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Ana Beatriz Soares
Graduanda de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia e bacharel em Artes com habilitação em Cinema e Audiovisual, também pela Ufba. Atua como estagiária na editoria de holofote, cobrindo temas relacionados ao entretenimento.
Últimas Notícias de Ana Beatriz Soares
O cantor Alceu Valença surpreendeu seus seguidores e quem passava pelas ruas da cidade de Porto, em Portugal, ao aparecer cantando o clássico da bossa nova “Chega de Saudade” de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, junto com um cantor autônomo que encontrou no país. O momento foi compartilhado nas redes sociais do compositor na noite de segunda-feira (2).
Na legenda da publicação, Alceu relata que estava em uma caminhada pela região da Ribeira, na cidade de Porto, quando avistou um cantor e violinista argentino. Ao ver o artista de rua, o brasileiro pediu para que ele tocasse um tango, porém, ele surpreendeu tocando um sucesso da bossa nova e convidando o pernambucano para um dueto. “Mais um belo momento em nossas andanças por Portugal. Porque um poema novo sempre persegue meus passos nas pedras do Porto. Viva a música brasileira”, disse Alceu nas redes sociais.
Alceu Valença está na Europa realizando a turnê comemorativa “80 Girassóis”, que celebra seus 80 anos, com uma série de 12 shows em 9 países pelo continente, que iniciou no dia 28 de outubro em Dublin, na Irlanda, e finaliza no dia 15 de novembro em Oslo, na Noruega.
O Halloween, conhecido no Brasil como Dia das Bruxas, é comemorado no dia 31 de outubro, celebrando a véspera do Dia de Todos os Santos, possuindo raízes históricas ligadas a antigos rituais e à transição entre estações. No Brasil, para valorizar a cultura local e em oposição ao apelo comercial estrangeiro, foi aprovada a Lei Federal n.º 2.762/2003, instituindo o dia 31 de outubro como o Dia do Saci, para promover o folclore brasileiro.
Em comemoração ao Dia das Bruxas, bares, restaurantes, casas noturnas e diversos estabelecimentos comerciais realizam dinâmicas, mas, para quem fica em casa, confira uma lista com dez filmes e franquias para entrar no clima do terror.
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O silêncio dos inocentes (1991, Jonathan Demme)
O filme, baseado no romance de mesmo nome de Thomas Harris, é um clássico de suspense e terror psicológico que acompanha a jovem estagiária do FBI, Clarice Starling, interpretada por Jodie Foster, que é enviada para entrevistar o Dr. Hannibal Lecter, vivido por Anthony Hopkins, um psiquiatra e serial killer encarcerado.
A trama se desenvolve por meio de um jogo de manipulação intelectual e tensão constante entre Clarice e Lecter, enquanto ela tenta se provar em um ambiente dominado por homens. O filme ganhou diversos prêmios, incluindo as cinco principais categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (Jonathan Demme), Melhor Ator (Anthony Hopkins), Melhor Atriz (Jodie Foster) e Melhor Roteiro Adaptado (Ted Tally).

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Oldboy (2003, Park Chan-wook)
O filme, aclamado thriller psicológico e de ação sul-coreano, é dirigido por Park Chan-wook e é baseado no mangá japonês homônimo de Garon Tsuchiya e Nobuaki Minegishi. É o segundo capítulo da "Trilogia da Vingança" do diretor. Oh Dae-su, personagem de Choi Min-sik, é um homem bêbado que é sequestrado e mantido prisioneiro em um quarto de hotel por 15 anos, sem saber o motivo. Após ser solto de maneira abrupta, ele recebe roupas, dinheiro e um celular, sendo desafiado pelo seu captor a descobrir a razão de seu sequestro em apenas cinco dias.

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Saga Invocação do Mal (2013 - 2025)
Uma das sagas mais conhecidas do mundo começou em 2013 sob a direção de James Wan e é uma das franquias de terror de maior sucesso comercial do cinema moderno. A história principal gira em torno dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, vividos por Patrick Wilson e Vera Farmiga, que enfrentam casos sobrenaturais nas décadas de 1960, 1970 e 1980. A saga foi finalizada em 2025, com o lançamento de “Invocação do Mal 4: O último Ritual”.

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Corra! (2017, Jordan Peele)
Aclamado filme de suspense e terror psicológico do diretor norte-americano Jordan Peele, acompanha Chris Washington, interpretado por Daniel Kaluuya, um jovem fotógrafo negro que viaja com sua namorada branca, Rose Armitage, vivida por Allison Williams, para passar o final de semana na casa dos pais dela.
No começo, a família é extremamente simpática, o que faz Chris achar que seja uma tentativa de lidar com um relacionamento interracial; porém, com o passar dos dias, ele percebe comportamentos robóticos nos empregados negros da casa e percebe uma conspiração bizarra. O longa foi um enorme sucesso de crítica e de bilheteria, rendendo ao diretor o Oscar de Melhor Roteiro Original.

