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Pesquisa: amazonia
A Amazônia registrou o menor índice de desmatamento da série histórica que abrange o uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025, conforme o levantamento realizado pelo MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (14).
Em 2025 foram registrados 693 mil hectares de desmatamento, desse total, 639 mil hectares (cerca de 92%) correspondiam a vegetação primária (vegetação nativa), enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária (que já sofreu alguma modificação por conta da ação humana).
Para o pesquisador do Imazon e do MapBiomas, Bruno Ferreira, o resultado está alinhado à tendência recente de diminuição no desmatamento, também observada nos dados oficiais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).
Apesar do menor índice anual da série, a análise aponta que o bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025. Nesse mesmo período, a área destinada à agropecuária cresceu 440%, e a área acumulada de conversão da vegetação para usos humanos aumentou 492%, chegando a 74,6 milhões de hectares.
Nos territórios localizados a até cinco quilômetros das vias identificadas pelo levantamento, a agropecuária ocupa 40,2% da área, o equivalente a 63 milhões de hectares. A participação da atividade diminui conforme aumenta a distância das estradas. Em um raio de 20 quilômetros, a agropecuária representa 26,7% da área.
Já a vegetação nativa corresponde a 56,7% do território localizado a até cinco quilômetros das vias e a 69,3% quando considerado o raio de 20 quilômetros.
O governo federal publicou nesta terça-feira (22) uma medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 64 milhões para ações de mitigação dos impactos do El Niño no Brasil. A prioridade será atender comunidades da Amazônia Legal, especialmente aquelas que dependem da agricultura familiar.
Do total, R$ 40 milhões serão destinados ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para a compra e distribuição de alimentos da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos. Outros R$ 24 milhões serão repassados à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os recursos serão utilizados em ações emergenciais para garantir alimentos, água potável e outros insumos essenciais em terras indígenas.
A medida provisória foi aprovada pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. Segundo o governo, cerca de 1.300 comunidades indígenas e 4.026 famílias agricultoras serão beneficiadas. A compra de alimentos deverá alcançar 6,6 mil toneladas.
Além da liberação dos recursos, o governo federal lançou a página gov.br/elnino, com informações sobre o fenômeno, monitoramento de impactos, prevenção de desastres e medidas de preparação e resposta para áreas vulneráveis. A plataforma também reúne orientações destinadas a estados, municípios e à população sobre as ações adotadas para reduzir os efeitos do El Niño.
O ator Leonardo DiCaprio abriu o álbum de viagem pelo Brasil nas redes sociais e compartilhou com os seguidores como foi a passagem pelo país na última semana, que rendeu encontros com lideranças indígenas e com o presidente Lula.
Em uma postagem feita no Instagram, o artista falou sobre a experiência no Pantanal. Ativista das causas ambientais, o ator se hospedou com amigos na Fazenda Caiman, em Miranda, na região do Mato Grosso do Sul, espaço conhecido por servir como base para pesquisas e atividades de instituições que estudam espécies na região.
Fundador da Re:wild, organização não governamental (ONG) ambiental, que tem como foco a conservação e restauração de áreas selvagens para combater as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade, DiCaprio esteve com o cacique Raoni Metuktire, Cacique Tapi Yawalapiti e e a Liderança Feminina Watatakalu Yawalapiti do Território Indígena do Xingu TIX.
"Nos últimos anos, o Brasil tem empreendido esforços incríveis para proteger a Amazônia e outros ecossistemas únicos, liderados por povos indígenas, ONGs locais e o governo. Tenho orgulho de ter visitado alguns dos defensores que atuam na linha de frente e que são apoiados pela minha organização, a Re:wild".
De acordo com o presidente Lula, o encontro do artista no Planalto teve duração de 40 minutos e o ator pôde ouvir sobre os impactos das mudanças climáticas e as iniciativas do governo brasileiro de proteção ao meio ambiente.
"O Brasil é fundamental para o futuro do planeta, com ecossistemas extraordinários e povos indígenas e comunidades locais que os protegem há gerações. [..] Proteger a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado é proteger os povos indígenas, e o futuro do planeta", diz a postagem do ator.
Cerca de 60% das terras indígenas da Amazônia não registraram desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo levantamento do Imazon. No período, o bioma perdeu 2.702 km² de vegetação. Do total, 46,96 km² foram desmatados dentro de terras indígenas, o equivalente a 1,7% da área atingida.
Os registros ocorreram em 40% dos territórios, geralmente em áreas menores que um km². A Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará, teve a maior perda, com 4,44 km² desmatados. Na sequência aparecem Andirá-Marau, entre Amazonas e Pará, com 2,83 km², e Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, com 2,53 km².
O Pará liderou o desmatamento entre os estados, com 818 km², seguido por Mato Grosso, com 565 km², e Amazonas, com 495 km². Apesar das perdas, o calendário de agosto de 2025 a julho de 2026 apresentou o menor índice de desmatamento da Amazônia dos últimos 11 anos. Houve redução de 23% em relação aos 3.503 km² registrados no período anterior.
As áreas degradadas também tiveram forte queda. Foram 2.577 km² afetados por fogo ou extração seletiva de madeira, contra 35.229 km² no calendário anterior, uma redução de 93%. O Imazon destaca que os dados reforçam a importância das terras indígenas e de seus povos para a conservação da biodiversidade, a manutenção das chuvas e o combate às mudanças climáticas.
O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (27) que pretende construir um "super presídio" na Amazônia para abrigar chefes de facções criminosas, caso seja eleito. A declaração foi feita durante a convenção nacional do partido, em Brasília.
Segundo Zema, a unidade seria instalada em uma região de fronteira entre Brasil, Peru, Bolívia e Colômbia. Ele afirmou que os detentos trabalhariam para as Forças Armadas e defendeu mudanças na política de segurança pública. "Vou enquadrar todas as organizações criminosas como terroristas. Dá para respeitar a lei e prender bandido", declarou.
O ex-governador de Minas Gerais também prometeu acabar com as visitas íntimas e com as saídas temporárias para líderes de facções. Durante o discurso, ele criticou o sistema prisional e afirmou que o Judiciário "não prende bandido", além de dizer que as polícias militares estão sendo "desmoralizadas".
Ao justificar a proposta, Zema citou a política adotada pelos Estados Unidos para classificar organizações criminosas como grupos terroristas e afirmou que o Brasil deveria ter tomado a mesma medida. "Eu quero que o Brasil retome a soberania que nós estamos perdendo. O Brasil é que já deveria ter enquadrado essas facções como terroristas há muito tempo", disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele".
Disse o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.