Duane Davis é condenado a 40 anos de prisão por morte do rapper Tupac Shakur
Por Redação
Duane "Keffe D" Davis, 63, foi condenado a 40 anos de prisão à prisão perpétua pela morte do rapper americano Tupac Shakur, assassinado em 1996. A sentença foi anunciada nesta terça-feira (13), em um tribunal de Nevada, nos Estados Unidos.
O caso estava arquivado e voltou à tona após declarações dadas por Davis em entrevistas em 2018. Em seu livro de memórias, por exemplo, Duane afirmou que estava no banco do passageiro da frente do Cadillac e havia entregado a arma a um dos dois homens sentados atrás dele, atirar em Tupac.
O rapper foi baleado quatro vezes em 7 de setembro de 1996, quando estava em um carro que parou em um semáforo em Paradise, na região metropolitana de Las Vegas. Ele morreu seis dias depois, aos 25 anos.
Pela lei do estado de Nevada, participar do planejamento de um homicídio já é o suficiente para a condenação, mesmo que o réu não tenha puxado o gatilho.
Duane foi considerado culpado do homicídio em primeiro grau em agosto, e na época, a condenação previa 20 anos à prisão perpétua pelo crime, além de 20 anos à prisão perpétua por uma agravante ligada ao uso de arma de fogo.
"Durante três anos, ouvi você dizer variações da mesma coisa... 'Sim, eu estive envolvido nisso. Mas eu sou diferente. Superei isso. Saí de Compton. Agora sou avô'. Você não tem o direito de tirar um homem de sua família. Você não tem o direito de tirar a vida dele, todo o seu futuro, e simplesmente ir embora", disse a juíza Carli Kierny ao proferir a sentença.
A defesa de Duane anunciou que pretende recorrer.
