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Thiago Tolentino
Formado em Jornalismo pela UNIFTC e pós-graduando em Jornalismo Esportivo e Multimídia pela Unifacs, atuou como estagiário no portal IN Magazine da Record TV, onde cobriu as editorias de esportes, cinema e música. Também exerceu a função de estagiário de mídias sociais no BN Hall. Atualmente, como repórter do Bahia Notícias, é colunista esportivo na Rádio Antena 1 Salvador 100.1 FM no programa "Bahia Notícias no Ar" e um dos apresentadores do podcast "BN na Bola".
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A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19), teve um significado especial para Endrick. Mesmo sem confirmar o primeiro gol em Copas do Mundo o atacante viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao estrear em um Mundial com a camisa da Seleção Brasileira.
Após a partida, o jogador celebrou a oportunidade de entrar em campo e destacou a emoção compartilhada com a família.
"Fico muito agradecido por Deus. Uma estreia maravilhosa para mim, onde pude entrar, pude jogar uma Copa do Mundo. Agradeço muito a Deus. Foi um momento maravilhoso para mim e para a minha família", comemorou.
Questionado sobre o destino da camisa utilizada na partida, Endrick revelou que a lembrança já tem lugar reservado.
"A camisa está com minha família, minha esposa e meu moleque. Isso vai ficar marcado para sempre na minha vida", disse.
O atacante entrou durante o segundo tempo, no lugar de Matheus Cunha, e participou das ações ofensivas da equipe. Em uma delas, chegou a marcar o que seria o quarto gol brasileiro na Filadélfia, mas a arbitragem assinalou impedimento e invalidou a jogada.
Além da emoção pela estreia, Endrick valorizou a importância do resultado para a caminhada brasileira na Copa do Mundo. Com a vitória, a Seleção assumiu a liderança do Grupo C e ficou mais próxima da classificação para a fase eliminatória.
"Vitória muito importante e acho que também é muito do grupo. A gente trabalhou bastante e vamos seguir trabalhando para fazer o melhor para a Seleção", concluiu.
A tendência é que o atacante siga ganhando minutos ao longo da competição. Aos 19 anos, Endrick vive sua primeira experiência em uma Copa do Mundo e está no top 10 da lista de jovens promessas brasileiras que estrearam em Mundiais antes dos 20 anos, ao lado de Pelé, Carvalho Leite, Marco Antônio, Tostão, Altafini, Rayan, Kaká, Muller e Humbeto.
Um dos destaques da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19), Vinícius Júnior deixou o campo com motivos de sobra para comemorar. Além de marcar um gol e participar diretamente da construção do resultado, o atacante falou sobre o principal objetivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026: recolocar o país no topo do futebol mundial.
Em entrevista coletiva concedida à imprensa no Lincoln Financial Field, após a partida, o camisa 7 destacou a importância pessoal de conquistar o Mundial com a camisa da Seleção e afirmou que pretende seguir evoluindo ao longo da competição.
"Ganhar a Copa pelo Brasil significa muito pra mim. Espero poder seguir nesse nível e evoluindo para levar o Brasil ao lugar onde ele nunca deveria ter saído", declarou o camisa 7.
O atacante também comentou a lesão sofrida por Raphinha ainda no primeiro tempo. Vinícius demonstrou preocupação com o companheiro e ressaltou a importância do jogador para o grupo comandado por Carlo Ancelotti.
"Acho que foi a posterior. Muito triste pelo Rafa [Raphinha]. Sofrer lesão é sempre complicado, ainda mais com o Rafa sendo um jogador muito importante para nós. Ele sofreu muito com lesões nessa temporada e esperamos que não seja nada grave e ele siga na Copa com a gente", lamentou.
Durante o confronto, Vinícius atuou em uma função diferente da habitual, mais centralizado no ataque. Segundo ele, a mudança foi um pedido direto de Ancelotti, responsável por ajustar a equipe após a saída de Raphinha.
