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Travelling

Davidson pelo Mundo: EES muda a forma de entrar e sair da Europa – o que os turistas precisam saber

Por Davidson Botelho

Davidson pelo Mundo: EES muda a forma de entrar e sair da Europa – o que os turistas precisam saber
Foto: Divulgação

A partir da adoção do EES (Entry/Exit System) por países do espaço Schengen, o tradicional carimbo de entrada e saída no passaporte vem sendo substituído por um registro eletrônico que coleta dados biométricos dos viajantes. A mudança promete agilizar procedimentos e reforçar o controle migratório, mas traz dúvidas entre turistas sobre privacidade, tempo de permanência e logística nos aeroportos.

 

 

O QUE É E COMO FUNCIONA
O EES é um banco de dados europeu que registra eletronicamente entradas e saídas de viajantes isentos de visto. Em vez do carimbo manual, o sistema arquiva data, hora e local da passagem de fronteira, além de dados pessoais, uma fotografia facial e impressões digitais (duas) dos visitantes. O objetivo declarado pelas autoridades é substituir o controle manual por um sistema mais rápido, seguro e preciso para monitorar o período de permanência em geral, o limite permanece em 90 dias dentro de um período de 180 dias.

 

QUEM É AFETADO
Principalmente turistas de países que não precisam de visto para viagens curtas — por exemplo, brasileiros em turismo, que continuam autorizados a permanecer até 90 dias em 180 dias, mas terão esse período contabilizado eletronicamente pelo EES. Viajantes com visto seguem procedimentos próprios, mas seus dados também podem ser integrados a sistemas europeus de controle migratório.

 

IMPACTO NA EXPERIÊNCIA DO VIAJANTE
Para o passageiro, as diferenças mais visíveis são:

- Menos carimbos físicos no passaporte: o registro passa a ser eletrônico.
- Coleta biométrica: ao entrar ou sair, o viajante pode ser direcionado a totens ou guichês para captura de foto e impressões digitais, o que pode acrescentar alguns minutos ao processo.
- Fiscalização mais rigorosa do tempo de permanência: ultrapassar os 90 dias fica mais fácil de detectar, com potenciais sanções administrativas, proibições de reentrada ou multas.
- Possível redução de filas em alguns pontos, mas também possibilidade de filas específicas para coleta biométrica em portões movimentados.

 

PRIVACIDADE E SEGURANÇA DOS DADOS
As autoridades europeias afirmam que o EES opera sob regras estritas de proteção de dados: acesso controlado, uso restrito para fins de migração e prazos de retenção previstos por lei. Ainda assim, especialistas em privacidade recomendam que viajantes consultem informações oficiais dos países de chegada em caso de dúvidas sobre armazenamento e acesso aos seus dados.

 

DICAS PRÁTICAS PARA TURISTAS
- Confirme antes da viagem se o país de chegada faz parte do espaço Schengen e se já usa o EES. A maioria dos Estados Schengen implantou o sistema, mas os procedimentos locais podem variar.  
- Tenha o passaporte em bom estado e com validade adequada. Dados ilegíveis podem causar problemas no registro eletrônico.  
- Reserve tempo extra no aeroporto, especialmente em alta temporada, para a eventual coleta biométrica.  
- Anote as datas de entrada e saída: manter controle manual ajuda a evitar ultrapassar o limite de 90/180 dias.  
- Em caso de erro no registro ou problema com documentos, procure imediatamente o posto de imigração do aeroporto ou a representação consular do seu país.

 

O QUE MUDA EM TERMOS PRÁTICOS
Para a maioria dos turistas, a viagem não ficará mais complicada — é uma adaptação de procedimentos. A principal mudança é o fim gradual dos carimbos como prova física de entrada/saída, substituídos por um histórico eletrônico que também dificulta erros ou fraudes. A recomendação é planejar, documentar as datas e chegar com antecedência ao ponto de controle.

 

O EES representa mais um passo da Europa rumo à digitalização e ao reforço do controle de fronteiras. Para o turista atento, basta atualizar alguns hábitos, verificar informações pré-viagem, controlar os dias de permanência e reservar tempo extra nos aeroportos. Com isso, a experiência turística segue essencialmente a mesma, agora, mais eletrônica e rastreável.