Quarta, 10 de Junho de 2020 - 11:15

Assembleia da Paraíba também protocola convite para Rui prestar esclarecimentos

por Lucas Arraz

Assembleia da Paraíba também protocola convite para Rui prestar esclarecimentos
Foto: Reprodução / PB Agora

Além da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o Legislativo paraibano também recebeu nesta quarta-feira (10) um pedido de convite para o governador da Bahia, Rui Costa, prestar esclarecimentos sobre a compra frustrada de respiradores para o Consórcio Nordeste (veja aqui). 

 

O deputado estadual pela Paraíba Raniery Paulino (MDB) publicou em uma rede social que protocolou o convite ao governador baiano, que preside o consórcio da região. 

 

“Apresentei requerimento para realização de uma Sessão da @Assembleia_PB com a presença do Governador da Bahia e presidente do consórcio Nordeste Rui Costa depositário de recursos públicos da Paraíba para apresentar explicações sobre a malograda compra dos respiradores”, escreveu o parlamentar. 

 

ENTENDA O CASO
A compra dos ventiladores para o Consórcio Nordeste, que agora é algo de investigação por deputados, Polícia Civil e o Ministério Público Federal, foi concretizada pelo governo da Bahia, que pagou adiantado pelos produtos que nunca foram entregues (lembre aqui).

 

Foi a gestão do governador baiano que, inicialmente, denunciou e deflagrou a Operação Ragnarok para apurar irregularidades na empresa que recebeu pelos equipamentos, a Hempcare Pharma. 

 

No entanto, a investigação tomou outros rumos. Dias após a deflagração da Ragnarock pela Polícia Civil da Bahia, a dona da empresa Hempcare, Cristiana Prestes, um dos alvos da operação, citou o ex-chefe da Casa Civil do estado, Bruno Dauster, como o principal responsável pelas negociações envolvendo os respiradores. Segundo ela, que chegou a ser presa, Dauster foi quem a procurou e ele conduziu “99,9%” das tratativas. O chefe da Casa Civil da Bahia foi exonerado após a declaração (saiba mais aqui).

 

Após ter seu nome associado à compra mal sucedida de respiradores, o ex-secretário afirmou que sempre agiu “com absoluta transparência e rigor ético” e que deixou a pasta para evitar a politização do tema (lembre aqui). 

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