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"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar
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Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
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Paulo Dourado
Jornalista em formação no Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Possui experiência no portal Varela Net. É um dos fundadores do projeto "Podjogar".
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A definição sobre a composição da chapa governista na Bahia segue sem solução. Com as vagas ao Senado praticamente definidas, com a tentativa de reeleição de Jaques Wagner (PT) e a indicação do ex-governador Rui Costa (PT), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmado como cabeça de chapa, o único posto em aberto é o de vice-governador.
A permanência de Geraldo Jr. (MDB) na vaga, no entanto, ainda não está garantida. Nem mesmo a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado, na quinta-feira (2), foi suficiente para destravar o impasse, o que mantém em aberto a possibilidade de mudança na composição.
Diversos nomes já foram cogitados para substituir Geraldo Jr. Entre eles, o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), que teria recusado o convite em mais de uma ocasião. Também surgiu a possibilidade de articulação com o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que poderia migrar para a base governista e indicar um nome, nos bastidores, o mais citado é o do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD).
Outro nome ventilado é o do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), apoiado por prefeitos do interior. Também aparecem entre os cotados os deputados estaduais Alex da Piatã (PSD) e o ex-presidente da AL-BA Adolfo Menezes (PSD).
Caso seja substituído, Geraldo Jr. não será o primeiro vice a ser retirado de uma chapa durante uma tentativa de reeleição na Bahia. Em 1998, o então vice-governador César Borges assumiu o governo poucos meses antes das eleições e disputou o pleito como titular, sendo reeleito. Naquele momento, não houve indicação de vice em seu primeiro mandato; posteriormente, Otto Alencar (à época no PL, hoje no PSD) ocupou o posto.
Situação semelhante ocorreu no governo de Jaques Wagner (PT). No primeiro mandato (2007–2010), o vice foi Edmundo Pereira Santos (PMDB). Já na tentativa de reeleição, Wagner mudou a composição e escolheu Otto Alencar como vice, após o rompimento com o PMDB liderado por Geddel Vieira Lima, que lançou candidatura própria ao governo.
O cenário atual ganhou novos contornos após desgaste envolvendo Geraldo Jr., que teria solicitado a aliados, em um grupo de WhatsApp, a divulgação de críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. O episódio ampliou as especulações sobre sua possível substituição.
Segundo apuração, reuniões internas foram realizadas ao longo da semana para tentar fechar a composição. Na segunda-feira (30), interlocutores chegaram a indicar que o nome de Geraldo Jr. seria mantido, inclusive com sinalizações ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. No entanto, o acordo teria sido interrompido após intervenção de Rui Costa, que, segundo relatos, mantém resistência ao nome do vice.
Mesmo após novo encontro no Palácio de Ondina, já com a presença de Lula, não houve definição. Com isso, o impasse permanece, e a escolha do vice segue como principal ponto de tensão na formação da chapa governista para 2026.
O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), anunciou nesta quarta-feira (1), por meio das redes sociais, a liberação de candidatos a deputado estadual e federal no Ceará para apoiarem, nas eleições de 2026, os nomes que preferirem, independentemente de alinhamento com a federação União Progressista (PP-União Brasil).
Na publicação, Ciro afirmou que não haverá punições internas para candidatos que decidirem apoiar projetos políticos diferentes da posição majoritária da federação. Segundo ele, qualquer manifestação de apoio não poderá ser enquadrada como infração disciplinar.
O movimento pode também trazer repercussões na Bahia. A liberação pode abrir o precedente para que candidatos a deputado estadual e federal no estado também possam apoiar a candidatura ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Federado ao União Brasil, o PP agora está sob o comando de Cacá Leão na Bahia, após o desligamento do deputado federal Mario Jr. da presidência do partido.
Inclusive, o parlamentar ainda busca uma legenda para disputar a reeleição. Recentemente, ao Bahia Noticias, Mario sinalizou que tem debatido com alguns partidos, com bom encaminhamento para comandar o Podemos na Bahia, tentando obter mais um mandato.
Outro nome envolvido nas movimentações é o deputado federal Cláudio Cajado, que chegou a ter negociações avançadas com o PSD, partido liderado pelo senador Otto Alencar. A articulação contou com a participação do senador Jaques Wagner e previa que Cajado ocupasse o espaço político deixado por Diego Coronel na legenda, além de abrir possibilidade de inserção mais imediata na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A decisão de Ciro também pode impactar diretamente os chamados “egressos do PP” na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), grupo formado por deputados que passaram a buscar novas siglas após a federação. Entre eles está Niltinho, que já se filiou ao PSD.
