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Pesquisa: antonio rueda
O MPE (Ministério Público Eleitoral) solicitou o indeferimento do registro de candidatura de Antônio Rueda (União Brasil), presidente nacional do partido, para o cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Como argumento principal, o órgão cita um possível esquema político-territorial que teria elos com milícias na Baixada Fluminense para alavancar eleitores por meio de controle e coerção. O MPE ainda apontou uma conexão estrutural entre Rueda, o candidato a deputado estadual Márcio Canella (União Brasil) e operadores paramilitares na cidade.
A instituição afirma que Luiz Eduardo Santos de Araújo, (conhecido como Eduardo Araújo) e Fábio Augusto de Oliveira Brasil (chamado de Fabinho Varandão), ambos com possível envolvimento com o crime organizado, divulgaram "ativamente em suas redes sociais peças de propaganda em prol da 'dobradinha' formada por Márcio Canella e Antônio Rueda". Em legendas de publicações nas redes sociais, os chamavam de "meus" e "nossos deputados".
Para o MPE, Rueda teria se "inserido conscientemente no centro dessa estrutura" ao formar uma aliança político-eleitoral e compor uma "dobradinha" de campanha com Canella. A instituição também aponta que o candidato teria se beneficiado "da capacidade de mobilização desses líderes paramilitares perante o eleitorado local".
Já “Varandão”, vereador de Belford Roxo cujo registro de candidatura foi indeferido por unanimidade no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2024, realizaria a estrutura e operação da campanha de Rueda. Ele é acusado de ser integrante de milícia armada, realizar extorsões violentas e ameaças de morte contra comerciantes. As investigações também apontam que ele exerceria controle bélico e o monopólio de distribuição de internet nos bairros de Belford Roxo.
A defesa de Rueda não negou as publicações de Eduardo e Varandão e defendeu que os posts foram feitos por terceiros e, por isso, não seriam de sua responsabilidade.
"A defesa aqui exposta é exclusivamente de conduta própria: fatos de terceiros, por graves que sejam, não são imputáveis a quem não os praticou, não os solicitou, não os ajustou e não os utilizou", afirmam os advogados em nota.
Para o MPE, a defesa "reverte-se de manifesta puerilidade e inconsistência jurídica". A instituição ainda disse que "admitir a homologação desta candidatura significaria chancelar uma intolerável fraude à vedação art. 17, § 4º, da Constituição Federal".
O presidente nacional do União Brasil e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, Antônio Rueda, foi acusado de agressão pela influenciadora de moda Luana Delledove, em vídeo gravado em um quarto de hotel em São Paulo.
No vídeo, a influenciadora afirma ter sido agredida por Rueda e mostra marcas vermelhas, que parecem ser sangue, no lençol da cama. Aparentando estar nervosa, ela diz ainda que está há mais de um ano sendo submetida a uma rotina de violência psicológica por parte do dirigente partidário, que estaria "traindo a mulher e traindo a amante".
Rueda é casado com a socialite de Brasília Flor Rueda. Luana encerra a gravação dizendo temer pelo que pode acontecer com sua família.
O vídeo tem diversos cortes. Em um dos trechos, Rueda aparece se vestindo e tenta deixar o quarto, quando é segurado por Luana.
Confira vídeo:
?? Presidente do União Brasil é acusado de agressão por influenciadora em vídeo gravado em SP
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 21, 2026
????Reprodução/ DCM
Confira ?? pic.twitter.com/nerXP6OWSN
O banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação premiada que cita pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles nesta quarta-feira (10).
Os documentos que elaboram a nova versão da delação premiada de Vorcaro foram entregues pela defesa à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na semana passada. Os órgãos agora analisam o material.
À coluna do jornalista Igor Gadelha, fontes que tiveram acesso ao material informaram que em relação ao PT baiano, a proposta de delação de Vorcaro menciona pagamentos que teriam sido realizados como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco Master no estado.
O Credcesta é um cartão de benefício consignado voltado para servidores públicos ativos e aposentados e cujos pagamentos das faturas são descontados diretamente em folha. O Banco Master passou a operar o Credcesta na Bahia entre os anos de 2018 e 2022.
Na época, o estado era governado por Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil no terceiro mandato de Lula. O ex-governador já negou publicamente ter relações próximas com Vorcaro. Ele disse que esteve com o banqueiro apenas uma única vez em agenda institucional e defendeu as investigações sobre o Caso Master.
Já a citação ao presidente do União Brasil inclui supostos repasses milionários que teriam sido feitos pelo Banco Master, por meio do escritório de advocacia ligado ao cacique partidário.
Antônio Rueda é considerado um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do estado que fez aportes bilionários em papéis e fundos ligados ao Banco Master. Publicamente, Rueda nega qualquer irregularidade, mas já admitiu ter prestado serviços advocatícios para o Banco Master por meio de seu escritório.
OUTROS MENCIONADOS
Ainda de acordo com o jornal Metrópoles, a delação de Vorcaro também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
Na nova proposta, o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar as benesses pagas por ele a Ciro e a Castro como propina, e não mais apenas como amizade, como sustentava até então.
O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, acompanhou, neste domingo (15) de Carnaval, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o ex-prefeito ACM Neto ao camarote da Prefeitura, no Circuito Osmar, no Campo Grande.
Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias, Rueda teve um mal-estar enquanto estava no espaço e precisou deixar o local para atendimento de emergência. Ainda conforme apuração, a situação aparentava estar sob controle após o atendimento inicial.
O presidente nacional do União Brasil, advogado Antônio Rueda, teria aparecido na investigação na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e no sistema financeiro. Segundo apuração do portal Metrópoles, Rueda seria o proprietário oculto de jatos executivos registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento suspeitos.
As aeronaves – um Cessna 560XL, um Cessna 525A, um Raytheon R390 e um Gulfstream G200 – são operadas pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa que também prestou serviços a dois dos principais investigados da operação: Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco") e Mohamad Hussein Mourad ("Primo"), dono da refinaria Copape. A TAP é conhecida por atender políticos e empresários.
O jato Cessna 560XL (registro PRLPG) está formalmente em nome da Magik Aviation, vinculada à Bariloche Participações S.A., presidida pelos empresários Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, do grupo de mineração Fource. Ambos foram alvos de buscas na Operação Sisamnes, que investiga venda de sentenças no STJ.
A Bariloche recebe recursos do fundo homônimo (Bariloche FIP), que por sua vez tem capital do fundo Viena, da gestora Genial – este último caracterizado como "fundo caixa-preta" e mencionado nas investigações do Carbono Oculto.
Os fundos Bariloche FIP e Viena apresentam "abstenção de opinião de auditoria" na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), indicando que não entregaram documentos para auditoria independente – prática comum em esquemas de ocultação de patrimônio. Investigadores suspeitam que a estrutura foi usada para lavar dinheiro do PCC.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo com PF e Receita Federal, revelou que o PCC controlava postos de combustíveis que movimentaram R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024. A facção infiltrou-se em toda a cadeia – da importação à distribuição – e usou fintechs e fundos para legalizar recursos ilícitos.
O União Brasil e Rueda ainda não se manifestaram sobre as investigações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.