Problemas no trio de Olodum tem “confusão” de versões após atraso no Carnaval da Barra-Ondina
Por Leonardo Almeida
O clima não foi o mais tranquilo no quarto dia de Carnaval em Salvador. Com direito a reclamação do cantor Bell Marques, que comandava o bloco Camaleão neste domingo (15), o trio do Olodum sofreu com problemas durante o percurso, chegando a ser alvo de vaias de foliões que acompanhavam a banda. No entanto, um fator também chamou a atenção foram as diferentes versões sobre o caso, com negações de atraso, problemas diferentes nos trios e alegação de superlotação no circuito.
No domingo, após atraso na saída, enquanto estava nas proximidades no Morro do Cristo, o bloco atravessou o trecho em silêncio, o que gerou reação negativa de parte do público que aguardava a apresentação. Na hora, a banda afirmou que precisou passar sem se apresentar por conta da superlotação no local, seguindo orientação da Polícia Militar para garantir a segurança dos foliões.
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda (16) o vocalista do Olodum, Lucas de Fiori, disse que a culpa do entrave foi a superlotação da avenida. Ele também negou que houve atraso na saída e rechaçou os rumores de problemas no trio elétrico.
“A gente não teve atraso nem problema no trio. Estava tudo ok, a gente atendeu um pedido da Polícia Militar, porque a rua estava muito cheia, e a gente não tava conseguindo subir o Cristo ali com facilidade", afirmou Fiori.
A informação, no entanto, difere da versão apresentada pelo presidente da Saltur, Isaac Edington, que detalhou momentos após a entrevista do vocalista os motivos que levaram ao atraso significativo no desfile do bloco Olodum. Segundo o gestor, o problema, na verdade, teria começado ainda na concentração do bloco.
Além disso, Edington alegou que houve uma série de contratempos técnicos comprometeu a fluidez do desfile.
"Eles tiveram problema lá com a segurança das cordas. Teve um problema na embreagem do equipamento. Tudo isso se somando, e acontecendo no meio do circuito, acaba gerando atraso", afirmou Edington.
Uma terceira versão veio da diretoria do Olodum em nota oficial. A direção afirmou que os problemas técnicos, seria dois pneus do carro de apoio identificados como esvaziados no momento da saída, situação que exigiu atenção imediata das equipes responsáveis. Segundo o comunicado, o fato teria impactado a dinâmica do desfile no início do percurso.
