Hospital em Eunápolis vai 'desafogar' UTIs para Covid-19 em Porto Seguro, avalia prefeita
A construção dos 10 leitos de UTI para Covid-19, num hospital de campanha que vai ser construído em Eunápolis, vai desafogar o sistema de saúde de Porto Seguro. Esta é a avaliação da prefeita da cidade situada na Costa do Descobrimento, Cláudia Oliveira (PSD), em entrevista concedida nesta quarta-feira (27), ao Bahia Notícias, através de uma live no Instagram.

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Terça, 26 de Maio de 2020 - 13:25

Com 90% de UTIs ocupadas, Ilhéus aguarda mais 35 leitos para tratar Covid-19

por Francis Juliano

Com 90% de UTIs ocupadas, Ilhéus aguarda mais 35 leitos para tratar Covid-19
O número de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em Ilhéus, no sul baiano, para tratamento do novo coronavírus está com 90% da capacidade comprometida. A informação foi dada pelo prefeito Mário Alexandre durante live ao Bahia Notícias nesta terça-feira (26). "Estamos com 29 dos 31 leitos ocupados, mas com pacientes com perspectiva de alta", disse durante a entrevista.  A situação não alarma o gestor. Segundo ele, a entrega de mais 35 leitos de UTI e a redução da transmissividade de 30% para 3% frearam o avanço do novo coronavírus na cidade.

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Quarta, 20 de Maio de 2020 - 18:10

Medidas preventivas fizeram a Covid-19 não avançar muito em Alagoinhas, avalia prefeito

por Mari Leal / Bruno Leite

Medidas preventivas fizeram a Covid-19 não avançar muito em Alagoinhas, avalia prefeito

O prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto (PSD), cedeu uma entrevista ao Bahia Notícias através de uma live no fim da tarde desta quarta-feira (20). Durante o bate-papo, mediado pela jornalista Mari Leal, o gestor comentou sobre as ações de enfrentamento da sua gestão ao novo coronavirus (Covid-19) e ressaltou que medidas tomadas com antecedência fizeram com que a doença não tivesse um aumento exponencial nos limites do município.

 

"Temos a felicidade de tomarmos atitudes precoces e medidas que nos fizeram conter a pandemia do novo coronavirus. Desde fevereiro, montamos barreiras sanitárias, nossa rodoviária está fechada e o comércio e o fluxo de pessoas foram restringidos", apontou Neto, defendendo a essencialidade da ciência e a proteção da vida nas decisões políticas nesse momento.

 

Tendo em vista a queda na arrecadação, a redução dos salários do prefeito e do vice-prefeito, assim como dos secretários, foi implementada na cidade de Alagoinhas. Além disso, contratos de locação de veículos e o pagamento de diárias foram reduzidos.

 

Quanto a rede de assistência médica para os pacientes acometidos com a Covid-19, duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) foram mobilizadas exclusivamente para tal serviço. A rede poderá contar ainda com a inclusão de um hospital de campanha no Estádio Municipal Antônio Carneiro.

 

O alcaide, que também é medico, contou que montou dois comitês: um técnico, formado pelas autoridades de saúde; e outro composo pelas forças empresariais, por representantes do Ministério Público, do Legislativo municipal e de associações rurais. A política, explica Neto, busca dar um equilíbrio nas decisões durante a crise econômica e de saúde pública causada pela pandemia.

 

Na cidade, estudantes da rede municipal de educação estão recebendo um benefício para auxiliar na alimentação. O recurso, segundo Joaquim Neto, veio da verba que iria para a realização dos festejos juninos – cancelados em todo o estado. A gestão agora tem buscado meios para amparar também profissionais como mototaxistas e artistas.

 

Na live, ele ainda informou em primeira mão o total de casos diagnosticados em Alagoinhas até esta quarta-feira: são 26. Deste quantitativo, 14 pacientes já se encontram recuperados.

