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Gustavo Assis

Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

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O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Equipe

Gustavo Assis

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Jornalista em formação pela Unifacs. Iniciou a carreira no VNotícias e passou pelo portal Farol da Bahia e pela Rádio Sociedade da Bahia. No Bahia Notícias, atua como redator e repórter.

Últimas Notícias de Gustavo Assis

Grupo Prima celebra lançamento do Sprint Final 2026 com experiência de bem-estar e sorteio de carro 0 km para corretores; confira fotos
Foto: André Carvalho / BN Hall

O Grupo Prima lançou a edição 2026 do Sprint Final, campanha de incentivo do programa “Eu Vendo Prima” voltada aos corretores de imóveis parceiros. O encontro reuniu, nesta terça-feira (27), profissionais do mercado imobiliário no Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, no Corredor da Vitória, em Salvador, com uma programação que incluiu atividades de treinamento funcional e momentos dedicados ao bem-estar.

 

Criada em 2023, a campanha busca estimular as vendas no último trimestre do ano, período marcado pelas confraternizações e festas de fim de ano. Nesta edição, os profissionais que realizarem negócios entre 1º de outubro e 22 de dezembro concorrem a mais de 30 prêmios, incluindo um Citroën C3 zero-quilômetro, o sétimo carro sorteado pelo grupo em suas ações de incentivo. A campanha também oferece bônus por venda e experiências nos empreendimentos de Baixio e no restaurante Gero Salvador, localizado no Hotel Fasano.

 

A escolha do formato ao ar livre reforçou a proposta de aliar incentivo profissional e qualidade de vida. Para Christiano Polillo, diretor de Negócios Imobiliários do Grupo Prima, a iniciativa também fortalece o vínculo entre a empresa e os parceiros. “O ‘Eu Vendo Prima’ é uma grande comunidade criada para desenvolver o senso de pertencimento do corretor ao negócio imobiliário. Há quatro anos, o Grupo Prima vem investindo nessa iniciativa. Hoje, a comunidade já tem quase 3 mil inscritos e membros”, afirmou ao BN Hall.

 


Foto: André Carvalho / BN Hall

 

Polillo destacou que a campanha também é uma oportunidade de reunir diferentes experiências em torno da marca. “Queríamos sair um pouco daquele formato de sala ou auditório, em que apresentamos apenas o produto, e proporcionar aos corretores uma experiência imersiva ao ar livre, com exercícios, momentos de relaxamento e até uma sala de massagens”, explicou.

 

A estratégia busca acelerar os resultados até o encerramento do ano. “O último trimestre do ano costuma ser um período delicado, porque é marcado por vários eventos, como confraternizações, Natal e Réveillon. Por isso, procuramos concentrar os esforços em uma campanha de premiação bastante atrativa, que oferece não apenas prêmios, mas também experiências ligadas ao Grupo Prima”, completou o diretor.

 

Gerente de Marketing e Comercial do grupo, Rafael Nicory também ressaltou a importância da iniciativa para o desempenho comercial. Segundo ele, a proximidade com os corretores é um dos diferenciais da empresa. “Temos equipes comerciais e de marketing muito acessíveis, com disposição para ouvir, entender as dificuldades e acolher as sugestões dos parceiros. Trabalhamos em conjunto para construir as melhores estratégias e entregar bons resultados”, disse.

 

O grupo também aposta em empreendimentos com estruturas de lazer voltadas para famílias. De acordo com Nicory, os últimos lançamentos seguem o conceito de Home Resort, com equipamentos e espaços de convivência que buscam diferenciar os projetos no mercado imobiliário.

 

A empresa prepara novos lançamentos em Salvador e no Rio de Janeiro. Os empreendimentos lançados em 2026 representam um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 350 milhões. Em Salvador, o grupo conta com um land bank estimado em R$ 1,2 bilhão, com lançamentos previstos a partir de 2027. No Rio de Janeiro, a carteira de projetos é estimada em cerca de R$ 500 milhões.

 

Estabelecido em Salvador em 2005, o Grupo Prima atua nos segmentos imobiliário e de hotelaria, com projetos que associam sofisticação, tecnologia e sustentabilidade. Entre seus empreendimentos estão o Hotel Fasano Salvador e projetos residenciais como o Horto Parque Barcelona, o Sublime Horto House e a Torre Barcelona.

 

No Litoral Norte da Bahia, o grupo desenvolve projetos turísticos e imobiliários na região de Baixio, com iniciativas voltadas à infraestrutura, à geração de empregos e ao desenvolvimento sustentável. A atuação inclui o Instituto VOAR, organização sem fins lucrativos dedicada à inclusão e ao desenvolvimento das comunidades locais.

 

Prima lança Sprint Final 2026

 

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Regina Casé participa do lançamento de autobiografia da cientista baiana Patrícia Lordêlo em Salvador
Foto: Divulgação

A multiartista Regina Casé participou do lançamento da autobiografia “Inteira: Uma história real de corpo, intimidade, ciência, espiritualidade e reconstrução”, da cientista baiana Patrícia Lordêlo, realizado no domingo (18), no Gabinete Português de Leitura, em Salvador. Além de assinar o prefácio da obra, Regina integrou um bate-papo durante o encontro, reservado a convidados.

 

Na autobiografia, Patrícia compartilha sua experiência com o câncer de mama e os impactos da doença na saúde física, emocional e íntima das mulheres. A publicação também aborda questões que ainda recebem pouca atenção, como as mudanças na sexualidade, na autoestima e na qualidade de vida durante e após o tratamento oncológico.

 

Fisioterapeuta pélvica, professora e pesquisadora na área de Saúde da Mulher, Patrícia desenvolve estudos voltados a alternativas não hormonais para o tratamento de disfunções pélvicas em mulheres que passaram pelo câncer de mama. Em 2022, seu grupo de pesquisa recebeu, em Viena, o prêmio de melhor tratamento conservador durante o ICS Annual Meeting, congresso da Sociedade Internacional de Continência. O reconhecimento foi concedido a um estudo sobre o uso de LED no tratamento da Síndrome Geniturinária da Menopausa em sobreviventes da doença.