O deputado Hassan Youssef, por sua vez, decidiu permanecer no PP, influenciado pelo cenário político de Jequié, onde o prefeito Zé Cocá, principal liderança de sua base, se alinhou à oposição e passou a integrar a chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) como pré-candidato a vice-governador.
Já os deputados Antônio Henrique e Eduardo Salles ainda não definiram seus destinos partidários e seguem em diálogo com legendas da base governista.
O governo da Bahia adiou para 22 de abril a sessão pública da licitação que vai definir a empresa responsável pelas obras do Memorial da Democracia, na área da Balança do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Inicialmente, o leilão estava previsto para esta quarta-feira (1), segundo a Secretaria da Administração do Estado (Saeb). De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, o adiamento ocorreu pela necessidade de divulgação das composições de preços, ainda não disponibilizadas.
As empresas interessadas podem enviar propostas no sistema eletrônico até as 10h do dia 22. O critério de julgamento será o maior desconto sobre o orçamento de referência, estimado em R$ 5,43 milhões. Propostas abaixo de R$ 4,07 milhões (75% do valor) serão consideradas inexequíveis. Já ofertas inferiores a 85% do orçamento (R$ 4,61 milhões) exigirão garantia adicional do licitante vencedor.
O processo prevê etapa de lances, seguida de negociação com o vencedor provisório e envio de documentação complementar.
A licitação ocorre após a contratação emergencial de serviços de escoramento da estrutura do prédio, projetado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, em 1974. O contrato, firmado sem licitação, tem valor de R$ 1,78 milhão e duração de 10 meses.
Os primeiros “problemas” estruturais já haviam sido divulgados pelo Bahia Notícias, em 2007. O engenheiro Antônio João Leite, apontou que, a estrutura da Balança, que é semelhante à da Estação da Lapa, poderia se romper. “Aquilo é uma ‘bomba-relógio’”, disse Leite, defendendo reparos na estrutura do edifício, localizado no CAB.
Depois disso, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou, em setembro de 2025, que um equipamento cultural seria construído na área.
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou, nesta segunda-feira (30), que apoiará o ex-prefeito de Salvador ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia.
A declaração foi feita durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência.
“Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, disse.
No estado, o PSD é comandado pelo senador Otto Alencar, que já declarou apoio à chapa governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
O deputado estadual Niltinho (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (30), que a migração conjunta de parlamentares que deixaram o PP após a federação com o União Brasil acabou não se concretizando após impasses nas negociações com o PSB. O grupo incluía os deputados Antônio Henrique, Hassan Youssef e Eduardo Salles.
Em entrevista ao projeto Prisma, Niltinho disse que os quatro planejavam seguir juntos para uma nova legenda e chegaram a conversar com partidos como PDT, PSD, Avante e Podemos. Segundo ele, o PSB era uma das principais opções, e houve inclusive reunião com o presidente nacional da sigla, João Campos.
“O plano era irmos juntos, os quatro, para uma nova agremiação”, afirmou.
A articulação, no entanto, foi alterada após mudanças no cenário político em Jequié, o que levou Hassan a permanecer no PP por causa de sua base eleitoral. Com isso, os demais deputados voltaram a reavaliar as alternativas.
De acordo com Niltinho, a possibilidade de ida ao PSB avançou, mas acabou descartada após cálculos eleitorais. “Manter juntos poderia colocar eleição em risco”, disse.
Ele afirmou ainda que, diante do cenário, o grupo decidiu liberar cada integrante para escolher o partido com maior viabilidade política. “Tomamos a decisão de que cada um seguiria o caminho de maior conforto”, declarou.
Niltinho acabou se filiando ao PSD, partido que, segundo ele, já era uma preferência. Os demais deputados ainda não anunciaram suas definições.
O leilão do antigo Centro de Convenções da Bahia, marcado para a próxima quinta-feira (26) em Salvador, tem gerado questionamentos de associações de moradores e profissionais do setor. Entre os principais pontos de crítica estão a presença de uma Área de Preservação Permanente (APP) no terreno e a escolha do leiloeiro responsável pelo processo.
O imóvel, localizado entre os bairros Jardim Armação, Stiep e Costa Azul, possui cerca de 287 mil m² e valor mínimo estipulado em R$ 141,3 milhões, conforme edital publicado pela Secretaria da Administração da Bahia. Do total, aproximadamente um terço corresponde a uma APP, que não poderá ser alterada pelo futuro arrematante.
