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Pesquisa: Senado
Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias comentou a possibilidade de uma sabatina prolongada no Senado Federal, prevista para avaliar seu nome na próxima quarta-feira (29).
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em conversa com um interlocutor, o atual advogado-geral da União afirmou não ver dificuldades em enfrentar uma sessão extensa de questionamentos por parte dos senadores, a exemplo do que ocorreu em 2015 com Edson Fachin.
"Para quem já esperou cinco meses, 12 horas não é problema", disse.
Uma audiência pública no Senado Federal, marcada para a próxima terça-feira (28), às 9h30, deve discutir pontos da reforma tributária com impacto direto no financiamento do esporte olímpico brasileiro. O encontro ocorrerá em Brasília e contará com a presença de representantes do Comitê Olímpico do Brasil, confederações e atletas. A informação foi veiculada inicialmente pelo portal “Lance!”.
A mobilização ocorre após a aprovação, na Câmara dos Deputados, de mudanças na Proposta de Emenda à Constituição que alteram a forma de distribuição dos recursos provenientes das casas de apostas esportivas. A proposta segue agora para análise no Senado.
Entidades esportivas, como o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o Comitê Brasileiro de Clubes, estão entre as beneficiárias desses repasses e avaliam que a nova regra pode reduzir em cerca de 30% os valores destinados ao setor.
Ao comentar o tema, o gerente jurídico do CBC, Felipe Cavalcanti, destacou o impacto potencial da medida: "Se essa mudança for aprovada no Senado, acabou, não tem o que fazer, vai haver uma mudança na Constituição. A audiência pública desta terça-feira é sobre tributação, mas esse assunto também tangenceia a questão das bets".
A audiência foi convocada pela senadora Leila Barros, ex-jogadora da Seleção Brasileira de vôlei e atual presidente da Comissão de Esporte. Segundo Cavalcanti, o objetivo é ampliar o debate e ouvir os diferentes setores envolvidos. "Foi a senadora Leila Gomes (ex-Seleção Brasileira de vôlei), presidente da Comissão de Esportes, quem convocou essa audiência pública para que os interessados se manifestem, para ouvir a população. Nossa posição é contra essa supressão de 30% dos recursos. É o momento de a gente se manifestar, como aconteceu em 24 de fevereiro, quando lotamos a Câmara", afirmou.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Jorge Messias ampliou, nos últimos dias, a preparação para a sabatina no Senado, marcada para a próxima quarta-feira (29).
De acordo com informações do Metrópoles, na última terça-feira (21), feriado de Tiradentes, Messias participou de reuniões com estrategistas de comunicação para discutir possíveis abordagens durante a avaliação parlamentar.
Nos encontros, foram simuladas perguntas e respostas sobre temas considerados sensíveis, como a crise de confiança no Supremo Tribunal Federal, os atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil e pautas de costumes, com destaque para o debate sobre o aborto.
Duas ex-ministras do governo Lula, que recentemente se desincompatibilizaram de seus cargos para concorrer nas eleições de outubro, estão liderando a disputa para o Senado no estado de São Paulo. É o que mostra o levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (16), que revela o potencial eleitoral de Marina Silva e Simone Tebet.
Nos três cenários apresentados aos eleitores pelo Paraná Pesquisas, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), aparece na liderança, sempre seguida pela ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que saiu do MDB e se filiou ao PSB para a disputa ao Senado.
Em terceiro lugar nas simulações, desponta deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), candidato do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Logo depois aparece o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, Ricardo Salles, do Novo.
Confira abaixo os três cenários da disputa para o Senado no estado de São Paulo. Os entrevistados, ao responderem o questionamento, podiam indicar dois candidatos de sua preferência.
