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Pesquisa: embasa
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União) cumpriu agenda em Guanambi, no sudoeste do estado, na manhã desta segunda-feira (14). Acompanhado de apoiadores, ACM citou a cobrança da tarifa da Embasa e criticou o percentual cobrado atualmente (80% sobre o valor do consumo de água na modalidade convencional).
Para o candidato, o aumento da tarifa é consequência de ações do governo do estado e não acarreta em maior qualidade para o serviço, pelo contrário: ele afirma que a Embasa é uma empresa que “traz muita dor de cabeça para os baianos”.
“A taxa da Embasa é de 80%, muito alta. O governo do Estado só fez subir nos últimos anos, e isso não veio acompanhado de um serviço de qualidade. Embasa, ao contrário, é uma empresa que infelizmente traz muita dor de cabeça para os baianos”, afirma.
Caso eleito, ele prevê uma reestruturação da concessionária, começando pela questão da taxa: o candidato projeta zerar o valor para aqueles que não têm serviço de água tratada, além de reduzir o custo para a classe mais pobre da população.
“Nós vamos reestruturar a Embasa, fortalecer, e vamos avaliar essa questão da taxa. Primeiro, para garantir que quem não tem serviço de água, quem não tem água tratada, não vai pagar nada, não pode pagar um centavo de taxa. Depois, reduzir o peso da taxa para que o mais pobre não tenha esse sacrifício tão grande como tem hoje”, conclui.
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, afirmou que áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública são "absolutamente indelegáveis", mas defendeu a forte atração de capital privado para alavancar obras de infraestrutura e logística no estado. As declarações foram dadas durante sabatina na TV Aratu, nesta segunda-feira (3), em resposta a questionamentos do editor de política do Bahia Notícias, Maurício Leiro.
Questionado sobre o futuro de grandes ativos do Estado, a exemplo da Embasa e da Bahiagás, Neto foi categórico ao negar planos de venda das estatais. "Eu não falei em nenhum momento em privatizar Embasa ou Bahiagás. O que eu falei foi em atrair o capital privado para ajudar a melhorar e ampliar o serviço", pontuou o candidato, ressaltando que, caso eleito, uma equipe técnica avaliará todas as oportunidades de parceria para garantir investimentos e gerar empregos.
Para o candidato, o foco das concessões e parcerias com a iniciativa privada deve ser direcionado a rodovias, aeroportos e portos. Segundo ele, essa estratégia permitiria que os recursos públicos fossem concentrados nas prioridades sociais e em obras de recursos hídricos para os produtores do semiárido baiano.
CRÍTICAS A GESTÃO ATUAL
Durante a resposta, ACM Neto aproveitou para ironizar o grupo político adversário. "Antes de tudo, é bom lembrar: quem entende de privatização é o PT, que privatizou a Cesta do Povo, privatizou a Ebal", alfinetou.
O candidato também criticou o que classificou como a morosidade e a falta de resultados em projetos da atual gestão, citando o caso da Ponte Salvador-Itaparica. "Foi uma concessão privada que já gastou quase um bilhão de reais e até hoje não tem uma estaca batida da ponte. Conosco é outro tipo de gestão: com metas, prazos de entrega, transparência e cobrança por parte do governador", assegurou.
Neto revelou ainda que tem um "spoiler" guardado sobre o tema. Ele prometeu apresentar uma "ideia nova" sobre novos modelos de concessões durante um debate que ocorrerá com federações que representam o setor empresarial da Bahia.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou sobre a negociação do terreno que abrigava a antiga sede do Detran-BA, em Salvador. O espaço está localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), na região do antigo Iguatemi, uma das mais valorizadas da capital baiana.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o gestor estadual revelou que a negociação do terreno já foi concluída e que o local será utilizado pela Embasa para a construção de sua nova sede e de uma central de serviços.
"Já foi feita a negociação. A Embasa vai precisar de um local para construir sua sede e fazer a prestação de serviços. O presidente da Embasa, Gildeone Almeida, está correndo com isso", anunciou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
Ainda durante a entrevista, o petista atualizou a situação de outros imóveis estaduais na capital baiana que estão sem utilização. Ao comentar sobre o Colégio Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, o governador afirmou que o Executivo recebeu uma proposta para uma possível negociação da área, mas as tratativas não avançaram.
Com isso, o espaço do colégio será cedido temporariamente à Polícia Militar durante as obras de reforma de uma unidade da corporação, além de contribuir para o reforço da segurança no Centro da capital.
"Nós percebemos que a Polícia Militar está precisando de um espaço para poder transferir uma área da polícia enquanto reforma ou resolve. Então, vamos usar temporariamente aquele espaço até para dar uma garantia, uma segurança ainda maior ali", afirmou.
Jerônimo também trouxe novidades sobre o planejamento para o terreno da antiga Rodoviária de Salvador. Segundo ele, a área possui limitações urbanísticas relacionadas à altura das construções e ao tipo de empreendimento que pode ser instalado no local.
O governador descartou a implantação de equipamentos que gerem grande fluxo de veículos, como hospitais, para evitar novos congestionamentos na região.
"A antiga rodoviária tem uma zona que estabelece limites de construção e de altura. A gente chegou a pensar até em fazer um parque da cidade. Não podemos fazer alguma coisa ali que atrapalhe o trânsito. Nós tiramos a rodoviária dali porque estava engarrafada, ela ficou pequena, mas eu não posso jogar uma carga de trânsito que vai, novamente, inviabilizar aquela região. Eu tenho uma responsabilidade", completou Rodrigues.
As secretarias estaduais da Saúde (Sesab) e da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) estão finalizando os preparativos para lançar licitações voltadas à contratação de empresas especializadas em comunicação institucional. Além do suporte às atividades institucionais, as futuras contratações também deverão atuar no enfrentamento à desinformação e à circulação de notícias falsas.
Além das secretarias, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) também prepara uma concorrência pública com características semelhantes. A estatal pretende contratar serviços de apoio à sua comunicação institucional, ampliando a divulgação de ações e projetos desenvolvidos pela companhia.
A expectativa é que cada contrato tenha valor estimado entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, conforme o planejamento em andamento. Os editais ainda não têm data oficial de publicação, mas a expectativa é de que os processos avancem após a conclusão das etapas administrativas e técnicas em curso - a previsão inicial é até o final do mês de julho.
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou nesta terça-feira (12) o projeto que autoriza o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) a oferecer contragarantia à União em uma operação de crédito de até R$ 5,49 bilhões para a Embasa. O financiamento será firmado entre a empresa estadual de saneamento e a Caixa Econômica Federal, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do programa Saneamento para Todos.
A proposta havia entrado na pauta da semana passada, mas a votação acabou adiada por falta de quórum no plenário. Na prática, o Estado atuará como garantidor da operação para facilitar a liberação do empréstimo.
Os recursos serão destinados a obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diversas regiões baianas dentro do Novo PAC, programa federal voltado à ampliação da infraestrutura. A expectativa do governo é ampliar o acesso à água potável e melhorar os serviços de saneamento em áreas com carência histórica desses atendimentos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.