APP
Associações dos bairros envolvidos apontam falta de garantias concretas para a preservação da área, que inclui dunas e ecossistemas sensíveis. Segundo documentos enviados ao Bahia Notícias, cerca de 87% da APP é composta por floresta degradada, sem previsão, no edital, de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) ou estudos ambientais detalhados.

As entidades também criticam a ausência de exigências como licenciamento ambiental, Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção e outras garantias. De acordo com as associações, a área é estratégica para a proteção contra erosão costeira, contenção da salinização do solo e recarga de aquíferos, o que demanda medidas específicas de recuperação e preservação.
Em nota, a Saeb afirmou que a APP não poderá ser afetada e que o futuro comprador deverá cumprir toda a legislação ambiental vigente. A fiscalização ficará a cargo do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e de órgãos municipais.
Veja a nota completa da Saeb:
A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) esclarece que o Edital nº 001/2026, de leilão do antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB), determina, em seu Termo de Referência (Anexo 1), que a Área de Preservação Permanente (APP) integrante do terreno não poderá ser afetada por ações do arrematante.
O documento ressalta ainda que, ao adquirir o imóvel, o arrematante passará a ser responsável por cumprir as obrigações estabelecidas pelas Leis Federal nº 12.651/2012 (Código Florestal) e Estadual nº 10.431/2006, no que diz respeito a promover o uso sustentável e a compatibilização das atividades humanas com a conservação ambiental.
Entre as exigências da legislação, estão, por exemplo, a obediência ao zoneamento ambiental e a manutenção da vegetação nativa com respeito às áreas de reserva legal. Neste contexto, a fiscalização e acompanhamento do cumprimento destas obrigações é de responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia – Inema, bem como dos órgãos municipais competentes.
LEILOEIRO
Outro ponto de controvérsia envolve a definição do leiloeiro. Documentos indicam que o primeiro sorteado, Teófilo Santos de Jesus, não foi o responsável final pelo certame. Em seu lugar, assumiu o segundo sorteado, Rudival Almeida Gomes Junior.
Um grupo de leiloeiros chegou a apresentar pedido de impugnação, que foi negado pela Saeb. Segundo a secretaria, o primeiro sorteado não cumpriu o prazo regulamentar de cinco dias úteis após a comunicação inicial, o que configurou recusa tácita. Com isso, um novo sorteio foi realizado, resultando na escolha de Rudival.
Confira nota da Saeb:
A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) esclarece que o leiloeiro inicialmente sorteado, Teófilo Santos de Jesus, não cumpriu o prazo regulamentar estabelecido no Edital de Credenciamento nº 002/2024 para a assinatura da Convenção do Leilão, que é de cinco dias úteis após a comunicação inicial e disponibilização da minuta do documento.
De acordo com o Termo de Referência do processo de credenciamento, o descumprimento deste prazo implica em recusa tácita da empresa credenciada. Como consequência - e atendendo à própria determinação do Termo - foi necessária a realização de um novo sorteio, via sistema, que teve como contemplado o sr. Rudival Almeida Gomes Junior.
Vale ressaltar que o credenciamento visava inicialmente à execução de um outro leilão que não se concretizou. Como resultado, o profissional foi convocado para exercer a mesma função no atual leilão do antigo Centro de Convenções, conforme procedimento regular, previsto também no próprio Termo de Referência.
O leilão segue mantido para esta semana.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu de concorrer à Presidência da República nesta segunda-feira (23). Em nota, o político afirmou que tomou a decisão no domingo à noite, “após profunda reflexão com sua família”. Ele já teria comunicado o posicionamento ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
A decisão ocorre quatro dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, declarar apoio ao nome do senador Sergio Moro (União) para disputar o governo do estado. Moro deve se filiar ao PL em breve.
“O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele”, declarou Flávio.
Com a decisão de Ratinho Jr. de permanecer à frente do governo do Paraná, o PSD deve anunciar nos próximos dias que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato do partido a presidente da República. Segundo colunista Lauro Jardim, de O Globo, a decisão já teria sido tomada pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Ainda de acordo com o colunista, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já teria sido comunicado da decisão de Kassab de investir na candidatura de Ronaldo Caiado. Leite era um dos três nomes do PSD que postulavam a vaga na disputa presidencial.
