Artigos
O El Niño não vota
Multimídia
Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Pesquisa: Senado
Uma pesquisa realizada pela Genial /Quaest apontou que o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) lideram as intenções de voto para as duas vagas ao Senado pela Bahia. O levantamento do mês de julho, divulgado nesta quarta-feira (29) mostrou que o ex- ministro lidera com 22% da combinação de votos totais (sendo a escolha de 33% dos eleitores no 1º voto e 10% no 2º voto). Já Wagner aparece em segundo lugar com 16% dos votos totais (escolhido por 12% no 1º voto e 20% no 2º voto).
Ambos mantêm os mesmos percentuais de liderança no cenário II da pesquisa estimulada. Abaixo deles, os candidatos com maiores pontuações são João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos). Roma aparece com 6% (10% no 1º voto e 3% no 2º voto).
Coronel também obteve 6% de votos (4% no 1º voto e 7% no 2º voto). Já a Professora Delliana Ricelli (PSOL) registrou 3%, seguido por Marcelo Santtana (DC): 1% e Gregorio Gould (UP): 0%. Indecisos somam 22% e Branco/Nulo/Não vai votar chegaram a 24%.
A pesquisa também mediu o grau de definição do voto e indicou o quanto a escolha do eleitor é definitiva para os principais candidatos. Nesta avaliação 60% dos entrevistados afirmam que o voto em Jaques Wagner é definitivo; 40% dizem que pode mudar.
Já para Angelo Coronel, 60% dos eleitores apontaram como definitivo e 40% pode mudar. Na avaliação de Rui Costa, 58% é definitivo; 42% pode mudar. João Roma obteve 56% de votos definitivos e 43% pode mudar. Já a Professora Delliana Ricelli obteve 34% definitivo; 66% pode mudar.

Foto: Genial/ Quaest
A pesquisa mostrou também dados relacionados ao potencial de voto e rejeição.
-
Para o candidato com maior potencial a exemplo do ex-ministro, Rui Costa, 47% dizem que conhecem e votariam, enquanto 38% conhecem mas não votariam.
-
39% dos eleitores afirmaram que conhecem e votariam em Jaques Wagner. Outros 39% conhecem mas não votariam.
-
Já Angelo Coronel e João Roma possuem índices de "conhece e votaria" de 11% e 8%, respectivamente, com altos índices de desconhecimento (acima de 60%).
ALIANÇAS POLÍTICAS
O estudo também mostrou o perfil desejado pelo público participante para os próximos senadores em relação ao Governo Federal. Dos entrevistados as respostas foram:
-
49% dos baianos gostariam que os senadores fossem aliados do presidente Lula.
-
18% preferem que sejam de oposição a Lula.
-
13% desejam senadores independentes.
-
11% responderam que "tanto faz".
Os dados por posicionamento político mostram que Rui Costa e Jaques Wagner lideram amplamente entre os eleitores lulistas (36% e 29%, respectivamente), enquanto João Roma (21%) e Angelo Coronel (15%) têm melhor desempenho entre a direita não bolsonaristas e o eleitorado bolsonarista.
A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026 ouviu presencialmente 1.200 eleitores de 16 anos ou mais, residentes na Bahia, entre os dias 23 e 27 deste mês. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Foto: Genial/ Quaest
A professora Deliana Ricelli (PSOL) é a única pré-candidata mulher ao Senado pela Bahia neste processo eleitoral. O tema foi destacado por ela nesta sexta-feira (24), durante a convenção partidária do PSOL-Rede.
Segundo Ricelli, sua candidatura reforça o compromisso do partido em democratizar o acesso à política e garantir que mulheres ocupem espaços de poder. "Até agora nós somos a única mulher candidata ao Senado, então a gente vem reforçando o compromisso que o PSOL tem em democratizar o acesso e dizer que, de fato, as mulheres ocupam espaço de poder, e a gente vem com essa tarefa", afirmou.
A pré-candidata destacou ainda que a chapa reúne outros nomes ligados à educação, com destaque para a presença de três professores.
"Na chapa, a gente tem mais uma mulher, que é a professora Maruzzi. O professor Nilo também está com a gente, então são três professores na chapa, eu, o professor Nilo e a professora Maruzzi. A gente vem num processo de desenvolver e pensar políticas públicas para as mulheres, autonomia para o povo negro e também a educação, que é o nosso ponto central, aquilo que a gente acredita que é capaz de transformar a sociedade", disse.