 

Ao aproximar sua trajetória pessoal do conhecimento científico, a autora destaca a importância de incluir a saúde íntima no acompanhamento das pacientes, mesmo após o encerramento das principais etapas do tratamento. A obra também busca ampliar a conscientização sobre a saúde feminina e incentivar novas pesquisas na área.

 

Publicado pelo selo Bora Publicar, da editora P55, “Inteira” tem 228 páginas e está disponível nas versões física, por R$ 54,90, e digital, por R$ 24,90.

 

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Maria Gorjão Henriques leva reflexões sobre ancestralidade e reconciliação entre povos aos 45 anos da Fundação Garcia D’Ávila
Foto: Acervo Pessoal

A psicóloga, terapeuta e professora portuguesa Maria Gorjão Henriques participa, no dia 1º de novembro, da celebração dos 45 anos da Fundação Garcia D’Ávila, no Castelo Garcia D’Ávila, em Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia. Com mais de duas décadas dedicadas ao estudo da consciência sistémica e das relações humanas, ela levará ao encontro reflexões sobre ancestralidade, memória coletiva e reconciliação entre povos.

 

Com o tema “Diferentes raízes. Muitas histórias. Unidos num só coração”, a programação reunirá representantes dos povos originários, da cultura afro-brasileira e de diferentes expressões artísticas. Para Maria, participar de uma cerimônia em um espaço marcado por diferentes períodos da história brasileira tem um significado que vai além de sua atuação profissional.

 


Foto: Acervo Pessoal

 

“É uma honra, uma oportunidade única”, afirmou em entrevista ao BN Hall. A terapeuta destacou a importância de reunir diferentes culturas em um território marcado também pela colonização e pela escravidão. “Vamos ter um momento absolutamente ímpar e inédito na história, porque vamos ter uma cerimônia praticada ao mesmo tempo por uma portuguesa, de mãos dadas com os indígenas e com os africanos”, disse.

 

Ao falar sobre o Castelo Garcia D’Ávila, Maria ressaltou a necessidade de reconhecer as marcas deixadas pela história e respeitar os povos que já habitavam o território. “Como portuguesa, baixar a cabeça perante a dimensão da riqueza da vossa cultura, da riqueza do vosso país e da riqueza de todas as almas e de todos os povos e de todas as vidas humanas que já viveram nesse território sagrado é, para mim, um motivo de uma honra profunda”, declarou.

 

A reflexão sobre a história coletiva está diretamente ligada ao trabalho desenvolvido pela profissional. Depois de concluir a formação em Psicologia, ela buscou outras abordagens para ampliar sua compreensão sobre as experiências humanas e encontrou na consciência sistémica uma perspectiva que relaciona as vivências individuais às histórias familiares, sociais e coletivas.

 

“Estamos todos interligados numa relação de total interdependência com a nossa família de origem, com o nosso país, com o continente onde nascemos e com a humanidade”, explicou. Segundo ela, compreender os desafios de uma pessoa exige considerar também os contextos em que ela está inserida e as experiências que atravessam gerações.

 

A terapeuta acredita que esse olhar pode ajudar a compreender conflitos e a construir relações mais respeitosas. Nesse sentido, vê na diversidade cultural brasileira uma oportunidade de aprendizado e transformação. “Eu considero que o Brasil é, provavelmente, um dos países do mundo que melhor podem dar resposta à evolução da humanidade”, afirmou.

 

Maria é fundadora do movimento internacional “Unidos num Só Coração”, que promove a reconciliação entre povos e o respeito à diversidade cultural. A iniciativa parte da ideia de que as diferenças não devem ser motivo de separação, mas reconhecidas como parte da riqueza humana. “Precisamos aprender a reconhecer que a diferença é a riqueza que nos distingue”, disse.

 


Foto: Acervo Pessoal

 

Para ela, a construção da harmonia começa pela relação de cada indivíduo com a própria história. “Para que haja paz no mundo, nós precisamos primeiro de entrar em paz no nosso próprio mundo”, acrescentou. A proposta envolve reconhecer as origens, compreender as marcas do passado e valorizar as diferentes culturas que fazem parte da identidade de cada pessoa.

 

Outro ponto importante em seu trabalho é a valorização dos saberes ancestrais e o diálogo entre as tradições e o conhecimento científico. Maria defende que o avanço da ciência não elimina a importância dos vínculos com a natureza, com as origens e com os costumes transmitidos entre gerações. “A ciência é muito importante, mas não nos responde à alma”, afirmou.

 

A cultura, segundo a terapeuta, também precisa ser compreendida em sentido amplo, incluindo não apenas as artes, mas a alimentação, as roupas, os adornos, os cabelos, as palavras e os rituais que identificam cada comunidade. “A arte e todas as cerimônias fazem parte da dignidade e dos rituais de identidade de cada povo. E não há nada que seja uma maior relíquia para um povo do que a sua cultura”, declarou.

 

45 ANOS DA FUNDAÇÃO GARCIA D’ÁVILA
Além da participação de Maria Gorjão Henriques, a celebração DOS  45 anos da Fundação Garcia D’Ávila dará espaço a diferentes manifestações culturais e artísticas, com representantes dos povos originários, da cultura afro-brasileira e da música. A programação busca valorizar as diferentes raízes que compõem a história do território e promover o reconhecimento dos povos que já habitavam a região antes da colonização.

 


Foto: Divulgação

 

A partir das 15h, no Castelo Garcia D’Ávila, o evento contará com a participação da Aldeia Tekoa Tupinambá Kaa e do Aganju Afro Cultural. A programação musical inclui concerto da Sinfônica Garcia D’Ávila e show da banda Filhos de Jorge, além de apresentações do grupo de percussão Forte Swing e da Capoeira Esporão. O encontro também terá o lançamento da terceira edição do livro Casa da Torre, além de feira de artesanato e gastronomia.

 

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Ju Berman leva BN Hall à Casa Irá Salles e conhece o processo criativo da estilista baiana
Foto: Júlia Estrela / BN Hall

A moda baiana vai além das passarelas e ganha forma nas histórias de quem cria, pesquisa e movimenta o setor no estado. A convite do BN Hall, a consultora de imagem e estilo Ju Berman inicia uma série de encontros com marcas, estilistas e profissionais que ajudam a construir esse cenário. O primeiro destino foi a Casa Irá Salles, no Caminho das Árvores, em Salvador, onde conheceu de perto o processo criativo da estilista baiana, que soma quase 30 anos de trajetória e tem na brasilidade, no trabalho artesanal e na liberdade de criação os pilares da marca que leva seu nome.