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Saga Pânico (1996 - atualmente)
A saga foi iniciada em 1996 e é uma das mais influentes e aclamadas do cinema mundial. Criada por Wes Craven e pelo roteirista Kevin Williamson, a série introduziu a metalinguagem e a autorreferência, em que os próprios personagens conhecem as regras dos filmes de terror e as utilizam para tentar sobreviver.
O assassino icônico da série de filmes utiliza uma máscara e é intitulado de Ghostface. Ele é sempre um humano comum, ou vários, cuja identidade muda a cada filme e é descoberta no final da trama. A franquia é sustentada pela “final girl”, Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell, que enfrenta os assassinos de frente.
Cada filme funciona como um espelho de sua época; o primeiro busca desconstruir os clássicos dos anos 80, enquanto as sequências ironizam as continuações, trilogias, remakes e o “terror moderno”.

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O Iluminado (1980, Stanley Kubrick)
Dirigido por Stanley Kubrick, é baseado no romance de mesmo nome do autor Stephen King e é considerado um clássico do terror psicológico.
A trama acompanha o zelador Jack Torrance, personagem de Jack Nicholson, um escritor em crise que aceita o emprego de vigia durante o inverno no isolado Hotel Overlook, no Colorado. Ele se muda para o local com sua esposa, Wendy, vivida por Shelley Duvall, e seu filho, Danny, interpretado por Danny Lloyd. Com o fechamento do hotel pela neve, o isolamento extremo e a influência de forças sobrenaturais do prédio fazem com que Jack perca a sanidade, tornando-se violento contra a própria família.
No filme, Jack Nicholson entrega uma das melhores e mais marcantes interpretações de sua carreira, enquanto o diretor revoluciona ao utilizar formas de filmagem consideradas disruptivas para a época.

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Pássaros (1963, Alfred Hitchcock)
Clássico do suspense e do terror do célebre diretor Alfred Hitchcock, narra a aterrorizante revolta de aves contra os habitantes da pacata cidade costeira de Bodega Bay, na Califórnia. A socialite Melanie Daniels, vivida por Tippi Hedren, conhece o advogado Mitch Brenner, personagem de Rod Taylor, em uma loja de animais em São Francisco, decidindo segui-lo até a sua cidade natal. Porém, essa relação se transforma em um pesadelo quando diversas aves diferentes começam a atacar as crianças e os demais moradores sem motivo.
A premissa do longa foi baseada, em partes, em um conto de mesmo nome e em um evento real ocorrido em 1961 na Califórnia. Tippi Hedren ganhou o Globo de Ouro de Revelação pelo papel.

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Um Corpo que Cai (1958, Alfred Hitchcock)
Também dirigido por Hitchcock, é um suspense psicológico clássico sobre obsessão, identidade e ilusão. Acompanha John Ferguson, personagem de James Stewart, um ex-detetive de São Francisco que se aposenta após experienciar um trauma em uma perseguição que lhe causa medo de altura e vertigem. Ele então é contratado por um amigo para vigiar a esposa dele, Madeleine Elster, vivida por Kim Novak, que apresenta comportamentos suicidas.
Ferguson, no entanto, se apaixona por Madeleine, porém é incapaz de evitar sua morte devido ao seu medo de altura. Consumido pela culpa e pelo luto, ele encontra Judy, uma mulher idêntica a Madeleine, passando a manipulá-la para transformá-la na imagem exata da mulher que amava.
No filme, Hitchcock utiliza uma técnica que ficou conhecida como “dolly zoom”, que combina o zoom da lente com o movimento oposto da câmera para, dessa forma, distorcer a perspectiva do fundo do objeto principal, dando a sensação de tontura. Esse método ficou imortalizado na história do cinema, levando o apelido de "efeito vertigo", em referência ao nome original do filme, que em inglês é "Vertigo".

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Saga Halloween (1978 - 2022)
A franquia é uma das mais icônicas e influentes do cinema de terror slasher, contendo 13 filmes lançados entre 1978 e 2022. Criado por John Carpenter e Debra Hill, o filme original introduz Michael Myers, um garoto que matou a própria irmã na infância e, 15 anos depois, foge de um sanatório para perseguir Laurie Strode, personagem de Jamie Lee Curtis, na cidade de Haddonfield, na noite de Halloween. A franquia ficou conhecida por desconsiderar sequências e criar diversos universos ao longo das décadas.

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O Sexto Sentido (1999, M. Night Shyamalan)
Aclamado thriller psicológico e drama sobrenatural escrito e dirigido pelo cineasta M. Night Shyamalan acompanha Dr. Malcolm Crowe, personagem de Bruce Willis, um conceituado psicólogo infantil que é atormentado pela culpa de não ter conseguido ajudar um paciente no passado. Ao tentar ajudar Cole Sear, interpretado por Haley Joel Osment, um menino de 8 anos isolado e com dificuldades de socialização, o médico descobre que o grande segredo da criança é que ele vê espíritos que não sabem que faleceram e buscam ajuda para resolver pendências.
O filme ficou mundialmente famoso por uma reviravolta no final e foi indicado a seis prêmios do Oscar, tornando-se um marco da cultura pop.

