, Pedro Alexandre, Pilão Arcado, Pindaí, Pindobaçu, Pintadas, Piripá, Piritiba, Planaltino, Ponto Novo, Presidente Tancredo Neves, Quixabeira, Retirolândia, Riachão Das Neves, Riachão Do Jacuípe, Ribeira Do Amparo, Ribeirão Do Largo, Rio Do Pires, Santa Bárbara, Santa Brígida, Santa Cruz Cabrália, Santa Cruz Da Vitória, Santa Inês, Santa Teresinha, Santa Luz, Santo Amaro, São Félix, São Félix Do Coribe, São Francisco Do Conde, São Gabriel, São José Da Vitória, São José Do Jacuípe, Saubara, Saúde, Sebastião Laranjeiras, Senhor Do Bonfim, Serra Do Ramalho, Serra Dourada, Serra Preta, Sítio Do Mato, Sítio Do Quinto, Souto Soares, Tabocas Do Brejo Velho, Tanquinho, Taperoá, Teofilândia, Terra Nova, Ubaitaba, Urandi, Utinga, Várzea Da Roça, Várzea Do Poço, Várzea Nova, Varzedo Vereda, Wagner.

Quinta, 22 de Julho de 2021 - 16:00

Bahia tem 222.448 pessoas com 2ª dose da vacina contra a Covid-19 atrasada

por Jade Coelho

Bahia tem 222.448 pessoas com 2ª dose da vacina contra a Covid-19 atrasada
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Bahia tem 222.448 pessoas com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada nesta quinta-feira (22). Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), os números atuais são: 69.762 baianos com o esquema vacinal da CoronaVac incompleto e 152.686 da AstraZeneca. 

 

Vale lembrar que a dose de reforço é essencial para que a pessoa complete a imunização contra o coronavírus, para o combate a pandemia e também para evitar que surjam novas variantes.

 

Cabe aos municípios a realização de busca ativa das pessoas com atraso na segunda dose.

 

A Bahia superou, na quarta-feira (21), a marca de 6 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose (Astrazeneca, Coronavac ou Pfizer) ou com dose única (Janssen) contra a Covid-19.

 

A Sesab informou que no total, o estado vacinou 5.774.794 baianos contra o novo coronavírus com a primeira dose, dos quais 2.208.542 receberam também a segunda aplicação, e mais 241.053 vacinados com o imunizante de dose única, até as 16 horas desta quarta (saiba mais aqui).

Queiroga critica vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra Covid antes de aval do PNI
Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a iniciativa de alguns estados e municípios de imunizar menores de 18 anos contra  covid-19 antes de uma deliberação do  Programa Nacional de Imunizações (PNI) sobre o assunto. A declaração foi dada nesta quarta-feira (21).

 

Queiroga destacou que o aval só pode vir após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

O órgão sanitário autorizou há pouco mais de um mês a indicação da vacina Pfizer para crianças com 12 anos ou mais. A decisão possibilitou a alteração na bula da vacina, que passou a indicar a nova faixa de idade para o Brasil (lembre aqui).

 

Entre as cidades que se anteciparam e já iniciaram a vacinação de adolescentes está São Luís, no Maranhão, que começou a vacinar adolescentes de 16 anos em 14 de julho, ressalta reportagem do jornal O Globo. São Paulo ainda não começou,  mas a vacinação do público de 12 a 17 anos está prevista para o fim de agosto.

 

“Eu tenho conhecimento de que eles estão tratando desse tema. É claro que é um público em que se estudaram menos as vacinas, mas há problemas epidemiológicos com esse subgrupo. A gente tem notícias de síndromes respiratórias e de óbitos que afetam nossos adolescentes. (...) O importante é que estados e municípios não se adiantem na inclusão de grupos que não foram analisados pelo Programa Nacional de Imunização”, afirmou o Ministro.

 

Queiroga ressaltou que o PNI vai publicar nota técnica orientando a vacinação desse grupo após avaliação, traz reportagem do Globo. O ministro, contudo, não detalhou como ou quando a medida será realizada.

Quinta, 22 de Julho de 2021 - 13:00

Salvador já desativou 289 leitos exclusivos Covid-19 neste mês; 130 eram de UTI

por Jade Coelho

Salvador já desativou 289 leitos exclusivos Covid-19 neste mês; 130 eram de UTI
Foto: Bahia Notícias

Desde o início deste mês de julho, 289 leitos exclusivos para tratamento da Covid-19 já foram desmobilizados em Salvador. Desse total, 130 leitos eram de tratamento intensivo adulto, destinados aos casos mais graves da infecção pelo coronavírus.

 

Em 1º de julho a capital baiana tinha 779 leitos de UTI adulto. Já nesta quarta-feira (21) eram 649 vagas de UTI adulto, conforme o boletim da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

 

Em relação ao total de leitos, que inclui clínicos e de UTI pediátricos e adultos, Salvador tinha 1.547 no início do mês e passou aos atuais 1.258.

