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Laiane Apresentação
Graduanda em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da UFBA. Fundadora e redatora do blog literário Estreia.
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O sextou para quem curtiu um samba específico de Salvador terminou mais do que especial. A cantora baiana Ivete Sangalo aparece inesperadamente na Casa D’Italia, onde participou da apresentação do cantor Noelson do Cavaco.
Ao lado do cantor, Veveta cantou sucessos de samba como “O Bem”, de Arlindo Cruz, e “Jogo de Sedução”, de Exaltasamba. Nas redes sociais, fez questão de elogiar o anfitrião. “Que delícia sua roda de samba, muito feliz”, compartilhou.
“Sextou e ela no samba #iveteclareou, Noelson do Cavaco bom demais quando a sente se encontra”, escreveu ainda em uma outra publicação de suas redes sociais. Em meio a sua turnê Ivete Clareou, o próximo show será em Pernambuco, no dia 18 de abril.
“O tempo se dilata como um fio, cordão, elástico, caminho, estrada que nos transporta”, diz a composição “Samba do Tempo”, de Alceu Valença. A música, lançada em 2005 no álbum “Embolada do Tempo”, ainda revela muito sobre a perspectiva do cantor 21 anos depois.
Prestes a completar 80 anos no dia 1º de junho, o artista se apresenta com a turnê “80 girassóis” na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, nesta sexta-feira (10). Na mesma composição, ele afirma que “a gente segue o tempo e ninguém nota, seus caminhos, suas rotas, por onde o tempo seguiu. Depois quer viver tudo que viu, vai bater na mesma porta de onde um dia saiu".
Ao BN, o cantor explica que, para ele, o tempo tem muitas portas. “Tem a minha porta da casa do Riachão, de papai, onde eu podia bater pra voltar no tempo. Tem o tempo Recife, onde morei. O tempo Olinda, onde às vezes eu moro. O tempo Rio de Janeiro, onde vão bater na orla do Rio. O tempo Paris, onde eu morei, batia na porta de um apartamento”, explica.
“O tempo, eu acho que ele vai pra frente, vai pra trás, ninguém sabe a questão do tempo não”, completa Alceu. Dono de grandes clássicos como ‘La belle de jour’, ‘Anunciação’ e ‘Morena Tropicana’, sua trajetória é tão extensa que se tornou enredo de documentário - de Lírio Ferreiro - e de musical - de Duda Maia.
De Pernambuco, da região do sertão profundo, o cantor teve contato com similaridades culturais com Salvador, onde visitou pela primeira vez durante seu período universitário. “Na terra de Glauber Rocha tem cordéis, eles fazem cantadas, tem cantadores, tem tudo isso”, explica o artista.
“Lá nós temos uma cultura que veio de Portugal. Às vezes a gente tenta negar isso, né? Aqui também tem. Então eu acho que existe uma similitude entre o Pernambuco e a Bahia, como existe entre Pernambuco e Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com Sergipe, a Bahia e o Pernambuco”, completa Alceu.
Com quase 8 décadas de vida e na música desde 1970, após participar do Festival Internacional da Canção de 1969, o cantor também utiliza o tempo como guia para o repertório do show, que já passou por Rio de Janeiro e São Paulo.
“Eu segui uma linha do tempo, quase uma linha de tempo cinematográfica. Então eu começo com uma música de quando eu comecei, da década de 70, depois você vai com o tempo passando pelo tempo São Bento, da minha terra, depois vai acontecer o tempo Recife, depois vai acontecer o tempo Rio de Janeiro, o tempo Paris”, conta o artista.
Sem perspectivas de pausa ou despedidas em sua carreira futura, o cantor encarou ao longo da trajetória grandes mudanças sociais e políticas. Uma delas, é a dinâmica da internet e redes sociais.
Tendo demorado cerca de 10 anos - que neste período possuía lançamentos de álbuns, a Ditadura Militar em curso, um exílio voluntário à Paris e até mesmo uma peça - para que sua carreira obtivesse o primeiro grande sucesso de gravação, o cantor explica que não se daria tão bem com as redes sociais.
Seu primeiro disco lançado foi em colaboração com Geraldo Azevedo, “Quadrafônico”, em 1972. A partir daí, entre 1972 e 1998, cerca de 18 álbuns foram produzidos e lançados. Ao BN, o cantor cita alguns primeiros, como “Molhado de Suor” (1974), “Saudade de Pernambuco” (1979), “Coração Bobo” (1980) e “Cinco Sentidos” (1981).