 

Fã do trabalho da profisisonal, Ju contou que costuma levar clientes ao espaço para apresentar as peças e mostrar os detalhes que, na sua avaliação, tornam as criações exclusivas. 

 


Foto: Júlia Estrela/BN Hall

 

Durante a visita, Irá relembrou que sua relação com a moda começou ainda na infância, na própria casa onde hoje funciona a marca. “Eu fazia roupinha de boneca, bijuteria, papel machê. Sempre fui muito ativa em relação às artes manuais, sempre tive uma mente muito inquieta”, contou. A estilista também destacou a influência da avó, que tinha um olhar atento para a arte e a maneira de se vestir. “A forma como ela vivia e se vestia sempre foi muito natural para mim”, disse.

 

Essa relação com a estética se transformou em uma marca que busca valorizar referências brasileiras sem depender das tendências internacionais. Para Irá, a moda é uma forma de expressar a história e os costumes de um povo. “A nossa autoestima como brasileiros também passa por expressar a nossa cultura, e a moda é uma expressão dessa cultura”, afirmou.

 

Cores, crochê, macramê e renda estão entre os elementos presentes nas criações. Segundo a estilista, essas técnicas, incorporadas à cultura brasileira ao longo do tempo, ajudam a construir uma identidade que permanece mesmo diante das mudanças do mercado. “Sempre fui muito fiel a essa identidade de brasilidade. Pode estar na moda, pode não estar, a marca é assim”, destacou.

 


Foto: Júlia Estrela/BN Hall

 

A liberdade criativa também influencia a forma como as peças são desenvolvidas. Em vez de seguir o calendário tradicional de coleções por estação, Irá trabalha a partir de temas que despertam seu interesse e lança pequenas coleções-cápsula, algumas com menos de dez bolsas. “Eu me sinto completamente livre para criar aquilo que quero. É a forma como me sinto livre para criar”, explicou.

 

As bolsas ocupam lugar central nesse processo. Com detalhes feitos à mão e acabamentos cuidadosos, os acessórios são pensados para se destacar na composição dos looks. “Uma coisa que acho que faço muito é fazer a bolsa ser a protagonista do look. Quero criar uma bolsa que, mesmo com uma roupa simples, seja aquele acessório que dá a cereja do bolo”, afirmou.

 

O trabalho combina técnicas artesanais com processos industriais para garantir estrutura e acabamento às peças. “O grande diferencial está em trazer o que existe de bonito no artesanal, que é um trabalho lindo, mas com o acabamento de uma fábrica estruturada”, explicou Irá.

 


Foto: Júlia Estrela/BN Hall

 

A sustentabilidade também integra as iniciativas da marca. De acordo com a estilista, o forro utilizado nas bolsas é feito a partir de material reciclado, com sete garrafas PET a cada metro. Há mais de dez anos, a empresa também recebe bolsas usadas, que são destinadas à revenda em ações específicas. A renda é integralmente direcionada a quatro instituições apoiadas pela marca, voltadas a crianças, idosos, famílias e mulheres em situação de vulnerabilidade.

 

“É um mercado em que se cria muita coisa, e as pessoas não conseguem consumir tudo o que a indústria produz. Acho que precisamos ter esse cuidado”, avaliou. Irá também afirmou que deixou de utilizar couros exóticos e que busca alternativas de materiais com aparência semelhante à do couro, mas de outras origens. “A causa animal também pesa muito para mim. Esse é um caminho que estamos construindo para conseguir chegar onde queremos”, acrescentou.

 

A Casa Irá Salles reúne ainda peças para a casa, como louças que seguem a linguagem visual da marca, além de uma biblioteca formada ao longo da trajetória da estilista. O acervo inclui livros e revistas sobre arte, estampas, moda étnica, acessórios e trabalhos manuais, parte deles reunidos durante o período em que Irá estudou moda em Nova York.

 


Foto: Júlia Estrela/BN Hall

 

A pesquisa, segundo ela, vai além do universo do vestuário. “Meu entendimento de moda tem muito a ver com o mundo. Quando você entende a história e tudo o que acontece, compreende melhor a moda e consegue até prever o que as pessoas vão usar”, afirmou.

 

Ao avaliar o cenário da moda baiana, Irá destacou a força cultural do estado e a importância de transformar essa riqueza em uma identidade própria. “A Bahia é um celeiro de artistas, um celeiro cultural. Temos uma cultura muito forte nas artes plásticas, na dança, na culinária, e acho que a moda vem crescendo muito. Quem trabalha com moda na Bahia precisa tentar fazer com que o estado crie sua própria identidade”, concluiu.

 

 

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Baianos criam marca de design autoral que une arquitetura, tecnologia e fabricação digital
Foto: Divulgação

Os arquitetos baianos Kyane Bomfim e Pedro Maciel transformaram a experiência na arquitetura e o interesse por tecnologia e fabricação digital na criação da Meshen, marca de design autoral fundada em São Paulo, em 2025. O catálogo reúne luminárias, mobiliário e objetos desenvolvidos a partir de ferramentas digitais e processos de fabricação.

 

As criações ganham forma em peças marcadas pela experimentação com geometrias, materiais, luz e escala. Natureza, arte e arquitetura estão entre as principais referências da dupla, que encontra em elementos como árvores, rios, espuma do mar e nuvens inspiração para desenvolver uma linguagem própria.

 

Foto: Divulgação

 

“A Meshen surgiu de uma vontade que eu e Pedro já compartilhávamos há bastante tempo: criar algo nosso e reunir em um mesmo lugar interesses que sempre foram muito complementares”, contou Kyane em conversa com o BN Hall.

 

Mais do que desenvolver objetos, os arquitetos acompanham as diferentes etapas de criação, do desenho à produção. “A Meshen se consolidou mais como um laboratório criativo e técnico do que simplesmente como uma marca de objetos. Desde o início, nos interessava participar de todo o percurso: imaginar, desenhar, visualizar, prototipar e fabricar.”

