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Pesquisa: Senado
A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira (27) apoio à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado. A eleição está marcada para 1º de fevereiro.
Em nota assinada pelos presidentes das duas siglas, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), a federação afirmou que a continuidade de Alcolumbre contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político do país.
As duas legendas apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. O apoio a Alcolumbre representa uma mudança de posicionamento e pode dificultar os planos do PL de lançar um candidato próprio ao comando do Senado.
Segundo a CNN Brasil, Ciro Nogueira teria sinalizado apoio sem consultar a bancada do PP. Senadores ouvidos pela emissora afirmam que o movimento estaria relacionado a uma possível articulação para apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos) à Presidência da Câmara dos Deputados.
Alcolumbre tem buscado apoio de diferentes partidos para garantir a reeleição. De acordo com a CNN Brasil, ele contabiliza 48 votos, enquanto integrantes da oposição estimam que o senador tenha 38 — três a menos que o necessário para vencer.
O instituto Palver divulgou neste sábado (24) sua nova pesquisa para presidente da República na véspera do segundo turno das eleições de 2026, e o resultado mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 50% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula (PT) marca 49%.
A Palver foi a única pesquisa que, no primeiro turno, acertou o placar do candidato Flávio Bolsonaro. Das 11 pesquisas que saíram na véspera do pleito, somente a Palver registrou Flávio Bolsonaro com 47%, índice confirmado pelas urnas.
Cenário estimulado - votos totais
Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 49%
Branco/Nulo/Não vai votar: 1%
Indecisos: 0%
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado no dia 20 de outubro, o líder petista oscilou um ponto para cima, enquanto o candidato do PL permaneceu com o mesmo percentual.
Metodologia: 5.000 entrevistados pela Palver de 22 a 24 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-01794/2026.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores mantidos em contas bancárias e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele é investigado por suspeitas de envolvimento em crimes como desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas digitais.
Entre os ativos atingidos pela decisão do ministro Alexandre de Moraes está uma conta vinculada a uma empresa de Tomaz proprietária de uma bet sob investigação. Até meados de 2025, Flávio Bolsonaro figurava como associado “máster” da empresa, condição que lhe permitia movimentar recursos e realizar transações.
Segundo informações divulgadas pela revista Piauí, apenas o senador e o advogado tinham autorização para operar a conta naquele período. Além do bloqueio, Moraes determinou que bancos e instituições financeiras informem quem estava autorizado a movimentar os recursos, incluindo eventuais cotitulares das contas.
A medida busca esclarecer as operações financeiras relacionadas à empresa de apostas. A investigação teve origem no Rio Grande do Sul, a partir de suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas. O caso chegou ao STF após a menção a Flávio Bolsonaro, que possui foro por prerrogativa de função. Moraes foi sorteado como relator do processo.
Outro ponto considerado pelo Supremo é a saída de Willer Tomaz do Brasil, em 21 de agosto. Até o momento, não há registro de retorno do advogado ao país. Para a Corte, a ausência aumenta o risco de destruição de provas e de dados relevantes para a apuração.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite uma ação que busca obter informações sobre possíveis visitas da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Senado. O parecer foi encaminhado à Corte nesta quinta-feira (22).
A iniciativa é do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), que tenta obrigar o Senado a fornecer registros de entrada e saída de pessoas citadas no pedido. A Casa havia negado o acesso, sob a justificativa de que os dados solicitados contêm informações de caráter pessoal.
A solicitação também abrange eventuais registros do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Gonet sustentou que o instrumento jurídico utilizado pelo vereador não permite reivindicar, em nome próprio, direitos coletivos. Para o procurador-geral, não foi demonstrada a violação de um direito individual líquido e certo que justificasse o mandado de segurança.
O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux, e ainda não há data definida para a análise do caso pelo STF.
O Senado do Peru aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que delega mais poderes à presidente Keiko Fujimori por 90 dias, incluindo a possibilidade de legislar sobre o crime organizado sem o aval do Congresso.
A proposta, que abrange medidas de segurança cidadã e de enfrentamento ao fenômeno El Niño, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados. No Senado, o texto recebeu novas atribuições durante a votação em plenário e foi aprovado por 35 votos a favor, 18 contra e seis abstenções.
As mudanças ampliam os instrumentos disponíveis para o governo no combate ao crime organizado, com alterações nas regras penais e penitenciárias, além da previsão de maior participação das Forças Armadas em ações de segurança.
USO DAS FORÇAS ARMADAS
Entre as propostas incluídas pelo Senado no dia da votação, está a permissão para as Forças Armadas intervirem em casos que superem a capacidade da Polícia Nacional ou "houver risco de isso ocorrer."
O projeto também permite a criação do cadastro de organizações criminosas que empreguem métodos semelhantes aos do terrorismo.
Esses grupos poderão ser alvo de técnicas especiais de investigação, medidas sobre seus bens e ativos e regras específicas de execução penal, mesmo se não forem classificados formalmente como organizações terroristas.
O texto contempla ainda mudanças nas regras de conversão de penas e de concessão de benefícios penitenciários, além de medidas para reforçar a segurança nas prisões.
Entre elas, está a possibilidade de utilizar instalações militares para abrigar determinados presos de baixa periculosidade ou crimes menores.
Também estão previstas medidas para identificar, rastrear e bloquear celulares e linhas utilizados ilegalmente.
O governo Fujimori poderá reforçar o controle migratório, incluindo procedimentos de identificação, verificação de documentos e fiscalização, segundo o texto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Erika Hilton
"Fica cada dia mais evidente que Flávio Bolsonaro não concorreu à presidência para liderar esse país. Flávio Bolsonaro zerou o Código Penal, estava na máfia do Vorcaro, protegia milicianos e defendia um assassino de criança".
Disse a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) ao anunciar em suas redes sociais, nesta terça-feira (27), que deve ingressar na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedidos de bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL). A deputada vai requer o bloqueio das contas bancárias do ex-candidato a presidente e também da esposa dele.