O cinema brasileiro vive um momento de expansão internacional com a chegada de "Feito Pipa", no dia 5 de novembro. Dirigido por Allan Deberton, o longa marca um feito inédito para o audiovisual do Ceará ao se tornar o primeiro filme do estado escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar. Filmada no município de Quixadá, a produção retrata a jornada de autodescoberta do menino Gugu, de 12 anos, em uma trama atravessada pela perda progressiva de memória de sua avó e pela reaproximação de um pai rígido e distante.
A passagem do filme por festivais internacionais, como Berlim, Nova York, Atlanta e cidades da América Latina, confirmou a capacidade da obra de alcançar plateias diversas. “Eu tinha dúvidas se esse filme seria compreendido em outro país. A primeira exibição em Berlim era muito estranha, inclusive, porque era com uma dubladora ao vivo, dublando em alemão enquanto o filme passava. De repente eu vi eles rindo, chorando. Quando acabou o filme, 7 minutos de aplauso”, afirmou Lázaro Ramos, que interpreta o personagem Batista no longa.
Distanciando-se de retratos estigmatizados do sertão, "Feito Pipa" propõe uma estética vibrante e acolhedora. Como explica o diretor Allan Deberton, o objetivo central do projeto foi apresentar o Nordeste em sua plenitude contemporânea. “A proposta do projeto é mostrar o Nordeste como ele é. Um Nordeste conectado, colorido, afetivo, convidativo e com muita musicalidade”, afirmou o diretor.
No centro está o garoto Yuri Gomes, de 12 anos, em sua estreia como protagonista após ser descoberto no projeto social Projeto Axé / Fruto de Lá, em Salvador. Vencedor de prêmios internacionais por sua atuação, o jovem ator descreve a experiência de interpretar o menino Gugu como um divisor de águas em sua vida pessoal e profissional, destacando que o papel funcionou como um portal de libertação e de abertura de oportunidades para sua carreira.
Entre as intensas maratonas de promoção do filme, que incluem uma agenda cheia de entrevistas e eventos, um momento descontraído e inusitado marcou os bastidores das coletivas de imprensa. Visivelmente cansado da sequência de entrevistas repetitivas, o ator mirim Yuri Gomes decidiu quebrar o protocolo e assumir o controle, transformando a jornalista que o abordava em sua entrevistada. Arrancando risadas da equipe nos bastidores, o menino fez diversas perguntas e indagações, mostrando sua personalidade marcante.
O cinema brasileiro vive um momento de celebração e expansão internacional, e o longa-metragem "Feito Pipa" se estabelece como um dos grandes símbolos desse movimento. Dirigido por Allan Deberton, conhecido por “Pacarrete”, o filme alcançou um marco histórico ao se tornar o primeiro longa cearense escolhido para representar o Brasil na corrida por uma vaga no Oscar. A partir de 5 de novembro, as salas de cinema de todo o país recebem o longa que reúne em seu trio protagonista o garoto estreante Yuri Gomes, a veterana Teca Pereira e o renomado ator Lázaro Ramos, em uma sensível e profunda narrativa sobre as complexidades da infância, as marcas do Alzheimer na família e o direito à liberdade no sertão do Ceará, acompanhando o menino Gugu em sua jornada de autodescoberta e afirmação de sua personalidade expressiva e corajosa.

Foto: Divulgação / Jamille Queiroz
Escrito por André Araújo, colaborador frequente de Deberton e natural da mesma cidade do diretor, o roteiro nasceu de memórias de infância e sentimentos nostálgicos. A proposta central da produção é retratar o Nordeste longe de estereótipos ultrapassados, apresentando uma região colorida, conectada, afetiva e repleta de musicalidade. "É um feito realmente inédito, assim, eu fico muito feliz com a oportunidade de estar levando o nome do Ceará para uma premiação tão importante e, junto com essa oportunidade, está tendo a chance de fazer o filme ser assistido muito pela plateia brasileira, uma vitrine”, afirmou Allan Deberton.
A trama acompanha a rotina de Gugu, personagem de Yuri Gomes, um menino de 12 anos apaixonado por futebol, dança e expressões artísticas. Criado de forma livre, afetuosa e sem julgamentos por sua avó Dilma, interpretada por Teca Pereira, uma professora aposentada, o garoto cresce em um ambiente em que sua sensibilidade e suas preferências convivem com naturalidade. Porém, o cotidiano da família é transformado quando Dona Dilma passa a enfrentar os impactos da doença de Alzheimer.
A perda progressiva da memória da avó força a aproximação de Batista, vivido por Lázaro Ramos, pai de Gugu, uma figura marcada por ausências, silêncios e expectativas difíceis de conciliar com a essência do filho. Diante da possibilidade de ter que morar com o pai, Gugu assume responsabilidades precoces para proteger a avó e preservar a autonomia que encontrou ao lado dela. "É um filme que mostra coisas específicas da gente, essa paisagem, esses personagens, mas ele tem uma capacidade de conversar com o mundo todo, porque ele fala de temas que estão muito quentes hoje em dia. Fala sobre Alzheimer, sobre a criança queer, sobre essa família, sobre a rigidez desse pai”, disse o ator Lázaro Ramos.