Questionada sobre a estratégia do PSOL para fortalecer sua bancada no Legislativo, ampliando a representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, Ricelli afirmou que o partido tem buscado um processo pedagógico, e não apenas discursivo, na formação de suas candidaturas femininas.
"Não é apenas o discurso. A gente não quer utilizar a figura da mulher só para garantir um percentual mínimo. O nosso partido tem um histórico de trazer mulheres com capacidade técnica para desenvolver, de fato, projetos que venham a alterar a vida do povo baiano e do povo do Brasil também", declarou.
Durante a convenção partidária estadual da Federação Rede-PSOL, realizada nesta sexta-feira (24), o porta-voz da Rede Sustentabilidade na Bahia, Marcelo Carvalho, confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal. Em um discurso contundente, Carvalho teceu duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e posicionou a federação como a única alternativa genuína para o eleitorado progressista baiano.
Carvalho destacou que a união entre Rede e PSOL reflete um diálogo direto com a base social do estado e criticou a forma como os grandes partidos têm conduzido a escolha de seus representantes. "Nós somos a única alternativa ao Senado do campo de esquerda [...] O que mais acontece em volta ao Senado são grandes partidos políticos que escolhem uma figura que é muito distante da população, que não debate diretamente com os trabalhadores", declarou o pré-candidato.
CRÍTICAS A GESTÃO PETISTA
Segundo ele, o PT abandonou suas raízes e deixou de representar os interesses da classe trabalhadora e do movimento sindical após duas décadas no poder. "Você tem um governo que está cansado. Você tem 20 anos de história de um governo que diz ser de esquerda, mas ao mesmo tempo que flerta com os trabalhadores, dorme na cama com os patrões", disparou Carvalho.
O pré-candidato também apontou o que ele avalia como contradições do atual grupo governista em pautas trabalhistas nacionais, como o debate sobre o fim da jornada de trabalho precarizada (referindo-se à luta pelo fim da escala 6x1), acusando a sigla de criar impeditivos no Congresso Nacional enquanto discursa a favor dos trabalhadores.
Viabilidade da chapa e disputa pelo Governo
Além de sua postulação ao Senado, Carvalho reforçou a viabilidade da chapa majoritária da federação, que conta com Ronaldo Mansur (PSOL) como pré-candidato ao Governo da Bahia. De acordo com o porta-voz, a candidatura de Mansur é uma "candidatura real", focada em elevar o nível de desenvolvimento e educação no estado.
Os principais objetivos da Federação Rede-PSOL destacados no evento incluem:
-
Aproximação com as bases: Retomar o diálogo direto com os trabalhadores baianos.
-
Renovação no Senado: Quebrar a tradição de candidatos "distantes da população".
-
Ocupação de espaços de poder: Eleger representantes na Câmara Federal, Assembleia Legislativa (ALBA), Senado e Governo do Estado para governar "pela população baiana, para o bem da população baiana"..
O ex-ministro do governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado pelo grupo de oposição, João Roma (PL), anunciou nesta quarta-feira (22) seus dois suplentes ao Senado, completando a chapa de oposição encabeçada pelo ex-prefeito e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União).
O anúncio foi feito durante a convenção partidária que oficializou ACM Neto como pré-candidato. Segundo Roma, a ex-prefeita de Juazeiro Suzana Ramos (PSDB) será a primeira suplente na chapa. A segunda suplência ficará com o ex-prefeito de Itapetinga Rodrigo Hagge (PSDB).
Segundo Roma, a escolha foi pautada pela experiência administrativa e pelo compromisso dos dois líderes com a melhoria da vida dos baianos. Para ele, Suzana e Rodrigo representam diferentes regiões do estado, fortalecendo uma chapa conectada com a realidade da Bahia.
“São pessoas de muito serviço prestado, que têm conexão com a realidade do dia a dia do cidadão baiano. Abrangemos diferentes regiões do estado e reunimos pessoas que fazem política por vocação, pensando em servir às pessoas”, afirmou.
Ao falar sobre Suzana Ramos, Roma destacou sua trajetória no sertão baiano e sua identificação com as demandas da população do Vale do São Francisco.
