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Pesquisa: operacao travessia
Quatro policiais militares e dois policiais civis foram denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) pela morte de dois homens durante a denominada “Operação Travessia”, que aconteceu em 10 de maio de 2025, no distrito de Caraíva, em Porto Seguro. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (16) por meio do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp).
Segundo a denúncia, os agentes integravam uma equipe operacional formada por membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. O MPBA solicitou à Justiça o afastamento cautelar dos denunciados de suas funções públicas durante a tramitação da ação penal.
Os seis policiais foram acusados por dois homicídios qualificados, cometidos por motivo torpe (razão imoral) As investigações apontam que eles chegaram ao local fortemente armados, utilizando vestimentas táticas e atuando de forma coordenada. Para o Ministério Público, o contexto analisado revela que as vítimas se encontravam em condição de vulnerabilidade diante da atuação dos agentes.
Em local público, uma das vítimas foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, segundo o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), sem possibilidade de reação ou defesa. A segunda vítima foi abordada durante a operação, submetida a revista e, posteriormente, alvejada por disparos. O laudo pericial apontou ainda a existência de lesões compatíveis com agressões físicas anteriores aos tiros.
Os dois policiais civis também foram denunciados pelo crime de fraude processual, previsto no artigo 347 do Código Penal. Conforme a investigação, eles teriam praticado atos destinados a alterar artificialmente o estado de coisas após os fatos. O Ministério Público registra que as questões relacionadas à eventual prática de fraude processual por policiais militares serão apuradas oportunamente pela Vara de Auditoria Militar, em razão da competência especializada para a análise dessas condutas.
A Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) deflagrou, nesta terça-feira (30), a Operação Travessia, que abordou motoristas no transbordo para a Ilha de Itaparica, em Salvador. E, durante a ação, foi preso um homem de 23 anos, reincidente no crime de receptação e no de adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Desta vez, ele foi flagrado com um GM Tracker que havia sido roubado em 20 de março de 2023, na Rua Rubem Berta, na Pituba. Embora o carro já estivesse com a placa e demais sinais alterados, ainda no local foi possível determinar que se tratava de um automóvel com restrição de roubo.
Além da receptação e da adulteração de sinal, ele também foi autuado em flagrante por uso de documento falso. Não é a primeira passagem do homem pela polícia: em 2017, ele foi preso com um outro carro roubado e, no ano passado, respondeu a inquérito policial por estar com uma motocicleta sem sinais de identificação.
Até mesmo o celular que o suspeito portava tinha restrição de roubo: o iPhone 14 Pro Max que estava em sua posse foi subtraído em 20 de abril, no Cabula.
O homem passará por exames de lesões corporais e ficará à disposição da Justiça. Os itens recuperados serão devolvidos a seus proprietários.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Camilla Batista
"Falta vontade política".
Disse a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista ao comentar a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.