"Depende muito do jogo e depende muito do adversário. Hoje joguei numa posição diferente, onde o mister pediu para eu jogar por dentro, entre os dois zagueiros. A verdade é que eu não jogo muito por ali, mas sempre que o mister me pede e fala que tenho que jogar por ali eu marco gols. Tenho que escutar muito mais vezes ele. Seguramente ele vai falar para mim no vestiário que entende muito de futebol", contou Vini.
Sobre o desempenho coletivo, o atacante avaliou que a equipe mostrou evolução em relação ao empate da estreia diante do Marrocos e destacou o ganho de confiança para a sequência do torneio.
"Sem dúvida a vitória de hoje nos dá confiança para seguir evoluindo dentro da competição e tranquilidade para a próxima partida. O primeiro jogo foi um pouco diferente pelo peso da estreia. Hoje todo mundo estava mais leve. O campo estava melhor e também nos ajudou a fazer o nosso futebol", avaliou.
Vinícius também reservou elogios a Neymar, que segue em recuperação física e ainda busca condições para retornar aos gramados durante o Mundial. O atacante afirmou que a presença do camisa 10 no grupo tem papel importante nos bastidores da Seleção.
"O Ney é um jogador muito importante pra nós. Esperamos que ele possa jogar o próximo jogo. Estamos felizes com a evolução dele, e ele estar no grupo é algo muito importante pra nós. É o meu ídolo, que me deu muito suporte. Espero que possa nos ajudar no decorrer da Copa", concluiu.
Vinícius Jr chegou a três participações em gols nesta Copa do Mundo. Contando com a partida de estreia, contra Marrocos, o camisa 7 soma dois gols e uma assistência concedida.
A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti deixou Carlo Ancelotti satisfeito com a resposta da Seleção Brasileira após a atuação contestada na estreia da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador destacou a evolução coletiva da equipe, elogiou a atuação de Matheus Cunha e afirmou que, apesar da classificação encaminhada ao Mata-Mata, o foco segue totalmente voltado para o duelo contra a Escócia.
Autor de dois gols na Filadélfia, Matheus Cunha foi um dos principais assuntos da entrevista. Segundo Ancelotti, a posição ocupada pelo atacante foi pensada especificamente para explorar fragilidades do sistema defensivo haitiano.
"Acho que, para esse jogo, a posição do Matheus [Cunha] era uma boa posição para criar problemas na defesa [do Haiti]. Infiltrou muito bem, entrou na posição dele. Pode ser uma posição, mas, como falei ontem, não quero uma identidade clara. Pode ser que, no próximo jogo, possamos mudar", argumentou.
O treinador também explicou os ajustes promovidos após a saída de Raphinha ainda na primeira etapa. A solução encontrada foi aproximar Vinícius Júnior da faixa central do ataque, enquanto Douglas Santos passou a ter maior protagonismo pelo lado esquerdo.
"Colocamos o Vinícius mais por dentro, deixando o jogo por fora com Douglas Santos, que fez muito bem. Vini é perigoso não só no um contra um, mas também atacando a profundidade. Assim, marcou um gol e deu uma assistência", explicou.
Ancelotti avaliou que a equipe apresentou avanços importantes em relação ao empate contra o Marrocos, especialmente na organização defensiva e na redução dos erros com a bola.
"Era o que esperava desse jogo. Melhorar a qualidade, com menos erros, mais efetividade na frente e mais controle atrás. Acho que, a nível defensivo, foi um bom jogo."
Apesar do placar confortável, o Brasil encontrou mais dificuldades na etapa final, quando o Haiti passou a frequentar mais o campo ofensivo. O italiano atribuiu o cenário às mudanças promovidas pelo adversário e admitiu que a Seleção poderia ter mantido uma intensidade maior.
"Chegaram bastante porque mudaram um pouco o sistema. Tivemos oportunidades no contra-ataque. Poderíamos jogar melhor, com mais intensidade, mas é um momento dentro da Copa do Mundo em que se tem que pensar nos outros jogos", analisou.