 

O início do processo de desmobilização de leitos foi anunciado pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, na sexta-feira (9), após a trajetória descendente do número de novas contaminações e de casos ativos da doença em Salvador.

 

Na ocasião, o prefeito apontou que, caso seja necessário, “os insumos vão estar lá e o leito montado”. “Só não vai ter profissionais, mas teremos instituições contratadas. Vamos reduzir contrato, e, se necessário for, serão novamente ampliados, para não desperdiçar recursos”, ponderou o gestor (entenda melhor aqui).

 

Salvador vem assistindo nas últimas semanas a uma queda dos indicadores da pandemia. Até mesmo nos 15 dias pós-São João, em que havia previsão de aumento das taxas, eles se mantiveram em queda (lembre aqui).

 

O cenário possibilitou a ativação da fase verde do Plano Salvador de retomada de atividades (entenda o protocolo aqui).

Vacinas de Pfizer e AstraZeneca são eficazes contra variante delta, indica estudo
Foto: Rodrigo Nunes/MS

A aplicação de duas doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca contra a Covid-19 são eficazes contra a variante delta do coronavírus. A conclusão é de um estudo publicado nesta quarta-feira (21). A informação é de reportagem da Folha de S. Paulo.

 

Os resultados do estudo reiteram que uma dose apenas das vacinas não é suficiente para uma alta proteção contra a cepa que é altamente transmissível. A variante delta foi identificada pela primeira vez na Índia.

 

O estudo foi publicada no New England Journal of Medicine. Segundo a reportagem, o artigo confirma as principais descobertas fornecidas pelo governo britânico em maio sobre a eficácia das vacinas contra Covid-19 feitas por Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca, com base em dados do mundo real.

 

O estudo divulgado nesta quarta-feira apontou que duas doses da vacina da Pfizer resultaram em 88% de eficácia na prevenção de doenças sintomáticas da variante delta, em comparação com 93,7% contra a variante alfa, em linha com o relatado anteriormente.

 

Duas doses da vacina da AstraZeneca resultaram em eficácia de 67% contra a variante delta, acima dos 60% relatados originalmente, ante 74,5% contra a variante alfa, em comparação com uma estimativa original de 66% de eficácia.

Viver Bem: No Julho Amarelo, especialista alerta sobre as hepatites virais
Foto: Divulgação

Olhos amarelados, urina escura, fezes claras, desconforto e dor abdominal, enjôo, febre, moleza e fraqueza, são os sintomas mais comuns da doença que é uma das principais causas de câncer no fígado. Estamos falando das hepatites virais, patologias infectocontagiosas provocadas por diferentes vírus, dentre os quais, os A, B e C merecem mais destaque. Para alertar a população sobre a importância da luta e prevenção contra a doença, o Ministério da Saúde intitulou o sétimo mês do ano, como o Julho Amarelo - campanha de conscientização no combate aos vírus. 

 

De acordo com o hepatologista do Sistema Hapvida, Allan Rêgo, a OMS - Organização Mundial da Saúde reconhece essas infecções como um desafio para a saúde pública mundial e aponta que cerca de 60% dos casos de câncer de fígado são causados pelos tipos B e C. Segundo o especialista, o vírus da hepatite A merece mais atenção pelo fato da alta transmissão, no entanto, sua evolução costuma ser benigna na grande maioria dos casos. Já os vírus B e C, são doenças silenciosas que podem evoluir para cirrose e câncer do fígado.  

 

A transmissão do vírus da Hepatite do tipo A acontece pela exposição a fezes, através de água e alimentos contaminados. A infecção pelo vírus da Hepatite B ocorre por meio do ato sexual, mas também pode ser transmitida por via vertical, ou seja, no momento do parto, passando da mãe para o recém nascido. Já a transmissão do vírus da Hepatite C se dá, predominantemente, por via parenteral, isto é, através do contato com sangue ou derivados. Conforme o médico, todas as pessoas acima de 40 anos devem fazer o teste anti-HCV pelo menos uma vez na vida, além de manter atualizada a caderneta de vacinação para as hepatites A e B. A última está disponível na rede pública para indivíduos de até 49 anos. 

 

Conforme o Dr. Allan, o tratamento da Hepatite A não exige uma medicação específica. Normalmente os pacientes evoluem bem e o organismo elimina o vírus. As hepatites B e C, quando crônicas, devem ser tratadas com medicamentos específicos, disponíveis pelo SUS. "Especialmente para a Hepatite C, os novos esquemas de tratamento conferem taxas de cura que se aproximam de 100%", afirma o médico. 

 

Medidas de prevenção
O hepatologista ainda faz um alerta sobre as principais medidas de controle das hepatites virais B e C, que são aquelas de transmissão sexual e parenteral (sangues e derivados). Em relação à hepatite B, a orientação é se vacinar, porque obviamente, dessa maneira, estaremos nos protegendo, além de procurar adotar o hábito de utilizar preservativos durante as relações sexuais. Sobre a hepatite C, o médico destaca a importância do conhecimento prévio da segurança dos procedimentos aos quais está sendo submetido. "Ao ir ao salão é necessário levar o seu kit (tesourinha, alicate, lixa de unha), o ideal é que seja tudo próprio, cada indivíduo deve ter o seu, as agulhas e seringas devem ser descartáveis, e aqueles que desejam fazer tatuagens ou colocar piercings devem procurar locais seguros e profissionais qualificados", ressalta o médico.