 

Nesse processo, o ambiente digital funciona como espaço de estudo antes de cada peça chegar à fabricação. É nele que os sócios testam escala, proporção, luz e a relação do objeto com o ambiente. “Uma peça existe digitalmente em determinado espaço antes de poder existir fisicamente naquele ambiente”, explicou.

 

A tecnologia, no entanto, não elimina os limites impostos pela materialização do projeto. “O que não significa, necessariamente, que podemos fabricar qualquer coisa. E é justamente nesse encontro entre imaginação e viabilidade que o projeto começa a ficar interessante”, destacou.

 

A etapa de prototipagem ajuda a definir o resultado final. Segundo Kyane, características que não aparecem no modelo digital podem provocar alterações significativas quando o objeto ganha forma. “O objeto físico sempre revela alguma coisa que a tela não mostra. Peso, textura, tolerâncias, encaixes e até a maneira como a luz incide sobre uma superfície podem fazer o projeto mudar completamente.”

 

Entre as primeiras criações está a Cloudio, luminária que foi o primeiro produto oficial da Meshen. A geometria da peça também ganhou uma nova aplicação em um vaso, ampliando a pesquisa da marca para outros objetos. 

Foto: Divulgação

 

A partir desse mesmo trabalho surgiu a Cloudia, luminária desenvolvida em diferentes escalas e configurações, de peças de mesa a pendentes.

 

A iluminação se tornou um dos principais campos de experimentação da marca. “O que nos fascina é que, quando acesa, passa a interferir em tudo ao redor: revela texturas, cria sombras, modifica a leitura dos materiais e pode transformar completamente a atmosfera de um ambiente”, contou Kyane. Segundo a arquiteta, o desenho também busca fazer com que as luminárias tenham presença escultórica quando apagadas. “Se tornam objetos de destaque também quando desligadas.”

 

A possibilidade de adaptar os produtos a diferentes ambientes também passou a integrar o trabalho da dupla. Em um dos projetos customizados, a Cloudia, originalmente com 19 centímetros, foi redesenhada para atingir cerca de 70 centímetros de largura por 40 de altura e ocupar o espaço sobre a mesa de jantar de uma residência.

 

“O cliente não recebeu simplesmente uma Cloudia maior. A peça foi repensada para aquele espaço e, ao longo do desenvolvimento, as próprias exigências de produção passaram a fazer parte do desenho”, explicou Kyane.


TRAJETÓRIA


A criação da Meshen é resultado de uma trajetória que começou anos antes. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Unifacs, em 2015, Kyane se aproximou da pesquisa ainda em Salvador. Como aluna especial do mestrado da UFBA, conheceu o LCAD, Laboratório de Estudos Avançados em Cidade, Arquitetura e Tecnologias Digitais, onde teve contato com modelagem paramétrica, fabricação digital, realidade virtual e aumentada e outros processos.

 

Os concursos de arquitetura também contribuíram para essa experimentação. “Os concursos foram especialmente importantes porque funcionavam como um laboratório: me davam liberdade para testar ideias, linguagens e soluções que nem sempre cabiam no cotidiano profissional”, lembrou.

 

Em 2021, a arquiteta concluiu o mestrado, com uma pesquisa sobre as relações entre desempenho, tecnologia e estética. No mesmo período, o trabalho remoto abriu novas possibilidades de atuação. “Comecei a perceber que todo aquele repertório também poderia abrir outros caminhos profissionais”, afirmou.

 

No fim daquele ano, passou a integrar uma equipe internacional de arquitetura e interiores, participando de projetos em diferentes países. Em 2024, mudou-se para São Paulo. “Não existia exatamente um plano de ‘sair da Bahia’, mas uma sequência de oportunidades e escolhas”, explicou.

 

Pedro, que já era amigo de Kyane, construía paralelamente uma trajetória ligada ao desenho, design paramétrico, inteligência artificial, fabricação digital, mobiliário e interiores. A convergência desses interesses ajudou a definir a linguagem da Meshen. “Gostamos dessas tensões: o natural e o sintético, o tradicional e o tecnológico, a precisão e a experimentação, o racional e o intuitivo”, disse Kyane.

 

Mesmo vivendo e trabalhando em São Paulo, a arquiteta considera a Bahia parte importante do repertório que resultou na marca. “A Bahia é a base onde muito do nosso olhar foi formado; São Paulo ampliou esse repertório e criou possibilidades para colocá-lo em prática.”

 

Agora, a Meshen amplia sua atuação para além da iluminação, com mobiliário, objetos e projetos especiais. “Queremos construir um universo reconhecível, no qual diferentes objetos compartilhem o mesmo DNA”, afirmou.

 

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Confira restaurantes de Salvador oferecem tradicional caruru de São Cosme e São Damião
Foto: Divulgação | Reprodução/Instagram

Em Salvador, setembro tem gosto de caruru. Para celebrar São Cosme e São Damião, restaurantes da capital apostam no tradicional prato da culinária baiana em diferentes versões, além de programações que misturam gastronomia, música, memória afetiva e religiosidade.

 

Para quem quer manter a tradição à mesa, o BN Hall reuniu alguns restaurantes da cidade que prepararam opções e eventos especiais para celebrar a data. Confira:

 

DONA MARIQUITA CASA DE VERANEIO (@donamariquita_casadeveraneio)
No Comércio, o Dona Mariquita Casa de Veraneio, restaurante da chef Leila Carreiro, mantém, durante o mês de setembro, a tradição do caruru completo. O prato custa R$ 100 e pode ser apreciado de segunda a domingo, das 12h às 17h.

 

Com vista para a Baía de Todos-os-Santos e o Forte de São Marcelo, a casa fica na Doca 1 e recebe reservas pelo telefone (71) 99232-5451.

 

ORÍ (@orisalvador)
O Orí, restaurante do Grupo Origem, também entra no roteiro do caruru em setembro. Conhecida pela cozinha contemporânea com influências baianas, a casa serve tradicionalmente o prato na última sexta-feira de cada mês.