Foto: Divulgação / Jamille Queiroz
Segundo o diretor, os conflitos da trama giram em torno do cuidado, da conquista do afeto e das dinâmicas familiares diárias, permitindo que o público se conecte imediatamente com a humanidade dos personagens na tela grande. "A proposta do projeto realmente era a gente mostrar o Nordeste como ele é, que é um Nordeste conectado, um Nordeste colorido, um Nordeste que é afetivo, que é convidativo, com muita musicalidade. A ideia do Feito Pipa é realmente mostrar esse lado mais fraterno”, afirmou o cineasta.
Filmado no município cearense de Quixadá, o longa utiliza a paisagem sertaneja e a barragem de Araújo Lima como elementos dramáticos e simbólicos. Inspirado nas ruínas de uma cidade inundada no Rio Grande do Norte, o filme apresenta uma seca que traz à superfície as estruturas de uma antiga cidade submersa. A direção de Allan Deberton estabelece um paralelo poético: à medida que Dona Dilma perde suas lembranças, a paisagem faz emergir a história reprimida do lugar, conectando esquecimento individual e memória territorial.

Foto: Divulgação / Jamille Queiroz
A produção reúne um encontro entre veteranos e novos talentos do audiovisual brasileiro. No centro da história está o jovem Yuri Gomes, de apenas 12 anos, que faz sua estreia como protagonista. Vindo do projeto social Projeto Axé/Fruto de Lá, em Salvador, Yuri já acumula prêmios de melhor ator em festivais internacionais por sua interpretação expressiva. "Dar vida ao Gugu foi uma libertação que eu tive na minha vida, que foi uma porta que se abriu para mim de sucesso, e eu amei muito dar vida para ele”, explicou o ator mirim.
O elenco conta ainda com Lázaro Ramos no papel de Batista, pai de Gugu, e com a veterana Teca Pereira, lembrada desde as primeiras versões do roteiro para interpretar uma avó bem-humorada. Na construção de Batista, um pai rígido que enfrenta dificuldades para aceitar o filho, Lázaro Ramos buscou fugir dos clichês da violência explícita. Em vez disso, o ator optou por trabalhar as contradições internas do personagem, mostrando a dor do conflito sem anular o amor paternal. "Ele é um homem que comete atos violentos, ele não aceita o filho do jeito que ele é, mas depois eu entendi que seria mais rico mostrar que ele tava em conflito, que tem um amor também por esse filho. [...] Uma busca coletiva de não contar esses personagens num lugar comum”, afirmou.

Foto: Divulgação / Jamille Queiroz
Antes de desembarcar nos cinemas brasileiros, “Feito Pipa” percorreu uma turnê internacional, acumulando grande aprovação em festivais em Berlim, México, Nova York, Atlanta e diversos países da Europa e da América Latina. Na capital alemã, mesmo exibido com tradução simultânea, o filme emocionou o público e foi aplaudido de pé por sete minutos consecutivos após a exibição. "A primeira exibição em Berlim era muito estranha [...]. De repente eu vi eles rindo, chorando. Quando acabou o filme, 7 minutos de aplauso. Eu falei: 'Ih, entenderam'”, afirmou o baiano que está no ar como o vilão Jendal na novela das seis da TV Globo, “A Nobreza do Amor”.
Para Lázaro Ramos, o apelo global da produção reside na capacidade de abordar temas universais a partir de paisagens e vivências puramente brasileiras. O ator ressalta que, mesmo após assistir ao filme seis vezes, continua se emocionando com os silêncios, olhares e "pequenas pérolas" que a obra revela a cada sessão. A chegada do filme às salas de cinema consolida também a estratégia de fortalecimento do audiovisual brasileiro no exterior. Como aponta Deberton, a indicação ao Oscar funciona como uma grande vitrine para mobilizar o público nacional a prestigiar a diversidade cultural do país nas salas de cinema.
Maria Bethânia celebrou o aniversário de 81 anos do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de suas redes sociais nesta terça-feira (27).
Com fotos de um encontro entre os dois e uma declaração na legenda da publicação, a baiana parabenizou o petista e desejou um bom governo. “Felicidades para o nosso Presidente Lula. Que Deus o ilumine para governar o Brasil que eu amo”, escreveu a artista.
A cantora baiana e o presidente Lula possuem uma relação marcada por décadas de apoio político e reconhecimento mútuo. Em 2002, quando o petista foi eleito presidente pela primeira vez, a artista gravou a música “Sonho Impossível” para o programa eleitoral dele. Vinte anos depois, durante a campanha presidencial de 2022, Bethânia repetiu gestos de apoio e “fez o L”.
Em 2025, Lula e a primeira-dama Janja prestigiaram um show em que Bethânia celebrou os 60 anos de carreira. Na ocasião, o presidente entregou flores à cantora no camarim e deixou um bilhete a chamando de “a mais extraordinária cantora brasileira”. Já em 2026, a cantora reafirmou seu apoio ao presidente. Durante sua apresentação no Coala Festival em São Paulo, Bethânia disse: “Eu voto Lula presidente”.
Após a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), MC Cabelinho utilizou suas redes sociais para comemorar o resultado do segundo turno e alfinetou o jogador do Santos, Neymar Jr. Na noite de domingo (25), para celebrar a vitória do petista, o cantor utilizou uma frase dita pelo atacante alguns dias antes do pleito, demonstrando apoio ao ex-senador carioca.
Logo após a confirmação da quarta vitória de Lula nas urnas, o funkeiro publicou uma foto “fazendo o L” com a legenda “Dito isso… 13”. Essa postagem de Cabelinho faz referência ao comentário deixado por Neymar em uma publicação do próprio cantor. Na ocasião, a Meta, empresa dona do Instagram, removeu da plataforma um vídeo da série “Revelando” em que MC Cabelinho falava sobre o, até então, candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
O vídeo em questão abordava a acusação de Flávio ter sido funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. O artista comentou, em suas redes sociais, sobre a retirada do conteúdo e logo em seguida repostou o registro, o que gerou grande repercussão e milhares de comentários, inclusive de Neymar, que comentou: “Dito isso… 22”, acompanhado por um emoji representando a bandeira do Brasil e outro de risada.