Líder do Grupo C após a segunda rodada, o Brasil depende apenas de um empate contra a Escócia para garantir vaga na próxima fase. Ainda assim, Ancelotti descartou qualquer pensamento antecipado sobre o mata-mata e ressaltou a importância de terminar a chave na primeira colocação.
"Não pensamos no mata-mata. Pensamos em jogar bem contra a Escócia e ganhar o jogo. Se possível, chegar na primeira posição do grupo pode ser importante para o futuro", ressaltou o italiano.
O comandante brasileiro também elogiou o trabalho psicológico realizado com o elenco durante a competição. De acordo com ele, a equipe demonstrou maior tranquilidade em campo e conseguiu controlar melhor a partida. Vale lembrar que a atual psicóloga da equipe é Marisa Santiago. Ela trabalhou no Bahia durante um ano e cinco meses, saindo em 2025 para prestar serviços à Seleção Canarinho.
"Ela está trabalhando muito bem conosco. É verdade que hoje a equipe estava mais tranquila e focada no jogo", destacou.
Ao comentar o nível da Seleção em comparação com as principais potências do futebol mundial, Ancelotti reconheceu a força de equipes como a França, mas reforçou a confiança na capacidade competitiva do Brasil.
"Todos os jogos são difíceis. O ranking fala e é óbvio que a França é mais forte que o Haiti, isso é normal. Em todos os jogos, o que pensamos na CBF é que podemos competir com todas as equipes, incluindo a França", concluiu.
Carlo Ancelotti voltará à beira do gramado na próxima quarta-feira (24), quando comandará a Seleção Brasileira diante da Escócia, às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. Após a vitória sobre o Haiti, o Brasil precisa apenas de um empate para garantir a classificação à próxima fase da Copa do Mundo.
Depois de uma estreia abaixo das expectativas diante do Marrocos, a Seleção Brasileira deu a resposta que o torcedor esperava. Na noite desta sexta-feira (19), o time comandado por Carlo Ancelotti venceu o Haiti por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e assumiu a liderança do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
O grande nome da partida foi Matheus Cunha. O atacante marcou duas vezes e teve atuação decisiva para conduzir o Brasil ao primeiro triunfo no Mundial. Vinícius Júnior também balançou as redes e anotou seu segundo gol na competição, completando o placar da equipe brasileira.
A vitória recoloca o Brasil em posição confortável na chave após o empate por 1 a 1 com o Marrocos na rodada de abertura. Com quatro pontos conquistados, a Seleção chega à última rodada dependendo apenas de um empate para garantir presença na fase eliminatória da Copa. Além da pontuação, o resultado também colocou os brasileiros na ponta da classificação do Grupo C graças ao saldo de gols. Marrocos aparece na segunda colocação, enquanto a Escócia ocupa o terceiro lugar na disputa por uma vaga no mata-mata.
Agora, a delegação brasileira deixa a Filadélfia e retorna a Morristown, em Nova Jersey, onde dará sequência à preparação para o último compromisso da fase de grupos. O adversário será a Escócia, em confronto marcado para a próxima quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h (horário de Brasília).
O JOGO
A Seleção Brasileira começou demonstrando uma atitude diferente em relação à partida de estreia e foi quem dominou as ações nos primeiros onze minutos de jogo. Em uma boa troca de passes, Bruno Guimarães descolou um belo lançamento para Raphinha, que bateu colocado no canto direito do goleiro Placide. No entanto, o árbitro assinalou impedimento.
GOOOOOOOLLL DO BRASIL!!!
Enfim, saiu o gol brasileiro. Após Raphinha desperdiçar uma grande chance em posição de impedimento, Matheus Cunha abriu o placar. Aos 23 minutos, Bruno Guimarães enfiou a bola para Vinícius Júnior na entrada da área. Vini driblou o marcador e finalizou forte para a defesa de Placide, que deu rebote nos pés de Cunha. Livre, o camisa 9 apenas empurrou para o fundo das redes e colocou o Brasil em vantagem.