 

Neste mês, o caruru estará disponível nos dias 25 e 26 de setembro, sexta-feira e sábado, além do domingo (27). A composição reúne peixe, banana-da-terra, ovo cozido, camarões, pipoca, caruru, feijão-fradinho, vatapá, farofa de dendê e abará. O caruru completo custa R$ 99.

 

O restaurante fica na Avenida Santa Luzia, 656, no Horto Florestal. Reservas pelo telefone (71) 98890-8357.

 

ENCANTOS DA MARÉ (@encantosdamare)
Na Ribeira, a Casa Encantos da Maré promove, no sábado (26), uma tarde dedicada ao caruru, ao samba e à gastronomia baiana. O evento começa às 15h e terá buffet de comida baiana, receptivo com acarajé e espaço de beleza e bem-estar.

 

A programação musical fica por conta de Eduh e Elton Pinheiro, do Clube do Pagode. Os ingressos custam R$ 135 por pessoa ou R$ 250 na opção casadinha, com dois ingressos.

 

A Casa Encantos fica na Avenida Beira Mar, 237, na Ribeira. Informações e reservas pelo telefone (71) 99344-0064.

 

CASA BLUE BISTRÔ (@casabluebistro)
A Casa Blue Bistrô terá duas opções para quem quiser celebrar São Cosme e São Damião. Na sexta-feira (25), o restaurante oferece caruru completo em buffet livre, acompanhado de sobremesa, por R$ 84 por pessoa, das 12h30 às 15h30. Já no sábado (26), o prato será servido à la carte por R$ 68 por pessoa.

 

O restaurante fica no Ondina Apart Hotel, no segundo andar, na Avenida Oceânica, 2400, em Ondina. Informações e reservas pelo telefone (71) 3203-8156.

 

DI JANELA (@dijanela_gastronomia)
Nos dias 26 e 27 de setembro, o Di Janela, na Saúde, celebra São Cosme e São Damião com um menu especial assinado pela chef Nara Amaral.

 

As moquecas da casa serão servidas acompanhadas de caruru, feijão-fradinho e vatapá. A programação também inclui xinxim de galinha com camarão seco e doces distribuídos para as crianças.

 

O restaurante fica na Rua da Glória, 9, na Saúde. Os pratos não tiveram os valores divulgados até o momento. Reservas pelo telefone (71) 99296-8700.

 

CAZA DI NARA (@cazadinara)
Também na Saúde, o Caza Di Nara terá programação especial nos dias 26 e 27 de setembro. A chef Nara Amaral prepara caruru completo para celebrar os ibejis.

 

A casa fica na Rua da Glória, 48, na Saúde. Reservas pelo telefone (71) 99296-8700.

 

MAIMBÊ SALVADOR (@maimbesalvador)
Entre os dias 21 e 26 de setembro, a Maimbê Salvador serve diariamente o Caruru de São Cosme e Damião. O prato custa R$ 49 e reúne caruru, vatapá, arroz, xinxim de frango, feijão-fradinho, farofa de dendê, banana-da-terra frita, mini abará, pipoca e rapadura.

 

Quem pedir o prato também recebe um saquinho de balas acompanhado de um pouco da história da celebração. Durante o período, a casa terá ainda decoração especial e elementos ligados à tradição.

 

O funcionamento é das 11h às 19h. Reservas pelo telefone (71) 99220-9707.

 

PÃO & ARTE STELLA MARES (@paoearte_)
Em Stella Maris, o Pão e Arte aposta na comida baiana como destaque do almoço das sextas-feiras. Servido por quilo, o buffet custa R$ 73 e reúne pratos tradicionais como caruru, vatapá, feijão-fradinho, moqueca de arraia, pirão de arraia, xinxim de frango, moqueca de ovos, arroz, farofa de dendê, banana frita, molho lambão e vinagrete.

 

A proposta faz parte de uma nova fase do estabelecimento, que tem cerca de 30 anos de história e passou a dedicar as sextas-feiras, das 11h30 às 15h, a uma experiência voltada à culinária baiana.

 

O endereço é Rua Paulo Freire, 131, em Stella Maris. O restaurante também funciona durante a semana com café da manhã, das 6h às 12h, com opções de café sertanejo. Informações pelo Instagram @paoearte_.

 

JUBIABAR (@jubiabar)
O Jubiabar, no Rio Vermelho, encerra o mês com uma programação que reúne caruru e samba. No domingo (27), a casa recebe o Grupo Botequim para uma roda de samba, com abertura às 15h e início da apresentação às 17h30.

 

O ingresso custa R$ 30 e inclui o prato de caruru. Os 100 primeiros clientes que comprarem antecipadamente pelo Sympla também garantem o prato.

 

O Jubiabar fica na Rua Conselheiro Pedro Luiz, 79, no Rio Vermelho. Informações e reservas pelo telefone (71) 98490-1515.

 

CARURU DA CIRA (@acarajedacira)
Uma das tradições mais antigas entre as celebrações de São Cosme e São Damião em Salvador, o Caruru da Cira também será realizado este ano. A família de Cira do Acarajé mantém há mais de 80 anos a distribuição gratuita do prato, em uma tradição iniciada em 1939, a partir de uma promessa feita pela avó da baiana Cira.

 

A distribuição é gratuita e acontece por ordem de chegada. A data da edição deste ano ainda não foi divulgada. A programação deve ser anunciada nas redes sociais do Acarajé da Cira.

 

O endereço é Rua do Tamarineiro, 10, em Itapuã, ao lado da antiga Coelba.

 

CASA DE TEREZA (@casadetereza_)
No Rio Vermelho, o restaurante Casa de Tereza celebra São Cosme e São Damião ao longo de todo o mês de setembro. O caruru, que faz parte do cardápio da casa durante todo o ano, ganha destaque especial neste período, que também marca os 14 anos de trajetória do restaurante, comemorados no dia 27 de setembro, data dedicada aos santos gêmeos, dos quais a chef Tereza Paim é devota.

 

O Caruru da chef Tereza Paim é servido com vatapá de inhame, arroz, xinxim de galinha, feijão-fradinho, banana-da-terra frita e farofa de dendê, em porção para uma pessoa. Outra opção é o Menu Experiência da Comida de Santo, com o Banquete Ibejí, servido para duas pessoas e composto pelos itens do prato, além de oferenda e postal com sistema simbólico dos Orixás.