A mudança de nome nos cenários se dá no candidato do PL, que ainda não foi definido pelo partido:
Cenário 1
Marina Silva (Rede) - 37,8%
Simone Tebet (PSB) - 32,9%
Guilherme Derrite (PP) - 27,4%
Ricardo Salles (Novo) - 19,2%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 15,1%
André do Prado (PL) - 9,8%
Não sabe/ não opinou: 6,8%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 12,4%
Cenário 2
Marina Silva (Rede) - 37,7%
Simone Tebet (PSB) - 32,3%
Guilherme Derrite (PP) - 27,4%
Ricardo Salles (Novo) - 26,8%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 14,8%
Mário Frias (PL) - 13,4%
Não sabe/ não opinou: 6,3%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 12,3%
Cenário 3
Marina Silva (Rede) - 37,4%
Simone Tebet (PSB) - 32,36
Guilherme Derrite (PP) - 26,7%
Ricardo Salles (Novo) - 18,3%
Coronel Mello Araújo (PL) - 18,1%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 13,8%
Não sabe/ não opinou: 5,9%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 11,9%
Na sondagem espontânea, quando os entrevistados dizem o nome do seu preferido para o Senado sem consultar uma lista prévia, a ex-ministra Simone Tebet aparece na primeira colocação, seguida de Derrite. Confira abaixo as intenções de votos espontâneas dos eleitores de São Paulo:
Simone Tebet (PSB) - 3,1%
Guilherme Derrite (PP) - 2,1%
Fernando Haddad (PT) - 1,5%
Marina Silva (Rede) - 0,8%
Ricardo Salles (Novo) - 0,3%
André do Prado (PL) - 0,2%
Coronel Mello Araújo (PL) - 0,1%
Mario Frias (PL) - 0,1%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 0,1%
Outros nomes - 0,9%
Não sabe/não opinou - 85,4%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 11 e 14 de abril com 1.600 eleitores em 80 municípios. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número SP-00378/2026.
Alcolumbre atuou por Odair Cunha e garantiu aprovação do nome do petista para o TCU também no Senado
Menos de 24 horas depois da votação realizada pela Câmara, o Senado ratificou a eleição do deputado Odair Cunha (PT-MG) para assumir a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU) após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Cunha teve seu nome aprovado na sessão plenária desta quarta-feira (15) com 50 votos favoráveis e oito contrários.
Durante a votação, a indicação de Odair Cunha recebeu manifestações de apoio de diversos senadores em Plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a “legitimidade da aprovação”, pela votação obtida na Câmara.
“Teve o apoio expressivo de 303 votos de deputadas e deputados, em uma votação que contava com cinco candidaturas”, disse Alcolumbre.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que a votação de Odair Cunha representou um “dia de nobreza” para o parlamento, principalmente pelo cumprimento de um acordo feito na eleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Essa Casa vive de debates, discussões, compromissos e acordos cumpridos, e havia um acordo que foi feito. Por isso eu parabenizo o presidente Hugo Motta, assim como o indicado Odair Cunha, porque houve em determinado momento um acordo feito, e bato palmas, pois sei do esforço que Hugo Motta para que fosse respeitado o acordo feito”, disse Wagner.
Além de Hugo Motta, o indicado pelo PT contou também com a atuação direta de Davi Alcolumbre para garantir a eleição de ao Tribunal de Contas da União. Segundo a Folha de S.Paulo, Alcolumbre chegou a ligar para deputados de seu próprio partido pedindo votos ao petista, mesmo com a candidatura de Elmar Nascimento (União-BA), nome da própria legenda.
O deputado baiano ainda contou com apoio de parte do PL nos dias que antecederam a votação, mas fechou a votação com apenas 96 votos.
De acordo com a Folha, a movimentação de Alcolumbre para aprovar o nome de Odair Cunha ocorreu em meio a uma reaproximação entre o presidente do Senado e o governo Lula. A relação, antes desgastada, passou a dar sinais de distensão.
Na Câmara, o deputado Odair Cunha obteve um total de 303 votos após acordo com Hugo Motta e partidos do Centrão, com apoio de siglas como União Brasil e PSD. Ele é o primeiro petista a vencer uma eleição para ministro do TCU desde a redemocratização.
Odair Cunha é advogado e está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. É autor de 18 projetos que viraram lei, entre eles o que originou a lei que retomou e reformulou incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar as atividades durante a pandemia de Covid-19. Foi relator de 230 proposições transformadas em lei.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.