O jogador tem se envolvido em diversas polêmicas em relação ao seu posicionamento político desde as eleições de 2018, quando deixou curtidas em publicações a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já em 2022, seu incentivo à candidatura do pai de Flávio à presidência da República foi mais explícito, com o jogador declarando apoio com um vídeo em que dançava ao som de uma música que dizia: “Vota, vota e confirma: 22 é Bolsonaro”. Enquanto nas eleições de 2026, o atacante se encontrou com o deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira, que foi o mais votado da história, reforçando apoio a Flávio Bolsonaro.
Não é de agora que a Bahia é conhecida por ser um berço de grandes talentos musicais. Um dos nomes promissores da nova onda de artistas do estado se chama Matchola. O cantor performa, escreve e produz as próprias canções, apostando em um gênero musical único, mesclando todas as suas referências de uma vez só.
Definindo seu estilo como "música alternativa brasileira" ou "rap alternativo", Matchola constrói sua sonoridade unindo rap, reggae, rock, pop e Miami Bass com a tradição da música popular brasileira. Nascido e criado em Salvador, a influência da capital baiana transparece na incorporação do axé, do pagodão e de elementos percussivos da cultura afro-brasileira às estruturas do hip hop. Suas referências sonoras transitam entre ícones internacionais como Childish Gambino, Kanye West, Brockhampton, Outkast e The Neptunes, além de referências do rap baiano como Baco Exu do Blues.
Antes de se consolidar na música, a trajetória artística de Matchola começou ainda na infância, por meio do desenho e da edição de vídeo. Após passar pelo mercado de trabalho formal, encontrou na produção musical sua verdadeira vocação. De forma completamente autodidata, aprendendo por tutoriais no YouTube por não ter recursos para pagar um produtor, passou a compor batidas, gravar, mixar e masterizar suas próprias faixas diretamente do seu quarto.
Essa autonomia deu origem a uma discografia marcante. O álbum OK Tchola destacou-se por uma estética experimental influenciada pelo rap industrial de JPEGMAFIA e Death Grips, além da inspiração conceitual do disco OK Computer, do Radiohead. Em seguida, o álbum Zero Bala trouxe uma proposta mais sóbria, coesa e pop, focada no pertencimento baiano e na autoaceitação. A caminhada do artista reúne colaborações orgânicas, além da realização de uma turnê pelo Sudeste. Um marco recente de sua carreira foi a gravação do Spotify Sessions, com direção musical de Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, a quem Matchola considera um amigo e mentor.
Atualmente contratado pela gravadora Warner, o artista vive a transição do circuito underground para uma estrutura de lançamento mais planejada, mantendo seu processo criativo característico de transformar vivências pessoais em letras melancólicas sobrepostas a batidas alegres.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o artista falou sobre suas influências, o momento transitório em que vive na sua carreira, além dos próximos passos daqui para frente.
CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Queria começar falando com você sobre o seu gênero musical; acho que é algo muito único sobre você e sobre sua carreira. Termina unindo muitos estilos diferentes numa mesma sonoridade. Você consegue definir o seu gênero musical?
Eu estou tentando colocar numa caixa, digamos assim. Se eu fosse dizer hoje, eu sou música alternativa brasileira. É claro que é rap, mas também é claro que é reggae, e rock, às vezes pop, e Miami Bass. Nessa viagem toda, eu me coloco como música popular brasileira, rap alternativo brasileiro ou rap alternativo.
E como você começou na música? Você é daqui de Salvador; a influência da cidade tem um impacto muito grande na sua música?
Eu comecei na arte desde muito pequeno, fazendo desenho. Eu desenhava desde os cinco anos e pensei que ia ser desenhista. Só que aí foi andando e me desapaixonei pelo desenho. Comecei a caminhar para a arte do cinema, edição de vídeo. Eu editava muito vídeo e queria trabalhar com cinema. E aí me desencantei também, até por conta da correria. Tive que ir para o CLT, trabalhar em supermercado. Acabei me frustrando com a arte, mas a música em si sempre esteve junto. Logo em seguida, lá pelos 16 anos, comecei a produzir. Eu gostava muito de rap, principalmente americano, e fazia batidas. Comecei como produtor e depois fui colocando voz, fui entendendo como funciona a produção musical, abri o programinha e comecei a bater cabeça para entender como faz beat. Foi indo até que comecei a pegar gosto; começou como hobby e virou uma paixão. Quando vi, já estava querendo largar tudo para viver de música, que foi o que fiz. Como sou da Bahia, por mais que gostasse de hip hop, gosto muito da música baiana, do axé, da MPB, das batidas percussivas. Comecei a adicionar um pouquinho disso no beat. Apesar de ser hip hop, bebe muito da música africana. Comecei a colocar elementos de percussão, de axé, de pagodão junto com o rap para trazer um pouco da originalidade da Bahia. Essa mistura tomou proporções maiores e hoje sou a pessoa mais ecléticatica possível quando se trata de fazer música.