 

As reservas podem ser feitas pelo WhatsApp (71) 99170-6475 ou pelo telefone (71) 3329-3016. O valor atual é de R$ 104, e a porção serve uma pessoa.

 

LETO GASTRONOMIA (@letogastronomia)
O Leto Gastronomia, na Bahia Marina, realiza neste sábado (26), às 13h, uma celebração dedicada ao caruru, reunindo gastronomia, música ao vivo e uma conversa sobre a origem e os significados da tradição baiana. A experiência também contará com ambientação temática.

 

A programação integra a agenda cultural do The Latvian e busca valorizar o caruru como expressão de memória, identidade e convivência. A atividade será gratuita para associados do The Latvian e terá investimento de R$ 89 por pessoa para o público geral. As vagas são limitadas.

 

O Leto Gastronomia fica na Bahia Marina, em Salvador. Informações e reservas pelo telefone (71) 99699-9988.

 

VIM VIM TRATTORIA  (@vimvimtrattoria)

 

O Vim Vim celebra São Cosme e São Damião com caruru servido de quinta-feira (25) a sábado (27), das 12h às 15h. O prato será oferecido por R$ 75.

 

O restaurante fica no Shopping da Bahia, em Salvador. Informações pelo telefone (71) 3901-4194.

 

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Baianos são indicados ao Grammy Latino 2026; confira nomes
Foto: Reprodução/Instagram Psirico/Luedjiluna/simonemendes

A Bahia estará representada no Grammy Latino 2026. A Academia Latina da Gravação anunciou, nesta quarta-feira (16), os indicados à 27ª edição da premiação, que terá três trabalhos de artistas baianos entre os concorrentes.

 

Luedji Luna aparece na lista com o álbum “Antes Que A Terra Acabe”, indicado na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.

 

Já Simone Mendes, natural de Uibaí, foi indicada com “Cantando Sua História 2 (Ao Vivo)” na categoria de Melhor Álbum de Música Sertaneja, ao lado de nomes como Luan Santana e Ana Castela. O cantor Psirico concorre na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa pelo trabalho “Molho Lambão”.

 

A lista também inclui “Sua Onda”, de Marisa Monte, indicada na categoria de Melhor Canção em Língua Portuguesa. A música foi composta por Marisa em parceria com o cantor e compositor baiano Carlinhos Brown e com Arnaldo Antunes.

 

A cerimônia de entrega do Grammy Latino está marcada para o dia 12 de novembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. A edição deste ano reúne artistas de diferentes países e contempla categorias dedicadas à música latina em seus diversos gêneros e formatos.

 

Entre os nomes com maior número de indicações estão Karol G, Rosalía, Jorge Drexler e a dupla Ca7riel & Paco Amoroso, com sete nomeações cada. O compositor e produtor Edgar Barrera lidera a edição de 2026, com dez indicações.

 

Confira a lista dos indicados às principais categorias do Grammy Latino 2026:


CANÇÃO DO ANO
“Coleccionando Heridas” — Karol G e Marco Antonio Solís
“Como se ama?” — Jorge Drexler
“Dime” — Silvana Estrada
“Femme Fatale” — Mon Laferte
“Hasta Jesús Tuvo Un Mal Día” — Ca7riel & Paco Amoroso, com participação de Sting
“Humano” — Juanes e Vivir Quintana
“La Perla” — Rosalía, com participação de Yahritza y Su Esencia
“Mi Gran Amor” — Santana, com participação de Becky G
“Nilo” — Zanna
“Solifican12” — Milo J

 

GRAVAÇÃO DO ANO
“HA HA” — Ca7riel & Paco Amoroso
“¿Cómo se ama?” — Jorge Drexler
“Dime” — Silvana Estrada
“O Amor Nos Encontrou” — Loulu Gilberto
“Coleccionando Heridas” — Karol G e Marco Antonio Solís
“Femme Fatale” — Mon Laferte
“Desde Que Te Tengo” — Carín León
“Niño” — Milo J
“La Perla” — Rosalía, com participação de Yahritza y Su Esencia
“Alma” — Elena Rose

 

ÁLBUM DO ANO
Equilibrivm  — Anitta
Free Spirits — Ca7riel & Paco Amoroso
Taracá — Jorge Drexler
Vendrán Suaves Lluvias — Silvana Estrada
Tropicoqueta — Karol G
Femme Fatale — Mon Laferte
Muda — Carín León
La Vida Era Más Corta — Milo J
¿Dónde Es El After? — Rawayana
LUX (complete works) — Rosalía

 

MELHOR CANÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA
“Águas de um Mar Azul” — Urias
“Memória” — Rosalía e Carminho
“No Vento de Nós” — Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago
“Sua Onda” — Marisa Monte
“Viver e Morrer de Amor na América Latina” — Johnny Hooker

 

MELHOR ARTISTA REVELAÇÃO
Delilah
Fabian
Loulu Gilberto
Arath Herce
Macario Martínez
Maye
Sofia Monroy
Kendall Penã
Dora Sanches
Aria Vega
Zeca Veloso

 

MELHOR ÁLBUM DE POP CONTEMPORÂNEO EM LÍNGUA PORTUGUESA
Equilibrivm – Anitta
Ludom – Ludom
Antes Que A Terra Acabe – Luedji Luna
BRava – Jenni Mosello
MARINADA vol.01 – Marina Sena

 

MELHOR ÁLBUM DE ROCK OU DE MÚSICA ALTERNATIVA EM LÍNGUA PORTUGUESA
Resistência! Ao Vivo no Circo Voador – Black Pantera
Let It Burn / Deixa Arder – Chico Chico
Rádio Love Nacional – Detonautas
foto em grupo – FOTO EM GRUPO
CARRANCA – Urias

 

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA URBANA EM LÍNGUA PORTUGUESA
Novo Testamento – AJULLIACOSTA
Frequência Lunar – BUDAH
Caro Vapor II – qual a forma de pagamento? – Don L
Emicida Racional VL 2 - Mesmas Cores & Mesmos Valores – Emicida
Terra Vermelha: Do interior pro interior – Matuto S.A.

