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Pesquisa: Senado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações relativas ao caso Master. Os dados constam em relatório da Polícia Federal tornado público após o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, determinar a retirada do sigilo dos autos do caso Master, nesta sexta-feira (11).
Segundo informações da CNN, a decisão sobre o monitoramento foi proferida em 17 de junho de 2026. A Polícia Federal aponta uma proximidade entre o parlamentar e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicando a existência de uma relação de confiança que favoreceria tratativas de interesse da instituição financeira.
As investigações citam a suspeita de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo senador, de forma direta ou indireta. Entre os pontos apurados pela Polícia Federal estão a aquisição de um apartamento em Salvador em favor do parlamentar, repasses financeiros e indícios de atuação legislativa em pautas correlatas aos interesses do banco.
A determinação judicial alcançou também Augusto Ferreira Lima e outros investigados no processo. A medida ficou restrita ao acesso a metadados e registros técnicos — como estações rádio base (ERBs), números de identificação de aparelhos (IMEI), histórico de chamadas e dados de conexão —, sem incluir a interceptação do conteúdo das conversas ou mensagens.
O Grupo Aratu dá início, na próxima segunda-feira (14), a uma série de sabatinas ao vivo com os candidatos que disputam a vaga ao Senado Federal pela Bahia nas Eleições 2026. As entrevistas serão transmitidas diariamente das 18h40 às 19h15 pela TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia), pelo Portal Aratu On, pela Rádio Antena 1 Bahia (100.1 FM) e pelos canais digitais do grupo, sob a mediação do jornalista Pablo Reis.
A programação contempla 6 postulantes ao cargo ao longo de duas semanas. O cronograma do primeiro bloco traz Rui Costa na segunda-feira (14), a professora Deliana Ricelli na terça-feira (15) e Angelo Coronel na quarta-feira (16). Na semana seguinte, a sequência de entrevistas prossegue com Jaques Wagner (21), Marcelo Carvalho (22) e João Roma (23).
De acordo com o mediador Pablo Reis, a iniciativa busca oferecer um espaço de utilidade pública para a apresentação e contestação de propostas sobre temas relevantes ao estado e ao país. "As eleições são um dos momentos mais importantes da democracia, e o papel do jornalismo é garantir que o eleitor tenha acesso a informações confiáveis para formar sua opinião", destacou o jornalista.
As sabatinas integram um conjunto de projetos editoriais do Grupo Aratu voltados para a cobertura do pleito de 2026. A emissora realizou, em 9 de agosto, o primeiro debate televisivo com os candidatos ao Governo da Bahia. A cobertura multiplataforma inclui ainda o programa diário Linha de Frente, transmitido na Rádio Antena 1 Bahia das 18h às 19h com a participação de jornalistas convidados para análise política, e o formato documental Na Pista, focado no acompanhamento dos bastidores da rotina de campanha dos concorrentes ao governo estadual.
Nesta que é a primeira eleição geral em que a Justiça Eleitoral permite que os candidatos informem, facultativamente, a sua orientação sexual, o Senado pode ter em 2026 a sua primeira parlamentar que se autodeclara lésbica. Essa foi a orientação sexual declarada pela candidata Samanda de Lula, que disputa uma vaga ao Senado pelo PT do Rio Grande do Norte.
Em todo o estado do Rio Grande do Norte, apenas 15 candidatos se autodeclararam LGBTQIA+, com predominância para os partidos de esquerda. As informações foram apuradas com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Como o estado possui um total de 324 registros de candidatura, entre postulantes a governador, senador, suplente, deputado federal e estadual, as candidaturas autodeclaradas LGBTQIA+ representam 4,6% do total. Outros 135 candidatos optaram por não divulgar sua orientação sexual.
Já no país, 91 das 7.253 mulheres candidatas informaram ser lésbicas e autorizaram a divulgação da orientação sexual. Entre as mulheres, 3.403 (46,9%) optaram por não divulgar a orientação sexual. Ao todo, esta eleição registrou 20.769 pessoas candidatas.
Na mais recente pesquisa divulgada no Rio Grande do Norte, da Real Time Big Data, nesta quinta-feira (10), Samanda de Lula aparece na segunda colocação, com 16% das intenções de voto. A candidata do PT perde apenas para o atual senador Styvenson Valentim (Podemos), que aparece com 18%.
(A pesquisa Real Time Big Data teve 1.600 entrevistados de 5 a 9 de setembro de 2026. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RN-08492/2026).
Natural de Mossoró, Samanda Alves por mais de 20 foi assessora pessoal de Fátima Bezerra, acumulando cargos como secretária-adjunta do Gabinete Civil do Governo do Rio Grande do Norte, subsecretária do Trabalho, Emprego e Renda, coordenando o SINE/RN, e também ocupou função no Ministério de Direitos Humanos da Presidência da República, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Em 2022, a pedido da governadora, ela disputou um mandato de deputado federal pela federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. Samanda obteve 31.240, mas não se elegeu porque não alcançou os 20% do quociente eleitoral. Em 2024, Samanda conquistou o primeiro mandato eletivo. Com 13.456 votos, se elegeu vereadora em Natal.