Você é autodidata com a sua produção, começou produzindo sozinho… Teve ajuda de amigos?
Quando começou, sempre fui curioso e tive acesso a computador desde muito novo. Abria o YouTube, procurava tutorial de tudo e ia fazendo. Foi assim com vídeo e com a música. Não tinha como bancar um produtor, então tive que correr atrás de produzir sozinho: a batida, a gravação, a mixagem, a masterização, tive que aprender todo esse processo sozinho. Virou até uma mão na roda e um conforto. Hoje posso eu mesmo fazer a música a hora que a inspiração vier e gravar. Quanto às referências, como gosto muito de rap, sempre fui apaixonado por Childish Gambino, por esse rap mais indie, Kanye West e a galera inspirada por ele. Virei fã do Brockhampton e foi ele quem moldou minha forma de fazer música. Também era fã das referências do Brockhampton, como The Neptunes e Outkast. Tentei abrasileirar e baianizar o máximo possível. Tive referências do rap baiano, como Baco Exu do Blues; os primeiros discos fiz muito inspirado no álbum Bluesman.
Você lançou ano passado o álbum Zero Bala. Como foi a concepção desse disco e você acha que ele se diferencia do restante do seu trabalho?
Acho que o Zero Bala é o álbum mais sóbrio que eu tenho, porque, apesar de continuar viajando por vários gêneros, é o álbum mais coeso e pé no chão, que trilha só um raciocínio. É um álbum que fala da Bahia, sobre se aceitar e lembrar de onde veio. Foi o primeiro disco sóbrio e bem pop que fiz, porque os anteriores eram mais rap, trap e rap experimental, com uma parada mais suja. Quando me encontrei com o Germano em 2024, a gente trocou mensagens, ele gostou do meu som e quis fazer um remake de 'Foi Mal Ai'. Foi a primeira vez que um som meu viralizou e, dali, comecei a adentrar no mundo do boombap, graças ao Germano e ao público que ele trouxe para mim. O boombap já era um gênero de que eu gostava, mas senti que a galera gostava mais de mim no boombap quando vinha com refrões e coisas mais melódicas e cantadas. Comecei a me perder e tive que parar um tempo para refletir sobre o que queria produzir. Voltei para a Bahia para respirar os ares de casa, saí mais e me encontrei. O Zero Bala veio disso.
E o que você achou da recepção do público? Foi diferente do restante?
Eu não esperava. Fiz pensando seriamente que ninguém ia gostar tanto, porque vinha de um mundo bem boombap/rap e, do nada, trouxe uma levada bem pop. Tive receio, mas acreditava no projeto. Graças a Deus estava errado; amo estar errado porque sou muito pessimista. Sou muito grato a todo mundo que escuta e participou. O público do 2ZDinizz veio conhecer e a participação dele no disco trouxe muitas pessoas. A galera abraçou, inclusive o público daqui da Bahia, que eu tinha mais dificuldade de apresentar minha arte por ser um som mais alternativo e experimental. Todo disco meu tem pelo menos uma música de reggae, e é a assinatura que faço em todos os álbuns. "TAMAGOTCHI!" é uma das melhores que tenho e gosto muito dela. A galera veio a ouvir mais recentemente e é uma das mais escutadas do disco por enquanto.
Você acha que esse álbum foi um divisor de águas na sua carreira ou existe outro momento?
Colocaria o Zero Bala como um pontapé inicial e de criação de carreira. O verdadeiro divisor de águas foi o antecessor dele, o “OK Tchola”, que foi o disco em que mais experimentei e baguncei. Na época, eu escutava muito JPEGMAFIA e Death Grips, um rap industrial. Também me inspirei no “OK Computer” do Radiohead, que gerou enorme expectativa sobre o que lançariam depois, e eles entregaram algo totalmente diferente e estranho. Trouxe essa ideia para o “OK Tchola”.
Você deixou recentemente de ser um artista independente e assinou com a gravadora Warner. Como tem sido essa mudança?
Estou muito feliz por fazer parte de uma major, algo que sempre sonhei. Com a equipe da gravadora a meu favor, vou poder potencializar minhas ideias e fazer minhas músicas chegarem a mais pessoas com um holofote maior.
Como funcionavam suas produções antes da Warner e o que muda na prática?