Rafinha desperdiça mais uma chance
Pelo meio, Lucas Paquetá encontrou Raphinha livre, cara a cara com o goleiro haitiano, em um ótimo lançamento. O camisa 11 teve espaço para finalizar, mas bateu fraco, facilitando a defesa de Placide aos 29 minutos.
CUNHA MARCA O SEGUNDO PARA O BRASIL!
Aos 35 minutos, Lucas Paquetá roubou a bola de Casimir até ela chegar nos pés de Vinícius Jr. O camisa 7 arrancou pelo meio e enfiou para Matheus Cunha passar por trás do marcador e chutar forte no ângulo direito do goleiro do Haiti.
VINÍCIUS JÚNIOR FAZ O TERCEIRO!
Na saída de bola do Brasil, Marquinhos avançou pela direita e acionou Lucas Paquetá pelo meio. O camisa 20 girou e fez um belo lançamento pelo alto para Vinicius Júnior, que arrancou em velocidade, invadiu a área e finalizou rasteiro para marcar o terceiro gol da Seleção aos 47 minutos.

Vinícius Jr., Matheus Cunha e Lucas Paquetá foram os grandes destaques da Seleção Brasileira na primeira etapa | Foto: x / @fabrizioromano
SEGUNDO TEMPO
A Seleção do Haiti voltou para a etapa final com maior posse de bola, mas sem conseguir transformar o domínio territorial em chances claras de perigo. Ainda assim, foi o Brasil quem assustou primeiro. Aos 12 minutos, Douglas Santos lançou Vinicius Júnior em profundidade. O camisa 10 avançou pela esquerda e rolou para Rayan dentro da área, mas o atacante não conseguiu alcançar a bola e desperdiçou uma boa oportunidade para ampliar o placar.
SALVA, ALISSON!
Alisson evitou o que seria o primeiro gol do Haiti na partida. Aos 17, em cobrança de escanteio de Bellegarde, Adé subiu mais alto que a defesa brasileira e cabeceou com força em direção ao gol. Atento, o goleiro brasileiro fez grande defesa ao espalmar a bola, e Marquinhos apareceu na sequência para afastar o perigo e evitar o gol haitiano.
MARTINELLI MANDA NA TRAVE, MAS NÃO VALE!
Pelo meio, Bruno Guimarães enfiou a bola para Vinicius Júnior dentro da área. Com categoria, o camisa 10 ajeitou de calcanhar para Martinelli, que apareceu livre e soltou uma bomba no travessão do gol haitiano. Apesar do belo lance e do quase golaço brasileiro, o árbitro assinalou impedimento na jogada aos 22 minutos.
Douglas Santos quase marca o quarto
Aos 30 minutos, Endrick encontrou Rayan livre pelo meio. O atacante acionou Douglas Santos pela esquerda, que avançou com liberdade e teve espaço para finalizar. No entanto, o camisa 16 bateu com força e mandou a bola por cima do gol do Haiti, desperdiçando uma boa oportunidade para ampliar o placar.
GOL DE ENDRICK, MAS NÃO VALEU!
Rayan arrancou pelo meio e encontrou um belo passe para Endrick. O atacante saiu cara a cara com o goleiro e finalizou por baixo de Placide, balançando as redes. No entanto, o assistente assinalou impedimento no lance, e o gol foi anulado aos 32.
Ederson perde mais uma chance para o Brasil
Aos 45 minutos, Danilo Santos encontrou Martinelli livre pela esquerda. O atacante fez um bom cruzamento para a área, mas Éderson chegou desequilibrado na disputa e finalizou em cima da defesa haitiana, desperdiçando mais uma oportunidade para o Brasil ampliar o placar.
Alisson defende mais uma
Etienne tocou para Simon, que arriscou de fora da área. Alisson voou para espalmar a bola e mandar para escanteio, evitando o gol haitiano aos 47 minutos.