“Suzana é uma sertaneja valente, uma mulher de fibra e coragem, que conhece de perto a realidade do nosso povo. Ela tem uma conexão popular muito forte, faz política por vocação e sabe a dor de quem enfrenta os desafios do dia a dia. É uma liderança que engrandece nossa chapa e fortalece o compromisso de representar cada baiano nessa mudança que a Bahia precisa”, disse.
Já sobre Rodrigo Hagge, o candidato ao Senado ressaltou sua experiência como gestor municipal e sua liderança no sudoeste baiano.
“Rodrigo foi prefeito de Itapetinga por oito anos, reconhecido por uma excelente gestão é um jovem muito talentoso, respeitado em toda a região e que representa uma tradição de serviço à população. Tenho certeza de que ele também agrega muito à nossa caminhada”, afirmou.
Confira o momento:
?? João Roma anuncia dois ex-prefeitos como suplentes ao Senado
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 22, 2026
???? Mauricio Leiro/ Bahia Notícias
Confira ?? pic.twitter.com/pfaIo8s1aR
Durante a convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) realizada nesta terça-feira (21), em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT-BA) oficializou o nome do professor e ex-prefeito da capital baiana, Edvaldo Brito (PSD), como o primeiro suplente em sua chapa para a reeleição ao Senado Federal.
O anúncio reuniu as principais lideranças da base governista na Bahia, reforçando a aliança entre o PT e o PSD para o pleito. A segunda vaga de suplência, no entanto, ainda segue em aberto.
ELOGIOS
Ao confirmar a indicação, Jaques Wagner relembrou a parceria histórica com Brito, destacando o papel fundamental do aliado, então vice-prefeito de Salvador, nas negociações que destravaram a transferência da gestão do metrô da prefeitura para o governo do Estado. O senador petista não poupou elogios ao novo companheiro de chapa.
"Estou fazendo essa indicação, de acordo com o governador, evidente, de acordo com o PSD, com muito gosto [...]. Uma pessoa que dispensa apresentações, uma reserva moral, uma reserva intelectual, uma reserva jurídica, ex-prefeito dessa capital, vereador, e, portanto, eu acho que dispensa qualificações. Edvaldo Brito, o nome fala por si só", declarou.
Em seu pronunciamento, Edvaldo Brito relembrou o período em que atuou como secretário de Estado na gestão de Wagner e reforçou o compromisso do PSD com a chapa majoritária. O candidato a suplente também aproveitou a oportunidade para tecer duras críticas à atual gestão de Salvador, com foco especial na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), referindo-se à política fiscal do município como uma "extorsão tributária" que tem gerado milhares de processos judiciais.
Sobre a composição da chapa, Brito adotou um tom agregador. "Fui seu secretário de Estado (de Wagner). Portanto, nós estamos acostumados a unir. O PSD vai para essa chapa, disposto a colaborar com o meu presidente, o Otto Alencar, e nós vamos trabalhar."
PSD UNÂNIME
O presidente estadual do PSD e também senador, Otto Alencar, endossou a escolha de Brito e garantiu que o nome foi amplamente validado pelas bases da sigla na Bahia. Otto enfatizou a união do partido em torno das reeleições de Wagner, do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O PSD tomou essa decisão ouvindo todo o Diretório Estadual, todos os prefeitos, ex-prefeitos, prefeitas, lideranças, vereadores [...]. Foi unanimidade essa indicação para a suplência do senador Jaques Wagner."
Otto destacou ainda a forte relação pessoal e política de mais de quatro décadas que mantém com Edvaldo Brito, além de exaltar a atuação de Jaques Wagner no Congresso na articulação das pautas do governo federal.
EDVALDO BRITO
Edvaldo Brito tem 88 anos e é jurista, professor universitário e político, reconhecido como uma autoridade em Direito Tributário. Com uma sólida carreira acadêmica, sendo Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ele também possui uma longa e expressiva trajetória na vida pública baiana. Ao longo de sua trajetória, Brito já ocupou os cargos de prefeito de Salvador (1978-1979), vice-prefeito da capital (2009-2012), secretário de Estado e vereador, consolidando-se como uma influente liderança política, atualmente filiada ao Partido Social Democrático (PSD).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"É o PT na Bahia que perdeu os escrúpulos. É o poder acima do bem e do mal".
Disse o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) ao criticar a base do Governo do Estado por manter a candidatura do deputado estadual Binho Galinha (Avante), nas eleições de 2026.