“Quando a internet chegou, aí começaram a existir virais”, contou. Esses virais, para o cantor, são complicados de se entender ou prever, o que dificulta o caminho dos artistas nas redes sociais.
“O viral ninguém entende o que é. Porque se acontecesse viral e fosse uma coisa muito lógica… vamos dizer, o filho de um artista internacional bilionário, o artista ia colocar o filho dele pra poder cantar. Acontece que ninguém sabe, porque viral é viral”, argumentou.
“O viral é uma coisa que acontece, mas ninguém sabe porque e como acontece. É complicado. Mas o que acontece? Muitas pessoas, evidentemente, que tem muito talento, não consegue colocar a cara de fora porque é uma outra história, muito difícil”, completa.
Se você sentiu o clima de Salvador se tornar mais poético e alegre, talvez seja pois está presente na cidade o quase octogenário Alceu Valença. Pernambucano referência para a música brasileira, dono de sucessos como “Anunciação” e “Tropicana”, o artista fará, na próxima sexta-feira (10), o show de sua turnê “80 Girassóis”.
Ao longo de 80 anos de vida e trajetória, Alceu acompanhou grandes nomes surgirem e também se despedirem na música. Em conversa com o Bahia Notícias, o cantor revelou acompanhar bem pouco a nova geração de artistas.
“Eu acompanho muito pouco isso porque é tanta gente que eu não posso… É como dizia Raul Seixas, daqui: ‘É tanta coisa no menu, que eu não sei o que comer’. Agora, acompanho alguns artistas sensacionais que eu conheço né, são nordestinos, do Rio Grande do Norte, da Paraíba, do Pernambuco”, explicou o veterano.
Entre os artistas citados pelo cantor estão Juliana Linhares, Madu, Natasha Falcão, Albério, Juba Valença. O dono de “La Belle de Jour” explica ainda sobre as dificuldades de se iniciar uma carreira.
“Uma carreira, ela começa muito vagorosamente, viu? Vamos dizer, eu fui pro Rio de Janeiro em 1970. Em 69, eu já tinha participado do Festival Internacional da Canção, aí gravei e tal, mas minha carreira só decolou realmente quando eu volto em 1980”, relembra o compositor.
O artista viu o início de sua carreira coincidir com o período da ditatura militar brasileira que durou de 1964 a 1985 e teve sua música influenciada, de certa maneira, pelo contexto político da época.
Anos depois, em um contexto político polarizado e ativo, o cantor revelou entender a influência da política nos artistas da nova geração de maneira diferente. “Naquela geração tinha a questão da Ditadura, que era mais complicado do que estamos passando hoje. O que acontece é o seguinte: eu acho que as coisas estão muito diluídas hoje através da questão da internet”, contou.
“Eu acho que a política é uma coisa importante. Muito importante as pessoas serem politizadas e para poder elas reinvidicarem seus direitos. Agora, tá bem complicado porque ás vezes você vai dar uma opinião e sempre vai ter alguém pra contestar”, adicionou Alceu.
As redes sociais influenciam ainda no modo como as carreiras dos artistas seguem. Sobre as plataformas digitais, coisas recentes para quem completará em junho 80 anos, Alceu contou que pode tornar mais fácil para o artista começar sua carreira, mas “a concorrência é brutal”.
“Vamos dizer que exista um artista que ele seja muito bom, muito criativo, maravilhoso e tal, mas você está em um hotel em outro canto, convivendo com seus amigos de internet e vai conhecer outras pessoas que talvez não tenha o mesmo valor do que aquele que não foi oferecido”, explicou.
O baiano Leandro Boneco retornou a casa do Big Brother Brasil no final da tarde desta quarta-feira (8), após precisar de atendimento médico às 7 horas da manhã.
O participante do reality da TV Globo sentiu dores no peito e pediu por atendimento médico no confessionário da casa e precisou realizar alguns exames médicos fora da casa.
“Foi alguns exames pra ver como que tava depois de ontem”, explicou o baiano. “É bom ver vocês”, compartilhou o brother ao reencontrar os outros participantes da casa.