 

Confira a entrevista completa:

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Terça, 11 de Fevereiro de 2020 - 11:00

Jaime Barreiros Neto, analista do TRE-BA e professor da Ufba

por Francis Juliano

Jaime Barreiros Neto, analista do TRE-BA e professor da Ufba
Em outubro, os baianos voltarão às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Preocupações com o abuso do poder político econômico sempre voltam. Basta lembrar que já em 2020, uma cidade da Bahia trocou de prefeito em decorrência do crime eleitoral. Segundo o professor de Direito da Ufba Jaime Barreiros Neto, há diversas formas de abuso de poder. Uma delas pode aparecer com mais frequência neste ano. Trata-se do abuso de poder religioso. Em entrevista ao Bahia Notícias, Barreiros Neto explicou como a prática pode ser apontada. Na conversa, o também professor de direito da Ufba detalhou a principal mudança que ocorrerá nas eleições – o fim das coligações para candidaturas a vereador – discorreu sobre o problema das fake News, debateu o financiamento de campanhas e alertou para os limites que um prefeito à reeleição deve observar.

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Sexta, 13 de Dezembro de 2019 - 11:10

Luciene Santana, ativista dos direitos humanos e cientista social

por Bruno Leite

Luciene Santana, ativista dos direitos humanos e cientista social
No último 21 de novembro, um relatório contendo dados de uma análise de cinco meses no campo da segurança pública em cinco estados da federação foi divulgado. Concebido com a participação de uma rede de observatórios, o documento, intitulado como "Retratos da Violência: cinco meses de monitoramento, análises e descobertas" contou com a colaboração de ativistas e pesquisadores da área, uma delas é Luciene Santana, nossa entrevistada.

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Terça, 12 de Novembro de 2019 - 11:10

Vitor Maciel, mestre em contabilidade governamental

por Francis Juliano

Vitor Maciel, mestre em contabilidade governamental
As licitações são muitas vezes o calcanhar de aquiles dos municípios. Caso não sejam bem executadas vão se traduzir em má qualidade de serviços e gestões incompetentes. Ainda pior. Podem escoar dinheiro público para cofres de organizações criminosas. Em entrevista ao Bahia Notícias, o professor da Ufba e mestre em contabilidade governamental, Vitor Maciel, lamenta o fato de ainda não se ter uma “cultura do controle” na população. Ainda na entrevista, Maciel lista as principais falhas das licitações, aponta os casos mais comuns de fraudes e orienta a participação do cidadão no acompanhamento dos contratos. O professor ainda criticou a falta de fiscalização e de transparência em municípios do estado.  “Quando você não tem planejamento nem fiscalização, você fica na mão das empresas e administrações que muitas vezes não têm gestores preocupados em executar aquela política pública que motivou o contrato”, diz

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Terça, 15 de Outubro de 2019 - 11:00

Guilherme Dutra, biólogo e diretor da ONG Conservação Internacional

por Francis Juliano

Guilherme Dutra, biólogo e diretor da ONG Conservação Internacional
Situado no extremo sul baiano, o Parque Nacional de Abrolhos abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. É lá onde ficam o maior banco de águas calcárias do mundo e o maior banco de recifes corais do Atlântico Sul. As jubartes que migram da gelada Antártica para praias baianas, por exemplo, escolhem o arquipélago para se reproduzir. Todo esse cenário, no entanto, pode estar ameaçado. É que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) quer vender quatro lotes para exploração de petróleo na Bacia Camamu-Almada, próxima a Abrolhos. Uma primeira tentativa foi sustada no dia 10 de outubro, quando não apareceu nenhuma empresa para lançar um preço sobre os lotes. No entanto, a ANP continuará na tentativa de venda. Temerosos com o risco de acidentes ambientais por possíveis derramamentos de óleo, ambientalistas ligados ao movimento Conexão Abrolhos estão em alerta. Ao Bahia Notícias, o biólogo Guilherme Dutra, diretor da ONG Conservação Internacional, criticou o governo federal que desprestigiou relatórios técnicos do próprio Ibama condenando a venda dos lotes. Dutra também afirmou que a aposta no petróleo pode destruir toda a economia local, que vive da pesca e do turismo. "O petróleo é um recurso finito. Só que atividades como pesca e turismo vão ser dependentes dos recursos naturais em longuíssimo prazo”, afirma.