FICHA TÉCNICA
Brasil 3 x 0 Haiti
Copa do Mundo de 2026
Local: Lincol Financial Field, Filadélfia, Estados Unidos
Data: 19/06/2026 (sexta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro principal: Alejandro Hernandez (Espanha)
Assistentes: Jose Henrique Naranjo (Espanha) e Diego Sanchez (Espanha)
VAR: Carlos del Cerro Grande (Espanha)
Onde assistir: TV Globo, Globoplay, SBT e CazéTV
Cartões amarelos: Douglas Santos (Brasil) / Pierrot, Arcus e Jean Jacques (Haiti)
Gols: Matheus Cunha [2], Vinícius Jr. (Brasil) /
Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson Santos); Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli), Raphinha (Rayan), Vinícius Júnior (Danilo Santos) e Matheus Cunha (Endrick). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Placide; Arcus (Simon), Adé, Duverne, Delcroix e Expérience; Jean Jacques, Bellegarde (Etienne Jr.) e Casimir (Deedson); Providence (Joseph) e Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné
Tudo pronto! Brasil e Haiti medem forças na noite desta sexta-feira (19), em confronto válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O palco do duelo será o Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e ambas as equipes já estão escaladas.
Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira vai a campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Raphinha e Vinícius Jr.
Já o time haitiano, do técnico Sébastien Migné, está montado com: Placide; Arcus, Adé, Duverne, Delcroix e Expérience; Jean Jacques, Bellegarde e Casimir; Providence e Pierrot.
Confira abaixo a escalação oficial do Brasil. A seleção do Haiti ainda não divulgou o card oficial; esta matéria será atualizada assim que o material for disponibilizado.

Brasil pode assumir liderança do grupo? Veja o que acontece se a Seleção vencer o Haiti na Copa 2026
A Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19) para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, no estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O confronto é decisivo para as pretensões da equipe na fase de grupos e pode alterar completamente o cenário da chave.
Após o empate por 1 a 1 na estreia contra o Marrocos e a vitória da Escócia sobre o Haiti por 1 a 0, o grupo está embolado: os escoceses lideram com 3 pontos, enquanto Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada. O Haiti ainda não pontuou.
Caso vença o Haiti, o Brasil chega a 4 pontos e pode assumir a liderança do Grupo C ao fim da rodada. Isso porque o resultado do duelo entre Escócia e Marrocos também interfere diretamente na classificação.
Se houver empate nesse outro jogo, a Seleção Brasileira termina a rodada na liderança isolada. Se houver vencedor, o Brasil ainda pode ficar entre os primeiros colocados, dependendo do saldo de gols.
Pelo formato da Copa do Mundo de 2026, os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente às oitavas de final, além de alguns melhores terceiros colocados. Por isso, uma vitória contra o Haiti coloca o Brasil em posição confortável para a última rodada.
Com 4 pontos, a Seleção precisaria apenas de um bom resultado contra a Escócia na terceira rodada para confirmar a classificação sem depender de outros grupos.
Apesar de ser considerado o adversário mais frágil do grupo, o Haiti chega pressionado após a derrota na estreia e precisa pontuar para seguir vivo na competição. Um resultado inesperado contra o Brasil pode embolar totalmente a chave e aumentar a pressão na última rodada.
Uma vitória recoloca o Brasil em posição de força no grupo e reduz a pressão após a atuação irregular na estreia. Já um tropeço pode obrigar a Seleção a jogar a última rodada sob risco real de eliminação.
O Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, deve voltar a contar com uma empresa responsável pelo serviço de bicicletário. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) publicou, no Diário Oficial, o resultado do chamamento público que buscava interessados em explorar atividades comerciais dentro da unidade de conservação.
Pelo resultado divulgado, apenas o espaço destinado ao bicicletário teve uma empresa aprovada. A selecionada foi a F1 Comércio Manutenção e Reparação de Bicicletas Ltda, que apresentou proposta no valor de R$ 1.750,00.
Na prática, isso significa que a empresa cumpriu as exigências do edital, tanto na parte da proposta financeira quanto na documentação necessária para assumir o espaço. A partir de agora, o processo ainda pode seguir para as próximas etapas administrativas previstas no chamamento, como eventual homologação e formalização da autorização para funcionamento.