De “Harry Potter” e “Jogos Vorazes” à “Auto da Compadecida” e “Capitães de Areia”, o Ministério da Educação lançou na última semana, o MEC Livros, uma biblioteca digital que oferta quase oito mil obras literárias para empréstimos gratuitos com o objetivo de ampliar o acesso à leitura no país.
Em formato digital, as obras literárias estão gratuitas na plataforma e incluem desde clássicos literários brasileiros e internacionais em domínio público à sucessos best-sellers da literatura juvenil e new adult.
O aplicativo foi lançado no fim de semana e tomou conta das redes sociais com leitores compartilhando sua experiência na plataforma e entrando em filas de espera para empréstimos de obras como “A Cabeça do Santo”, de Socorro Acioli, e “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen.
Segundo o presidente Luís Inácio Lula da Silva, a biblioteca digital é “acessível para estudantes, professores, pesquisadores e qualquer pessoa apaixonada por letura”.
Para utilizar a plataforma, disponível em site ou aplicativo, é simples: basta entrar no site meclivros.mec.gov.br ou no app MEC Livros pelo login do gov.br. e selecionar o exemplar desejado. O usuário tem até 14 dias com a obra, que podem ser renováveis por mais 14 dias.
Caso o exemplar já tenha atingido seu limite máximo de empréstimos, o usuário possui a opção de entrar na fila de espera para a obra. É possível utilizar o aplicativo por celular, tablet ou no pc pelo site. Além disso, o aplicativo disponibiliza uma área do usuário onde contabiliza os dias seguidos lendo, além da quantidade de páginas, livros e horas - similar a aplicativos como Kindle e Skoob.
Confira alguns livros brasileiros disponíveis na plataforma:
- Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
- As Meninas - Lygia Fagundes Telles
- Meu livro de cordel - Cora Coralina
- Perifobia - Lilia Guerra
- Chupim - Itamar Vieira Junior
- Coração sem medo - Itamar Vieira Junior
- Amoras - Emicida
- Capitães da Areia - Jorge Amado
- Auto da compadecida - Ariano Suassuna
- S. Bernado - Graciliano Ramos
- Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
- Senhora - José de Alencar
- Macunaíma - Mário de Andrade
- Enquanto eu não te encontro - Pedro Rhuas
- Cinco Júlias - Matheus Souza
Confira algumas obras internacionais disponíveis na plataforma:
- O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
- Vermelho, Branco e Sandre Azul - Casey McQuiston
- Gente Pobre - Fiódor Dostoiévski
- Orgulho e Preconceito - Jane Austen
- O Corcunda de Notre Dame - Victor Hugo
- A Dama das Camélias - Alexandre Dumas
- Eu Beijei Shara Weeler - Casey McQuiston
- É assim que se perde a guerra do tempo - Max Gladstone, Amai El-Mohtar
- Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven
Retira-se a Amsterdan, o Bombar e a San. Em uma viagem pontual, a imersão nesta matéria deve te levar para outra Salvador. Uma Salvador gerida por Osvaldo Veloso Gordilho, com um trio elétrico recém-criado, sem a forte presença turística e onde a vida noturna ainda se concentrava em seu Centro Histórico, com uma forte elite intelectual e boemia.
Nada de Rio Vermelho, Imbuí ou Pituba. Nessa Salvador, o jovem soteropolitano - em especial homem, apesar de já ter passado pela primeira onda do feminismo no país - saía do Elevador Lacerda, desfilava em seus trajes mais belos e completos pela Rua Chile e só encerrava sua farra sob a luz do sol após sair do Cabaré Tabaris, ou Tabaris Night Club.
Dentre 1930 e 1960, a vida noturna e intelectual de Salvador ocorria por essas ruas e largos. A Rua do Cabeça, a Praça Castro Alves… Eram nessa região que as casas de chá, as sorveterias e as casas norturnas se reuniam e misturavam-se como parte da vida soteropolitana que hoje já não existe da mesma maneira.
É com essa Salvador em mente e com um foco especial no Tabaris, que a Fundação Gregório de Mattos monta uma de suas ações comemorativas de 40 anos de existência. A FGM organiza para o público e seus funcionários, o Tabaris Night Show, que será realizado na antiga casa Tabaris - que fechou suas portas em 1968 após anos como a queridinha da noite soteropolitana.
