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Quarta, 23 de Junho de 2021 - 00:00

DEM avalia condicionar participar de 'terceira via' à ausência de Doria em chapa

por Fernando Duarte / Mauricio Leiro

DEM avalia condicionar participar de 'terceira via' à ausência de Doria em chapa
Foto: Max Haack / Secom

A desavença entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) pode impactar na composição da "terceira via". O partido presidido por Neto estuda a possibilidade de não integrar a frente caso o tucano vença as prévias do partido, com regras já aprovadas pela executiva (veja mais).

 

A disputa no PSDB, que colocará frente a frente Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, poderá ter a influência do Democratas. Aliados de Neto comentam que existe a possibilidade da legenda em abrir mão da composição caso Leite não saia vitorioso. Neto já teria comentado nos bastidores sobre o arranjo e a alternativa de ajuste na chapa. 

 

O DEM poderia abrir mão do nome do ex-ministro Henrique Mandetta, possível candidato em 2022 (veja mais aqui), encaminhando uma disputa democrata para o governo ou ao Senado no Rio de Janeiro. Com a saída da disputa na chapa, Eduardo Leite poderia então, compor a candidatura da terceira via na vice, juntamente com Ciro Gomes (PDT). Os pedetistas já foram convidados para a próxima reunião e podem encabeçar a chapa que irá disputar a presidência (relembre aqui).

 

Lideranças partidárias que estiveram na reunião comentaram ao Bahia Notícias que a manobra poderia "ajustar interesses" e "arrumar o bloco". Novas reuniões devem ser feitas para coordenar as ações do bloco composto por DEM, Cidadania, Podemos, MDB, PV, Solidariedade e PSDB e o recém convidado PDT. 

 

NETO X DORIA 

Após anos de parceria política e brincadeira até sobre o Carnaval (veja aqui e aqui), a relação entre ACM Neto e João Doria desembocou em um descarte de apoio para 2022 (veja mais). A motivação do rompimento foi o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, que migrou do DEM para o PSDB após manobra de Doria.

 

Com a filiação de Garcia, Neto teceu duras críticas ao governador de São Paulo e comentou que a articulação do mandatário tucano era "uma postura desagregadora e demonstra inabilidade política" (relembre aqui). Neto também ressaltou que o ato, todavia, não comprometeria o diálogo com outros partidos (veja aqui).

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