 

MELHOR ÁLBUM DE SAMBA/PAGODE
50 Anos De Carreira – Leci Brandão
Jessé - As canções de Zeca Pagodinho – Teresa Cristina
Nos Braços do Povo, Vol 2 (Ao Vivo) – Xande De Pilares
Sentimento – Ferrugem
Quinhão – Mosquito

 

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA/MÚSICA AFRO PORTUGUESA BRASILEIRA
Criolo, Amaro e Dino – Criolo, Amaro Freitas, Dino d'Santiago
Vende-se Lembrança – Pedro Emílio
Améfrica – Bia Ferreira
Afim – Zé Ibarra
Eita – Lenine

 

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA SERTANEJA
Fire Arena – Ana Castela
Cantando Sua História 2 (Ao Vivo) – Simone Mendes
Raiz BH (Ao Vivo / Deluxe) – Lauana Prado
Registro Histórico (Ao Vivo) – Luan Santana
Traia Acústico (Ao Vivo) – Traia Véia

 

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA DE RAÍZES EM LÍNGUA PORTUGUESA
Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir – Carminho
Dominguinho Vol. 2 (Ao Vivo) – João Gomes, Mestrinho, Jota.pê
Até Cansar o Cansaço – Juliana Linhares
Molho Lambão – Psirico
Amor Perene – Zaynara

 

Ao todo, a premiação conta com 60 categorias. Para conferir a lista completa com todos os indicados, acesse o site oficial do Grammy Latino.

 

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Uniflex Única reúne convidados para lançamento da Coleção Vilanova Artigas, da Punto e Filo
Foto: Gilvan Araújo / BN Hall

A Uniflex Única, comandada pelos empresários Adilson e Cláudia Galvão, recebeu convidados do mercado de arquitetura e decoração para o lançamento da Coleção Vilanova Artigas, da Punto e Filo, em Salvador, na manhã desta quinta-feira (10). Inspirada na produção do arquiteto Vilanova Artigas e nas criações artísticas de Virgínia Artigas, a coleção transforma referências da arquitetura e das artes visuais em tapetes e tapeçarias.

 

A programação contou com uma edição especial do podcast “No Prumo”, que reuniu Marinho Pisaneschi, CEO da Punto e Filo; Marcos Artigas, presidente do Instituto Vilanova Artigas e neto de Vilanova e Virgínia; e Daniel Hornos, diretor de revendas da marca. 

 

Mediado por Adriano Guedes, o bate-papo percorreu a trajetória e o processo de criação da coleção, além de abordar a preservação desse legado e as diferentes formas de apresentá-lo ao público. As referências à obra de Vilanova e Virgínia aparecem nas peças por meio da textura, da matéria e do trabalho artesanal dos tapetes e tapeçarias.

Em entrevista ao BN Hall, Cláudia Galvão destacou a parceria com a Punto e Filo e a chegada da coleção à Bahia. “A Uniflex Única está há 25 anos no mercado e, durante muito tempo, esteve ligada ao universo das cortinas e persianas. A chegada da Punto e Filo trouxe um novo olhar para os tapetes. Essa coleção é muito especial porque é inspirada em obras de Vilanova Artigas, um dos nomes mais importantes da história da arquitetura brasileira”, afirmou.

 

Segundo a empresária, a proposta também desperta interesse entre profissionais da área. “Para quem é do universo da arquitetura, não tem como não se emocionar com essa coleção. Além do tapete, ela conta a história de cada projeto que inspirou as peças, e tenho certeza de que quem trabalha com arquitetura vai se encantar”, disse.

 

A escolha de realizar o encontro em Salvador também está alinhada à proposta da Uniflex Única de promover momentos de troca e conhecimento com profissionais do setor. “Quem trabalha no mercado de decoração e arquitetura precisa agregar conhecimento e cultura a tudo que faz. Quando podemos transformar esses encontros também em oportunidades de conhecimento e aprendizado, eles se tornam ainda mais importantes”, destacou Cláudia.

 

À frente da Punto e Filo, Marinho Pisaneschi ressaltou a relação com a Uniflex Única e a importância do mercado baiano para a marca. “O mercado da Bahia e de Salvador é enorme e muito importante para nós, e nos sentimos muito bem representados por eles. Adilson e Cláudia são pessoas muito sérias e comprometidas, características fundamentais para representar a nossa marca”, afirmou.

 

Para Marinho, o encontro também marca uma nova forma de apresentar o trabalho da Punto e Filo ao público. “É a primeira vez que trazemos esse formato, menos informativo e mais voltado para uma experiência que leva conteúdo relevante ao mercado. Nossa tarefa é não apenas criar uma coleção inspirada nas obras de Artigas, mas também levar esse trabalho ao conhecimento do público interessado em arquitetura e decoração”, explicou.

 

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Flores de Maria assina projeto cenográfico do palco da turnê Equilibrivm em Salvador
Foto: Divulgação

A Flores de Maria, comandada pela decoradora e designer floral baiana Rosinha Freaza, foi responsável pelo projeto cenográfico do palco da turnê Equilibrivm, realizado neste sábado (29), no Centro de Convenções Salvador. Para a apresentação, a equipe desenvolveu uma composição especial, com flores, vasos, materiais e outros elementos que dialogam com o conceito do espetáculo e trazem referências à identidade baiana.

 

O convite partiu do escritório de Anitta, responsável pela gestão do projeto em São Paulo. A proposta era adaptar o conceito da turnê para Salvador com a participação de uma empresa local, capaz de interpretar a Bahia de forma integrada à identidade do espetáculo.

 

“Fiquei extremamente feliz em ser escolhida para um projeto com tanta força e identidade. Sabíamos dos desafios e da responsabilidade de algo tão grandioso. Entender que a Flores de Maria foi reconhecida justamente por esse olhar e pela sensibilidade que sempre conduzimos os nossos projetos só nos deu a certeza de como somos vistos pelo que apresentamos aos nossos clientes”, conta Rosinha.

 

Para a composição do palco, a equipe partiu do conceito de Equilibrivm, trabalhando a ideia do encontro entre diferentes forças e referências. Fibras naturais, palha, folhagens, flores tropicais, sementes e texturas foram alguns dos elementos utilizados no projeto. “Trouxemos elementos muito ligados à nossa terra, à nossa ancestralidade e à nossa identidade brasileira. A intenção era criar uma composição forte, com presença, mas que estivesse integrada à linguagem do show, e não simplesmente ‘decorasse’ o palco”, explica.