“A nossa ideia também é resgatar esses movimentos, atualizar e deixá-los contemporâneos para que eles possam se comunicar com toda essa nova geração também”, explica Fernando Guerreiro, atual presidente da Fundação.
A ideia da fundação é simples: homenagear o local que abrigou, anos antes, o Teatro Gregório de Mattos - atualmente, um dos aparelhos culturais da Fundação de mesmo nome do poeta baiano também conhecido como Boca de Brasa.
“Trazer de volta esse cabaré que foi um, sei lá, eu diria até que foi um centro cultural, não é essa palavra… mas um grande ponto de encontro de artistas que funcionou durante muito tempo e está esquecido”, conta Guerreiro.
Como uma deixa para essa ação, que acontecerá mensalmente a partir de maio, o Bahia Notícias resolveu proporcionar uma viagem no tempo e relembrar o cabaré/casa noturna que se tornou ponto de encontro da boemia soteropolitana enquanto esteve em funcionamento.
Atrás do antigo Cine Guarani - hoje o Cine Glauber Rocha, em frente a Praça Castro Alves, o Tabaris recebeu ao longo de sua trajetória grandes nomes brasileiros como o sambista Jamelão, a cantora Ângela Maria, além de ter se tornado, em seus últimos anos, propriedade de Sandoval Leão de Caldas, ou simplesmente Sandoval, considerado na época como o “Rei da Noite”.
E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes.
Para o professor e escritor Adson Brito, autor de "Salvador tem muitas histórias", falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa.
E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam.
Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”.
Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris.
OS ANOS DE OURO
O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas.
O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente.
“Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram.
“Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito.
O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta.
A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”.
“Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson.
Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista.
Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta.
“Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz.
AS DAMAS DO TABARIS
Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece.

“Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson.
SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’
A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris.

Foto: Reprodução
Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular.
“Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito.
Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela.
O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964.
“Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.
A influenciadora digital Lore Improta revelou, nesta terça-feira (31), o nome de seu segundo filho com o cantor de pagode Léo Santana. O primeiro menino do casal se chamará Levi.
A revelação aconteceu durante um chá de bebê intimista, organizado na casa da família, com a presença de amigos próximos e parentes e foi compartilhada ao público durante live especial da dançarina e empresária no perfil do projeto Galeroca no Instagram.
Os dois anunciaram a gestação do segundo filho em outubro de 2025. Juntos, o casal já tem Liz Improta Santana, de quatro anos. O sexo do novo integrante da família foi revelado de forma grandiosa durante a gravação do DVD 'DNA de Gigante', de Léo Santana, em Salvador, quando expuseram o gênero no Elevador Lacerda.
O cantor Thiaguinho lançou, na madrugada desta sexta-feira (27), o segundo volume do projeto “Bem Black”. O novo álbum tem como artistas convidados nomes de peso como Walmir Borges, Sandra de Sá e Negra Li.
Durante coletiva de imprensa, o cantor revelou ao Bahia Notícias desejar levar participações especiais para os shows do álbum. A turnê de “Bem Black” terá início no próximo dia 11 de abril, em São Paulo, mas ainda não teve a confirmação oficial com data em Salvador.
“Gostaria de ter participações, principalmenete dos que fizeram no álbum e em outras cidades também, porque é um prazer imenso cantar com eles. Eu tive a felicidade de ter no meu álbum Walmir Borges, como eu citei anteriormente, o Gaab, que vai participar em São Paulo… Negra Li, Sampa Crew, e a nossa rainha Sandra de Sá”, declarou o cantor.
“E mesmo sem as participações especiais, o que eu quero é levar todos os lugares que eu for fazer essa turnê, principalmente nos shows grandes dessa turnê Bem Black, levar essa experiência que a gente criou e vai estrear em São Paulo, das pessoas se sentirem mesmo num baile com DJ com grupos de dança, fazer de tudo para replicar essa vontade que eu tenho, esses sonho de viver um baile”, completou Thiaguinho.
O projeto já está disponível nas plataformas de música. O cantor aproveitou ainda o momento para celebrar as últimas conquistas de sua carreira. “Tô muito feliz nesse momento de poder viver um momento pessoal incrível dentro de casa e, ao mesmo tempo, profissionalmente também viver um momento surreal”, contou.
