Valor de apreensões de canetas emagrecedoras salta de R$ 4 mi para mais de R$ 80 mi, segundo Receita
Por Redação
O valor das apreensões de canetas emagrecedoras pela Receita Federal saltou de R$ 4 milhões para mais de R$ 80 milhões no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
O valor registrado é mais de 20 vezes superior ao visto no ano passado. Entre os principais fatores que justificam as estatísticas, está o crescimento da entrada irregular desses medicamentos no país, que não possuem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, mesmo assim, são comercializados.
De acordo com a Receita, houve ainda um aumento da comercialização desses produtos no ambiente digital, onde canetas são encontradas com facilidade em plataformas de marketplace, inclusive em anúncios feitos por vendedores não autorizados.
Entre os fornecedores ilegais e maior destaque, estão comerciantes do Paraguai, por conta da diferença alarmante de preço. Enquanto no Brasil os usuários podem chegar a pagar até R$ 4 mil, algumas canetas paraguaias são encontradas em uma faixa de preço que varia de R$700 a R$ 1 mil.
Por esse motivo, Brasil e Paraguai ampliaram a cooperação para combater a circulação ilegal desses produtos. A Anvisa e a Dinavisa, autoridade sanitária paraguaia, assinaram acordo que prevê troca de informações, compartilhamento de resultados de testes laboratoriais, apoio a ações de fiscalização nas regiões de fronteira e cooperação contra falsificações e contrabando.
Apesar do avanço do mercado ilegal, também tem crescido o número de canetas emagrecedoras regularizadas no Brasil. A ampliação da oferta de medicamentos autorizados é vista como um fator que pode aumentar a concorrência e contribuir para a redução dos preços.
Em julho, cinco novas canetas de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, foram aprovadas pela Anvisa. A agência também concedeu os primeiros registros de medicamentos genéricos à base da substância.