A desistência de Ratinho Jr. e a decisão favorável a Caiado devem levar Eduardo Leite a anunciar candidatura pelo Senado no Rio Grande do Sul. As pesquisas mais recentes mostraram Eduardo Leite liderando a disputa por uma vaga ao Senado no Estado.
A decisão de Ratinho Jr. de sair do pleito e a escolha de Ronaldo Caiado é a segunda grande reviravolta nesta pré-campanha à presidência da República. A primeira foi a aparente desistência de Tarcísio de Freitas em função do apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro a seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Caiado ainda não se pronunciou sobre eventual escolha de seu nome como candidato do PSD. Nesta segunda (23) o governador vem cumprindo uma série de agendas no estado de Goiás, com entregas à população junto com a primeira-dama, Gracinha Caiado, que deve ser candidata ao Senado.
Antes da desistência de Ratinho Jr. Ronaldo Caiado já havia anunciado que sairia do governo de Goiás no dia 31 deste mês. Caiado deixará o governo no comando do seu vice, Daniel Vilela, que será candidato à reeleição em outubro.
O deputado federal Bacelar (PV) detalhou, nesta segunda-feira (23), os motivos que levaram ao fim das negociações para sua possível ida ao Podemos. Segundo ele, a mudança só ocorreria caso houvesse garantia de maior protagonismo na legenda.
“Em um determinado momento, a articulação do governo formando chapas levantou a possibilidade de meu nome ir para o Podemos. O que eu sempre coloquei foi que eu precisaria de um certo conforto, já que seria uma chapa pronta. Precisaria assumir o partido no estado”, declarou ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
De acordo com o parlamentar, a troca representaria sair de uma situação consolidada no Partido Verde para um cenário incerto. Ele destacou que mantém identificação com o PV, tanto pelas bandeiras quanto pelas relações construídas dentro da sigla.
“Seria muito difícil sair do PV. O partido, as bandeiras e as relações me agradam. Eu ia sair de uma situação confortável para uma situação incerta”, afirmou.
O suspeito de participar da morte da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, identificado como Rodrigo Faria Sena dos Santos, teve a prisão temporária mantida após audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (20).
Segundo decisão obtida pelo Bahia Notícias e assinada pelo juiz Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, há existência de provas de materialidade e indícios de autoria do crime atribuídos ao suspeito, conhecido como “Farinha”, o que justifica a manutenção da custódia.
De acordo com a decisão, também foi determinada a transferência do investigado, que deixará a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), na capital baiana, para o sistema prisional, conforme as normas vigentes. Ele deve permanecer à disposição da Vara do Júri e Execuções Penais da Comarca de Lauro de Freitas.
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, descartou a possibilidade da participação de um rodoviário vizinho da adolescente Thamires Pereira, de 14 anos, na morte da jovem. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19), Damasceno foi questionado sobre o linchamento sofrido pelo homem por populares no Jardim das Margaridas e afirmou que ele não está entre os investigados.
À imprensa, o delegado declarou que nunca informou que o rodoviário estaria entre os suspeitos. O diretor do Depom disse que ele foi ouvido pela polícia sob a condição de d testemunha e pediu que a população deixe as investigações “para o Estado”.
“Eu nunca informei que o rodoviário estava sendo investigado. O que aconteceu é que, durante o processo, a gente ouve todo mundo. Como ela realmente parou lá [na casa dele], então era necessário ouvir o rodoviário, mas não sob o aspecto de investigado. Então seria uma surpresa muito grande para a gente se mais tarde conseguir identificar qualquer participação deles no fato. Está muito arriscada essa forma da população de querer agir por violência, por vingança, eles têm que deixar que é o Estado que faça essa investigação”, disse o delegado.
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Damasceno reforçou que a jovem “passou” na residência do rodoviário, mas não chegou a entrar na casa. Segundo ele, existem suposições dos investigadores de que Thamires possa ter encontrado o homem apenas para sinalizar para onde estava indo, visto que era conhecida pela família. O delegado também afirmou não entender as razões para o linchamento do rodoviário por populares.
“Ela só passou na casa dele, não entrou e seguiu direto. As câmeras foram verificadas por um período bem longo, mas ela não voltou para a casa dele. Ela foi para o outro lado. Então, não sei por que estão associando esse rodoviário ao crime. A gente até acredita que, de repente, ela passou na casa do rodoviário, até, de repente, para pedir ajuda ou para comunicar para onde ela estava indo, porque era uma pessoa conhecida da família. É só uma suposição. Então, a gente, dentro dessa linha de raciocínio, não cabe o rodoviário”, explicou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).