“Sou a voz da música novela das nove da Rede Globo, agora sou a voz da música tema da Globo na Copa do Mundo. Ano passado com a maior turnê na história da música brasileira, então assim, é, eu venho vivendo um momento incrível e o Bem Black vem só para coroar isso mais uma vez”, concluiu.
O cantor Pablo recebeu um convidado especial em seu palco durante o pocket show realizado no Shopping da Bahia, nesta terça-feira (24). O artista recebem um mini-cantor chamado Levi, de 8 anos.
Durante o pocket show, o mini-fã, conseguiu realizar o sonho de cantar com a "voz romântica do arrocha" ao cantar a música "Quem ama não machuca", um dos sucessos do cantor.
Ao fim da apresentação com seu ídolo, Levi ainda ganhou um par de ingressos para curtir a "Bodega do Pablo" no próximo dia 11 de abril, que terá a presença de Silvanno Salles e Tayrone, no Wet Salvador.
Se o Corinthians tem uma diva pop para tratar como amuleto da sorte, o Flamengo passou a ter uma diva pop para rechaçar. O jogador Jorginho utilizou suas redes sociais, no último sábado (22), para criticar o tratamento de um segurança da cantora Chappel Roan para sua enteada, filha de sua esposa atual junto ao ator Jude Law.
A cantora foi uma das atrações do Lollapalooza Brasil e estava hospedada em um hotel de São Paulo, onde toda a situação teria ocorrido. Segundo o meia do Flamengo, o segurança teria abordado a criança durante o café da manhã, após a jovem se aproximar rapidamente para reconhecer a cantora.

“Por coincidência, elas estão hospedadas no mesmo hotel que essa artista [Chappel Roan]. Durante o café da manhã, a artista passou perto da mesa delas. Minha filha, como qualquer criança, reconheceu e ficou empolgada e quis ter certeza que era ela”, explicou o atleta.
Após esse movimento da criança, um segurança teria ido até a mesa das duas e falado “de forma extremamente agressiva” com a sua enteada e sua esposa “dizendo que ela não deveria permitir que minha filha ‘desrespeitasse’ ou ‘assediasse’ outras pessoas”.
“Ele ainda disse que faria uma reclamação contra elas no hotel, enquanto a minha filha de 11 anos estava chorando à mesa. Minha filha ficou super assustada e chorou”, revelou.
O jogador completou o desabafo afirmando ser triste esse “tipo de tratamento” vindo de quem deveria entender o peso que os fãs têm” e que convive há anos no futebol “com exposição” e “pessoas conhecidas” e sabe o que é “respeito e limite’.
“No fim das contas, são elas que constroem tudo isso. Espero sinceramente que isso sirva de reflexão. Ninguém deveria passar por isso, muito menos uma criança. Chappel Roan, sem os seus fãs você não seria ninguém e aos fãs, ela não merece o carinho de vocês”, completou o jogador.
O atleta é casado com Catherine Herding desde 2025, nascida na Irlanda, a cantora e estilista é ex do ator Jude Law, conhecido em Hollywood por participar de grandes obras como “X-Men” e “Sherlock Holmes”.
Após o desabafo, a situação tomou proporções ainda maiores. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, chegou a se pronunciar, afirmando que Chappel Roan “jamais se apresentará no Todo Mundo no Rio”.
No Lollapalooza, fãs a espera da artista também tomaram partido e passaram a critar “fod*-se Flamengo” em frente ao palco do festival. No Instagram, o perfil da dona do hit “The Subway” foi tomado por brasileiros que criticaram a atitude da artista.
Em meio a toda confusão, a esposa do jogador compartilhou que decidiram não comparecer ao show no sábado. Em seu perfil, Catherine publicou um registro da filha no dia anterior, quando foi assistir a perfomance de Sabrina Carperter.
Ao fim de sua participação no Festival, a Chappel Roan ainda fez questão de agradecer a sua equipe de segurança. “E obrigada a minha equipe, a segurança e minha banda, e a todos nos bastidores, que demanda tantas pessoas, então obrigada”, disse ao encerrar o show.
A declaração foi tomada por alguns internautas como um posicionamento em relação a situação envolvendo Jorginho e a enteada. “Falar isso foi definitivamente uma escolha”, afirmou uma seguidora. “Ela dobrou a aposta, quero ver se vai sustentar”, comentou outro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que o Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata”. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo.