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Artigos

Nilson Araújo
O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional
Foto: Divulgação

O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional

Em agosto, quando celebramos o Dia Nacional do Corretor de Imóveis (dia 27), é importante olhar para além da data comemorativa e refletir sobre as transformações que vêm moldando a profissão e o próprio mercado imobiliário. O corretor de hoje já não é apenas o profissional responsável por aproximar comprador e vendedor. Ele precisa estar preparado para interpretar dados, compreender tendências, utilizar novas tecnologias, produzir conteúdo, construir relacionamentos e, sobretudo, oferecer uma experiência cada vez mais qualificada ao cliente.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Pesquisa: inteligencia artificial

Startup baiana usa inteligência artificial para otimizar vendas de mais de 100 incorporadoras e imobiliárias
Fotos: Divulgação

A startup baiana Merc1 desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial voltada à automação do atendimento e à gestão de oportunidades no mercado imobiliário. A tecnologia responde a potenciais compradores em segundos, qualifica os contatos, direciona os leads aos corretores e identifica gargalos que podem comprometer o avanço das negociações.

 

Fundada na capital baiana, a empresa afirma já ter atendido mais de 100 incorporadoras e imobiliárias em diferentes regiões do país. A plataforma é voltada ao mercado imobiliário e busca atuar em diferentes etapas do processo comercial, desde o primeiro contato até o acompanhamento das oportunidades no funil de vendas.

 

Na prática, os agentes de inteligência artificial da Merc1 interagem com os potenciais compradores e coletam informações como localização, faixa de preço e nível de interesse pelo imóvel. A partir desses dados, a plataforma direciona o contato ao corretor considerado mais adequado para dar continuidade à negociação.

 

Segundo a startup, a ferramenta também ajuda as empresas a identificar se resultados abaixo do esperado estão relacionados à qualidade dos leads gerados ou ao processo de atendimento e conversão realizado pelas equipes comerciais.

 

A tecnologia também atua na reativação de contatos que deixaram de responder durante o processo de compra e pode integrar essas informações ao sistema de CRM já utilizado pelas empresas. “O mercado inteiro corre atrás de mais leads. Mas lead não é venda. O que decide se a venda acontece é saber quais desses contatos realmente têm potencial de comprar e colocar o corretor certo na frente deles, na hora certa”, afirmou Akira Takeda, CEO da Merc1.

 

Além da automação do atendimento, a plataforma analisa as conversas entre os agentes de IA e os compradores para identificar padrões e possíveis obstáculos no processo comercial. A ferramenta busca apontar, por exemplo, em que etapa do funil os potenciais clientes deixam de avançar e quais fatores podem estar relacionados à perda de oportunidades.

 

“Não basta mostrar que o funil não está performando. O que muda o jogo é entender onde exatamente está o problema. A gente lê cada conversa, encontra padrões que ninguém enxergaria manualmente e transforma isso em decisão”, explicou Felipe Pimenta, cofundador da startup.

 

A expansão da Merc1 foi impulsionada por um aporte e pela aceleração da WOW Aceleradora. O objetivo da empresa é desenvolver soluções de inteligência artificial voltadas à automação comercial no mercado imobiliário.

 

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Jerônimo processa ACM Neto por vídeo com “Buraco de Jero” criado por inteligência artificial
Foto: Reprodução / Flickr Jerônimo Rodrigues

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) acionou a Justiça Eleitoral contra ACM Neto (União) por causa de um vídeo publicado nas redes sociais que utiliza o título “O Buraco de Jero” apresenta imagens produzidas por inteligência artificial. A ação foi obtida com exclusividade pelo Bahia Notícias


O título foi dado em referência a cratera que surgiu no asfalto do km 604 da BR 324, entre Salvador e Simões Filho, em julho desde ano. O conteúdo impugnado traz a chamada “A Realidade Paralela de Jerônimo” e utiliza uma cratera criada digitalmente como espécie de portal para uma realidade fictícia.

 

Na sequência, o vídeo apresenta versões geradas por IA de obras e equipamentos públicos, entre eles a chamada “Rodovia Gabriela”, a ponte sobre o Rio Jucuruçu e o Aeroporto Regional de Jequié. As imagens foram divulgadas no perfil de ACM Neto e em outras contas. O próprio conteúdo aparece identificado com o rótulo automático “Informação de IA”, indicando que as cenas foram produzidas ou modificadas artificialmente.

 

CONFIRA:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por ACM Neto (@acmneto)

 

Colégio Anchieta aposta em pensamento crítico para preparar alunos para a era da inteligência artificial
Foto: Divulgação

Com o avanço da inteligência artificial e o acesso cada vez mais rápido à informação, as escolas precisam repensar a forma de ensinar. No Colégio Anchieta, da Inspira Rede de Educadores, o desafio é preparar os estudantes não apenas para encontrar respostas, mas também para questionar, interpretar informações e construir conhecimento com autonomia.

 

O cenário já faz parte da rotina escolar. Segundo a 15ª edição da TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), sete em cada dez estudantes usuários de internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares.

 

Para Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta, a tecnologia amplia o acesso ao conhecimento, mas não substitui o desenvolvimento do pensamento crítico. “A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem. O verdadeiro desafio da escola é ensinar os estudantes a interpretar, questionar, relacionar conhecimentos e desenvolver autonomia para fazer escolhas conscientes”, afirma.

 

A proposta da instituição acompanha as mudanças no perfil dos alunos, especialmente da chamada Geração Alpha, que cresceu em contato constante com dispositivos digitais e diferentes formatos de conteúdo. Nesse contexto, competências como criatividade, concentração, comunicação, colaboração e inteligência emocional passam a ter um papel cada vez mais importante na formação.

 

“A informação nunca esteve tão acessível, mas isso não significa que o conhecimento esteja sendo construído de forma automática. Hoje, queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais”, pontua Castilho.

 

No Anchieta, a inteligência artificial é vista como uma ferramenta que pode ampliar as possibilidades de aprendizagem, desde que utilizada com orientação e objetivos pedagógicos definidos. A mudança também envolve os professores, que precisam acompanhar as transformações tecnológicas e incorporar novas estratégias ao cotidiano escolar.

 

“Nossa proposta é utilizar ferramentas que possam dinamizar o aprendizado e ampliar as possibilidades de interação dos estudantes com os conteúdos, sempre com intencionalidade pedagógica. Ao mesmo tempo, entendemos que não basta oferecer novas tecnologias aos alunos: é fundamental investir na formação contínua do corpo docente”, destaca o diretor regional.

 

A aposta é que o uso consciente da tecnologia caminhe ao lado de uma formação que preserve justamente aquilo que a inteligência artificial não substitui: a capacidade de pensar, criar, questionar, tomar decisões e lidar com situações reais.

 

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Três em cada quatro estudantes no Brasil já usam inteligência artificial nos estudos, aponta pesquisa
Foto: Reprodução / BP Money

A inteligência artificial já faz parte da rotina de estudos de 78% dos estudantes brasileiros, ou quase três em cada quatro, segundo uma pesquisa inédita da Opera com 2,4 mil alunos de instituições públicas e privadas. Entre eles, 15% dizem recorrer à tecnologia sempre que estudam, enquanto apenas 22% afirmam nunca usar IA em atividades acadêmicas.

 

A mudança aparece também na forma de buscar informação. De acordo com o levantamento, 34% dos estudantes já começam suas pesquisas diretamente em ferramentas de inteligência artificial, ou as consultam antes de recorrer aos buscadores tradicionais.

 

Apesar da adesão, a relação com a tecnologia não é de entusiasmo irrestrito. Quase metade dos entrevistados, 47%, afirma sentir alívio por contar com a IA como apoio nos estudos. Ao mesmo tempo, 31% demonstram preocupação com o próprio aprendizado, e outros 31% temem os possíveis impactos da tecnologia sobre o futuro profissional.

 

O estudo foi realizado por meio de formulário on-line no navegador da Opera, entre 17 de abril e 5 de junho deste ano, com estudantes de 14 a 35 anos ou mais.

Dia do Estudante: Inteligência artificial transforma salas de aula no Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, nasceu em um Brasil muito distante da realidade das salas de aula atuais. A data remonta a 1827, quando Dom Pedro I criou os primeiros cursos jurídicos do país, em São Paulo e Olinda, em um período no qual o acesso ao conhecimento era restrito e dependia de livros, professores e longas horas de estudo. Quase dois séculos depois, o estudante brasileiro carrega uma nova ferramenta no bolso: a inteligência artificial, capaz de resumir textos, resolver equações, explicar conceitos e até produzir redações em poucos segundos.

 

A IA já é presença certa no cotidiano dos estudantes brasileiros. Universitários ou em idade escolar, a tecnologia transformou radicalmente a forma como os alunos lidam com o conhecimento. No entanto, enquanto a adoção da ferramenta avança a passos largos entre os jovens, o sistema educacional ainda corre contra o tempo para entender como integrá-la sem comprometer o aprendizado e o pensamento crítico.

 

Nas universidades, cerca de 52% a 71% dos estudantes já utilizam a IA em suas rotinas. Um levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes) aponta que 29% deles recorrem à tecnologia diariamente, e 42%, semanalmente, focados principalmente em entender conceitos e criar rascunhos.

 

Na educação básica, o cenário não é diferente. Uma pesquisa realizada pela Fundação Itaú e o Equidade.Info, entre novembro e dezembro de 2024, revelou que 8 em cada 10 alunos já usaram ferramentas como ChatGPT, Gemini ou MidJourney. Destes, 84% utilizam os sistemas para fins de estudo e 90% para pesquisar e tirar dúvidas. O uso é consideravelmente maior no Ensino Médio (29%) do que no Ensino Fundamental (13%).

 

O paradoxo, no entanto, reside na porta de entrada das instituições: segundo a Pesquisa TIC Educação 2025, do Cetic.br, embora a IA já faça parte da rotina de mais da metade dos gestores escolares, apenas 37% das escolas permitem o uso da tecnologia em atividades educacionais.

 

Vale lembrar que no Brasil, o uso de celulares e aparelhos eletrônicos por estudantes da educação básica em escolas públicas e privadas é proibido desde a sanção da Lei Federal nº 15.100 em 13 de janeiro de 2025.

 

SUPERFICIALIDADE E DESCARREGAMENTO COGNITIVO
A linha tênue entre usar a máquina como um tutor particular ou como uma "muleta intelectual" é a principal preocupação dos educadores. Rafael Sampaio, professor do Departamento de Ciência Política da UFPE e pesquisador das relações entre IA e educação, aponta que o uso indiscriminado pode gerar o que especialistas chamam de "descarregamento cognitivo".

 

"Os primeiros estudos mostram que o aluno que usou IA vai melhor nos testes, mas se você repetir a mesma prova, esse grupo tem mais dificuldade para se lembrar o que foi feito", explica Sampaio. "Quando você usa IA, muitas vezes acaba terceirizando o pensamento e fixando menos o conhecimento. Quando você está usando a IA para fazer coisas no seu lugar, a perda é gigante porque, basicamente, você não está realizando a tarefa; ela está te substituindo", explica.

 

Na linha de frente do ensino médio, a percepção é semelhante. Jorge Dias, professor de Biologia, nota que a dificuldade dos jovens em formular comandos precisos (os chamados prompts) muitas vezes resulta em um aprendizado raso. "Quando a gente pede para eles explicarem o que foi pesquisado, eles não conseguem ter profundidade. Ficam na superficialidade do que foi respondido pela IA", relata o docente. "O aluno leitor continua leitor e usando possivelmente a IA também. O grande problema são os alunos que não têm tanta afinidade com a leitura e usam a ferramenta apenas como uma fuga de resolução rápida de atividades, tornando o conhecimento superficial."

 

PRESSÃO POR ENTREGAS
Já para os próprios estudantes, a pressão por notas frequentemente fala mais alto do que o desejo pela retenção do conteúdo. Sofia Barreto, estudante do ensino médio, confessa que o sistema de avaliação atual, focado em entregas, acaba incentivando o uso da tecnologia como atalho. "A IA não estimula o seu aprendizado, só garante a entrega da atividade. Ainda é um pouco sobre o resultado e não sobre realmente o que você aprende. Muita gente não se importa com isso, só quer entregar e dizer que entregou", afirma a estudante.

 

Ela também levanta um alerta sobre o distanciamento entre o que se ensina hoje e o que será exigido amanhã: "A minha maior preocupação é os alunos ficarem muito dependentes e não desenvolverem habilidades para o vestibular e o mercado de trabalho. Eu não sinto que a escola tenha se preparado para um mercado dominado pela IA, não se fala muito sobre isso."

 

Apesar das ressalvas, os alunos demonstram ter consciência dos perigos digitais. A pesquisa da Fundação Itaú mostra que 54% dos estudantes reconhecem que a IA pode representar perigo se usada sem regras, e 75% estão cientes do potencial da tecnologia para a criação de notícias falsas (fake news).

 

PROFESSORES E CO-INTELIGÊNCIA
Se de um lado há desafios, do outro há um corpo docente disposto a se adaptar. Apenas 21% dos professores brasileiros nunca utilizaram IA, segundo a Fundação Itaú. A grande maioria enxerga o potencial da tecnologia: 84% citam a IA como apoio no planejamento de aulas e aumento de produtividade, e 76% a utilizam para criar materiais pedagógicos.

 

No entanto, o desejo por atualização é unânime. Cerca de 84% dos professores e 90% dos gestores concordam que o currículo escolar precisa ser atualizado para incluir a interação crítica com a inteligência artificial, e 62% dos docentes pedem módulos sobre o tema em seus cursos de formação.

 

Para lidar com o novo cenário, professores como Jorge Dias estão mudando a forma de avaliar. "Na hora de uma apresentação, a gente pede algo a mais. Se o aluno não tiver várias fontes e uma pesquisa sólida, ele não vai conseguir se sair bem", explica o biólogo.

 

No ensino superior e na pesquisa científica, essa integração exige um rigor ético ainda maior. O professor Rafael Sampaio defende o conceito de "co-inteligência", onde a IA age como provocadora, não como autora.

 

"O artigo não é só um relato, ele envolve uma série de decisões. A escrita é o momento final, a realização da pesquisa. O limite seria realmente não deixar a IA escrever totalmente um texto", pondera Sampaio. "Mas se você teve as ideias, fez a pergunta, fez a análise, e aí a IA entra para buscar lacunas, te apresentar outras perspectivas... O seu processo científico não foi degradado, ele foi incrementado. Me parece que o caminho mais saudável seria este."

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os propagandistas estão tontos com as "mudernidades". É tanto celular gravando o tempo inteiro, IA, implante capilar e trend, que tá faltando proposta e política. O problema é que mesmo quem faz política tá enfrentando outro bicho: o ciúme. Mas tem amizades que se provam com o tempo. O Galego que o diga... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Camilla Batista

Camilla Batista
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

"Falta vontade política". 


Disse a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista ao comentar a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.
 

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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