Para 2026, Samanda Alves foi escolhida para ser candidata ao Senado por conta da desistência da governadora Fátima Bezerra em se candidatar.
Em meio à maior crise já vivida em seus 135 anos de história, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro dos debates em meio à campanha eleitoral de 2026. Decisões judiciais, investigações policiais e conflitos entre ministros passaram a produzir consequências políticas praticamente diárias, enquanto candidatos e partidos incorporam cada novo episódio às suas estratégias eleitorais.
A crise, fomentada principalmente pelo escândalo do Banco Master e a revelação de relações entre Daniel Vorcaro e diferentes personagens e autoridades do país, elevou o STF ao posto de principal protagonista desta eleição. E em meio às acusações que envolvem alguns dos ministros da Corte, o debate sobre a abertura de processos de impeachment se tornou o combustível que alimenta muitas das candidaturas para as 54 cadeiras em disputa para o Senado nestas eleições.
Eleger uma numerosa bancada no Senado e, com isso, obter a presidência da Casa e dar prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF é, por exemplo, uma das principais estratégias do maior partido de oposição, o PL. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, diz que o PL deve entrar em 2027 com uma bancada de 28 senadores, entre os eleitos neste ano e os que ainda possuem quatro anos de mandato.
A estratégia do PL e de outros oposicionistas espalhados por partidos como Republicanos, PP e União Brasil, foi traçada desde o ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do partido à presidência, Flávio Bolsonaro, também vem defendendo o esforço para aumentar a representatividade da direita no Senado, com objetivo de facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Entretanto, para ter uma margem segura que permita a aceitação de pedidos de impeachment, a oposição e os partidos de direita precisam controlar um mínimo de 54 cadeiras no Senado. Isso porque encontra-se válida uma decisão tomada em dezembro do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes que impacta diretamente as estratégias dos partidos referentes ao Senado.
Em uma decisão monocrática tomada na apreciação das ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950. A suspensão, que se deu em decisão com caráter liminar, estabeleceu que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54).
A mudança de entendimento elevou a maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo de impeachment. Com isso, a estratégia do PL e de demais partidos se tornou ainda mais desafiadora.
Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026.
O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que estão no momento mais bem colocados para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.
Confira abaixo como está a disputa e os dois primeiros colocados, com os estados divididos por região:
REGIÃO NORDESTE
BAHIA
Rui Costa (PT) - 26%
Jaques Wagner (PT) - 19%
(Real Time Big Data - 09/9)
ALAGOAS
Arthur Lira (PP) - 20%
Renan Calheiros (MDB) - 18%
(Quaest - 24/8)
CEARÁ
Cid Gomes (PSB) - 24%
Capitão Wagner (União Brasil) - 20%
(Datafolha - 04/9)
MARANHÃO
Roseana Sarney (MDB) - 18%
Fufuca (PP) - 15%
(Real Time Big Data - 10/9)
PARAÍBA
João Azevêdo (PSB) - 53,1%
Veneziano Vital do Rego (MDB) - 33,9%
(Instituto Data Ranking - 10/9)
PERNAMBUCO
Marília Arraes (PDT) - 17%
Humberto Costa (PT) - 14%
(Quaest - 08/9)
PIAUÍ
Marcelo Castro (MDB) - 22,4%
Júlio César (PSD) - 17,2%
(AtlasIntel - 03/9)
RIO GRANDE DO NORTE
Styvenson Valentim (Podemos) - 18%
Samanda de Lula (PT) - 16%
(Real Time Big Data - 10/9)
SERGIPE
Delegado André David (Republicanos) - 18%
André Moura (União Brasil) - 12%
(Real Time Big Data - 04/9)
REGIÃO NORTE
ACRE
Gladson Camelli (PP) - 38%
Jorge Viana (PT) - 34%
(Instituto Travessia - 06/9)
AMAPÁ
Rayssa Furlan (Podemos) - 33%
Randolfe Rodrigues (PT) - 20%
(Real Time Big Data - 09/9)
AMAZONAS
Eduardo Braga (MDB) - 50%
Capitão Alberto Neto (PL) - 39,3%
(Paraná Pesquisas - 04/9)
PARÁ
Helder Barbalho (MDB) - 36%
Delegado Éder Mauro (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 08/9)
RONDÔNIA
Dr. Fernando Máximo (PL) - 17%
Silvia Cristina (PP) - 11%
(Quaest - 25/8)
RORAIMA
Teresa Surita (MDB) - 25%
Nicoletti (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 10/9)
TOCANTINS
Eduardo Gomes (PL) - 39,2%
Alexandre Guimarães (MDB) - 27,8%
(Instituto Veritá - 09/9)
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL
Michelle Bolsonaro (PL) - 26%
Leila Barros (PDT) - 17%
(Quaest - 08/9)
GOIÁS
Gracinha Caiado (União Brasil) - 46%
Gustavo Gayer (PL) - 36,4%
(Instituto Goiás Pesquisas - 08/9)
MATO GROSSO
Mauro Mendes (União Brasil) - 55%
Janaina Riva (MDB) - 31,5%%
(Paraná Pesquisas - 09/9)
MATO GROSSO DO SUL
Reinaldo Azambuja (PL) - 32%
Capitão Contar (PL) - 23%
(Real Time Big Data - 10/9)
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO
Renato Casagrande (PSB) - 28%
Sergio Meneguelli (PSD) - 12%
(Real Time Big Data - 09/9)
MINAS GERAIS
Marília Campos (PT) - 13%
Aécio Neves (PSDB) - 10%
(Quaest - 08/9)
RIO DE JANEIRO
Benedita da Silva (PT) - 15%
Marcelo Crivella (Republicanos) - 8%
(Quaest - 08/9)
SÃO PAULO
Marina Silva (Rede) - 34,9%
Simone Tebet (PSB) - 32,7%
(Futura/100% Cidades - 08/9)
REGIÃO SUL
PARANÁ
Deltan Dallagnol (Novo) - 30,8%
Alexandre Curi (Republicanos) - 28,4%
(Paraná Pesquisas - 03/9)
RIO GRANDE DO SUL
Marcel van Hattem (Novo) - 22%
Manuela D´Ávila (Psol) - 18%
(Real Time Big Data - 10/9)
SANTA CATARINA
Esperidião Amin (PP) - 19%
Carlos Bolsonaro (PL) - 16%
(Quaest - 24/8)
Se a eleição confirmar esses resultados de momento, a distribuição das 54 cadeiras entre os partidos ficaria da seguinte forma:
PL - 10
MDB - 9
PT - 8
PP - 5
PSB - 4
UNIÃO BRASIL - 4
REPUBLICANOS - 3
PDT - 2
PSD - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1
Dos 27 senadores que seguem no mandato até 2031, e aos quais se somarão os 54 eleitos em outubro, dez são do PL, quatro do Republicanos, três do PSD, três do PT, três do PP, dois do União Brasil, um do MDB e um do PSB. Essa situação pode sofrer alterações, já que nove dos parlamentares que estão em meio de mandato concorrem aos governos de seus estados.
Contando os candidatos que, no momento, estariam conquistando as duas vagas ao Senado em seus estados, e mais os 27 que ainda cumprirão quatro anos de mandato (sem separar os que podem sair caso se elejam governadores), a divisão das cadeiras mostra que o PL chegaria a 2027 como a principal força do Senado, com 20 cadeiras.
Veja abaixo como ficaria a divisão do Senado entre os partidos, caso as urnas confirmem as pesquisas atuais:
PL - 20
PT - 11
MDB - 10
PP - 8
REPUBLICANOS - 7
UNIÃO BRASIL - 6
PSD - 5
PSB - 5
PDT - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1
Os partidos que declaradamente pedem o impeachment de ministros do STF são o PL e o Novo. Há diversos senadores em outros partidos que também abraçam essa causa, mas não é possível contabilizar a bancada inteira de siglas como União Brasil, PP e PSD a favor da abertura de processos.
Se a integralidade das bancadas dos partidos de oposição e de direita se colocassem a favor da abertura do processo de impeachment de um ministro, e nessa conta entrassem PL, PP, Republicanos, União Brasil e Novo, a quantidade de votos chegaria a 43 senadores. Um número, portanto, bem abaixo dos 54 necessários para que seja aprovada a abertura de um processo.
O novo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas, nesta sexta-feira (11), mostra que Daniel Vilela (MDB), atual governador do estado, tem 45,1% das intenções de voto para o governo de Goiás, no primeiro turno. Com o índice, o ex-deputado e ex-vice-governador na gestão de Caiado, segue com uma margem de mais de 20 pontos frente ao segundo colocado na disputa, Marconi Perillo (PSDB).
Perillo (PSDB) aparece com 23,2% das intenções de voto, enquanto Wilder Morais surge em terceiro, com 15% no 1º turno. Luis Cesar Bueno (PT) aparece com3,4%, Luciana Amorim (UP) registra 1,6% das intenções de voto e Danilo Pinheiro (PCO) surge com 1,5%. Outros 6,9% afirmaram que não votariam em ninguém ou nulo e 4,8% não souberam ou não opinaram.
O instituto ouviu 1.248 eleitores com 16 anos ou mais em 61 municípios de Goiás, entre os dias 08 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código 03096/2026.
O levantamento não simulou cenários de segundo turno. Na pesquisa anterior, realizada em julho, Vilela tinha 44,4% e Perillo, 25,4%.
Na disputa ao Legislativo Federal, considerando as duas vagas ao Senado, a pesquisa estimulada da Paraná, em que os nomes dos candidatos são apresentados e os eleitores podem dizer dois nomes, coloca Gracinha Caiado na liderança. Gracinha, que é esposa do ex-governador e candidato à Presidência da República pelo PSD, aparece com 42,7% das intenções de voto. O deputado Gustavo Gayer (PL) aparece em segundo lugar com 27,6%.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.