Meus discos eram todos feitos no meu quarto, de forma bem underground: cozinhando beats, remixando e sampleando com total liberdade criativa. Com o tempo, fui entendendo o lado comercial da arte. Agora, não sendo mais independente, as coisas serão mais profissionais e planejadas. Como independente, eu apenas lançava sem planejamento longo. O Zero Bala, por exemplo, foi lançado em dezembro com apenas uma semana de pré-divulgação. Agora terei um processo mais planejado.
Como surgiram as parcerias com artistas como Germano, 2ZDinizz e Tangolo Mangos?
Sempre fiz trabalho de pesquisa de outros artistas do underground. No “OK Tchola”, chamei pessoas como a galera da Praia de Minas e Zilla Dog. O 2ZDinizz já me escutava desde o “OK Tchola” e sugeriu fazermos um som juntos. O Tangolo Mangos eu já escutava desde 2018/2019. Meu brother Tazim, que participou do “OK Tchola”, fez a ponte com o Denovaro. Todos os feats surgiram de relações muito naturais e amizade.
E como surgiu a ideia da turnê em parceria com o Germano? Há planos para Salvador?
Conheci o Germano por um Reels do Instagram em 2024. Mandei mensagem elogiando; ele ouviu meu som e propôs o remix de 'Foi Mal Ai'. Viramos brothers, sócios e workaholics trabalhando juntos. Fizemos nossa primeira turnê pelo Sudeste, o que foi a realização de um sonho. Temos muito sonho e luta para fechar show em Salvador. É um dos lugares mais difíceis por conta da logística e porque sinto que o público baiano é mais conservador, escutando mais o que já dá certo aqui, como axé, arrocha e piseiro, ou quando o artista já está gigante fora. Mas nosso sonho é fazer um showzão na Concha Acústica.
E como foi gravar o Spotify Sessions com direção musical do Russo Passapusso?
Para mim, já posso morrer depois disso! Além de Baco e Childish Gambino, uma das minhas maiores referências é o BaianaSystem. Fazer o Spotify Sessions foi incrível, pois, antes de mim, só dois brasileiros tinham feito: KayBlack e Ana Castela. Pedi o Russo na direção musical. Quando liguei para ele, ele fez uma leitura do Zero Bala e interpretou coisas das letras que só eu tinha pensado. O cara é um gênio. Fizemos o Sessions em plano sequência, em take único, com o diretor visual Rodrigo de Paula. Tive que focar em não esquecer a letra, não perder o fôlego e interpretar. Tenho TDAH, então foi um desafio gigante, mas saí treinado e hoje o Russo é meu amigo e mentor.
Quais são os maiores desafios quando você produz e escreve?
Só escrevo quando tenho a batida pronta, pois me conecto mais com a sonoridade do que com a composição isolada. Escrevo a partir das minhas vivências pessoais. Minhas composições têm uma certa melancolia nas letras, mas com batidas alegres. Gosto desse contraste, algo que o Tyler, The Creator, também faz muito bem.
Já tem algum projeto futuro que você possa revelar?
Está se formando algo. Vão sair faixas bônus que ficaram de fora do Zero Bala e que saíram apenas no CD físico.
E como foi ver o disco em formato físico?
Foi lindo, a realização de um sonho. Meu sonho agora é lançar em vinil. Tenho saudades da época em que só existia a mídia física, sem essa loucura do streaming.
Não é de agora que a Bahia é conhecida por ser um berço de grandes talentos musicais. Um dos nomes promissores da nova onda de artistas do estado se chama Matchola. O cantor performa, escreve e produz as próprias canções, apostando em um gênero musical único, mesclando todas as suas referências de uma vez só.
Definindo seu estilo como "música alternativa brasileira" ou "rap alternativo", Matchola constrói sua sonoridade unindo rap, reggae, rock, pop e Miami Bass com a tradição da música popular brasileira. Nascido e criado em Salvador, a influência da capital baiana transparece na incorporação do axé, do pagodão e de elementos percussivos da cultura afro-brasileira às estruturas do hip hop. Suas referências sonoras transitam entre ícones internacionais como Childish Gambino, Kanye West, Brockhampton, Outkast e The Neptunes, além de referências do rap baiano como Baco Exu do Blues.
Antes de se consolidar na música, a trajetória artística de Matchola começou ainda na infância, por meio do desenho e da edição de vídeo. Após passar pelo mercado de trabalho formal, encontrou na produção musical sua verdadeira vocação. De forma completamente autodidata, aprendendo por tutoriais no YouTube por não ter recursos para pagar um produtor, passou a compor batidas, gravar, mixar e masterizar suas próprias faixas diretamente do seu quarto.