O chamamento público não tratava apenas do bicicletário. O Inema também colocou à disposição outros quatro espaços comerciais dentro do Parque de Pituaçu: os pontos de apoio Pica-Pau, Teiú, Pituaçu e Carcará. No entanto, todos eles foram considerados desertos.
No vocabulário administrativo, um ponto “deserto” é aquele que não recebeu interessados ou não teve nenhuma proposta válida. Ou seja, por enquanto, esses quatro espaços seguem sem empresa definida para exploração comercial.
A medida faz parte da tentativa de organizar a ocupação e o funcionamento de serviços dentro do Parque Metropolitano de Pituaçu, uma das principais áreas públicas de lazer e preservação ambiental de Salvador. O parque é conhecido pela área verde, pela lagoa e pelo histórico uso da ciclovia por frequentadores.
Com o resultado, o bicicletário foi o único espaço que avançou no processo. Os demais pontos poderão depender de nova avaliação do Inema, que pode decidir pela reabertura do chamamento ou por outro procedimento para tentar atrair interessados.
O documento foi assinado em Salvador, na última quarta-feira (17), por Gisele Cristiane Bezerra Alves, presidente da Comissão de Contratação do Inema.
A logística da Seleção Brasileira para o confronto contra o Haiti, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, terá deslocamento terrestre entre Nova Jersey e Filadélfia. A delegação seguirá de ônibus nesta quinta-feira (18), após o treino realizado no período da manhã.
A atividade da Seleção começou às 10h30, pelo horário de Brasília. Depois do trabalho, jogadores e comissão técnica deixam Morristown, onde estão hospedados no hotel The Ridge, em Nova Jersey, rumo à Filadélfia.
O trajeto até a cidade da partida tem duração prevista de aproximadamente 1h30. O duelo contra o Haiti será disputado nesta sexta-feira (19), às 21h30, pelo horário de Brasília, no Lincoln Financial Field.
Ainda nesta quinta, já na Filadélfia, o técnico Carlo Ancelotti e o zagueiro Gabriel Magalhães concederão entrevista coletiva no estádio. A atividade de imprensa está marcada para as 18h45, também no horário de Brasília.
Após a partida contra os haitianos, a Seleção Brasileira retornará para Nova Jersey, novamente de ônibus. A base em Morristown seguirá sendo utilizada pelo Brasil durante esta etapa da Copa do Mundo.
Neymar está fora do jogo entre Brasil e Haiti, nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada pela CBF na manhã desta quinta-feira (18).
O atacante não viajará com a delegação brasileira para a Filadélfia e permanecerá em Nova Jersey. Segundo a entidade, a decisão foi tomada para otimizar a fase final do processo de recuperação do jogador, com utilização das estruturas do hotel The Ridge e do CT Columbia Park.
A ausência frustra a expectativa de retorno do camisa 10. Neymar havia treinado no campo com o elenco pela primeira vez desde a chegada da Seleção aos Estados Unidos na última quarta-feira (10), aumentando a possibilidade de ao menos ser relacionado para a partida.
O jogador completou um mês desde a pancada sofrida na derrota do Santos para o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. A lesão aconteceu às vésperas da convocação final para a Copa do Mundo.
Além disso, já se passaram três semanas desde a ressonância magnética realizada na Granja Comary. O exame apontou uma lesão muscular grau 2 na panturrilha.
Na estreia do Brasil no Mundial, contra Marrocos, Neymar permaneceu no banco de reservas, mas não foi relacionado para atuar. Desde então, o departamento médico da CBF manteve postura cautelosa, com foco na recuperação completa do atacante.
Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta-feira, às 21h30, pelo horário de Brasília, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
Os episódios de violência, racismo, homofobia e outros tipos de discriminação no futebol continuam entre os principais desafios enfrentados pelas autoridades esportivas.
Em entrevista ao podcast JusPod, do Bahia Notícias, o advogado e ex-procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Milton Jordão, explicou como funcionam as punições para torcedores e clubes nesses casos.
Com experiência no departamento jurídico da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, Jordão destacou que a responsabilização dos clubes varia de acordo com a natureza da infração cometida.
