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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparou, nesta quinta-feira (17), o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ampliação de benefícios promovida pelo governo de Jair Bolsonaro às vésperas das eleições de 2022. Segundo ele, o aumento atual foi incluído no Orçamento e será feito sem mudança nas regras fiscais.
"Estamos fazendo isso de maneira muito responsável e muito diferente do que já se viu no país. Em outros tempos, fez-se PEC Kamikaze, fez-se crédito extraordinário para além do que estava no Orçamento previsto", afirmou Durigan durante a cerimônia de anúncio do reajuste.
A chamada PEC Kamikaze, aprovada em julho de 2022, a menos de três meses das eleições daquele ano, autorizou despesas adicionais fora do teto de gastos para ampliar benefícios sociais. Entre outras medidas, o texto elevou de R$ 400 para R$ 600 o valor mínimo do então Auxílio Brasil, nome dado ao Bolsa Família durante o governo Bolsonaro.
O programa Bolsa Família vai atingir um custo de R$162,4 bilhões este ano e R$178,5 bilhões em 2027 graças a um reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17). O gasto do programa se multiplicou por 15 em duas décadas.
A previsão para o ano que vem representa um salto de cerca de 1.380% em relação a 2004, ano de lançamento do benefício. Naquela época, o custo anual, considerando valores atualizados pela inflação, foi de R$ 12,1 bilhões.
O reajuste de 15% vai começar a valer na folha de pagamento de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Desse modo, o custo adicional este ano será de R$ 5,8 bilhões, se somando à dotação orçamentária atual de R$ 156,6 bilhões.
Já para 2027, a estimativa do governo é de que o gasto deve aumentar R$ 22,7 bilhões frente ao valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), de R$ 155,8 bilhões.
O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O informe do governo detalha que o valor mínimo do programa sai de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777.
O presidente fez o anúncio no Palácio do Planalto ao lado da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a menos de três semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o patamar mínimo de R$ 600 foi adotado no governo Jair Bolsonaro em 2022, também próximo da eleição.
A Prefeitura de Salvador informou, nesta segunda-feira (20), que famílias unipessoais,a aquelas formadas por apenas uma pessoa, não precisarão mais passar por entrevista domiciliar para atualizar o Cadastro Único nos casos relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à revisão cadastral do Programa Bolsa Família.
A medida segue a Portaria nº 1.199, publicada em 15 de julho de 2026 pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e tem caráter temporário, com validade até julho de 2027.
Dados do sistema Cecad do Cadastro Único, atualizados até junho de 2026, mostram que Salvador possui 595.913 famílias cadastradas, das quais 229.492 são unipessoais. Do total, 498.325 famílias estão com o cadastro atualizado. Atualmente, 293.955 famílias recebem o Bolsa Família na capital, sendo 74.781 compostas por apenas uma pessoa.
Salvador conta atualmente com 52 postos de atendimento do Cadastro Único que funcionam sem necessidade de agendamento. A rede é formada pela Unidade Central, no Comércio; pelas unidades descentralizadas de Cajazeiras, Pau da Lima e Subúrbio; além de 26 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), sete Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), dez Prefeituras-Bairro, os Centros POP Mares e Djalma Dutra e as unidades do Restaurante Popular em São Tomé de Paripe e Fazenda Coutos.
Para realizar o cadastro ou atualizar as informações, o responsável familiar deve apresentar, preferencialmente, CPF, documento oficial de identificação com foto e comprovante de residência atualizado. Também é recomendável levar os documentos originais dos demais integrantes da família, principalmente o CPF.
O Partido dos Trabalhadores (PT) respondeu, nesta terça-feira (17), às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em defesa da manutenção do Bolsa Família. Em publicação nas redes sociais, a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o parlamentar de mudar o discurso por conveniência política e divulgou um vídeo com críticas antigas feitas por ele e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao programa.
Na publicação, o PT afirma que Flávio "finge até defender" o Bolsa Família e diz que a mudança ocorre diante do desempenho nas pesquisas eleitorais. O vídeo reúne declarações anteriores da família Bolsonaro contrárias ao programa social e termina com a mensagem de que "o povo conhece a verdade".
As críticas foram divulgadas após Flávio afirmar que o Bolsa Família é um "direito adquirido" da população e que o benefício representa uma garantia para famílias que já enfrentaram a fome. O senador também defendeu mudanças na chamada regra de proteção, propondo ampliar o período em que beneficiários continuam recebendo o auxílio após conseguirem emprego formal ou abrirem um negócio.
Segundo Flávio, muitos trabalhadores evitam aceitar vagas com carteira assinada por receio de perder o benefício. Atualmente, as regras do programa permitem que famílias que ultrapassam o limite de renda permaneçam recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
CONFIRA:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcelo Werner
"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso".
Disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).