Essa autonomia deu origem a uma discografia marcante. O álbum OK Tchola destacou-se por uma estética experimental influenciada pelo rap industrial de JPEGMAFIA e Death Grips, além da inspiração conceitual do disco OK Computer, do Radiohead. Em seguida, o álbum Zero Bala trouxe uma proposta mais sóbria, coesa e pop, focada no pertencimento baiano e na autoaceitação. A caminhada do artista reúne colaborações orgânicas, além da realização de uma turnê pelo Sudeste. Um marco recente de sua carreira foi a gravação do Spotify Sessions, com direção musical de Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, a quem Matchola considera um amigo e mentor. Atualmente contratado pela gravadora Warner, o artista vive a transição do circuito underground para uma estrutura de lançamento mais planejada, mantendo seu processo criativo característico de transformar vivências pessoais em letras melancólicas sobrepostas a batidas alegres.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o artista falou sobre suas influências, o momento transitório em que vive na sua carreira, além dos próximos passos daqui para frente.
O DJ Alok publicou nesta sexta-feira, em sua conta no X (antigo Twitter), uma denúncia em relação às dificuldades enfrentadas por povos originários para votar no segundo turno. Segundo o artista, ele recebeu a informação de que muitas aldeias estão passando por problemas logísticos e falta de recursos para que seus povos possam votar no domingo.
O artista afirmou que se prontificou a pagar pelo transporte, porém a legislação eleitoral não permite esse tipo de incentivo privado no período eleitoral. “As prefeituras e os órgãos da Justiça Eleitoral precisam garantir que todos tenham condições de chegar às urnas, ou, afinal, os povos indígenas ajudaram a construir a história deste país e não podem ser excluídos das decisões que vão definir o seu futuro”, disse o DJ. “A democracia não começa na contagem dos votos, começa garantindo que todos possam chegar às urnas. Contamos com o Tribunal Superior Eleitoral neste momento”, finalizou.
Alok é conhecido por seu ativismo, principalmente na causa ambiental. O artista integra a lista da revista Time dos 100 líderes climáticos mais influentes do mundo, além de ter um trabalho local com aldeias indígenas há anos. Em 2024, o DJ lançou o projeto “O Futuro é Ancestral”, álbum indicado ao Grammy Latino, feito em parceria com oito etnias indígenas brasileiras.
As deputadas federais Sonia Guajajara (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolaram no dia 9 de outubro um ofício no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo que fossem tomadas medidas urgentes para assegurar que os indígenas pudessem votar no segundo turno das eleições. As parlamentares relataram que lideranças indígenas de Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco e Amazonas disseram que o transporte oferecido foi inadequado e insuficiente.
Alceu Valença publicou uma nota de repúdio nesta sexta-feira (23) contra a utilização da canção “Anunciação” em vídeos de divulgação de atos a favor da campanha política de Flávio Bolsonaro à presidência da república. O conteúdo foi compartilhado pelos perfis de Gilson Machado e do Bloco 22 e é relacionado ao evento realizado no dia 22 de outubro no Recife.
“Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores", diz o comunicado. Segundo a nota, Alceu Valença já demonstrou publicamente seu apoio à reeleição do presidente Lula, ressaltando que a associação da música com a campanha adversária pode fazer com que o público tenha “uma percepção equivocada sobre seu posicionamento”.
O músico destaca que, independentemente de divergências políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas.
Ainda segundo a nota, os conteúdos relacionados ao caso foram denunciados ao Instagram, exigindo a retirada imediata do vídeo e da música e que os responsáveis não utilizem novamente nenhum material artístico produzido pelo cantor sem sua autorização. O comunicado finaliza pedindo para que o público não engaje com os vídeos e que denuncie o conteúdo.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:
Alceu Valença e sua representação repudiam o uso não autorizado da canção “Anunciação” em vídeo divulgado pelos perfis de Gilson Machado e do Bloco 22, relacionado ao evento realizado em 22 de outubro na Praia de Boa Viagem, no Recife.
Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores.
Alceu Valença já manifestou publicamente seu apoio ao presidente LULA. Associar sua música à promoção de um ato ligado à candidatura adversária pode induzir o público a uma percepção equivocada sobre seu posicionamento.
Independentemente de diferenças políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas.
O conteúdo já foi denunciado ao Instagram. Exigimos a retirada imediata do vídeo com a canção e que os responsáveis se abstenham de utilizar novamente a obra de Alceu Valença sem a devida autorização.
NÃO ENGAJE. Caso o vídeo chegue até você, denuncie à plataforma. Não assista, curta, comente ou compartilhe, para não ampliar seu alcance.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.