Segundo ele, em casos de violência, os clubes podem afastar sua responsabilidade caso consigam identificar individualmente os autores dos atos.
"A torcida, se cometer um ato de violência, permite que o clube exclua sua responsabilidade jurídica desde que consiga apurar e individualizar quem foi a pessoa responsável para que ela responda pelos atos praticados", explicou.
O mesmo não acontece em situações envolvendo discriminação.
"Os casos de xenofobia e racismo não admitem isso. Mesmo na individualização o clube é punido. Apenas no caso de violência você pode excluir a culpa e responsabilidade jurídica do clube", afirmou.
Ao analisar a evolução do combate à violência no futebol brasileiro, Milton Jordão relembrou que o debate não é recente e citou episódios que ajudaram a moldar a legislação esportiva atual.
"Não é um tema novo. A gente volta a 2004 com o caso Grafite. Em um jogo da Libertadores, Desábato ofendeu o jogador e acabou sendo preso. A gente tem inúmeras situações da atuação da Justiça ao longo dos anos", recordou.
O especialista também destacou um episódio da década de 1990 como um dos marcos para a discussão sobre segurança nos estádios brasileiros.
"A violência dos estádios, quando o Brasil começa a olhar para isso, remonta a um jogo da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Há uma cena de um torcedor tomando pancadas com o mastro de uma bandeira. Aquilo gerou uma reflexão muito forte sobre o que estava acontecendo nos estádios", disse.
De acordo com Jordão, o país precisou buscar referências internacionais para estruturar mecanismos de combate à violência.
"Não tinha no Brasil uma legislação preparada. O Brasil foi buscar na Europa, especialmente na Espanha, toda essa estrutura de campo, extracampo e também jurídica", explicou.
Na avaliação do advogado, a principal mudança de comportamento das torcidas não ocorreu por ação direta dos órgãos de segurança pública, mas pelas punições aplicadas pela Justiça Desportiva.
"Um dos principais agentes da mudança de comportamento do torcedor não foi o Estado, não foi o Ministério Público e não foi a polícia. Não estou desmerecendo nenhum deles. Foi a Justiça Desportiva com a pena de perda de mando de campo", afirmou.
Segundo ele, a possibilidade de prejudicar diretamente o clube acabou funcionando como elemento de pressão para o controle interno das torcidas organizadas e dos frequentadores dos estádios.
Durante a entrevista, que também contou com a presença do presidente da comissão de esportes da OAB-BA, Sandro Borges, Jordão também destacou iniciativas desenvolvidas pelo Bahia no combate à discriminação.
"O Bahia é o clube no Brasil que mais ações tem no sentido de combater os casos de transfobia, homofobia, racismo e o que você imaginar", declarou.
Veja entrevista:
APRESENTADORES
Liderado por Karina Calixto e Matheus Biset, o JusPod - podcast jurídico do Bahia Notícias - vai ao ar quizenalmente, sempre às 19h, às quintas-feiras. Todos os episódios estão disponíveis no canal do Youtube do Bahia Notícias.
Apresentadora do JusPod - Podcast Jurídico do Bahia Notícias - desde a sua criação, em 2023, Karina Calixto é advogada. Fundadora do Karina Calixto Advocacia, Mestranda em Direito pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa - IDP, é Especialista em Ciências Criminais pela Faculdade Baiana de Direito; Professora da Fundação Visconde de Cairú (BA); Conselheira Seccional da OAB-BA; e Presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-BA.
Já o co-host é o advogado Matheus Biset, sócio do escritório Matheus Biset Advocacia. Pós-graduado em Ciências Criminais pela Universidade Cândido Mendes – UCAM/RJ); Pós-graduado em Direito Penal Econômico pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG; e Pós-graduando em Direito Esportivo pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Membro do Instituto Baiano de Direito Processual Penal (IBADPP), é Professor de Ética, Direito Processual Penal e Prática Penal. Também é palestrante e autor do livro "Ética para OAB - Somente o Necessário para Gabaritar".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.