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Terça, 10 de Setembro de 2019 - 11:10

Professor diz que, sem incentivo, bancos comunitários 'vivem dilema de se manter'

por Bruno Leite

Professor diz que, sem incentivo, bancos comunitários 'vivem dilema de se manter'
Atuando como professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba), um dos projetos tocados por Genauto França junto a outros professores e membros da instituição é a Incubadora Tecnológica de Economia Solidária e Gestão do Desenvolvimento Territorial (Ites), que tem como objetivo buscar alternativas para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de comunidades socioeconomicamente empobrecidas. Acompanhado do também professor Magno Macêdo, Genauto discorreu sobre as iniciativas apoiadas pela Ites em relação aos chamados bancos comunitários, a importância social e a legitimidade de moedas sociais - que em algumas comunidades têm um fluxo maior que a própria moeda oficial, o real -, além da relevância política que há em se comprar na própria localidade em que se habita. Na entrevista, o coordenador do Ites apontou a participação efetiva da população na criação dos bancos. Para ele, "uma das grandes preocupações dos bancos comunitários diz respeito a lutar contra o processo de empobrecimento dos territórios". Por isso, reforça a necessidade de terem incentivo para manter esse trabalho. "Elas vivem muito esse dilema em conseguir se manter, às vezes sofrem com uma certa ausência de apoio e recursos".

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Terça, 13 de Agosto de 2019 - 11:10

José de Arimateia, referência nacional em regularização fundiária

por Francis Juliano

José de Arimateia, referência nacional em regularização fundiária
Ter a posse de um terreno é muitas vezes difícil e demorado. Quando a moradia ainda nem existe no cartório, é pior ainda. Os casos são inúmeros tanto na Bahia como no Brasil, conforme informou ao Bahia Notícias o presidente da Associação de Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT) e referência nacional no assunto, José de Arimateia. De passagem pela Bahia para orientar prefeituras a fazer regularização fundiária, Arimateia disse que o problema de imóveis irregulares é “seríssimo”. Na entrevista, o professor detalhou o caminho para conseguir de vez a propriedade, citou o projeto Área Legal e afirmou que o cidadão preciso assegurar o documento final, não ficar apenas na ideia da posse. “Nossa cultura brasileira ainda é da posse. As pessoas não se preocupam com documento”, avaliou.

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Quarta, 24 de Julho de 2019 - 11:10

Carlinhos de Tote, gerente de meio ambiente do Projeto CO² Manguezal

por Bruno Leite

Carlinhos de Tote, gerente de meio ambiente do Projeto CO² Manguezal
Fundado há cerca de cinco anos dentro da Fundação Vovó do Mangue, o Projeto CO² Manguezal é mais uma etapa na trajetória de Carlinhos de Tote junto às causas ambientais. Após anos no serviço público, com passagens pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pela extinta Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o ambientalista, agora aposentado, executa no projeto e na fundação, ações de educação ambiental na região do Recôncavo. Desde que foi implantado, o CO² Manguezal impactou cerca de três mil crianças através de atividades de educação, produziu mais de 46 mil mudas de mangue e mais de 6 mil mudas de mata atlântica, promoveu capacitações, estudos e monitoramentos, visando sempre a preservação e recuperação de mangues em uma área que desde 2000 faz parte da Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape (Resex). A Fundação Vovó do Mangue, realizadora do projeto, foi criada em 1997 por estudantes da cidade de Maragogipe, que considerando a relação sincrética entre a mitologia das religiões de matriz africana e os ritos e crenças do catolicismo, escolheram um nome que fizesse, ao mesmo tempo, uma alusão a Nanã e a Santa Ana. O bioma, presente em todo o litoral brasileiro tem, segundo Carlinhos de Tote, uma grande importância e que está ameaçada. “Além de filtro, o manguezal é a maternidade da vida marinha, é o albergue de aves, é o maior mercado a céu aberto e gratuito da população e agora sabemos que há também uma alta absorção desse carbono. Então, o crescimento da população tem mais subtraído deste ambiente do que colocando lá”, explica o ambientalista.

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