 

Foto: Divulgação

 

Um dos principais desafios foi desenvolver a composição do pedestal utilizado por Anitta durante a apresentação. Além do impacto visual, a estrutura precisava dialogar com a iluminação, o cenário, a movimentação da cantora e as exigências técnicas e de segurança do espetáculo. “O maior desafio foi criar o pedestal em que Anitta canta, traduzindo a força que o show pedia sem perder a leveza característica da Bahia, com sua atmosfera praiana e descontraída. Encontrar esse equilíbrio entre impacto visual, conceito e funcionalidade foi, sem dúvida, um dos pontos mais desafiadores e interessantes do projeto”, afirma Rosinha.

 

Segundo a empresária, a experiência também representa uma expansão para a Flores de Maria. “Mostra que o nosso trabalho pode ultrapassar os limites da decoração tradicional e ocupar outros espaços. Nos desafiar é sempre uma forma de nos motivar e nos levar a algum lugar novo”, destaca.

 

Para Rosinha, o resultado buscou fazer com que a ambientação fosse parte da narrativa do espetáculo. “Gostaria que o público percebesse que havia intenção em cada escolha. Não eram apenas elementos colocados em um palco, mas uma construção pensada para fazer parte daquela narrativa. Que, ao olhar, as pessoas sentissem força, brasilidade, pertencimento e equilíbrio”, finaliza.

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Fábrica de Sonhos transforma receita criada em Periperi em negócio que produz até 3 mil doces por dia
Foto: Divulgação

Antes de conquistar uma legião de clientes em Salvador, o sonho da Rua da Glória era apenas uma possibilidade de renda para uma mãe que precisava trabalhar. Foi em Periperi, no Subúrbio Ferroviário da capital baiana, que Antônia Aparecida de Araújo, hoje com 58 anos, começou a preparar os doces que dariam origem à Fábrica de Sonhos. O que começou dentro de casa, com massa feita à mão e produção limitada, hoje chega a cerca de 3 mil unidades por dia e movimenta uma rede de dezenas de vendedores pela cidade.
 

“A Fábrica de Sonhos nasceu da necessidade de trabalhar. Na época eu estava desempregada, com filho pequeno para criar sozinha, mãe solteira, e vi que no sonho eu daria para fazer uma renda para sustentar a mim e meu filho”, contou em entrevista ao BN Hall.
 

No início, tudo passava pelas mãos dela. Antônia preparava a massa, fazia as bolinhas, fritava e recheava os sonhos em um pequeno espaço na frente de casa. A mudança começou quando os primeiros revendedores passaram a procurar o produto. Eram pessoas que circulavam pelos ônibus de Salvador vendendo doces, amendoim e outros produtos e que passaram a incluir os sonhos entre as mercadorias levadas pelas ruas da cidade.
 

“Começaram a chegar os revendedores de ônibus, o pessoal que vendia em ‘cooler’, que vendia amendoim nos ônibus. Começaram a vir, começaram a procurar, aí eu vi que eu teria que expandir, teria que aumentar, que o negócio poderia crescer sim”, lembra.
 

A chegada dos vendedores mudou a dimensão do negócio. Hoje, a fábrica produz entre 2,5 mil e 3 mil sonhos diariamente. São oito funcionários diretamente envolvidos no preparo, além de uma rede que varia entre 54 e 60 vendedores responsáveis por levar os produtos para diferentes pontos da cidade. Em vez de lojas fixas, são esses profissionais que fazem o doce circular por Salvador.

 


Foto: Divulgação

 

Mas crescer também significou dividir tarefas que, durante anos, ficaram concentradas nas mãos da fundadora. O principal desafio foi ensinar outras pessoas a reproduzir uma receita que ela mesma preparava sozinha. “O maior desafio era treinar pessoas para tentar fazer da mesma forma que eu fazia. No primeiro momento eu fazia tudo, só eu fazia a massa. Mas, como a produção foi aumentando, eu teria que passar essas funções para outras pessoas”, explica.
 

A mudança também chegou à estrutura. Para acompanhar o novo ritmo, a fábrica passou a utilizar equipamentos no preparo dos sonhos. Atualmente, a massa é preparada e segue para a boleadora, onde os doces são modelados. Depois, os bolinhos ficam entre 45 minutos e uma hora em fermentação antes de serem fritos. Na sequência, recebem o recheio, são montados e separados para a distribuição.
 

Mesmo com a divisão das funções, a fundadora continua à frente do preparo e também participa do desenvolvimento de novos produtos, enquanto a gestão administrativa fica principalmente com o filho Felipe. E, apesar das mudanças, a fábrica continua no mesmo lugar onde tudo começou: em Periperi, onde nasceu o negócio.
 

Para ela, manter os clientes ao longo dos anos depende menos de fórmulas complicadas e mais da constância. “O que faz conquistar nossos clientes é a responsabilidade com nossos produtos e, todos os dias, estamos aqui para atender, prontos para atender.”
 

Os próximos passos agora passam por ampliar a presença da marca e chegar cada vez mais perto dos consumidores. “Hoje o nosso maior sonho é chegar bem mais perto dos nossos clientes, avançar cada vez mais”, resume Antônia.

 

Foto: Divulgação
 

E talvez esteja justamente aí a parte mais bonita dessa história. O nome que batizou a empresa nasceu de uma necessidade muito concreta: uma mãe precisava sustentar o filho. Anos depois, aquele pequeno espaço de Periperi virou uma fábrica que produz milhares de sonhos por dia. Um doce que saiu da porta de casa, ganhou os ônibus, as ruas e diferentes bairros de Salvador e acabou transformando o sonho de Antônia em um pouco de açúcar para a cidade inteira.
 

Os produtos podem ser adquiridos pelo WhatsApp (71) 9102-3759, no Instagram oficial da marca, por meio de aplicativos de entrega ou presencialmente na Rua Antártica, 17E, em Periperi. A fábrica funciona de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 16h, e aos sábados, das 5h30 às 10h.

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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