Quinta, 22 de Julho de 2021 - 12:00

É preciso analisar conveniência de ter Covaxin e Sputnik V contra a Covid, diz ministro

por Natália Cancian | Folhapress

É preciso analisar conveniência de ter Covaxin e Sputnik V contra a Covid, diz ministro
Fotos: Myke Sena/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (21) que é preciso analisar a "conveniência e oportunidade" em ter doses das vacinas Covaxin e Sputnik V na estratégia de vacinação.
 

Para ele, o total previsto das duas vacinas traria "pouco benefício" para acelerar a campanha.
 

A declaração ocorreu ao ser questionado sobre se iria cancelar o contrato da Covaxin, alvo de investigação da CPI da Covid por suspeita de irregularidades no contrato, e sobre um pedido de governadores para incluir a Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações.
 

O ministro justificou a posição alegando restrições colocadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aprovar a importação das doses.
 

"Foi aprovado a importação e ela foi condicionada a uma série de exigências, como número de doses. Foi aprovado para 1% da população. É necessário que se faça estudos de efetividade, e esses estudos têm custos, que não são pequenos", disse.
 

"E é preciso fazer análise de conveniência e oportunidade no momento em que temos mais de 600 milhões de doses de vacinas", continuou. "Vamos mostrar uma plataforma que mostra que esses números vão trazer muito pouco benefício na aceleração da campanha de vacinação."
 

Embora a Saúde não tenha previsão de receber doses da Sputnik V, a importação de doses da vacina tem sido negociada por alguns governadores junto ao fundo russo para ocorrer ainda neste mês, com base nas exigências colocadas pela Anvisa.
 

Nesta terça (20), o grupo enviou um ofício ao Ministério da Saúde em que pedem que as doses que devem ser trazidas ao Brasil sejam incluídas no Programa Nacional de Imunizações.
 

Queiroga, porém, descartou a medida neste momento.
 

"Governadores do Nordeste que têm tratativas com a Sputnik, se for do desejo deles importarem essas vacinas, podem importar, e o ministério apoiará em relação aos estudos, mas para incluir no PNI é necessário ter registro da Anvisa. Até porque um estado incluiu a vacina, outro não quis, e temos que no PNI passar uma mensagem homogênea para a sociedade para gerar confiança", afirma.
 

Para o ministro, uma eventual oferta de doses da Sputnik na campanha nacional poderia enfrentar resistência da população.
 

"Existe hoje o sommelier de vacina, em que as pessoas saem escolhendo [qual tomar]. Imagina essas [vacinas] que vêm num contexto muito restrito, com 21 condicionantes da Anvisa, como vai ficar? Todos esses aspectos têm que ser observados", questionou.
 

"Estamos disponíveis para discutir com os governadores que querem testar essas vacinas no país para que tenhamos os resultados de efetividade, que espero que sejam positivos, e se possa pensar em incluir no PNI quando tivermos essas respostas."
 

Embora sinalize que as doses das duas vacinas não seriam necessárias, posição semelhante à manifestada por ele na última semana, ele evitou se posicionar de forma taxativa sobre o cancelamento dos contratos.
 

No fim de junho, a pasta já havia suspenso um contrato firmado com a empresa Precisa Medicamentos, que tem uma parceria com a Bharat Biotech, para obter 20 milhões de doses da Covaxin.
 

A medida ocorreu em meio ao avanço das investigações sobre a suspeita de irregularidades, iniciadas após um servidor da pasta e chefe da divisão de importação ter relatado ter sofrido "pressão atípica" para agilizar a liberação da vacina.
 

Desde março, o ministério também tem um contrato para obter 10 milhões de doses da Sputnik V, mas ainda sem previsão de entrega, já que as doses tiveram apenas aval para importação excepcional da Anvisa.
 

"O que gera atenção do ministério são essas variantes, como a delta. Em relação a essas outras vacinas que não são essenciais ao nosso programa de imunização, vamos resolver caso a caso", disse.
 

As declarações ocorreram em coletiva de imprensa chamada pela pasta para anunciar o repasse de até R$ 2,3 bilhões em recursos para ampliação de equipes em unidades básicas de saúde até 2022.
 

No evento, Queiroga voltou a repetir a meta de vacinar 100% da população com uma dose até setembro e disse esperar que ao menos 50% receba as duas doses até esse prazo.
 

Questionado sobre a possibilidade de ampliar a vacinação para crianças e adolescentes, ele afirmou que o PNI ainda avalia o tema e fez críticas a estados que já se anteciparam na oferta.
 

"O importante é que estados e municípios não se adiantem na inclusão de grupos que não foram analisados pelo PNI", disse.

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